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CBO 2002 Família 8414 R$ 2.049 na admissão +235 postos em 12 meses 43 atividades

CBO 8414-48 — Lagareiro

O código 8414-48 identifica a ocupação lagareiro na CBO 2002, dentro da família 8414 — Trabalhadores na fabricação e conservação de alimentos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um lagareiro

Preparam alimentos e cozem produtos alimentícios utilizando processos diversos. Operam câmara fria para armazenar e conservar produtos, insumos e matérias-primas. Prensam frutas e grãos, extraem óleos e farelos vegetais, refinam óleos e gorduras e preparam rações. Fabricam manteiga e margarina. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8414 — Trabalhadores na fabricação e conservação de alimentos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam no setor primário da economia (agricultura, pecuária, pesca) e na fabricação de produtos alimentares e bebidas como empregados com carteira assinada. Organizamse em equipe, sob supervisão permanente, em ambiente fechado e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse, e em posições desconfortáveis durante longos períodos. No desenvolvimento de algumas atividades podem permanecer expostos à ação de materiais tóxicos, ruído intenso, altas temperaturas, pó, odores e câmaras frias.

Recursos de trabalho

Balança; Bombas de recalque e sucção; Caldeira (autoclave); Câmara fria; Peneira de limpeza; Prensadora; Reguladores de pressão; Reguladores de vazão; Tanque de lavagem de grãos; Tanque misturador.

Quanto ganha um lagareiro

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60010% ganham atéR$ 2.049medianaR$ 2.54010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.295

Entrada × quem já está

R$ 2.049 ao ser admitido · R$ 2.295 para quem tem vínculo ativo +12%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de lagareiro foi de R$ 2.049 — metade das 1.462 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.600 e os 10% de maior, acima de R$ 2.540.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.295, ou seja, 12% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 20 meses.

Considerando a jornada média de 42.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.049
Por ano (12 salários)R$ 24.588
Por semanaR$ 472
Por hora (42.3h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.09683,2%
  • Mulheres — R$ 1.78416,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.41984,8%
  • Mulheres — R$ 1.91915,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.588
  • Nordeste1.685
  • Sudeste2.241
  • Sul2.067
  • Centro-Oeste2.567

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 579 +41 R$ 2.324
PA 219 +100 R$ 1.570
MG 201 +42 R$ 1.721
PR 151 +3 R$ 2.056
RS 141 +43 R$ 2.070
MT 93 +10 R$ 2.853
GO 69 +7 R$ 2.035
PI 51 +14 R$ 1.826
RO 33 +16 R$ 1.842
RN 31 +1 R$ 1.597

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.716

Desligamentos

1.481

Saldo

+235

Rotatividade

55,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+97) saldo negativo · pior: dez/25 (-37)

Em 12 meses houve 1.716 admissões e 1.481 desligamentos de lagareiro, o que significa que o mercado formal abriu 235 postos de trabalho no período, com rotatividade de 55,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 40,2% por dispensa sem justa causa, além de 24,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador31,4%
  • Dispensa sem justa causa40,2%
  • Fim de contrato24,4%

Sobre 1.481 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência0,5%
  • Jovem aprendiz3,9%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro3,6%
  • 1 a 4 empregados4,6%
  • 5 a 9 empregados7,1%
  • 10 a 19 empregados4,5%
  • 20 a 49 empregados12,5%
  • 50 a 99 empregados12,5%
  • 100 a 249 empregados18,1%
  • 250 a 499 empregados20,5%
  • 500 a 999 empregados12,9%
  • 1.000 ou mais empregados3,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata lagareiro

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto óleo de milho 1041400 · 31,5% das admissões 541 44h R$ 1.945 R$ 2.272 R$ 2.434 3% 3
Fabricação de óleos vegetais refinados, exceto óleo de milho 1042200 · 17,8% das admissões 305 44h R$ 1.631 R$ 2.325 R$ 2.845 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 5,9% das admissões 101 44h R$ 1.865 R$ 1.946 R$ 2.530 3% 1
Moagem e fabricação de produtos de origem vegetal não especificados anteriormente 1069400 · 4,6% das admissões 79 44h R$ 2.091 R$ 2.144 R$ 2.190 3%
Fabricação de águas envasadas 1121600 · 4,5% das admissões 78 44.9h R$ 1.648 R$ 1.696 R$ 1.749 3% 3
Fabricação de alimentos para animais 1066000 · 3,8% das admissões 65 44.1h R$ 1.875 R$ 1.991 R$ 2.048 3% 3
Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1099699 · 3% das admissões 52 44h R$ 2.167 R$ 2.239 R$ 2.281 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como lagareiro

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.685 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

