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CBO 2002 Família 8414 R$ 1.871 na admissão -505 postos em 12 meses 23 atividades

CBO 8414-56 — Operador de câmaras frias

O código 8414-56 identifica a ocupação operador de câmaras frias na CBO 2002, dentro da família 8414 — Trabalhadores na fabricação e conservação de alimentos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de câmaras frias

Preparam alimentos e cozem produtos alimentícios utilizando processos diversos. Operam câmara fria para armazenar e conservar produtos, insumos e matérias-primas. Prensam frutas e grãos, extraem óleos e farelos vegetais, refinam óleos e gorduras e preparam rações. Fabricam manteiga e margarina. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8414 — Trabalhadores na fabricação e conservação de alimentos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam no setor primário da economia (agricultura, pecuária, pesca) e na fabricação de produtos alimentares e bebidas como empregados com carteira assinada. Organizamse em equipe, sob supervisão permanente, em ambiente fechado e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse, e em posições desconfortáveis durante longos períodos. No desenvolvimento de algumas atividades podem permanecer expostos à ação de materiais tóxicos, ruído intenso, altas temperaturas, pó, odores e câmaras frias.

Recursos de trabalho

Balança; Bombas de recalque e sucção; Caldeira (autoclave); Câmara fria; Peneira de limpeza; Prensadora; Reguladores de pressão; Reguladores de vazão; Tanque de lavagem de grãos; Tanque misturador.

Quanto ganha um operador de câmaras frias

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61710% ganham até R$ 1.871mediana R$ 2.29510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.256

Entrada × quem já está

R$ 1.871 ao ser admitido · R$ 2.256 para quem tem vínculo ativo +20,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de câmaras frias foi de R$ 1.871 — metade das 8.436 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.617 e os 10% de maior, acima de R$ 2.295.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.256, ou seja, 20,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 20 meses.

Considerando a jornada média de 44.1 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.871
Por ano (12 salários)R$ 22.452
Por semanaR$ 431
Por hora (44.1h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.871 92,8%
  • Mulheres — R$ 1.871 7,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.246 94,3%
  • Mulheres — R$ 2.418 5,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.674
  • Nordeste 1.671
  • Sudeste 1.914
  • Sul 2.020
  • Centro-Oeste 1.996

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.084 +32 — R$ 2.124 —
MG 1.613 -317 — R$ 1.764 —
SC 816 +95 — R$ 2.016 —
RJ 577 -16 — R$ 1.681 —
PR 525 +7 — R$ 2.064 —
RS 395 -36 — R$ 1.973 —
PA 382 -21 — R$ 1.649 —
ES 349 -4 — R$ 1.767 —
PE 311 -25 — R$ 1.704 —
BA 250 +1 — R$ 1.672 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

8.545

Desligamentos

9.050

Saldo

-505

Rotatividade

78,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/26 (+88) saldo negativo · pior: jan/26 (-143)

Em 12 meses houve 8.545 admissões e 9.050 desligamentos de operador de câmaras frias, o que significa que o mercado formal fechou 505 postos de trabalho no período, com rotatividade de 78,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 34,3% por dispensa sem justa causa, além de 17,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 39,2%
  • Dispensa sem justa causa 34,3%
  • Fim de contrato 17,8%

Sobre 9.050 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,5% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 5%
  • 1 a 4 empregados 1,4%
  • 5 a 9 empregados 1,7%
  • 10 a 19 empregados 3,9%
  • 20 a 49 empregados 11,5%
  • 50 a 99 empregados 19,5%
  • 100 a 249 empregados 19,8%
  • 250 a 499 empregados 13,3%
  • 500 a 999 empregados 17,4%
  • 1.000 ou mais empregados 6,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de câmaras frias

