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CBO 2002 Família 7311 R$ 2.247 na admissão +1.275 postos em 12 meses 6 atividades

CBO 7311-50 — Montador de equipamentos eletrônicos

O código 7311-50 identifica a ocupação montador de equipamentos eletrônicos na CBO 2002, dentro da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um montador de equipamentos eletrônicos

Montam, testam e inspecionam placas, aparelhos e ou equipamentos eletroeletrônicos. Instalam painel de comando de rampa, esteira rolante e elevadores; preenchem relatórios e fichas dos equipamentos. Organizam e mantem o local de trabalho em condições de uso. Abastecem o posto de trabalho de componentes, peças e materiais.

Descrição oficial da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias de fabricação de materiais elétricos e eletrônicos, máquinas, aparelhos e equipamentos em geral, instrumentos de precisão e ópticos e equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios. Podem ter vínculo formal ou trabalhar como autônomos. Estão organizados em equipes, em células e linhas de montagem e são supervisionados permanentemente. Trabalham em ambientes fechados por rodízio de turnos e algumas vezes em posições desconfortáveis, expostos a ruídos e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

EPIs; Ferro de solda; Jigs; Kit de alicates; Kit de chaves; Máquina de bobinar; Multímetro; Osciloscópio; Parafusadeiras; Talha.

Quanto ganha um montador de equipamentos eletrônicos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.66910% ganham até R$ 2.247mediana R$ 2.45610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.341

Entrada × quem já está

R$ 2.247 ao ser admitido · R$ 2.341 para quem tem vínculo ativo +4,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de montador de equipamentos eletrônicos foi de R$ 2.247 — metade das 9.489 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.669 e os 10% de maior, acima de R$ 2.456.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.341, ou seja, 4,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 18 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.247
Por ano (12 salários)R$ 26.964
Por semanaR$ 517
Por hora (43.6h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.301 50,4%
  • Mulheres — R$ 2.168 49,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.399 49,4%
  • Mulheres — R$ 2.304 50,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.328
  • Nordeste 1.658
  • Sudeste 2.197
  • Sul 2.197
  • Centro-Oeste 1.938

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 3.387 +432 — R$ 2.331 —
AM 3.156 +598 — R$ 2.331 —
MG 1.053 +55 — R$ 1.774 —
BA 662 +216 — R$ 1.657 —
RS 433 -47 — R$ 2.132 —
PR 296 +15 — R$ 2.232 —
SC 258 -68 — R$ 2.333 —
RO 64 +33 — R$ 1.693 —
GO 52 +10 — R$ 1.938 —
PA 46 +16 — R$ 1.813 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

9.705

Desligamentos

8.430

Saldo

+1.275

Rotatividade

49,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (+590) saldo negativo · pior: dez/25 (-376)

Em 12 meses houve 9.705 admissões e 8.430 desligamentos de montador de equipamentos eletrônicos, o que significa que o mercado formal abriu 1.275 postos de trabalho no período, com rotatividade de 49,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 29,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 50,8% por dispensa sem justa causa, além de 16,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 29,3%
  • Dispensa sem justa causa 50,8%
  • Fim de contrato 16,7%

Sobre 8.430 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,6%
  • Contrato intermitente 0,6%
  • Pessoa com deficiência 2%
  • Jovem aprendiz 1,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 2,9%
  • 1 a 4 empregados 3,1%
  • 5 a 9 empregados 3,3%
  • 10 a 19 empregados 4,3%
  • 20 a 49 empregados 7,7%
  • 50 a 99 empregados 8,9%
  • 100 a 249 empregados 14,7%
  • 250 a 499 empregados 14,2%
  • 500 a 999 empregados 11,8%
  • 1.000 ou mais empregados 29,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata montador de equipamentos eletrônicos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de componentes eletrônicos 2610800 · 20,4% das admissões 1.977 43.9h R$ 2.108 R$ 2.328 R$ 2.438 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 11,7% das admissões 1.135 43.7h R$ 1.918 R$ 2.043 R$ 2.397 3% 1
Fabricação de aparelhos e equipamentos de ar condicionado para uso não industrial 2824102 · 7,1% das admissões 689 43.3h R$ 2.325 R$ 2.350 R$ 2.375 2% 3
Fabricação de outros aparelhos eletrodomésticos não especificados anteriormente, peças e acessórios 2759799 · 6,9% das admissões 671 45.6h R$ 1.625 R$ 1.651 R$ 1.677 3% 3
Fabricação de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo 2640000 · 6% das admissões 584 44h R$ 2.150 R$ 2.332 R$ 2.367 3% 3
Fabricação de aparelhos telefônicos e de outros equipamentos de comunicação, peças e acessórios 2632900 · 5,3% das admissões 518 44h R$ 2.305 R$ 2.337 R$ 2.368 3% 3
Fabricação de periféricos para equipamentos de informática 2622100 · 5% das admissões 487 44h R$ 2.155 R$ 2.326 R$ 2.364 2% 3
Fabricação de material elétrico e eletrônico para veículos automotores, exceto baterias 2945000 · 2,5% das admissões 238 44h R$ 2.142 R$ 2.322 R$ 2.364 3% —

