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CBO 2002 Família 5211 R$ 1.819 na admissão -12.825 postos em 12 meses 52 atividades

CBO 5211-10 — Vendedor de comércio varejista

O código 5211-10 identifica a ocupação vendedor de comércio varejista na CBO 2002, dentro da família 5211 — Operadores do comércio em lojas e mercados. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um vendedor de comércio varejista

Vendem mercadorias em estabelecimentos do comércio varejista ou atacadista, auxiliando os clientes na escolha. Registram entrada e saída de mercadorias. Promovem a venda de mercadorias, demonstrando seu funcionamento, oferecendo-as para degustação ou distribuindo amostras das mesmas. Informam sobre suas qualidades e vantagens de aquisição. Expõem mercadorias de forma atrativa, em pontos estratégicos de vendas, com etiquetas de preço. Prestam serviços aos clientes, tais como troca de mercadorias; abastecimento de veículos; aplicação de injeção e outros serviços correlatos. Fazem inventário de mercadorias para reposição. Elaboram relatórios de vendas, de promoções, de demonstrações e de pesquisa de preços.

Descrição oficial da família 5211 — Operadores do comércio em lojas e mercados, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham como assalariados, com carteira assinada ou como autônomos, em empresas comerciais. O ambiente de trabalho é fechado, exceto para o frentista que atua, geralmente, a céu aberto. Trabalham individualmente, com supervisão permanente ou ocasional, em horários diurnos, noturnos e em rodízio de turnos. Permanecem em pé, por longos períodos. Podem estar expostos a ruídos, temperaturas variadas e material tóxico. 817

Recursos de trabalho

Bomba de gasolina e escorredeira de óleo; Caixas; Carrinho cesto, carrinho de mesa; Coletor scanner; Empilhadeira; Material de apoio promocional e de escritório; Micro computador e calculadora; Radiocomunicação; Seringas, luvas; Telefone, fax e interfone.

Quanto ganha um vendedor de comércio varejista

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60210% ganham até R$ 1.819mediana R$ 2.26710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.048

Entrada × quem já está

R$ 1.819 ao ser admitido · R$ 2.048 para quem tem vínculo ativo +12,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de vendedor de comércio varejista foi de R$ 1.819 — metade das 1.029.513 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.602 e os 10% de maior, acima de R$ 2.267.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.048, ou seja, 12,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 17 meses.

Considerando a jornada média de 42.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.819
Por ano (12 salários)R$ 21.828
Por semanaR$ 419
Por hora (42.8h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.849 33,7%
  • Mulheres — R$ 1.812 66,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.220 39,9%
  • Mulheres — R$ 1.984 60,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.661
  • Nordeste 1.658
  • Sudeste 1.931
  • Sul 2.033
  • Centro-Oeste 1.685

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 326.086 -6.702 — R$ 2.114 —
MG 134.496 -2.757 — R$ 1.718 —
RJ 102.023 +163 — R$ 1.744 —
PR 93.708 -2.033 — R$ 2.052 —
SC 78.230 -1.736 — R$ 2.099 —
RS 75.367 -4.175 — R$ 1.907 —
BA 51.037 -446 — R$ 1.662 —
GO 43.123 -796 — R$ 1.656 —
PE 39.046 +1.209 — R$ 1.670 —
CE 35.083 +325 — R$ 1.652 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.232.737

Desligamentos

1.245.562

Saldo

-12.825

Rotatividade

63,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+30.600) saldo negativo · pior: jan/26 (-23.473)

Em 12 meses houve 1.232.737 admissões e 1.245.562 desligamentos de vendedor de comércio varejista, o que significa que o mercado formal fechou 12.825 postos de trabalho no período, com rotatividade de 63,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 40% foram a pedido do próprio trabalhador e 42,4% por dispensa sem justa causa, além de 15,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 40%
  • Dispensa sem justa causa 42,4%
  • Fim de contrato 15,1%

Sobre 1.245.562 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,6%
  • Contrato intermitente 0,4%
  • Pessoa com deficiência 0,3%
  • Jovem aprendiz 2,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 14,8%
  • 1 a 4 empregados 22,3%
  • 5 a 9 empregados 19,4%
  • 10 a 19 empregados 16%
  • 20 a 49 empregados 13,5%
  • 50 a 99 empregados 6%
  • 100 a 249 empregados 4,4%
  • 250 a 499 empregados 1,5%
  • 500 a 999 empregados 0,8%
  • 1.000 ou mais empregados 1,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata vendedor de comércio varejista

