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CBO 2002 Família 7311 R$ 2.110 na admissão +66 postos em 12 meses 6 atividades

CBO 7311-60 — Montador de equipamentos elétricos (transformadores)

O código 7311-60 identifica a ocupação montador de equipamentos elétricos (transformadores) na CBO 2002, dentro da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um montador de equipamentos elétricos (transformadores)

Montam, testam e inspecionam placas, aparelhos e ou equipamentos eletroeletrônicos. Instalam painel de comando de rampa, esteira rolante e elevadores; preenchem relatórios e fichas dos equipamentos. Organizam e mantem o local de trabalho em condições de uso. Abastecem o posto de trabalho de componentes, peças e materiais.

Descrição oficial da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias de fabricação de materiais elétricos e eletrônicos, máquinas, aparelhos e equipamentos em geral, instrumentos de precisão e ópticos e equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios. Podem ter vínculo formal ou trabalhar como autônomos. Estão organizados em equipes, em células e linhas de montagem e são supervisionados permanentemente. Trabalham em ambientes fechados por rodízio de turnos e algumas vezes em posições desconfortáveis, expostos a ruídos e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

EPIs; Ferro de solda; Jigs; Kit de alicates; Kit de chaves; Máquina de bobinar; Multímetro; Osciloscópio; Parafusadeiras; Talha.

Quanto ganha um montador de equipamentos elétricos (transformadores)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.70110% ganham atéR$ 2.110medianaR$ 2.77110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.764

Entrada × quem já está

R$ 2.110 ao ser admitido · R$ 2.764 para quem tem vínculo ativo +31%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de montador de equipamentos elétricos (transformadores) foi de R$ 2.110 — metade das 1.923 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.701 e os 10% de maior, acima de R$ 2.771.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.764, ou seja, 31% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 27 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.110
Por ano (12 salários)R$ 25.320
Por semanaR$ 486
Por hora (43.7h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.15484,5%
  • Mulheres — R$ 2.01415,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.83187%
  • Mulheres — R$ 2.50013%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.339
  • Nordeste1.709
  • Sudeste2.083
  • Sul2.182
  • Centro-Oeste1.882

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 749 -55 R$ 2.205
MG 322 +65 R$ 1.844
SC 262 +43 R$ 2.137
AM 182 +86 R$ 2.348
PR 79 -36 R$ 2.262
RS 75 +1 R$ 2.200
GO 56 +1 R$ 1.847
ES 37 +12 R$ 1.880
BA 34 +2 R$ 1.746

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.954

Desligamentos

1.888

Saldo

+66

Rotatividade

42,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (+43) saldo negativo · pior: out/25 (-49)

Em 12 meses houve 1.954 admissões e 1.888 desligamentos de montador de equipamentos elétricos (transformadores), o que significa que o mercado formal abriu 66 postos de trabalho no período, com rotatividade de 42,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 44,7% por dispensa sem justa causa, além de 16,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador34,1%
  • Dispensa sem justa causa44,7%
  • Fim de contrato16,5%
  • Aposentadoria0,1%

Sobre 1.888 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente2,2%
  • Pessoa com deficiência0,7%
  • Jovem aprendiz1,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro3,5%
  • 1 a 4 empregados5,6%
  • 5 a 9 empregados6,9%
  • 10 a 19 empregados8,1%
  • 20 a 49 empregados15,6%
  • 50 a 99 empregados9,3%
  • 100 a 249 empregados12,8%
  • 250 a 499 empregados10,2%
  • 500 a 999 empregados18,5%
  • 1.000 ou mais empregados9,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata montador de equipamentos elétricos (transformadores)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de transformadores, indutores, conversores, sincronizadores e semelhantes, peças e acessórios 2710402 · 32% das admissões 626 43.8h R$ 2.047 R$ 2.333 R$ 2.475 3% 3
Manutenção e reparação de geradores, transformadores e motores elétricos 3313901 · 9% das admissões 176 43.9h R$ 1.854 R$ 2.082 R$ 2.488 3% 3
Fabricação de outros equipamentos e aparelhos elétricos não especificados anteriormente 2790299 · 7,8% das admissões 153 43.9h R$ 1.877 R$ 1.939 R$ 1.993 2% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 5,8% das admissões 113 43.9h R$ 1.768 R$ 2.034 R$ 2.096 3% 1
Fabricação de aparelhos e equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica 2731700 · 5,2% das admissões 102 43.3h R$ 2.028 R$ 2.750 R$ 3.553 3%
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 4,2% das admissões 82 43.7h R$ 2.155 R$ 2.315 R$ 2.394 3% 3
Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 4221902 · 2,9% das admissões 56 44h R$ 1.604 R$ 1.660 R$ 1.750 3% 4
Artes cênicas, espetáculos e atividades complementares não especificadas anteriormente 9001999 · 2% das admissões 40 44h R$ 1.980 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como montador de equipamentos elétricos (transformadores)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.481 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