20 meses

Em empresa do Simples

14,6%

Sexo

  • Homem84,4%
  • Mulher15,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,1h/sem
  • Pessoas com deficiência1,7%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 2.685 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda50,5%
  • Branca40,5%
  • Preta8,3%
  • Amarela0,5%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,4%
  • Até o 5º ano incompleto3%
  • 5º ano completo2,2%
  • 6º ao 9º ano7,5%
  • Fundamental completo10,9%
  • Médio incompleto11,2%
  • Médio completo62,6%
  • Superior incompleto1,2%
  • Superior completo1,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,8%
  • Até 5º ano incompleto1,5%
  • 5º ano completo1,6%
  • 6º a 9º ano7,2%
  • Fundamental completo8,7%
  • Médio incompleto11,1%
  • Médio completo65,6%
  • Superior incompleto2,1%
  • Superior completo1,4%
  • Pós-graduação0,1%
  • Mestrado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,3%
  • 5 a 9 empregados6,8%
  • 10 a 19 empregados6,7%
  • 20 a 49 empregados9,8%
  • 50 a 99 empregados10,2%
  • 100 a 249 empregados31,4%
  • 250 a 499 empregados19,3%
  • 500 a 999 empregados10,4%
  • 1.000 ou mais empregados1,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de lagareiro

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

56,1

CAT no período

117

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

34 anos

Foram 117 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo lagareiro nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 56,1 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 77,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 21,4% de trajeto (no deslocamento) e 0,9% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico77,8%
  • Trajeto21,4%
  • Doença0,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo18,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos)9,4%
  • Punho6%
  • Pé (exceto artelhos)5,1%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)5,1%

Natureza da lesão

  • Fratura18,8%
  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.)15,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)13,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)11,1%
  • Lesão imediata11,1%

Agente causador

  • Máquina, NIC9,4%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas7,7%
  • Motocicleta, motoneta6%
  • Substância química, NIC6%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T30.2 — Queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada 5 4,3% 639
S61 — Ferimento do punho e da mão 5 4,3% 3.531
M54.5 — Dor lombar baixa 3 2,6% 9.517
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 2,6% 3.531
M79.6 — Dor em membro 3 2,6% 517
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 2,6% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto óleo de milho) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 56,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional em torno de duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8414.

Qual especialização paga mais na família 8414

Todas as ocupações de trabalhadores na fabricação e conservação de alimentos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8414-72 Refinador de óleo e gordura R$ 2.313 R$ 3.618 220
8414-44 Hidrogenador de óleos e gorduras R$ 3.288 71
8414-60 Operador de preparação de grãos vegetais (óleos e gorduras) R$ 2.018 R$ 2.808 1.703
8414-68 Preparador de rações R$ 2.062 R$ 2.600 6.854
8414-76 Trabalhador de fabricação de margarina R$ 2.000 R$ 2.519 343
8414-32 Desidratador de alimentos R$ 2.007 R$ 2.421 220
8414-48 Lagareiro (esta página) R$ 2.049 R$ 2.295 2.685
8414-64 Prensador de frutas (exceto oleaginosas) R$ 1.719 R$ 2.285 1.119
8414-56 Operador de câmaras frias R$ 1.869 R$ 2.256 11.529
8414-40 Esterilizador de alimentos R$ 1.840 R$ 2.201 866
8414-28 Cozinhador de pescado R$ 1.900 R$ 2.103 184
8414-16 Cozinhador de carnes R$ 1.864 R$ 2.088 1.937
8414-08 Cozinhador (conservação de alimentos) R$ 1.911 R$ 2.084 26.018
8414-84 Trabalhador de preparação de pescados (limpeza) R$ 1.788 R$ 2.038 12.328
8414-20 Cozinhador de frutas e legumes R$ 1.908 R$ 1.985 2.058

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8414-48.

