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CBO 2002 Família 7832 R$ 1.933 na admissão +22.198 postos em 12 meses 65 atividades

CBO 7832-10 — Carregador (armazém)

O código 7832-10 identifica a ocupação carregador (armazém) na CBO 2002, dentro da família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um carregador (armazém)

Preparam cargas e descargas de mercadorias; movimentam mercadorias em navios, aeronaves, caminhões e vagões; entregam e coletam encomendas; manuseiam cargas especiais; reparam embalagens danificadas e controlam a qualidade dos serviços prestados. Operam equipamentos de carga e descarga; conectam tubulações às instalações de embarque de cargas; estabelecem comunicação, emitindo, recebendo e verificando mensagens, notificando e solicitando informações, autorizações e orientações de transporte, embarque e desembarque de mercadorias.

Descrição oficial da família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional exercem suas funções em empresas de transporte terrestre, aéreo e aquaviário e naquelas cujas atividades são consideradas anexas e auxiliares do ramo de transporte. Os trabalhadores das ocupações carregador (aeronaves) e carregador (armazém) são contratados na condição de trabalhador assalariado, com carteira assinada, enquanto aqueles das ocupações ajudante de motorista, carregador (veículos de transportes terrestres) e estivador atuam como autônomos e, portanto, sem vínculos empregatícios. Trabalham, dependendo da ocupação e do tamanho do meio de transporte, em duplas ou em grupos, sob supervisão ocasional e também permanente, em ambientes fechados, a céu aberto e em veículos. Podem trabalhar no período diurno e em rodízio de turnos diurno e noturno. Por vezes podem estar expostos a ruído intenso e altas temperaturas. 391

Recursos de trabalho

Agulhas de costurar sacos; Blocos de romaneio e notas fiscais; Carrinho manual, racks, contêineres e paletes; Crachá de identificação e rádio de comunicação; Empilhadeiras e macacos hidráulicos; Escalas de serviço; Guia de ruas; Kit de ferramentas; Material de consumo; Uniforme e EPI.

Quanto ganha um carregador (armazém)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61010% ganham até R$ 1.933mediana R$ 2.30610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.982

Entrada × quem já está

R$ 1.933 ao ser admitido · R$ 1.982 para quem tem vínculo ativo +2,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de carregador (armazém) foi de R$ 1.933 — metade das 112.942 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.610 e os 10% de maior, acima de R$ 2.306.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.982, ou seja, 2,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 21 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.933
Por ano (12 salários)R$ 23.196
Por semanaR$ 445
Por hora (43.8h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.876 79,9%
  • Mulheres — R$ 2.035 20,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.993 89,8%
  • Mulheres — R$ 1.911 10,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.664
  • Nordeste 1.665
  • Sudeste 2.030
  • Sul 2.059
  • Centro-Oeste 1.797

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 41.683 +10.070 — R$ 2.067 —
MG 11.647 +2.648 — R$ 1.835 —
PR 7.958 +1.382 — R$ 2.085 —
RJ 6.541 +1.924 — R$ 1.789 —
GO 6.190 +262 — R$ 1.844 —
BA 5.992 +544 — R$ 1.672 —
RS 5.372 +437 — R$ 1.983 —
SC 5.343 +874 — R$ 2.131 —
PE 4.376 +615 — R$ 1.673 —
PA 2.479 +565 — R$ 1.666 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

115.207

Desligamentos

93.009

Saldo

+22.198

Rotatividade

49%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/26 (+7.530) saldo negativo · pior: dez/25 (-174)

Em 12 meses houve 115.207 admissões e 93.009 desligamentos de carregador (armazém), o que significa que o mercado formal abriu 22.198 postos de trabalho no período, com rotatividade de 49% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 29,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 34,2% por dispensa sem justa causa, além de 29,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 29,7%
  • Dispensa sem justa causa 34,2%
  • Fim de contrato 29,4%

Sobre 93.009 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,1%
  • Contrato intermitente 5,9%
  • Pessoa com deficiência 0,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,8%
  • 1 a 4 empregados 4%
  • 5 a 9 empregados 3,6%
  • 10 a 19 empregados 6%
  • 20 a 49 empregados 12,1%
  • 50 a 99 empregados 11,6%
  • 100 a 249 empregados 16%
  • 250 a 499 empregados 13,2%
  • 500 a 999 empregados 11,2%
  • 1.000 ou mais empregados 14,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata carregador (armazém)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 22,1% das admissões 25.489 44h R$ 1.922 R$ 2.053 R$ 2.125 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 9,4% das admissões 10.816 43.8h R$ 1.832 R$ 2.040 R$ 2.153 3% 1
Carga e descarga 5212500 · 7,8% das admissões 8.960 44h R$ 1.614 R$ 1.735 R$ 1.905 3% 3
Comércio atacadista de frutas, verduras, raízes, tubérculos, hortaliças e legumes frescos 4633801 · 4,2% das admissões 4.787 43.9h R$ 1.759 R$ 2.013 R$ 2.338 3% 2
Serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas 8230001 · 2,8% das admissões 3.250 44h R$ 1.819 R$ 1.896 R$ 2.601 3% 2
Comércio atacadista de cerveja, chope e refrigerante 4635402 · 2,6% das admissões 3.035 44h R$ 1.698 R$ 2.047 R$ 2.312 3% 2
Armazéns gerais - emissão de warrant 5211701 · 2,5% das admissões 2.894 44h R$ 1.814 R$ 1.929 R$ 2.102 3% 3
Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral 4639701 · 2,2% das admissões 2.579 44.1h R$ 1.657 R$ 1.748 R$ 1.949 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como carregador (armazém)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 189.865 vínculos

