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CBO 2002 Família 7311 R$ 2.503 na admissão +236 postos em 12 meses 6 atividades

CBO 7311-70 — Bobinador eletricista, à máquina

O código 7311-70 identifica a ocupação bobinador eletricista, à máquina na CBO 2002, dentro da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um bobinador eletricista, à máquina

Montam, testam e inspecionam placas, aparelhos e ou equipamentos eletroeletrônicos. Instalam painel de comando de rampa, esteira rolante e elevadores; preenchem relatórios e fichas dos equipamentos. Organizam e mantem o local de trabalho em condições de uso. Abastecem o posto de trabalho de componentes, peças e materiais.

Descrição oficial da família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias de fabricação de materiais elétricos e eletrônicos, máquinas, aparelhos e equipamentos em geral, instrumentos de precisão e ópticos e equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios. Podem ter vínculo formal ou trabalhar como autônomos. Estão organizados em equipes, em células e linhas de montagem e são supervisionados permanentemente. Trabalham em ambientes fechados por rodízio de turnos e algumas vezes em posições desconfortáveis, expostos a ruídos e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

EPIs; Ferro de solda; Jigs; Kit de alicates; Kit de chaves; Máquina de bobinar; Multímetro; Osciloscópio; Parafusadeiras; Talha.

Quanto ganha um bobinador eletricista, à máquina

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.88210% ganham atéR$ 2.503medianaR$ 3.94010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.206

Entrada × quem já está

R$ 2.503 ao ser admitido · R$ 3.206 para quem tem vínculo ativo +28,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de bobinador eletricista, à máquina foi de R$ 2.503 — metade das 1.682 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.882 e os 10% de maior, acima de R$ 3.940.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.206, ou seja, 28,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 42 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.503
Por ano (12 salários)R$ 30.036
Por semanaR$ 576
Por hora (43.9h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.50682,8%
  • Mulheres — R$ 2.40917,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.27878,9%
  • Mulheres — R$ 2.98921,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.275
  • Nordeste2.292
  • Sudeste2.573
  • Sul2.383
  • Centro-Oeste2.214

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SC 579 +79 R$ 2.502
SP 390 +60 R$ 2.767
MG 288 +100 R$ 2.509
RS 142 +38 R$ 2.332
PR 72 +9 R$ 2.600
MT 41 -29 R$ 2.188

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.696

Desligamentos

1.460

Saldo

+236

Rotatividade

30,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+78) saldo negativo · pior: dez/25 (-37)

Em 12 meses houve 1.696 admissões e 1.460 desligamentos de bobinador eletricista, à máquina, o que significa que o mercado formal abriu 236 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 42,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 47,1% por dispensa sem justa causa, além de 5,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador42,3%
  • Dispensa sem justa causa47,1%
  • Fim de contrato5,5%

Sobre 1.460 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial1,7%
  • Contrato intermitente2,2%
  • Pessoa com deficiência1,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro5,2%
  • 1 a 4 empregados7,8%
  • 5 a 9 empregados7,7%
  • 10 a 19 empregados7,1%
  • 20 a 49 empregados5,4%
  • 50 a 99 empregados3,2%
  • 100 a 249 empregados5,4%
  • 250 a 499 empregados6,8%
  • 500 a 999 empregados15,2%
  • 1.000 ou mais empregados36,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata bobinador eletricista, à máquina

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de transformadores, indutores, conversores, sincronizadores e semelhantes, peças e acessórios 2710402 · 35,1% das admissões 596 44h R$ 2.176 R$ 2.421 R$ 2.640 3% 3
Fabricação de motores elétricos, peças e acessórios 2710403 · 18,8% das admissões 318 44h R$ 2.333 R$ 2.527 R$ 2.570 3% 3
Manutenção e reparação de geradores, transformadores e motores elétricos 3313901 · 10% das admissões 170 44h R$ 2.021 R$ 2.717 R$ 3.569 3% 3
Fabricação de geradores de corrente contínua e alternada, peças e acessórios 2710401 · 5,8% das admissões 99 44h R$ 2.346 R$ 2.397 R$ 2.548 3% 3
Comércio varejista de material elétrico 4742300 · 3,4% das admissões 58 44.1h R$ 1.975 R$ 2.230 R$ 2.892 3% 1
Obras de montagem industrial 4292802 · 2,4% das admissões 40 44h R$ 4.444 3% 4
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 1,7% das admissões 28 44h R$ 2.700 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 1,5% das admissões 25 44h R$ 2.515 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como bobinador eletricista, à máquina

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.849 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

