NCM Buscador
CBO 2002 Família 7832 R$ 2.030 na admissão +28 postos em 12 meses 40 atividades

CBO 7832-30 — Bloqueiro (trabalhador portuário)

O código 7832-30 identifica a ocupação bloqueiro (trabalhador portuário) na CBO 2002, dentro da família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um bloqueiro (trabalhador portuário)

Preparam cargas e descargas de mercadorias; movimentam mercadorias em navios, aeronaves, caminhões e vagões; entregam e coletam encomendas; manuseiam cargas especiais; reparam embalagens danificadas e controlam a qualidade dos serviços prestados. Operam equipamentos de carga e descarga; conectam tubulações às instalações de embarque de cargas; estabelecem comunicação, emitindo, recebendo e verificando mensagens, notificando e solicitando informações, autorizações e orientações de transporte, embarque e desembarque de mercadorias.

Descrição oficial da família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional exercem suas funções em empresas de transporte terrestre, aéreo e aquaviário e naquelas cujas atividades são consideradas anexas e auxiliares do ramo de transporte. Os trabalhadores das ocupações carregador (aeronaves) e carregador (armazém) são contratados na condição de trabalhador assalariado, com carteira assinada, enquanto aqueles das ocupações ajudante de motorista, carregador (veículos de transportes terrestres) e estivador atuam como autônomos e, portanto, sem vínculos empregatícios. Trabalham, dependendo da ocupação e do tamanho do meio de transporte, em duplas ou em grupos, sob supervisão ocasional e também permanente, em ambientes fechados, a céu aberto e em veículos. Podem trabalhar no período diurno e em rodízio de turnos diurno e noturno. Por vezes podem estar expostos a ruído intenso e altas temperaturas. 391

Recursos de trabalho

Agulhas de costurar sacos; Blocos de romaneio e notas fiscais; Carrinho manual, racks, contêineres e paletes; Crachá de identificação e rádio de comunicação; Empilhadeiras e macacos hidráulicos; Escalas de serviço; Guia de ruas; Kit de ferramentas; Material de consumo; Uniforme e EPI.

Quanto ganha um bloqueiro (trabalhador portuário)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60310% ganham atéR$ 2.030medianaR$ 2.67310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.541

Entrada × quem já está

R$ 2.030 ao ser admitido · R$ 3.541 para quem tem vínculo ativo +74,4%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de bloqueiro (trabalhador portuário) foi de R$ 2.030 — metade das 369 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.603 e os 10% de maior, acima de R$ 2.673.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.541, ou seja, 74,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 69 meses.

Considerando a jornada média de 41.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.030
Por ano (12 salários)R$ 24.360
Por semanaR$ 467
Por hora (41.9h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.02590,5%
  • Mulheres — R$ 2.0449,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.64194,5%
  • Mulheres — R$ 2.8315,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.790
  • Nordeste1.800
  • Sudeste2.347
  • Sul2.000

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 144 +42 R$ 2.530
AM 60 +13 R$ 1.731
MA 32 -9 R$ 1.663
PA 31 +13 R$ 1.942

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

497

Desligamentos

469

Saldo

+28

Rotatividade

18,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+28) saldo negativo · pior: dez/25 (-27)

Em 12 meses houve 497 admissões e 469 desligamentos de bloqueiro (trabalhador portuário), o que significa que o mercado formal abriu 28 postos de trabalho no período, com rotatividade de 18,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 54,8% por dispensa sem justa causa, além de 8,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador32,2%
  • Dispensa sem justa causa54,8%
  • Fim de contrato8,7%