Idade mediana

32 anos

Tempo de casa

21 meses

Em empresa do Simples

10,8%

Sexo

  • Homem 88,8%
  • Mulher 11,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada22,6h/sem
  • Pessoas com deficiência2,9%
  • Contrato intermitente1,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos48,7%

Sobre os 189.865 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 51,4%
  • Branca 37,9%
  • Preta 9,5%
  • Indígena 0,6%
  • Amarela 0,6%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,7%
  • Até o 5º ano incompleto 8,2%
  • 5º ano completo 2,4%
  • 6º ao 9º ano 10,2%
  • Fundamental completo 15,8%
  • Médio incompleto 8,8%
  • Médio completo 52,4%
  • Superior incompleto 0,8%
  • Superior completo 0,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,5%
  • Até 5º ano incompleto 1,9%
  • 5º ano completo 2,2%
  • 6º a 9º ano 5,2%
  • Fundamental completo 7,4%
  • Médio incompleto 9,1%
  • Médio completo 69,5%
  • Superior incompleto 2,1%
  • Superior completo 2,1%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,5%
  • 5 a 9 empregados 3,1%
  • 10 a 19 empregados 4,7%
  • 20 a 49 empregados 8%
  • 50 a 99 empregados 7,5%
  • 100 a 249 empregados 11,8%
  • 250 a 499 empregados 12,5%
  • 500 a 999 empregados 13,4%
  • 1.000 ou mais empregados 36,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de carregador (armazém)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,6

CAT no período

2.637

Óbitos comunicados

5

Idade média no acidente

32 anos

Foram 2.637 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo carregador (armazém) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 79,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 19,9% de trajeto (no deslocamento) e 0,9% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 5 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 79,2%
  • Trajeto 19,9%
  • Doença 0,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 15,9%
  • Pé (exceto artelhos) 14,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 6,4%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 5,8%
  • Joelho 5,3%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 18,3%
  • Fratura 15,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 13,9%
  • Lesão imediata 13,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 10,5%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 8,3%
  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira) 6,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,4%
  • Metal - inclui liga 4,9%
  • Caixa, engradado, caixote - embalagem, recipiente (vazio ou cheio) 4,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 86 3,3% 5.476
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 70 2,7% 3.531
M79.6 — Dor em membro 62 2,4% 517
S62.6 — Fratura de outros dedos 59 2,2% 24.580
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 55 2,1% 1.634
M54.5 — Dor lombar baixa 54 2% 9.517

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações não se requer nenhuma escolaridade e cursos de qualificação. O tempo de experiência exigido para o desempenho pleno da função é de menos de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7832.

Qual especialização paga mais na família 7832

Todas as ocupações de trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7832-35 Trabalhador portuário de capatazia R$ 1.753 R$ 8.183 5.469
7832-20 Estivador R$ 1.844 R$ 4.002 31.307
7832-30 Bloqueiro (trabalhador portuário) R$ 2.063 R$ 3.541 2.535
7832-40 Amarrador e desamarrado de embarcações R$ 1.757 R$ 2.395 893
7832-05 Carregador (aeronaves) R$ 2.059 R$ 2.335 11.158
7832-15 Carregador (veículos de transportes terrestres) R$ 1.857 R$ 2.070 132.134
7832-10 Carregador (armazém) (esta página) R$ 1.933 R$ 1.982 189.865
7832-25 Ajudante de motorista R$ 1.807 R$ 1.959 324.495

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7832-10.