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como montador de equipamentos eletrônicos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 17.138 vínculos

Idade mediana

31 anos

Tempo de casa

18 meses

Em empresa do Simples

18,3%

Sexo

  • Homem 49,3%
  • Mulher 50,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência3,4%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,4%

Sobre os 17.138 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 49,7%
  • Branca 39,3%
  • Preta 10%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º ao 9º ano 2%
  • Fundamental completo 3,7%
  • Médio incompleto 5,7%
  • Médio completo 83,3%
  • Superior incompleto 2,1%
  • Superior completo 2,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 0,3%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º a 9º ano 1,4%
  • Fundamental completo 3%
  • Médio incompleto 6%
  • Médio completo 84,2%
  • Superior incompleto 2,6%
  • Superior completo 2%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 5%
  • 5 a 9 empregados 4,7%
  • 10 a 19 empregados 6,3%
  • 20 a 49 empregados 9%
  • 50 a 99 empregados 6,4%
  • 100 a 249 empregados 15,4%
  • 250 a 499 empregados 18,2%
  • 500 a 999 empregados 10,2%
  • 1.000 ou mais empregados 24,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de montador de equipamentos eletrônicos

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

18,1

CAT no período

249

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

32 anos

Foram 249 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo montador de equipamentos eletrônicos nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 18,1 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 56,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 41% de trajeto (no deslocamento) e 2,8% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 41%
  • Típico 56,2%
  • Doença 2,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 20,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 8%
  • Membros superiores, NIC 6,8%
  • Partes múltiplas 6,8%
  • Joelho 6,8%

Natureza da lesão

  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 15,7%
  • Lesão imediata 14,9%
  • Fratura 14,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 13,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 12,4%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 12,9%
  • Motocicleta, motoneta 12,5%
  • Máquina, NIC 8,1%
  • Veículo rodoviário motorizado 6,5%
  • Veículo, NIC 4,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 13 5,2% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 11 4,4% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 10 4% 5.476
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 8 3,2% 1.634
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 7 2,8% 1.634
M25.5 — Dor articular 6 2,4% 1.605

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de componentes eletrônicos) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 18,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7311.

Qual especialização paga mais na família 7311

Todas as ocupações de montadores de equipamentos eletroeletrônicos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7311-50.

Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • •Demonstrar destreza manual
  • •Dar provas de atenção e agilidade
  • •Demonstrar higiene e asseio
  • •Demonstrar espírito de equipe
  • •Buscar auto-desenvolvimento
  • •Demonstrar iniciativa

Sinônimos oficiais (4)

Instalador de somMontador de aparelhos eletroeletrônicosMontador de aparelhos eletrônicosRevisor de aparelhos eletrônicos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7311-50 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um montador de equipamentos eletrônicos?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.247 por mês, considerando as 9.489 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.669 (10% menores) a R$ 2.456 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.341 (RAIS 2024), 4.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando montador de equipamentos eletrônicos?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 9.705 admissões contra 8.430 desligamentos, saldo de +1.275 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata montador de equipamentos eletrônicos?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de componentes eletrônicos (CNAE 2610800), com 20,4% das admissões e mediana de R$ 2.328. A ficha de montador de equipamentos eletrônicos no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de montador de equipamentos eletrônicos?

7311-50 (família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos). A CBO reconhece também os títulos: Instalador de som, Montador de aparelhos eletroeletrônicos, Montador de aparelhos eletrônicos, Revisor de aparelhos eletrônicos — todos usam o mesmo código 7311-50. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser montador de equipamentos eletrônicos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7311: A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de montador de equipamentos eletrônicos?

A taxa é de 18,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (20,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7311-50?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7311-50 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7311-50 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2610800), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7311:

  • •Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
  • •H Brilhante Equipamentos Ltda.
  • •Indústria de Transformadores do Amazonas Ltda. (Itam)
  • •224 Itautec Philco S.A.
  • •Manaus Energia S.A.
  • •Oficina Alagoano - C. D. de Farias
  • •Panasonic da Amazônia S.A.
  • •Procomp da Amazônia Indústria Eletrônica S.A.
  • •Sharp do Brasil S.A.
  • •Sony da Amazônia Ltda.
  • •Telemar - Amazonas
  • •Thyssen Sûr
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Setrab: Assessoria e Consultoria em Segurança do Trabalho Ltda.
  • •Sine: Sistema Nacional de Emprego.
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