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 17,5% das admissões 215.430 44h R$ 1.654 R$ 1.786 R$ 2.038 2% 1
Comércio varejista de calçados 4782201 · 5,5% das admissões 68.157 44h R$ 1.638 R$ 1.771 R$ 2.042 2% 1
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 4,6% das admissões 56.781 44h R$ 1.706 R$ 1.859 R$ 2.106 3% 2
Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 4772500 · 3,9% das admissões 48.184 44h R$ 1.664 R$ 1.831 R$ 2.085 2% 1
Comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação 4752100 · 2,6% das admissões 32.575 44.1h R$ 1.658 R$ 1.789 R$ 2.033 2% 1
Comércio varejista de artigos de óptica 4774100 · 2,6% das admissões 31.665 44h R$ 1.667 R$ 1.842 R$ 2.079 2% 1
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 2,3% das admissões 28.031 44.1h R$ 1.655 R$ 1.804 R$ 2.111 3% 2
Comércio varejista de suvenires, bijuterias e artesanatos 4789001 · 2,2% das admissões 27.137 44h R$ 1.669 R$ 1.800 R$ 2.028 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como vendedor de comércio varejista

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.957.552 vínculos

Idade mediana

31 anos

Tempo de casa

17 meses

Em empresa do Simples

57,5%

Sexo

  • Mulher 60,2%
  • Homem 39,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,6%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 1.957.552 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 49,5%
  • Parda 43,6%
  • Preta 5,9%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 0,3%
  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º ao 9º ano 1,1%
  • Fundamental completo 3,5%
  • Médio incompleto 5,7%
  • Médio completo 78,5%
  • Superior incompleto 4,5%
  • Superior completo 5,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º a 9º ano 0,9%
  • Fundamental completo 2,2%
  • Médio incompleto 6,4%
  • Médio completo 79,2%
  • Superior incompleto 5,3%
  • Superior completo 5,2%
  • Pós-graduação 0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 29,9%
  • 5 a 9 empregados 22,4%
  • 10 a 19 empregados 18,5%
  • 20 a 49 empregados 15,2%
  • 50 a 99 empregados 6,5%
  • 100 a 249 empregados 4,5%
  • 250 a 499 empregados 1,5%
  • 500 a 999 empregados 0,9%
  • 1.000 ou mais empregados 0,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de vendedor de comércio varejista

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

6,6

CAT no período

10.452

Óbitos comunicados

44

Idade média no acidente

32 anos

Foram 10.452 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo vendedor de comércio varejista nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 6,6 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 47,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 49,8% de trajeto (no deslocamento) e 2,3% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

No período foram comunicados 44 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 49,8%
  • Típico 47,9%
  • Doença 2,3%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos) 11,9%
  • Partes múltiplas 9,1%
  • Dedo 9%
  • Joelho 7,7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 6,4%

Natureza da lesão

  • Fratura 24,3%
  • Lesão imediata 13,9%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 11,7%
  • Distensão, torção 11,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 9,1%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 17,9%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 11,4%
  • Veículo rodoviário motorizado 9,2%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 8,7%
  • Veículo, NIC 8,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 560 5,4% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 252 2,4% 1.225
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 215 2,1% 3.531
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 207 2% 313
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 207 2% 1.358
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 166 1,6% 15.618

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 6,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Em geral, para o exercício das ocupações de atendente de farmácia, demonstrador de mercadorias, promotor de vendas, repositor de mercadorias, vendedor de comércio varejista e vendedor atacadista, requer-se do ensino fundamental ao ensino médio, podendo o mesmo variar de acordo com a ocupação, e quarta série do ensino fundamental para frentista. O tempo médio para o desempenho profissional é heterogêneo: três a quatro anos para vendedores, um a dois anos para atendente de farmácia e menos de um ano para as demais ocupações. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5211.

Qual especialização paga mais na família 5211

Todas as ocupações de operadores do comércio em lojas e mercados, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5211-05 Vendedor em comércio atacadista R$ 2.008 R$ 3.124 151.878
5211-35 Frentista R$ 1.707 R$ 2.280 311.345
5211-20 Demonstrador de mercadorias R$ 1.864 R$ 2.052 21.921
5211-10 Vendedor de comércio varejista (esta página) R$ 1.819 R$ 2.048 1.957.552
5211-30 Atendente de farmácia - balconista R$ 1.829 R$ 2.025 230.327
5211-15 Promotor de vendas R$ 1.818 R$ 1.928 273.343
5211-40 Atendente de lojas e mercados R$ 1.819 R$ 1.802 744.091
5211-25 Repositor de mercadorias R$ 1.832 R$ 1.767 609.507

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5211-10.

