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CBO 2002 Família 7311 R$ 2.223 na admissão -279 postos em 12 meses 58 atividades

CBO 7311-15 — Montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)

O código 7311-15 identifica a ocupação montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição) na CBO 2002, dentro da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)

Montam, testam e inspecionam placas, aparelhos e ou equipamentos eletroeletrônicos. Instalam painel de comando de rampa, esteira rolante e elevadores; preenchem relatórios e fichas dos equipamentos. Organizam e mantem o local de trabalho em condições de uso. Abastecem o posto de trabalho de componentes, peças e materiais.

Descrição oficial da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias de fabricação de materiais elétricos e eletrônicos, máquinas, aparelhos e equipamentos em geral, instrumentos de precisão e ópticos e equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios. Podem ter vínculo formal ou trabalhar como autônomos. Estão organizados em equipes, em células e linhas de montagem e são supervisionados permanentemente. Trabalham em ambientes fechados por rodízio de turnos e algumas vezes em posições desconfortáveis, expostos a ruídos e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

EPIs; Ferro de solda; Jigs; Kit de alicates; Kit de chaves; Máquina de bobinar; Multímetro; Osciloscópio; Parafusadeiras; Talha.

Quanto ganha um montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62010% ganham até R$ 2.223mediana R$ 3.15210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.603

Entrada × quem já está

R$ 2.223 ao ser admitido · R$ 2.603 para quem tem vínculo ativo +17,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição) foi de R$ 2.223 — metade das 4.570 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.620 e os 10% de maior, acima de R$ 3.152.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.603, ou seja, 17,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 9 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.223
Por ano (12 salários)R$ 26.676
Por semanaR$ 512
Por hora (43.8h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.555 72,2%
  • Mulheres — R$ 1.642 27,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.975 75,5%
  • Mulheres — R$ 2.126 24,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.051
  • Nordeste 1.668
  • Sudeste 2.283
  • Sul 2.209
  • Centro-Oeste 2.940

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.379 -354 — R$ 1.851 —
RJ 848 +70 — R$ 2.538 —
AM 531 +121 — R$ 2.047 —
CE 319 +190 — R$ 1.653 —
MS 297 +60 — R$ 3.063 —
MG 283 -33 — R$ 2.543 —
SC 182 -11 — R$ 2.378 —
GO 179 +10 — R$ 2.689 —
PR 148 -266 — R$ 1.891 —
RS 125 +24 — R$ 2.085 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

4.686

Desligamentos

4.965

Saldo

-279

Rotatividade

99,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+187) saldo negativo · pior: dez/25 (-419)

Em 12 meses houve 4.686 admissões e 4.965 desligamentos de montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição), o que significa que o mercado formal fechou 279 postos de trabalho no período, com rotatividade de 99,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 19,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,5% por dispensa sem justa causa, além de 32,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 19,3%
  • Dispensa sem justa causa 45,5%
  • Fim de contrato 32,6%

Sobre 4.965 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 2,2%
  • Pessoa com deficiência 0,4%
  • Jovem aprendiz 0,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 9,6%
  • 1 a 4 empregados 3%
  • 5 a 9 empregados 3,3%
  • 10 a 19 empregados 6,5%
  • 20 a 49 empregados 7,8%
  • 50 a 99 empregados 8,4%
  • 100 a 249 empregados 6,7%
  • 250 a 499 empregados 7%
  • 500 a 999 empregados 19%
  • 1.000 ou mais empregados 28,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 23,8% das admissões 1.117 43.8h R$ 1.631 R$ 1.662 R$ 1.694 3% 1
Manutenção de redes de distribuição de energia elétrica 4221903 · 12,9% das admissões 606 44h R$ 2.529 R$ 2.568 R$ 2.623 3% 4
Fabricação de aparelhos e equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica 2731700 · 11,1% das admissões 519 44.1h R$ 1.642 R$ 1.685 R$ 2.538 3% —
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 9,2% das admissões 429 44h R$ 1.880 R$ 2.271 R$ 2.684 3% 3
Fabricação de material elétrico e eletrônico para veículos automotores, exceto baterias 2945000 · 5,4% das admissões 255 44h R$ 2.027 R$ 2.055 R$ 2.082 3% —
Construção de edifícios 4120400 · 4,4% das admissões 207 44h R$ 2.636 R$ 2.775 R$ 3.124 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 4,4% das admissões 205 44.5h R$ 2.653 R$ 2.905 R$ 3.138 3% 1
Comércio varejista de material elétrico 4742300 · 2,9% das admissões 136 44h R$ 2.122 R$ 2.196 R$ 2.611 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.984 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

9 meses

Em empresa do Simples

25,5%

Sexo

  • Homem 75,7%
  • Mulher 24,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%
  • Contrato intermitente3%

Sobre os 4.984 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 57,3%
  • Branca 33,5%
  • Preta 8,1%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 0,8%
  • 5º ano completo 0,6%
  • 6º ao 9º ano 2,6%
  • Fundamental completo 5,3%
  • Médio incompleto 4,3%
  • Médio completo 82,5%
  • Superior incompleto 1,4%
  • Superior completo 2,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 2,3%
  • 5º ano completo 1,1%
  • 6º a 9º ano 4,5%
  • Fundamental completo 5,5%
  • Médio incompleto 5,7%
  • Médio completo 78,3%
  • Superior incompleto 1%
  • Superior completo 1,4%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 5,5%
  • 5 a 9 empregados 6,6%
  • 10 a 19 empregados 7,1%
  • 20 a 49 empregados 14,2%
  • 50 a 99 empregados 7,9%
  • 100 a 249 empregados 10%
  • 250 a 499 empregados 17,3%
  • 500 a 999 empregados 18,5%
  • 1.000 ou mais empregados 12,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

