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CBO 2002 Família 7311 R$ 2.218 na admissão +46 postos em 12 meses 6 atividades

CBO 7311-05 — Montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos)

O código 7311-05 identifica a ocupação montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos) na CBO 2002, dentro da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos)

Montam, testam e inspecionam placas, aparelhos e ou equipamentos eletroeletrônicos. Instalam painel de comando de rampa, esteira rolante e elevadores; preenchem relatórios e fichas dos equipamentos. Organizam e mantem o local de trabalho em condições de uso. Abastecem o posto de trabalho de componentes, peças e materiais.

Descrição oficial da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias de fabricação de materiais elétricos e eletrônicos, máquinas, aparelhos e equipamentos em geral, instrumentos de precisão e ópticos e equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios. Podem ter vínculo formal ou trabalhar como autônomos. Estão organizados em equipes, em células e linhas de montagem e são supervisionados permanentemente. Trabalham em ambientes fechados por rodízio de turnos e algumas vezes em posições desconfortáveis, expostos a ruídos e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

EPIs; Ferro de solda; Jigs; Kit de alicates; Kit de chaves; Máquina de bobinar; Multímetro; Osciloscópio; Parafusadeiras; Talha.

Quanto ganha um montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.75610% ganham atéR$ 2.218medianaR$ 3.01510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.784

Entrada × quem já está

R$ 2.218 ao ser admitido · R$ 2.784 para quem tem vínculo ativo +25,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos) foi de R$ 2.218 — metade das 444 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.756 e os 10% de maior, acima de R$ 3.015.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.784, ou seja, 25,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 41 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.218
Por ano (12 salários)R$ 26.616
Por semanaR$ 510
Por hora (43.5h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.29466%
  • Mulheres — R$ 2.10434%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.89666,6%
  • Mulheres — R$ 2.53933,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste2.279
  • Sul1.985

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 265 +48 R$ 2.359
RS 55 -5 R$ 1.965
MG 52 +18 R$ 1.749

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

450

Desligamentos

404

Saldo

+46

Rotatividade

34,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+16) saldo negativo · pior: dez/25 (-23)

Em 12 meses houve 450 admissões e 404 desligamentos de montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos), o que significa que o mercado formal abriu 46 postos de trabalho no período, com rotatividade de 34,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 52% por dispensa sem justa causa, além de 9,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador32,7%
  • Dispensa sem justa causa52%
  • Fim de contrato9,9%

Sobre 404 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente1,1%
  • Pessoa com deficiência0,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro4,2%
  • 1 a 4 empregados6,9%
  • 5 a 9 empregados8,2%
  • 10 a 19 empregados19,1%
  • 20 a 49 empregados19,6%
  • 50 a 99 empregados15,1%
  • 100 a 249 empregados20,2%
  • 250 a 499 empregados5,6%
  • 500 a 999 empregados1,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de aparelhos eletromédicos e eletroterapêuticos e equipamentos de irradiação 2660400 · 23,1% das admissões 104 43.6h R$ 2.200 R$ 2.503 R$ 2.590 2%
Fabricação de componentes eletrônicos 2610800 · 15,3% das admissões 69 44h R$ 1.749 R$ 1.799 R$ 2.004 3% 3
Fabricação de bicicletas e triciclos não motorizados, peças e acessórios 3092000 · 6% das admissões 27 44h R$ 1.970 3% 3
Fabricação de instrumentos não eletrônicos e utensílios para uso médico, cirúrgico, odontológico e de laboratório 3250701 · 5,6% das admissões 25 44h R$ 2.173 2%
Serviços de comunicação multimídia - scm 6110803 · 5,1% das admissões 23 44h R$ 2.340 2% 2
Fabricação de materiais para medicina e odontologia 3250705 · 4,4% das admissões 20 44h R$ 2.263 3%
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 2,7% das admissões 12 44h R$ 3.000 3% 3
Aluguel de equipamentos científicos, médicos e hospitalares, sem operador 7739002 · 2% das admissões 9 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.172 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

41 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

28,4%

Sexo

  • Homem68,2%
  • Mulher31,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência2,9%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,9%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 1.172 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca58%
  • Parda33,3%
  • Preta7,7%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,6%
  • 6º ao 9º ano1,8%
  • Fundamental completo3,6%
  • Médio incompleto4,3%
  • Médio completo80,9%
  • Superior incompleto3,3%
  • Superior completo5,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto0,7%
  • 5º ano completo0,7%
  • 6º a 9º ano1,6%
  • Fundamental completo3,1%
  • Médio incompleto3,1%
  • Médio completo79,1%
  • Superior incompleto3,8%
  • Superior completo7,3%
  • Pós-graduação0,4%
  • Doutorado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados9,6%
  • 5 a 9 empregados8,4%
  • 10 a 19 empregados13%
  • 20 a 49 empregados23%
  • 50 a 99 empregados13,4%
  • 100 a 249 empregados9%
  • 250 a 499 empregados19,9%
  • 500 a 999 empregados2,6%
  • 1.000 ou mais empregados1,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7311.

Qual especialização paga mais na família 7311

Todas as ocupações de montadores de equipamentos eletroeletrônicos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7311-05.

Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Demonstrar destreza manual
  • Dar provas de atenção e agilidade
  • Demonstrar higiene e asseio
  • Demonstrar espírito de equipe
  • Buscar auto-desenvolvimento
  • Demonstrar iniciativa

Perguntas frequentes

Quanto ganha um montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.218 por mês, considerando as 444 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.756 (10% menores) a R$ 3.015 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.784 (RAIS 2024), 25.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 450 admissões contra 404 desligamentos, saldo de +46 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de aparelhos eletromédicos e eletroterapêuticos e equipamentos de irradiação (CNAE 2660400), com 23,1% das admissões e mediana de R$ 2.503. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos)?

7311-05 (família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser montador de equipamentos eletrônicos (aparelhos médicos)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7311: A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7311-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7311-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7311-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2660400), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7311:

  • Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
  • H Brilhante Equipamentos Ltda.
  • Indústria de Transformadores do Amazonas Ltda. (Itam)
  • 224 Itautec Philco S.A.
  • Manaus Energia S.A.
  • Oficina Alagoano - C. D. de Farias
  • Panasonic da Amazônia S.A.
  • Procomp da Amazônia Indústria Eletrônica S.A.
  • Sharp do Brasil S.A.
  • Sony da Amazônia Ltda.
  • Telemar - Amazonas
  • Thyssen Sûr
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Setrab: Assessoria e Consultoria em Segurança do Trabalho Ltda.
  • Sine: Sistema Nacional de Emprego.
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