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 17,4% das admissões 1.490 44.2h R$ 1.676 R$ 1.820 R$ 2.106 3% 2
Abate de aves 1012101 · 10,7% das admissões 917 44.6h R$ 1.669 R$ 1.909 R$ 2.153 3% 3
Frigorífico - abate de bovinos 1011201 · 6,8% das admissões 580 44h R$ 1.691 R$ 2.062 R$ 2.217 3% 3
Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis 1053800 · 5,5% das admissões 466 44h R$ 1.738 R$ 1.950 R$ 2.226 2% 3
Comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios 4691500 · 5,3% das admissões 455 44h R$ 1.720 R$ 1.781 R$ 1.883 2% 2
Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral 4639701 · 4,9% das admissões 420 44.3h R$ 1.706 R$ 1.887 R$ 2.118 3% 2
Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial 8599604 · 3,8% das admissões 328 44h R$ 1.825 R$ 1.850 R$ 1.876 1% 2
Fabricação de produtos de panificação industrial 1091101 · 3,4% das admissões 289 44h R$ 1.994 R$ 2.045 R$ 2.091 — 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de câmaras frias

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 11.529 vínculos

Idade mediana

31 anos

Tempo de casa

20 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

12,9%

Sexo

  • Homem 94,3%
  • Mulher 5,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada44h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 11.529 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 56,6%
  • Branca 31,4%
  • Preta 11%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,3%
  • Até o 5º ano incompleto 2,4%
  • 5º ano completo 1,6%
  • 6º ao 9º ano 7,7%
  • Fundamental completo 8,8%
  • Médio incompleto 12,6%
  • Médio completo 64,8%
  • Superior incompleto 1,1%
  • Superior completo 0,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,4%
  • Até 5º ano incompleto 1,8%
  • 5º ano completo 0,9%
  • 6º a 9º ano 5,9%
  • Fundamental completo 9,4%
  • Médio incompleto 12,8%
  • Médio completo 66,6%
  • Superior incompleto 1,2%
  • Superior completo 1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1%
  • 5 a 9 empregados 1,8%
  • 10 a 19 empregados 4,2%
  • 20 a 49 empregados 11,8%
  • 50 a 99 empregados 17,9%
  • 100 a 249 empregados 24,3%
  • 250 a 499 empregados 16,9%
  • 500 a 999 empregados 13,1%
  • 1.000 ou mais empregados 9,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de câmaras frias

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

51,3

CAT no período

468

Idade média no acidente

32 anos

Foram 468 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de câmaras frias nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 51,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 85,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 13,2% de trajeto (no deslocamento) e 1,3% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 85,5%
  • Trajeto 13,2%
  • Doença 1,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 19,2%
  • Pé (exceto artelhos) 17,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,3%
  • Joelho 7,1%
  • Cabeça, NIC 5,3%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 21,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 15,2%
  • Lesão imediata 14,5%
  • Fratura 14,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 7,5%

Agente causador

  • Caixa, engradado, caixote - embalagem, recipiente (vazio ou cheio) 12%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,5%
  • Transportador, NIC 4,9%
  • Veículo, NIC 4,1%
  • Máquina, NIC 3,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 18 3,8% 3.531
M79.6 — Dor em membro 15 3,2% 517
S90.3 — Contusão de outras partes e partes não especificadas do pé 14 3% 1.188
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 13 2,8% 1.634
S61 — Ferimento do punho e da mão 12 2,6% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 12 2,6% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 51,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional em torno de duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8414.

Qual especialização paga mais na família 8414

Todas as ocupações de trabalhadores na fabricação e conservação de alimentos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8414-72 Refinador de óleo e gordura R$ 2.325 R$ 3.618 220
8414-44 Hidrogenador de óleos e gorduras — R$ 3.288 71
8414-60 Operador de preparação de grãos vegetais (óleos e gorduras) R$ 2.075 R$ 2.808 1.703
8414-68 Preparador de rações R$ 2.068 R$ 2.600 6.854
8414-76 Trabalhador de fabricação de margarina R$ 2.136 R$ 2.519 343
8414-32 Desidratador de alimentos R$ 2.007 R$ 2.421 220
8414-48 Lagareiro R$ 2.044 R$ 2.295 2.685
8414-64 Prensador de frutas (exceto oleaginosas) R$ 1.741 R$ 2.285 1.119
8414-56 Operador de câmaras frias (esta página) R$ 1.871 R$ 2.256 11.529
8414-40 Esterilizador de alimentos R$ 1.845 R$ 2.201 866
8414-28 Cozinhador de pescado R$ 1.878 R$ 2.103 184
8414-16 Cozinhador de carnes R$ 1.868 R$ 2.088 1.937
8414-08 Cozinhador (conservação de alimentos) R$ 1.927 R$ 2.084 26.018
8414-84 Trabalhador de preparação de pescados (limpeza) R$ 1.803 R$ 2.038 12.328
8414-20 Cozinhador de frutas e legumes R$ 1.914 R$ 1.985 2.058

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8414-56.