29,4

CAT no período

114

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

32 anos

Foram 114 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 29,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 79,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 19,3% de trajeto (no deslocamento) e 0,9% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 19,3%
  • Típico 79,8%
  • Doença 0,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 24,6%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 7%
  • Joelho 7%
  • Partes múltiplas 4,4%
  • Articulação do tornozelo 4,4%

Natureza da lesão

  • Fratura 17,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 13,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 13,2%
  • Lesão imediata 12,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 11,4%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 7%
  • Agente do acidente, NIC 5,3%
  • Torre, poste - edifício ou estrutura 4,4%
  • Agente do acidente inexistente 4,4%
  • Metal - inclui liga 4,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
M79.6 — Dor em membro 5 4,4% 517
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 4,4% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 5 4,4% 24.580
S80.0 — Contusão do joelho 5 4,4% 1.225
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 4 3,5% 1.358
S90.0 — Contusão do tornozelo 3 2,6% 1.188

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 29,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7311.

Qual especialização paga mais na família 7311

Todas as ocupações de montadores de equipamentos eletroeletrônicos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7311-15.

A Organizar local de trabalho (5)
  • •Limpar o posto de trabalho
  • •Ordenar ferramentas e ou instrumentos do posto
  • •Verificar equipamento antiestático
  • •Abastecer posto de componentes, peças e materiais
  • •Ler a folha de instrução de trabalho na troca de modelo
B Montar placa de circuito impresso (6)
  • •Conferir valores e polaridades dos componentes
  • •Inserir componentes no suporte
  • •Soldar terminais
  • •Retirar excesso de solda
  • •Refazer solda fria
  • •Retirar curto de solda
C Testar placas de circuito impresso, aparelhos e equipamentos eletroeletrônicos (7)
  • •Testar equipamentos de segurança
  • •Testar placa de circuito impresso
  • •Realizar testes funcionais em aparelhos e ou equipamentos semi-montados
  • •Executar teste final de funcionamento dos aparelhos e ou equipamentos eletrônicos
  • •Fazer teste de impacto
  • •Realizar testes elétricos
  • •Checar funcionamento do equipamento elétrico
D Montar aparelhos eletrônicos (6)
  • •Parafusar placa de circuito impresso
  • •Conectar placas entre si e painel
  • •Fixar painel no gabinete
  • •Interligar painel e placas
  • •Fixar acessórios e dispositivos
  • •Fazer ajustes eletrônicos e configurações
E Inspecionar placas, aparelhos e ou equipamentos eletroeletrônicos (8)
  • •Checar placa visualmente
  • •Verificar falta de componentes na placa
  • •Checar componentes invertidos na placa
  • •Checar aparelho visualmente
  • •Corrigir defeitos de montagem
  • •Verificar presença de corpo estranho no aparelho
  • •Atestar produtos
  • •Embalar produto acabado
F Montar aparelhos e ou equipamentos elétricos (9)
  • •Interpretar esquemas elétricos
  • •Confeccionar bobinas
  • •Acoplar peças, bobinas e componentes
  • •Interligar bobinas e componentes
  • •Isolar bobinas e componentes
  • •Montar núcleo ferroso
  • •Isolar núcleo
  • •Fixar dispositivos elétricos
  • •Interligar dispositivos
G Preparar produto para expedição (6)
  • •Fechar aparelho e ou equipamento
  • •Fazer limpeza externa
  • •Organizar acessórios, manual e lista de assistência técnica na embalagem
  • •Fixar acessórios
  • •Executar testes elétricos
  • •Rebobinar aparelhos elétricos
I Preencher relatórios e fichas (5)
  • •Preencher relatório de controle de defeito
  • •Preencher relatório de parada de linha
  • •Preencher ficha de rastreabilidade
  • •Preencher ficha de característica do equipamento
  • •Preencher relatório de fases
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • •Demonstrar destreza manual
  • •Dar provas de atenção e agilidade
  • •Demonstrar higiene e asseio
  • •Demonstrar espírito de equipe
  • •Buscar auto-desenvolvimento
  • •Demonstrar iniciativa

Sinônimos oficiais (1)

Montador de instrumentos elétricos de medição

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7311-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.223 por mês, considerando as 4.570 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.620 (10% menores) a R$ 3.152 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.603 (RAIS 2024), 17.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 4.686 admissões contra 4.965 desligamentos, saldo de -279 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 23,8% das admissões e mediana de R$ 1.662. A ficha de montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)?

7311-15 (família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos). A CBO reconhece também os títulos: Montador de instrumentos elétricos de medição — todos usam o mesmo código 7311-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7311: A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de montador de equipamentos elétricos (instrumentos de medição)?

A taxa é de 29,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (24,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é M79.6 — dor em membro. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7311-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7311-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7311-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7311:

  • •Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
  • •H Brilhante Equipamentos Ltda.
  • •Indústria de Transformadores do Amazonas Ltda. (Itam)
  • •224 Itautec Philco S.A.
  • •Manaus Energia S.A.
  • •Oficina Alagoano - C. D. de Farias
  • •Panasonic da Amazônia S.A.
  • •Procomp da Amazônia Indústria Eletrônica S.A.
  • •Sharp do Brasil S.A.
  • •Sony da Amazônia Ltda.
  • •Telemar - Amazonas
  • •Thyssen Sûr
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Setrab: Assessoria e Consultoria em Segurança do Trabalho Ltda.
  • •Sine: Sistema Nacional de Emprego.
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