A Preparar cargas e descargas de mercadorias (11)
  • •Conferir notas fiscais
  • •Programar transporte, por tipo de carga
  • •Verificar peso da carga
  • •Definir cubagem da carga
  • •Ajustar gabarito da carga
  • •Triar malotes por destino
  • •Conferir carga para movimentação
  • •Vistoriar etiquetas nos paletes, contêineres e mercadorias
  • •Posicionar embalagens de acordo com orientações
  • •Selecionar lotes para transporte
  • •Recolocar fita lacre na embalagem
B Entregar e coletar encomendas (5)
  • •Verificar previamente local de entrega do produto
  • •Verificar etiqueta de identificação do volume
  • •Verificar tipo de produto para entrega
  • •Separar encomendas e mercadorias, segundo o destino
  • •Distribuir mercadorias nos compartimentos de aeronaves, navios, vagões e caminhões, conforme escala
C Movimentar mercadorias e cargas em navios, aeronaves, caminhões, vagões e instalações portuárias (8)
  • •Realizar transbordo de mercadorias
  • •Movimentar mercadorias das embarcações para caminhões, vagões e armazéns
  • •Movimentar mercadorias dos vagões, caminhões, armazéns para embarcações e aeronaves
  • •Descarregar mercadorias
  • •Dispor cargas em racks móveis e fixos
  • •Colocar cargas no terminal de embarque
  • •Distribuir carga em paletes, tonéis e contêineres
  • •Juntar mercadorias espalhadas (rechego de carga a granel)
E Operar equipamentos de carga e descarga (5)
  • •Operar esteiras
  • •Operar empilhadeiras
  • •Operar carrinho hidráulico
  • •Operar carrinho plataforma
  • •Operar carrinho tartaruga
F Reparar embalagens danificadas (5)
  • •Consertar tambores e todo tipo de embalagem
  • •Reparar pacotes de mercadorias
  • •Solicitar nova embalagem de mercadoria ao cliente
  • •Devolver embalagem avariada
  • •Reembalar mercadorias
G Manusear cargas especiais (7)
  • •Estabelecer procedimentos de movimentação de cargas especiais
  • •Ordenar a movimentação de cargas especiais
  • •Verificar etiquetas de produtos perigosos
  • •Separar cargas perigosas em carregamentos específicos (explosivos)
  • •Monitorar vazamentos de produtos químicos
  • •Movimentar material hospitalar
  • •Priorizar embarque por data de validade da mercadoria
H Controlar qualidade dos serviços prestados (6)
  • •Controlar tempo de execução dos serviços
  • •Envolver carga com plástico e rede
  • •Orientar cliente quanto à embalagem da mercadoria
  • •Aplicar recomendações de manuseio e acondicionamento constantes nas embalagens
  • •Controlar limites de empilhamento de caixas
  • •Proteger cargas das intempéries climáticas
J Fixar cargas (2)
  • •Escorar cargas
  • •Fazer amarração de mercadorias e cargas (peação e despeação)
Y Comunicar-se (3)
  • •Fazer anotações pertinentes
  • •Solicitar autorização para embarque de mercadorias especiais
  • •Orientar carregador dos paletes
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • •Demonstrar atenção
  • •Trabalhar em equipe
  • •Reconhecer limites da capacidade física
  • •Demonstrar capacidade de adaptação
  • •Demonstrar senso de responsabilidade
  • •Tomar iniciativa
  • •Usar epi
  • •Trabalhar com segurança
  • •Demonstrar destreza manual
  • •Demonstrar capacidade de avaliar riscos
  • •Demonstrar organização
  • •Demonstrar capacidade de coordenação motora
  • •Demonstrar capacidade de cumprir normas e procedimentos

Perguntas frequentes

Quanto ganha um carregador (armazém)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.933 por mês, considerando as 112.942 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.610 (10% menores) a R$ 2.306 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.982 (RAIS 2024), 2.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando carregador (armazém)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 115.207 admissões contra 93.009 desligamentos, saldo de +22.198 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata carregador (armazém)?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional (CNAE 4930202), com 22,1% das admissões e mediana de R$ 2.053. A ficha de carregador (armazém) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de carregador (armazém)?

7832-10 (família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser carregador (armazém)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7832: Para o exercício dessas ocupações não se requer nenhuma escolaridade e cursos de qualificação. O tempo de experiência exigido para o desempenho pleno da função é de menos de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de carregador (armazém)?

A taxa é de 17,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (15,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7832-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7832-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7832-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4930202), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7832:

  • •Braspress - Brasil Transportes Intermodal Ltda.
  • •Federação Nacional dos Estivadores
  • •Namingá Armazéns Gerais - Eadi Maringá
  • •Rodocerto Transportes Ltda.
  • •Sata S.A. Serviços Auxiliares em Transporte Aéreo
  • •Sindicato dos Consertadores de Carga e Descarga
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •Loader: empilhadeira de grande porte com apenas uma plataforma. Muito usada no sistema aerportuário.
  • •Main-Deck: empilhadeira de grande porte com duas plataformas que transporta gran- de quantidade de carga e peso.
  • •Ship-loader: equipamento mecânico de controle eletroeletrônico para carregamento de navios.
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