Sobre 469 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente10,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro14,3%
  • 1 a 4 empregados4,6%
  • 5 a 9 empregados5,4%
  • 10 a 19 empregados6%
  • 20 a 49 empregados13,3%
  • 50 a 99 empregados9,3%
  • 100 a 249 empregados17,1%
  • 250 a 499 empregados9,9%
  • 500 a 999 empregados2,8%
  • 1.000 ou mais empregados17,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata bloqueiro (trabalhador portuário)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades do operador portuário 5231102 · 28,8% das admissões 143 43.4h R$ 1.659 R$ 1.853 R$ 1.983 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 10,9% das admissões 54 44h R$ 2.610 R$ 2.647 R$ 2.685 3% 3
Gestão de terminais aquaviários 5231103 · 7% das admissões 35 44h R$ 1.749 3
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 6,6% das admissões 33 2% 1
Carga e descarga 5212500 · 5% das admissões 25 44h R$ 2.086 3% 3
Transporte rodoviário de produtos perigosos 4930203 · 3,6% das admissões 18 3% 3
Armazéns gerais - emissão de warrant 5211701 · 3,2% das admissões 16 44h R$ 2.221 3% 3
Fabricação de embalagens de papel 1731100 · 2,4% das admissões 12 44h R$ 2.398 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como bloqueiro (trabalhador portuário)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.535 vínculos

Idade mediana

47 anos

Tempo de casa

69 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

7,9%

Sexo

  • Homem95,3%
  • Mulher4,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada22,5h/sem
  • Pessoas com deficiência10,8%
  • Contrato intermitente1,9%
  • Em entidade sem fins lucrativos43,7%

Sobre os 2.535 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda48,6%
  • Branca41,9%
  • Preta7,2%
  • Amarela2,2%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,9%
  • Até o 5º ano incompleto8,7%
  • 5º ano completo5,2%
  • 6º ao 9º ano5,5%
  • Fundamental completo6,1%
  • Médio incompleto2,5%
  • Médio completo66,3%
  • Superior incompleto2,6%
  • Superior completo2,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,8%
  • 6º a 9º ano1,8%
  • Fundamental completo5%
  • Médio incompleto4,6%
  • Médio completo81,1%
  • Superior incompleto1,8%
  • Superior completo3,8%
  • Pós-graduação0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,7%
  • 5 a 9 empregados2,1%
  • 10 a 19 empregados3,2%
  • 20 a 49 empregados2,8%
  • 50 a 99 empregados7,6%
  • 100 a 249 empregados16,6%
  • 250 a 499 empregados3,7%
  • 500 a 999 empregados23,9%
  • 1.000 ou mais empregados39,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de bloqueiro (trabalhador portuário)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

CAT no período

31

Idade média no acidente

35 anos

Tipo de acidente

  • Trajeto51,6%
  • Típico48,4%

Parte do corpo atingida

  • Mão (exceto punho ou dedos)22,6%
  • Dedo12,9%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)9,7%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal)6,5%
  • Membros superiores, NIC6,5%

Natureza da lesão

  • Fratura25,8%
  • Lesão imediata19,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)12,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)9,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)9,7%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta22,6%
  • Veículo, NIC19,4%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas9,7%
  • Veículo rodoviário motorizado6,5%
  • Prensa - máquina6,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 3 9,7% 1.634
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 6,5% 24.580
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 6,5% 1.358
M25.5 — Dor articular 2 6,5% 1.605
S06 — Traumatismo intracraniano 1 3,2% 1.416
S61 — Ferimento do punho e da mão 1 3,2% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações não se requer nenhuma escolaridade e cursos de qualificação. O tempo de experiência exigido para o desempenho pleno da função é de menos de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7832.

Qual especialização paga mais na família 7832

Todas as ocupações de trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7832-35 Trabalhador portuário de capatazia R$ 1.719 R$ 8.183 5.469
7832-20 Estivador R$ 1.853 R$ 4.002 31.307
7832-30 Bloqueiro (trabalhador portuário) (esta página) R$ 2.030 R$ 3.541 2.535
7832-40 Amarrador e desamarrado de embarcações R$ 1.759 R$ 2.395 893
7832-05 Carregador (aeronaves) R$ 2.059 R$ 2.335 11.158
7832-15 Carregador (veículos de transportes terrestres) R$ 1.841 R$ 2.070 132.134
7832-10 Carregador (armazém) R$ 1.876 R$ 1.982 189.865
7832-25 Ajudante de motorista R$ 1.801 R$ 1.959 324.495

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7832-30.

