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CBO 2002 Família 7311 R$ 2.501 na admissão +270 postos em 12 meses 6 atividades

CBO 7311-45 — Montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)

O código 7311-45 identifica a ocupação montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais) na CBO 2002, dentro da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)

Montam, testam e inspecionam placas, aparelhos e ou equipamentos eletroeletrônicos. Instalam painel de comando de rampa, esteira rolante e elevadores; preenchem relatórios e fichas dos equipamentos. Organizam e mantem o local de trabalho em condições de uso. Abastecem o posto de trabalho de componentes, peças e materiais.

Descrição oficial da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias de fabricação de materiais elétricos e eletrônicos, máquinas, aparelhos e equipamentos em geral, instrumentos de precisão e ópticos e equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios. Podem ter vínculo formal ou trabalhar como autônomos. Estão organizados em equipes, em células e linhas de montagem e são supervisionados permanentemente. Trabalham em ambientes fechados por rodízio de turnos e algumas vezes em posições desconfortáveis, expostos a ruídos e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

EPIs; Ferro de solda; Jigs; Kit de alicates; Kit de chaves; Máquina de bobinar; Multímetro; Osciloscópio; Parafusadeiras; Talha.

Quanto ganha um montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.00810% ganham até R$ 2.501mediana R$ 3.30510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.881

Entrada × quem já está

R$ 2.501 ao ser admitido · R$ 2.881 para quem tem vínculo ativo +15,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais) foi de R$ 2.501 — metade das 1.713 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.008 e os 10% de maior, acima de R$ 3.305.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.881, ou seja, 15,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 15 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.501
Por ano (12 salários)R$ 30.012
Por semanaR$ 576
Por hora (43.5h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.508 79,3%
  • Mulheres — R$ 2.352 20,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.967 83,2%
  • Mulheres — R$ 2.521 16,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.526
  • Nordeste 2.067
  • Sudeste 2.225
  • Sul 2.257
  • Centro-Oeste 2.096

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
AM 750 +209 — R$ 2.526 —
SP 524 +6 — R$ 2.388 —
MG 126 +48 — R$ 2.138 —
SC 113 +4 — R$ 2.170 —
RS 68 +4 — R$ 2.320 —
PR 65 +7 — R$ 2.367 —
GO 38 -3 — R$ 2.094 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.748

Desligamentos

1.478

Saldo

+270

Rotatividade

65%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+205) saldo negativo · pior: dez/25 (-93)

Em 12 meses houve 1.748 admissões e 1.478 desligamentos de montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais), o que significa que o mercado formal abriu 270 postos de trabalho no período, com rotatividade de 65% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 31,6% por dispensa sem justa causa, além de 38,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 28,6%
  • Dispensa sem justa causa 31,6%
  • Fim de contrato 38,2%

Sobre 1.478 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 1%
  • Pessoa com deficiência 0,2%
  • Jovem aprendiz 1,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 3,2%
  • 1 a 4 empregados 4,6%
  • 5 a 9 empregados 5,3%
  • 10 a 19 empregados 7%
  • 20 a 49 empregados 8,2%
  • 50 a 99 empregados 12,3%
  • 100 a 249 empregados 7,4%
  • 250 a 499 empregados 7%
  • 500 a 999 empregados 4,9%
  • 1.000 ou mais empregados 40,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 44,6% das admissões 780 44h R$ 2.389 R$ 2.528 R$ 2.566 3% 1
Fabricação de máquinas e equipamentos para uso industrial específico não especificados anteriormente, peças e acessórios 2869100 · 6,5% das admissões 114 44h R$ 2.123 R$ 2.158 R$ 2.193 3% 3
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 4,9% das admissões 85 44h R$ 3.309 R$ 3.368 R$ 3.465 3% 3
Instalação de máquinas e equipamentos industriais 3321000 · 4,7% das admissões 83 44h R$ 2.069 R$ 2.214 R$ 2.400 3% 3
Comércio atacadista de outros equipamentos e artigos de uso pessoal e doméstico não especificados anteriormente 4649499 · 3,6% das admissões 63 44h R$ 2.125 R$ 2.150 R$ 2.175 2% 2
Fabricação de outros equipamentos e aparelhos elétricos não especificados anteriormente 2790299 · 3,4% das admissões 60 44h R$ 1.789 R$ 1.954 R$ 2.023 2% 3
Fabricação de outras máquinas e equipamentos de uso geral não especificados anteriormente, peças e acessórios 2829199 · 2,5% das admissões 44 43.5h R$ 2.775 R$ 3.080 R$ 3.825 3% —
Fabricação de aparelhos e equipamentos de medida, teste e controle 2651500 · 1,6% das admissões 28 43.8h — R$ 2.640 — 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.273 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