42 meses

Em empresa do Simples

29,7%

Sexo

  • Homem79,3%
  • Mulher20,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência3,4%
  • Jornada parcial0,6%
  • Contrato intermitente0,9%

Sobre os 4.849 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca58%
  • Parda34,4%
  • Preta6,8%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto0,8%
  • 5º ano completo0,8%
  • 6º ao 9º ano2,4%
  • Fundamental completo8%
  • Médio incompleto8,4%
  • Médio completo73%
  • Superior incompleto3,3%
  • Superior completo3,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,5%
  • 5º ano completo0,6%
  • 6º a 9º ano2,9%
  • Fundamental completo7,1%
  • Médio incompleto11,9%
  • Médio completo71,6%
  • Superior incompleto2,8%
  • Superior completo2%
  • Pós-graduação0,3%
  • Doutorado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados11%
  • 5 a 9 empregados9,1%
  • 10 a 19 empregados9,1%
  • 20 a 49 empregados6,7%
  • 50 a 99 empregados6,2%
  • 100 a 249 empregados6,8%
  • 250 a 499 empregados4,6%
  • 500 a 999 empregados9,4%
  • 1.000 ou mais empregados37,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de bobinador eletricista, à máquina

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

23,1

CAT no período

89

Idade média no acidente

33 anos

Foram 89 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo bobinador eletricista, à máquina nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 23,1 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 68,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 29,2% de trajeto (no deslocamento) e 2,2% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto29,2%
  • Típico68,5%
  • Doença2,2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo32,6%
  • Pé (exceto artelhos)13,5%
  • Antebraço (entre o punho e o cotovelo)6,7%
  • Partes múltiplas4,5%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)4,5%

Natureza da lesão

  • Fratura31,5%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)20,2%
  • Lesão imediata12,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)9%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)6,7%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta12,4%
  • Veículo rodoviário motorizado9%
  • Martelo, malho, marreta - ferramenta manual sem força motriz9%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC7,9%
  • Motor elétrico - equipamento elétrico5,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 5 5,6% 24.580
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 5 5,6% 1.634
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 4 4,5% 3.531
S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio 3 3,4% 16.067
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 3 3,4% 313
S60.0NU — Traumatismo superficial do punho e da mão 3 3,4% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de transformadores, indutores, conversores, sincronizadores e semelhantes, peças e acessórios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 23,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7311.

Qual especialização paga mais na família 7311

Todas as ocupações de montadores de equipamentos eletroeletrônicos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7311-70.

Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Demonstrar destreza manual
  • Dar provas de atenção e agilidade
  • Demonstrar higiene e asseio
  • Demonstrar espírito de equipe
  • Buscar auto-desenvolvimento
  • Demonstrar iniciativa

Sinônimos oficiais (3)

Bobinador - eletricistaEletricista bobinadorMontador de bobinas

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7311-70 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um bobinador eletricista, à máquina?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.503 por mês, considerando as 1.682 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.882 (10% menores) a R$ 3.940 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.206 (RAIS 2024), 28.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando bobinador eletricista, à máquina?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.696 admissões contra 1.460 desligamentos, saldo de +236 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata bobinador eletricista, à máquina?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de transformadores, indutores, conversores, sincronizadores e semelhantes, peças e acessórios (CNAE 2710402), com 35,1% das admissões e mediana de R$ 2.421. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de bobinador eletricista, à máquina?

7311-70 (família 7311 — Montadores de equipamentos eletroeletrônicos). A CBO reconhece também os títulos: Bobinador - eletricista, Eletricista bobinador, Montador de bobinas — todos usam o mesmo código 7311-70. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser bobinador eletricista, à máquina?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7311: A escolaridade requerida é de nível médio mais curso básico de qualificação profissional, até duzentas horas/aula. A experiência profissional para desempenhar plenamente as atividades dessas ocupações é normalmente de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de bobinador eletricista, à máquina?

A taxa é de 23,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (32,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7311-70?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7311-70 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7311-70 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2710402), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7311:

  • Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
  • H Brilhante Equipamentos Ltda.
  • Indústria de Transformadores do Amazonas Ltda. (Itam)
  • 224 Itautec Philco S.A.
  • Manaus Energia S.A.
  • Oficina Alagoano - C. D. de Farias
  • Panasonic da Amazônia S.A.
  • Procomp da Amazônia Indústria Eletrônica S.A.
  • Sharp do Brasil S.A.
  • Sony da Amazônia Ltda.
  • Telemar - Amazonas
  • Thyssen Sûr
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Setrab: Assessoria e Consultoria em Segurança do Trabalho Ltda.
  • Sine: Sistema Nacional de Emprego.
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