27 meses

Em empresa do Simples

24,8%

Sexo

  • Homem86%
  • Mulher14%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência2%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente1,8%

Sobre os 4.481 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca49,1%
  • Parda40,3%
  • Preta9,3%
  • Amarela1%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto1%
  • 5º ano completo0,8%
  • 6º ao 9º ano3,7%
  • Fundamental completo7,9%
  • Médio incompleto8,2%
  • Médio completo72,3%
  • Superior incompleto1,3%
  • Superior completo4,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,5%
  • 6º a 9º ano3%
  • Fundamental completo6,1%
  • Médio incompleto9%
  • Médio completo75,9%
  • Superior incompleto2,6%
  • Superior completo2%
  • Pós-graduação0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,6%
  • 5 a 9 empregados8%
  • 10 a 19 empregados11,9%
  • 20 a 49 empregados16,3%
  • 50 a 99 empregados12,3%
  • 100 a 249 empregados12,4%
  • 250 a 499 empregados9,2%
  • 500 a 999 empregados16%
  • 1.000 ou mais empregados9,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de montador de equipamentos elétricos (transformadores)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

29,5

CAT no período

106

Idade média no acidente

34 anos

Foram 106 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo montador de equipamentos elétricos (transformadores) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 29,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 80,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 19,8% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico80,2%
  • Trajeto19,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo29,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos)13,2%
  • Partes múltiplas7,5%
  • Pé (exceto artelhos)5,7%
  • Punho4,7%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)24,5%
  • Fratura19,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)15,1%
  • Lesão imediata15,1%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)8,5%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas9,4%
  • Motocicleta, motoneta8,5%
  • Metal - inclui liga6,6%
  • Máquina, NIC4,7%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC4,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 10 9,4% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 9 8,5% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 4 3,8% 1.634
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 2,8% 5.476
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 3 2,8% 3.531
S40.0 — Contusão do ombro e do braço 2 1,9% 479

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de transformadores, indutores, conversores, sincronizadores e semelhantes, peças e acessórios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 29,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7311.

Qual especialização paga mais na família 7311

Todas as ocupações de montadores de equipamentos eletroeletrônicos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7311-60.

Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Demonstrar destreza manual
  • Dar provas de atenção e agilidade
  • Demonstrar higiene e asseio
  • Demonstrar espírito de equipe
  • Buscar auto-desenvolvimento
  • Demonstrar iniciativa

Sinônimos oficiais (2)

Auxiliar de montagem de transformadoresMontador de transformadores

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7311-60 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um montador de equipamentos elétricos (transformadores)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.110 por mês, considerando as 1.923 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.701 (10% menores) a R$ 2.771 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.764 (RAIS 2024), 31% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando montador de equipamentos elétricos (transformadores)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.954 admissões contra 1.888 desligamentos, saldo de +66 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata montador de equipamentos elétricos (transformadores)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de transformadores, indutores, conversores, sincronizadores e semelhantes, peças e acessórios (CNAE 2710402), com 32% das admissões e mediana de R$ 2.333. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de montador de equipamentos elétricos (transformadores)?

7311-60 (família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de montagem de transformadores, Montador de transformadores — todos usam o mesmo código 7311-60. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser montador de equipamentos elétricos (transformadores)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7311: A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de montador de equipamentos elétricos (transformadores)?

A taxa é de 29,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (29,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7311-60?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7311-60 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7311-60 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2710402), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7311:

  • Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
  • H Brilhante Equipamentos Ltda.
  • Indústria de Transformadores do Amazonas Ltda. (Itam)
  • 224 Itautec Philco S.A.
  • Manaus Energia S.A.
  • Oficina Alagoano - C. D. de Farias
  • Panasonic da Amazônia S.A.
  • Procomp da Amazônia Indústria Eletrônica S.A.
  • Sharp do Brasil S.A.
  • Sony da Amazônia Ltda.
  • Telemar - Amazonas
  • Thyssen Sûr
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Setrab: Assessoria e Consultoria em Segurança do Trabalho Ltda.
  • Sine: Sistema Nacional de Emprego.
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