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CBO 2002 Família 7311 R$ 2.024 na admissão +528 postos em 12 meses 6 atividades

CBO 7311-80 — Operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)

O código 7311-80 identifica a ocupação operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos) na CBO 2002, dentro da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)

Montam, testam e inspecionam placas, aparelhos e ou equipamentos eletroeletrônicos. Instalam painel de comando de rampa, esteira rolante e elevadores; preenchem relatórios e fichas dos equipamentos. Organizam e mantem o local de trabalho em condições de uso. Abastecem o posto de trabalho de componentes, peças e materiais.

Descrição oficial da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias de fabricação de materiais elétricos e eletrônicos, máquinas, aparelhos e equipamentos em geral, instrumentos de precisão e ópticos e equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios. Podem ter vínculo formal ou trabalhar como autônomos. Estão organizados em equipes, em células e linhas de montagem e são supervisionados permanentemente. Trabalham em ambientes fechados por rodízio de turnos e algumas vezes em posições desconfortáveis, expostos a ruídos e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

EPIs; Ferro de solda; Jigs; Kit de alicates; Kit de chaves; Máquina de bobinar; Multímetro; Osciloscópio; Parafusadeiras; Talha.

Quanto ganha um operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.85710% ganham até R$ 2.024mediana R$ 2.71110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.655

Entrada × quem já está

R$ 2.024 ao ser admitido · R$ 2.655 para quem tem vínculo ativo +31,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos) foi de R$ 2.024 — metade das 11.265 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.857 e os 10% de maior, acima de R$ 2.711.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.655, ou seja, 31,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 27 meses.

Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.024
Por ano (12 salários)R$ 24.288
Por semanaR$ 466
Por hora (43.4h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.016 45,8%
  • Mulheres — R$ 2.039 54,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.658 39,4%
  • Mulheres — R$ 2.652 60,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.034
  • Nordeste 1.658
  • Sudeste 2.505
  • Sul 2.267

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
AM 7.096 +504 — R$ 2.034 —
SP 3.341 -104 — R$ 2.519 —
SE 482 +291 — R$ 1.649 —
MG 282 +23 — R$ 1.899 —
PR 167 -73 — R$ 2.377 —
RS 97 -49 — R$ 2.082 —
CE 51 +18 — R$ 1.734 —
RJ 50 -1 — R$ 1.771 —
BA 47 +2 — R$ 1.745 —
SC 36 -57 — R$ 2.233 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

11.666

Desligamentos

11.138

Saldo

+528

Rotatividade

51,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/26 (+426) saldo negativo · pior: dez/25 (-471)

Em 12 meses houve 11.666 admissões e 11.138 desligamentos de operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos), o que significa que o mercado formal abriu 528 postos de trabalho no período, com rotatividade de 51,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 22,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 41,4% por dispensa sem justa causa, além de 33,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 22,6%
  • Dispensa sem justa causa 41,4%
  • Fim de contrato 33,6%

Sobre 11.138 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,6%
  • Pessoa com deficiência 2,1%
  • Jovem aprendiz 1,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 2,4%
  • 1 a 4 empregados 0,9%
  • 5 a 9 empregados 0,5%
  • 10 a 19 empregados 2%
  • 20 a 49 empregados 2,6%
  • 50 a 99 empregados 1,8%
  • 100 a 249 empregados 8,1%
  • 250 a 499 empregados 10,4%
  • 500 a 999 empregados 19,2%
  • 1.000 ou mais empregados 52,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 35,1% das admissões 4.094 43.7h R$ 2.027 R$ 2.078 R$ 2.394 3% 1
Fabricação de periféricos para equipamentos de informática 2622100 · 13,8% das admissões 1.608 43.3h R$ 2.072 R$ 2.361 R$ 2.703 2% 3
Fabricação de fios, cabos e condutores elétricos isolados 2733300 · 11,3% das admissões 1.320 44h R$ 1.926 R$ 1.951 R$ 1.977 3% 3
Fabricação de componentes eletrônicos 2610800 · 7,6% das admissões 890 44.6h R$ 2.016 R$ 2.307 R$ 2.383 3% 3
Fabricação de outros aparelhos eletrodomésticos não especificados anteriormente, peças e acessórios 2759799 · 4,6% das admissões 538 44h R$ 1.626 R$ 1.654 R$ 1.681 3% 3
Fabricação de aparelhos e equipamentos de medida, teste e controle 2651500 · 4,5% das admissões 521 44.1h R$ 2.423 R$ 2.512 R$ 2.559 2% 3
Fabricação de outros equipamentos e aparelhos elétricos não especificados anteriormente 2790299 · 4,3% das admissões 503 44h R$ 1.927 R$ 1.969 R$ 2.034 2% 3
Fabricação de material elétrico e eletrônico para veículos automotores, exceto baterias 2945000 · 4,3% das admissões 499 44h R$ 1.837 R$ 1.874 R$ 1.964 3% —

