NFS-e Nacional: as tabelas e os códigos da nota de serviço
A NFS-e Nacional unificou o que era municipal: um leiaute, uma lista de serviços e um conjunto de regras. Quem emite precisa de três respostas — qual código identifica o serviço, onde o ISS é devido e o que a validação recusa. Cada uma tem tabela oficial própria, e todas estão aqui.
Códigos de tributação nacional (cTribNac)
338 códigosO código que identifica o serviço na NFS-e. Desdobra os subitens da LC 116 em descrições próprias — e traz a regra oficial de onde o ISS é devido.
Erros e rejeições da NFS-e
887 códigosOs dois padrões: 384 códigos ABRASF 2.04 com a solução oficial e 503 regras da NFS-e Nacional com o motivo que dispara.
Eventos da NFS-e
16 tiposDepois de emitida a nota não muda: cancelar, substituir, confirmar e bloquear entram como evento. Quem pode pedir cada um, e quando o pedido é recusado.
Indicador de local da operação (cIndOp)
43 códigosOnde a operação se considera realizada para IBS e CBS — e, por consequência, para qual ente vai a receita.
Lista de serviços da LC 116
200 itensA lista do ISS com texto oficial, alíquotas, retenção na fonte e a transição até 2033.
NBS — Nomenclatura Brasileira de Serviços
920 serviçosA nomenclatura usada na correlação oficial com CST, cClassTrib e indicador de operação.
Como a nota se monta
O emitente manda uma DPS (Declaração de Prestação de Serviços) e o Ambiente de Dados Nacional devolve a
NFS-e. Dentro da DPS, o serviço é identificado pelo
código de tributação nacional; a tributação da reforma entra
pelo grupo IBSCBS, com
CST,
cClassTrib e o
indicador de local da operação.
Se algo não fecha, a resposta vem como código de erro.
E o que acontece com a nota depois de emitida — cancelamento, substituição, manifestação — entra como
evento.
Perguntas frequentes
O que é a NFS-e Nacional?
É o padrão nacional da Nota Fiscal de Serviço eletrônica, mantido pela Receita Federal por meio do Comitê Gestor da NFS-e. O contribuinte emite uma DPS (Declaração de Prestação de Serviços) e o Ambiente de Dados Nacional devolve a NFS-e. O padrão unifica leiaute, códigos e regras de validação que antes variavam de município para município.
Qual código identifica o serviço na NFS-e Nacional?
O código de tributação nacional (cTribNac). São 338 códigos que desdobram os 200 subitens da lista da LC 116/2003 — a lista nacional é mais granular que a lei, e é o desdobro que vai na nota, não o subitem.
Como saber em qual município o ISS é devido?
A documentação técnica da NFS-e Nacional publica a regra por código: 277 seguem o estabelecimento ou domicílio do prestador, 58 seguem o local da prestação e 1 o domicílio do tomador. A regra geral do art. 3º da LC 116 é o estabelecimento do prestador — os 58 do local da prestação são as exceções da lei já resolvidas caso a caso, e é onde mais se erra: obra, eventos, estacionamento, pedágio.
A NFS-e já tem IBS e CBS?
Sim. O leiaute ganhou o grupo IBSCBS dentro da DPS, com CST, cClassTrib e o indicador de local da operação. Em 2026, ano de teste, os valores são destacados sem recolhimento para quem cumpre as obrigações acessórias; o ISS só é extinto em 2033.
Qual a diferença entre o padrão ABRASF e a NFS-e Nacional?
São dois conjuntos de regras que convivem: o padrão ABRASF 2.04 é o modelo adotado por muitos municípios antes da unificação, com 384 códigos de erro e alerta próprios; a NFS-e Nacional tem regras próprias de recepção e validação da DPS (503 aqui). Um município pode estar em um, no outro ou em transição — e o código de erro devolvido diz de qual conjunto veio.