A Preparar cargas e descargas de mercadorias (1)
  • Instalar separadores de carga
B Entregar e coletar encomendas (1)
  • Distribuir mercadorias nos compartimentos de aeronaves, navios, vagões e caminhões, conforme escala
C Movimentar mercadorias e cargas em navios, aeronaves, caminhões, vagões e instalações portuárias (2)
  • Dispor cargas em racks móveis e fixos
  • Distribuir carga em paletes, tonéis e contêineres
E Operar equipamentos de carga e descarga (3)
  • Operar empilhadeiras
  • Operar ponte rolante para carga e descarga de mercadorias
  • Operar guindaste de bordo, terra, sob rodas e trilhos
H Controlar qualidade dos serviços prestados (2)
  • Controlar tempo de execução dos serviços
  • Envolver carga com plástico e rede
I Realizar atividades de limpeza e conservação (7)
  • Limpar armazéns portuários e retroportuários
  • Limpar porões
  • Realizar pintura e conservação
  • Limpar máquinas e tanques
  • Realizar baldeação (lavagem)
  • Bater ferrugem
  • Realizar reparos de pequena monta
J Fixar cargas (11)
  • Verificar plano de carga
  • Definir material para forração
  • Forrar porões e convés
  • Definir material para escoramento /estroncamento
  • Cortar madeira para escoramento/estroncamento
  • Escorar cargas
  • Escorar tambores
  • Escorar produto siderúrgico
  • Definir material para amarração (peação)
  • Fazer amarração de mercadorias e cargas (peação e despeação)
  • Verificar amarração de carga para movimentação
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • Demonstrar atenção
  • Trabalhar em equipe
  • Reconhecer limites da capacidade física
  • Demonstrar capacidade de adaptação
  • Demonstrar senso de responsabilidade
  • Tomar iniciativa
  • Usar epi
  • Trabalhar com segurança
  • Demonstrar destreza manual
  • Demonstrar capacidade de avaliar riscos
  • Demonstrar organização
  • Demonstrar capacidade de coordenação motora
  • Demonstrar capacidade de cumprir normas e procedimentos

Sinônimos oficiais (3)

Bloquista (trabalhador portuário)Peador (trabalhador portuário)Trabalhador portuário de bloco

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7832-30 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um bloqueiro (trabalhador portuário)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.030 por mês, considerando as 369 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.603 (10% menores) a R$ 2.673 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.541 (RAIS 2024), 74.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando bloqueiro (trabalhador portuário)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 497 admissões contra 469 desligamentos, saldo de +28 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata bloqueiro (trabalhador portuário)?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades do operador portuário (CNAE 5231102), com 28,8% das admissões e mediana de R$ 1.853. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de bloqueiro (trabalhador portuário)?

7832-30 (família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias). A CBO reconhece também os títulos: Bloquista (trabalhador portuário), Peador (trabalhador portuário), Trabalhador portuário de bloco — todos usam o mesmo código 7832-30. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser bloqueiro (trabalhador portuário)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7832: Para o exercício dessas ocupações não se requer nenhuma escolaridade e cursos de qualificação. O tempo de experiência exigido para o desempenho pleno da função é de menos de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7832-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7832-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7832-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5231102), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7832:

  • Braspress - Brasil Transportes Intermodal Ltda.
  • Federação Nacional dos Estivadores
  • Namingá Armazéns Gerais - Eadi Maringá
  • Rodocerto Transportes Ltda.
  • Sata S.A. Serviços Auxiliares em Transporte Aéreo
  • Sindicato dos Consertadores de Carga e Descarga
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • Loader: empilhadeira de grande porte com apenas uma plataforma. Muito usada no sistema aerportuário.
  • Main-Deck: empilhadeira de grande porte com duas plataformas que transporta gran- de quantidade de carga e peso.
  • Ship-loader: equipamento mecânico de controle eletroeletrônico para carregamento de navios.
Voltar ao topo