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 21.625 vínculos

Idade mediana

32 anos

Tempo de casa

27 meses

Em empresa do Simples

3,6%

Sexo

  • Mulher 60,8%
  • Homem 39,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência4,2%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 21.625 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 62,3%
  • Branca 32,3%
  • Preta 4,6%
  • Amarela 0,6%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,3%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º ao 9º ano 0,6%
  • Fundamental completo 1,4%
  • Médio incompleto 1,8%
  • Médio completo 91,8%
  • Superior incompleto 1,4%
  • Superior completo 2,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,1%
  • 5º ano completo 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,2%
  • Fundamental completo 0,5%
  • Médio incompleto 1,7%
  • Médio completo 92,7%
  • Superior incompleto 2,2%
  • Superior completo 2,1%
  • Pós-graduação 0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,5%
  • 5 a 9 empregados 0,7%
  • 10 a 19 empregados 1,1%
  • 20 a 49 empregados 2,9%
  • 50 a 99 empregados 3,5%
  • 100 a 249 empregados 10,4%
  • 250 a 499 empregados 10,7%
  • 500 a 999 empregados 26,1%
  • 1.000 ou mais empregados 44,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

13,1

CAT no período

227

Idade média no acidente

33 anos

Foram 227 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13,1 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 55,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 39,2% de trajeto (no deslocamento) e 5,7% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 55,1%
  • Trajeto 39,2%
  • Doença 5,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 19,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 11,5%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 6,2%
  • Pé (exceto artelhos) 5,7%
  • Joelho 5,7%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata 18,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 15%
  • Fratura 13,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 11,9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 9,3%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,3%
  • Máquina, NIC 8,8%
  • Motocicleta, motoneta 8,8%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas 8,8%
  • Veículo, NIC 6,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 10 4,4% 1.634
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 9 4% 5.476
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 8 3,5% 1.634
S61 — Ferimento do punho e da mão 7 3,1% 3.531
S80.0 — Contusão do joelho 6 2,6% 1.225
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 6 2,6% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7311.

Qual especialização paga mais na família 7311

Todas as ocupações de montadores de equipamentos eletroeletrônicos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7311-80.

Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • •Demonstrar destreza manual
  • •Dar provas de atenção e agilidade
  • •Demonstrar higiene e asseio
  • •Demonstrar espírito de equipe
  • •Buscar auto-desenvolvimento
  • •Demonstrar iniciativa

Sinônimos oficiais (2)

Operador de máquinas de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)Revisor de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7311-80 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.024 por mês, considerando as 11.265 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.857 (10% menores) a R$ 2.711 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.655 (RAIS 2024), 31.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 11.666 admissões contra 11.138 desligamentos, saldo de +528 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 35,1% das admissões e mediana de R$ 2.078. A ficha de operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)?

7311-80 (família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos). A CBO reconhece também os títulos: Operador de máquinas de linha de montagem (aparelhos eletrônicos), Revisor de linha de montagem (aparelhos eletrônicos) — todos usam o mesmo código 7311-80. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7311: A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de linha de montagem (aparelhos eletrônicos)?

A taxa é de 13,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (19,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S60.0 — contusão de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7311-80?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7311-80 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7311-80 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7311:

  • •Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
  • •H Brilhante Equipamentos Ltda.
  • •Indústria de Transformadores do Amazonas Ltda. (Itam)
  • •224 Itautec Philco S.A.
  • •Manaus Energia S.A.
  • •Oficina Alagoano - C. D. de Farias
  • •Panasonic da Amazônia S.A.
  • •Procomp da Amazônia Indústria Eletrônica S.A.
  • •Sharp do Brasil S.A.
  • •Sony da Amazônia Ltda.
  • •Telemar - Amazonas
  • •Thyssen Sûr
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Setrab: Assessoria e Consultoria em Segurança do Trabalho Ltda.
  • •Sine: Sistema Nacional de Emprego.
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