15 meses

Em empresa do Simples

23,3%

Sexo

  • Homem 83,9%
  • Mulher 16,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Contrato intermitente2,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 2.273 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 48%
  • Branca 45,3%
  • Preta 5,9%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 2%
  • 5º ano completo 0,8%
  • 6º ao 9º ano 2,5%
  • Fundamental completo 5,2%
  • Médio incompleto 6,6%
  • Médio completo 77,3%
  • Superior incompleto 2,7%
  • Superior completo 2,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 2,2%
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º a 9º ano 0,8%
  • Fundamental completo 2,9%
  • Médio incompleto 3,8%
  • Médio completo 86,3%
  • Superior incompleto 1,8%
  • Superior completo 1,6%
  • Pós-graduação 0,1%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 6,5%
  • 5 a 9 empregados 9,7%
  • 10 a 19 empregados 11,2%
  • 20 a 49 empregados 10,4%
  • 50 a 99 empregados 14,1%
  • 100 a 249 empregados 9,5%
  • 250 a 499 empregados 6,8%
  • 500 a 999 empregados 11,1%
  • 1.000 ou mais empregados 20,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

22,3

CAT no período

42

Idade média no acidente

32 anos

Foram 42 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 22,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 66,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 33,3% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 33,3%
  • Típico 66,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 26,2%
  • Articulação do tornozelo 9,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,1%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 7,1%
  • Partes múltiplas 7,1%

Natureza da lesão

  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 28,6%
  • Lesão imediata 26,2%
  • Fratura 14,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 14,3%
  • Luxação 7,1%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 23,8%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,5%
  • Motocicleta, motoneta 7,1%
  • Máquina de aparafusar - ferramenta portátil com força motriz ou aquecimento 7,1%
  • Alavanca, pé-de-cabra - ferramenta manual sem força motriz 4,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 3 7,1% 1.634
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 2 4,8% 3.531
S43.0 — Luxação da articulação do ombro 2 4,8% 2.950
S61 — Ferimento do punho e da mão 2 4,8% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 2 4,8% 5.476
M12.5 — Artropatia traumática 1 2,4% 18

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 22,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7311.

Qual especialização paga mais na família 7311

Todas as ocupações de montadores de equipamentos eletroeletrônicos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7311-45.

Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • •Demonstrar destreza manual
  • •Dar provas de atenção e agilidade
  • •Demonstrar higiene e asseio
  • •Demonstrar espírito de equipe
  • •Buscar auto-desenvolvimento
  • •Demonstrar iniciativa

Perguntas frequentes

Quanto ganha um montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.501 por mês, considerando as 1.713 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.008 (10% menores) a R$ 3.305 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.881 (RAIS 2024), 15.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.748 admissões contra 1.478 desligamentos, saldo de +270 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 44,6% das admissões e mediana de R$ 2.528. A ficha de montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)?

7311-45 (família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7311: A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de montador de equipamentos eletrônicos (máquinas industriais)?

A taxa é de 22,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (26,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S60.0 — contusão de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7311-45?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7311-45 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7311-45 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7311:

  • •Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
  • •H Brilhante Equipamentos Ltda.
  • •Indústria de Transformadores do Amazonas Ltda. (Itam)
  • •224 Itautec Philco S.A.
  • •Manaus Energia S.A.
  • •Oficina Alagoano - C. D. de Farias
  • •Panasonic da Amazônia S.A.
  • •Procomp da Amazônia Indústria Eletrônica S.A.
  • •Sharp do Brasil S.A.
  • •Sony da Amazônia Ltda.
  • •Telemar - Amazonas
  • •Thyssen Sûr
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Setrab: Assessoria e Consultoria em Segurança do Trabalho Ltda.
  • •Sine: Sistema Nacional de Emprego.
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