B Cozinhar produtos alimentícios (5)
  • •Interpretar relatórios, tabelas, procedimentos e fórmulas
  • •Determinar as proporções requeridas
  • •Efetuar medidas de massa, volume e temperatura
  • •Controlar temperatura, tempo e pressão de aquecimento
  • •Controlar temperatura, tempo e pressão de resfriamento
D Fabricar manteiga (2)
  • •Desinfetar o sistema utilizando soluções bactericidas
  • •Preencher os relatórios de controle dos equipamentos para orientar a continuação do processo
E Operar câmara fria (6)
  • •Embalar o produto
  • •Armazenar as caixas em forma de paletes
  • •Controlar a temperatura e umidade conforme especificação do produto
  • •Controlar o tempo de permanência dos produtos na câmara fria
  • •Remover produtos da câmara fria seguindo recomendações técnicas
  • •Emitir relatórios sobre estoque e ocorrências na câmara fria
G Refinar óleos e gorduras (1)
  • •Acompanhar o processo de desaeração e desodorização (controle de temperatura, vazão e vácuo)
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • •Manter higiene pessoal
  • •Preparar relatórios ou registros de informações
  • •Participar de discussões técnicas
  • •Trabalhar em equipe
  • •Controlar o stress
  • •Manter-se atualizado na carreira profissional
  • •Detectar e definir soluções para trabalhos em condições desfavoráveis
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Reconhecer os limites de autoridade

Sinônimos oficiais (1)

Operador de câmaras frigoríficas

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8414-56 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de câmaras frias?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.871 por mês, considerando as 8.436 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.617 (10% menores) a R$ 2.295 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.256 (RAIS 2024), 20.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de câmaras frias?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 8.545 admissões contra 9.050 desligamentos, saldo de -505 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de câmaras frias?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados (CNAE 4711302), com 17,4% das admissões e mediana de R$ 1.820. A ficha de operador de câmaras frias no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de câmaras frias?

8414-56 (família 8414 — Trabalhadores na fabricação e conservação de alimentos). A CBO reconhece também os títulos: Operador de câmaras frigoríficas — todos usam o mesmo código 8414-56. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de câmaras frias?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8414: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional em torno de duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de câmaras frias?

A taxa é de 51,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (19,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8414-56?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8414-56 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8414-56 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4711302), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (27 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8414:

  • •Centro Brasiliense de Contatologia
  • •Centro Oftalmológico Barra Square
  • •Centro Universitário São Camilo
  • •Conselho Federal de Fisioterapia Ocupacional (Coffito)
  • •Conselho Regional de Fisioterapia
  • •Cuporfer Com. Drogas Med. Ltda.
  • •Departamento de Educação Especial da Universidade
  • •Estadual Paulista (Dee-unesp-Marília)
  • •Drogaria Fontes
  • •Fisioterapia Adriana Moreno S/C Ltda.
  • •Hospital das Clínicas- Instituto de Psiquiatria
  • •Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (Hrac)
  • •Ideal Óptica Ltda.
  • •Incopal Indústria e Comércio de Produtos Alimentíc.
  • •Instituto Benjamim Constant
  • •Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação
  • •J.F. Souza Medicamentos ME.
  • •Lamara - Associação Brasileira de Assistência Ao Deficiente Visual
  • •Nucleo de Desenv. Terapêutico Integrado/Uniban
  • •Olhos Barra Clínica Ltda.
  • •Óptica Belchior Ltda.
  • •Osmildo Duarte Daumling ME.
  • •Prefeitura Municipal de São Paulo - Unidade Básica de Saúde do Parque Ararib
  • •Unicid - Universidade Cidade de São Paulo
  • •Vera Lúcia Reolon Morlin
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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