Leiaute da NF-e PL_010e_v1.02
Códigos de campo da NF-e
Os 64 valores aceitos nos campos de código da NF-e, extraídos do esquema XML oficial. Não é lista de referência: valor fora dela é recusado pelo autorizador antes das regras de validação.
motDesICMS — motivo da desoneração do ICMS
Preenchido só quando há ICMS desonerado na nota. A coluna grupos de CST mostra em quantos grupos de tributação o schema aceita cada motivo — é por isso que um valor válido numa nota pode ser recusado em outra.
| Código | Motivo | Grupos de CST |
|---|---|---|
| 1 | Táxi | 1 |
| 3 | Produtor Agropecuário | 4 |
| 4 | Frotista/Locadora | 1 |
| 5 | Diplomático/Consular | 1 |
| 6 | Utilitários e Motocicletas da Amazônia Ocidental e Áreas de Livre Comércio (Resolução 714/88 e 790/94 – CONTRAN e suas alterações) | 2 |
| 7 | SUFRAMA | 2 |
| 8 | Venda a órgão Público | 1 |
| 9 | Outros | 6 |
| 10 | Deficiente Condutor (Convênio ICMS 38/12) | 3 |
| 11 | Deficiente Não Condutor (Convênio ICMS 38/12) | 3 |
| 12 | Fomento agropecuário | 3 |
| 16 | Olimpíadas Rio 2016 | 1 |
| 90 | Solicitado pelo Fisco | 1 |
CST do IPI
No XML o CST do IPI mora em dois grupos: IPITrib quando há tributação e
IPINT quando não há. Ele anda junto do Código de Enquadramento Legal —
a rejeição 387 valida a compatibilidade entre os dois.
IPITrib — tributado
- 00 Entrada com recuperação de crédito
- 49 Outras entradas
- 50 Saída tributada
- 99 Outras saídas
IPINT — não tributado
- 01 Entrada tributada com alíquota zero
- 02 Entrada isenta
- 03 Entrada não-tributada
- 04 Entrada imune
- 05 Entrada com suspensão
- 51 Saída tributada com alíquota zero
- 52 Saída isenta
- 53 Saída não-tributada
- 54 Saída imune
- 55 Saída com suspensão
Identificação da nota
Os códigos do grupo ide e afins — pequenos, mas cada um recusa a nota se vier fora da lista.
idDest — destino da operação
Interna, interestadual ou exterior.
- 1 Interna
- 2 Interestadual
- 3 Exterior)
indPres — presença do comprador
Presencial, internet, teleatendimento, entrega a domicílio…
- 0 Não se aplica (ex.: Nota Fiscal complementar ou de ajuste)
- 1 Operação presencial
- 2 Operação não presencial, internet
- 3 Operação não presencial, teleatendimento
- 4 Operação não presencial com NFC-e e NFe com DANFE Simplificado Tipo 2 (com entrega)
- 5 Operação presencial, fora do estabelecimento
- 9 Operação não presencial, outros
indIntermed — intermediador
Operação sem intermediador ou em site/plataforma de terceiro.
- 0 Operação sem intermediador (em site ou plataforma própria)
- 1 Operação em site ou plataforma de terceiros (intermediadores/marketplace)
modFrete — responsável pelo frete
Emitente, destinatário, terceiros ou sem frete.
- 0 Contratação do Frete por conta do Remetente (CIF)
- 1 Contratação do Frete por conta do destinatário/remetente (FOB)
- 2 Contratação do Frete por conta de terceiros
- 3 Transporte próprio por conta do remetente
- 4 Transporte próprio por conta do destinatário
- 9 Sem Ocorrência de transporte
tpNF — tipo da operação
Entrada ou saída.
- 0 entrada
- 1 saída)
indFinal — consumidor final
Define, com o idDest, se há DIFAL.
- 0 Não
- 1 Consumidor Final)
tpImp — formato do DANFE
Retrato, paisagem, NFC-e, mensagem eletrônica…
- 0 Sem DANFE
- 1 DANFE Retrato
- 2 DANFE Paisagem
- 3 DANFE Simplificado
- 4 DANFE NFC-e
- 5 DANFE NFC-e em mensagem eletrônica
- 6 DANFE Simplificado Tipo 2 (nas condições do Ajuste SINIEF 13/26)
tpEmis — forma de emissão
Normal ou contingência (SVC, EPEC, FS-DA…).
- 1 Normal
- 2 Contingência FS
- 3 Regime Especial NFF (NT 2021.002)
- 4 Contingência DPEC
- 5 Contingência FSDA
- 6 Contingência SVC - AN
- 7 Contingência SVC - RS
- 9 Contingência off-line da NFC-e e da NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2
Perguntas frequentes
O que é o motDesICMS e quando ele é obrigatório?
O motDesICMS informa POR QUE o ICMS foi desonerado, e só existe quando há valor desonerado na nota. São 13 motivos no schema oficial — de táxi e produtor agropecuário a SUFRAMA, venda a órgão público e "solicitado pelo Fisco". Informado o motivo, o valor do ICMS desonerado (vICMSDeson) tem que ser maior que zero, senão cai a rejeição 627. E o inverso também vale: nos CST 20, 30, 40, 41, 50, 70 e 90, deixar de informar o par valor + motivo pode derrubar a nota pela 934, a critério da UF.
Por que nem todo motivo de desoneração vale para todo CST?
Porque o schema repete o campo dentro de cada grupo de tributação e cada um aceita só um subconjunto. "Outros" (9) é aceito em 6 grupos, SUFRAMA (7) em 2 e Táxi (1) em apenas 1. Por isso um motivo válido em uma nota pode ser recusado em outra com CST diferente — é o schema, não o autorizador, que restringe.
Quais são os CST do IPI?
São 14, divididos em dois grupos no XML: IPITrib (00, 49, 50 e 99), para operação tributada, e IPINT (01 a 05 e 51 a 55), para não tributada — alíquota zero, isenta, não-tributada, imune e com suspensão, na entrada e na saída. O CST do IPI anda junto do Código de Enquadramento Legal (cEnq): a rejeição 387 valida a compatibilidade entre os dois, exigindo, por exemplo, cEnq da faixa 301-399 quando o CST é de isenção (02 ou 52).
De onde vêm esses códigos?
Do esquema XML oficial da NF-e (Pacote de Liberação publicado no Portal Nacional), que é a fonte normativa: valor fora da lista de enumeração é recusado antes mesmo das regras de validação. As descrições são as do próprio schema, com a base legal que ele cita — Convênio ICMS 38/12 para os motivos de deficiente condutor e não condutor, e as Resoluções CONTRAN 714/88 e 790/94 para utilitários e motocicletas da Amazônia Ocidental.
Fonte: esquema XML da NF-e (PL_010e_v1.02), Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica. Conferido em 29/07/2026. Para conferir uma nota inteira, use o validador de XML.