A Preparar alimentos (1)
  • Controlar acidez e teor de gordura conforme resultado da análise
B Cozinhar produtos alimentícios (4)
  • Interpretar relatórios, tabelas, procedimentos e fórmulas
  • Determinar as proporções requeridas
  • Efetuar medidas de massa, volume e temperatura
  • Controlar temperatura, tempo e pressão de aquecimento
D Fabricar manteiga (2)
  • Desinfetar o sistema utilizando soluções bactericidas
  • Preencher os relatórios de controle dos equipamentos para orientar a continuação do processo
F Extrair óleos e farelos vegetais (11)
  • Controlar alimentação do extrator de óleo (torta e solvente)
  • Acionar extrator e bomba de lavagem com solvente
  • Operar desolventizador, tostador, secador e resfriador (dtsr) para separar o solvente do farel
  • Acompanhar o processo de destilação anotando temperatura e vazão
  • Alimentar o hidratador com óleo e água proporcionalmente
  • Operar centrífuga alimentando-a e regulando-a
  • Efetuar lavagem da centrifuga e limpeza do dtsr
  • Coletar amostra de óleo, farelo e borra para análise
  • Emitir relatório de ocorrências sobre o processo de extração do óleo
  • Acompanhar secagem de óleo e farelo controlando válvulas de pressão, vácuo e temperatura
  • Acompanhar descarga de solvente conforme procedimentos recomendados
G Refinar óleos e gorduras (16)
  • Alimentar com óleo o tanque pulmão através de bombeamento
  • Coletar amostra de óleo após homogeneização dentro do tanque
  • Analisar amostra de óleo quanto à acidez e sabões
  • Acionar equipamentos de neutralização de acidez e sabões
  • Preparar reagentes químicos para neutralização do óleo e gordura
  • Adicionar produtos químicos para remover acidez e impurezas do óleo (soda cáustica, ácido fosfórico)
  • Bombear o óleo adicionando água para lavagem do óleo conforme vazão
  • Acompanhar a centrifugação do óleo controlando pressão, vazão e coletando amostras do produto
  • Adicionar produto químico (terra clarificante) ao óleo, no tanque branqueador, para remover impureza
  • Realizar a pré-capa (preparação do filtro) para receber o óleo
  • Acompanhar o processo de filtragem, observando a pressão e antecipando a pré-capa
  • Efetuar a limpeza das telas do filtro, abrindo válvulas de ar
  • Emitir relatórios de processo de refinamento e ocorrências
  • Acompanhar o processo de desaeração e desodorização (controle de temperatura, vazão e vácuo)
  • Controlar o processo de resfriamento do óleo adicionando conservantes e colhendo amostras
  • Controlar o transporte dos tanques intermediários para o reservatório (cq)
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Manter higiene pessoal
  • Preparar relatórios ou registros de informações
  • Participar de discussões técnicas
  • Trabalhar em equipe
  • Controlar o stress
  • Manter-se atualizado na carreira profissional
  • Detectar e definir soluções para trabalhos em condições desfavoráveis
  • Demonstrar iniciativa
  • Reconhecer os limites de autoridade

Sinônimos oficiais (3)

Ajudante de produção de óleos vegetais - na ind. AlimentarAuxiliar de produção de gorduras vegetais comestíveisOperador de extração de oleos e gorduras vegetais

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8414-48 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um lagareiro?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.049 por mês, considerando as 1.462 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.600 (10% menores) a R$ 2.540 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.295 (RAIS 2024), 12% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando lagareiro?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.716 admissões contra 1.481 desligamentos, saldo de +235 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata lagareiro?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto óleo de milho (CNAE 1041400), com 31,5% das admissões e mediana de R$ 2.272. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de lagareiro?

8414-48 (família 8414 — Trabalhadores na fabricação e conservação de alimentos). A CBO reconhece também os títulos: Ajudante de produção de óleos vegetais - na ind. Alimentar, Auxiliar de produção de gorduras vegetais comestíveis, Operador de extração de oleos e gorduras vegetais — todos usam o mesmo código 8414-48. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser lagareiro?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8414: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional em torno de duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de lagareiro?

A taxa é de 56,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T30.2 — queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8414-48?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8414-48 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8414-48 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1041400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (27 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8414:

  • Centro Brasiliense de Contatologia
  • Centro Oftalmológico Barra Square
  • Centro Universitário São Camilo
  • Conselho Federal de Fisioterapia Ocupacional (Coffito)
  • Conselho Regional de Fisioterapia
  • Cuporfer Com. Drogas Med. Ltda.
  • Departamento de Educação Especial da Universidade
  • Estadual Paulista (Dee-unesp-Marília)
  • Drogaria Fontes
  • Fisioterapia Adriana Moreno S/C Ltda.
  • Hospital das Clínicas- Instituto de Psiquiatria
  • Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (Hrac)
  • Ideal Óptica Ltda.
  • Incopal Indústria e Comércio de Produtos Alimentíc.
  • Instituto Benjamim Constant
  • Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação
  • J.F. Souza Medicamentos ME.
  • Lamara - Associação Brasileira de Assistência Ao Deficiente Visual
  • Nucleo de Desenv. Terapêutico Integrado/Uniban
  • Olhos Barra Clínica Ltda.
  • Óptica Belchior Ltda.
  • Osmildo Duarte Daumling ME.
  • Prefeitura Municipal de São Paulo - Unidade Básica de Saúde do Parque Ararib
  • Unicid - Universidade Cidade de São Paulo
  • Vera Lúcia Reolon Morlin
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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