A Controlar entrada e saída de mercadorias (4)
  • •Listar mercadorias para reposição
  • •Requisitar mercadorias
  • •Receber mercadorias
  • •Registrar entrada e saída de mercadorias
B Expor mercadorias nos pontos de venda (5)
  • •Definir local para expor as mercadorias
  • •Zelar pela limpeza do ponto de exposição
  • •Examinar condições das mercadorias (validade e estado físico)
  • •Organizar os produtos conforme leiaute da loja
  • •Repor mercadorias nos pontos de venda
C Promover a venda de produtos (3)
  • •Evidenciar as mercadorias em promoção
  • •Abastecer pontos de venda e gôndolas
  • •Pesquisar preços do mercado
D Demonstrar produtos (2)
  • •Descrever qualidades e vantagens do produto
  • •Oferecer brindes
E Preparar mercadorias para venda (1)
  • •Utilizar ferramentais manuais e utensílios
F Vender produtos (8)
  • •Colher informações sobre as características e benefícios do produto
  • •Identificar as necessidades do cliente
  • •Apresentar produtos
  • •Sugerir opções de produtos
  • •Informar preços e formas de pagamento
  • •Auxiliar clientes na prova de mercadorias e produtos (roupas, calçados, maquiagem, etc)
  • •Oferecer garantia suplementar
  • •Cadastrar clientes
G Atender clientes (5)
  • •Realizar tele-vendas
  • •Orientar clientes
  • •Orçar produtos para clientes
  • •Abordar clientes
  • •Trocar mercadorias
H Trabalhar com segurança (2)
  • •Alertar clientes sobre riscos
  • •Manusear objetos cortantes
Y Comunicar-se (8)
  • •Informar o cliente sobre a entrega do produto
  • •Avisar o cliente sobre promoções
  • •Contatar clientes para eventuais cobranças
  • •Emitir pedidos, notas ou cupons fiscais
  • •Preencher relatório de perda de produtos
  • •Preencher relatório de pesquisas de preços
  • •Preencher relatório de vendas
  • •Distribuir folhetos
Z Demonstrar competências pessoais (14)
  • •Transmitir confiança
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar objetividade
  • •Demonstrar habilidade sensorial (olfato, paladar)
  • •Lidar com o público
  • •Demonstrar credibilidade
  • •Demonstrar capacidade de comunicação verbal
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Demonstrar capacidade retórica
  • •Lidar com diversidade
  • •Aplicar noções básicas de enfermagem
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Contornar situações adversas
  • •Estabelecer relacionamento com os clientes

Sinônimos oficiais (4)

Consultor de vendasOperador de vendas (lojas)Vendedor - no comércio de mercadoriasVendedor interno

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5211-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um vendedor de comércio varejista?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.819 por mês, considerando as 1.029.513 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.602 (10% menores) a R$ 2.267 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.048 (RAIS 2024), 12.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando vendedor de comércio varejista?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.232.737 admissões contra 1.245.562 desligamentos, saldo de -12.825 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata vendedor de comércio varejista?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (CNAE 4781400), com 17,5% das admissões e mediana de R$ 1.786. A ficha de vendedor de comércio varejista no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de vendedor de comércio varejista?

5211-10 (família 5211 — Operadores do comércio em lojas e mercados). A CBO reconhece também os títulos: Consultor de vendas, Operador de vendas (lojas), Vendedor - no comércio de mercadorias, Vendedor interno — todos usam o mesmo código 5211-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser vendedor de comércio varejista?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5211: Em geral, para o exercício das ocupações de atendente de farmácia, demonstrador de mercadorias, promotor de vendas, repositor de mercadorias, vendedor de comércio varejista e vendedor atacadista, requer-se do ensino fundamental ao ensino médio, podendo o mesmo variar de acordo com a ocupação, e quarta série do ensino fundamental para frentista. O tempo médio para o desempenho profissional é heterogêneo: três a quatro anos para vendedores, um a dois anos para atendente de farmácia e menos de um ano para as demais ocupações. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de vendedor de comércio varejista?

A taxa é de 6,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (11,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5211-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5211-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5211-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4781400), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5211:

  • •Antares Comercial Farmacêutica Ltda.
  • •Associação Brasileira de Supermercados (Abras)
  • •Auto Inglês de Souza Ltda.
  • •Auto Posto Gavião da Imigrantes Ltda.
  • •Buriti Comércio de Materiais para Construção Ltda.
  • •Carrefour Indústria e Comércio
  • •Ciro Atacadista
  • •Companhia Bras. Distribuição Grupo Pão de Açúcar
  • •Drogaria São Paulo Ltda.
  • •Kalunga Comércio e Indústria Gráfica Ltda.
  • •Nova Promoções
  • •N.Y. Looks
  • •Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo
  • •Visconti
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Ministério do Trabalho e Emprego - MTE
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