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CBO 2002 Família 7832 R$ 2.059 na admissão +1.199 postos em 12 meses 82 atividades

CBO 7832-05 — Carregador (aeronaves)

O código 7832-05 identifica a ocupação carregador (aeronaves) na CBO 2002, dentro da família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um carregador (aeronaves)

Preparam cargas e descargas de mercadorias; movimentam mercadorias em navios, aeronaves, caminhões e vagões; entregam e coletam encomendas; manuseiam cargas especiais; reparam embalagens danificadas e controlam a qualidade dos serviços prestados. Operam equipamentos de carga e descarga; conectam tubulações às instalações de embarque de cargas; estabelecem comunicação, emitindo, recebendo e verificando mensagens, notificando e solicitando informações, autorizações e orientações de transporte, embarque e desembarque de mercadorias.

Descrição oficial da família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional exercem suas funções em empresas de transporte terrestre, aéreo e aquaviário e naquelas cujas atividades são consideradas anexas e auxiliares do ramo de transporte. Os trabalhadores das ocupações carregador (aeronaves) e carregador (armazém) são contratados na condição de trabalhador assalariado, com carteira assinada, enquanto aqueles das ocupações ajudante de motorista, carregador (veículos de transportes terrestres) e estivador atuam como autônomos e, portanto, sem vínculos empregatícios. Trabalham, dependendo da ocupação e do tamanho do meio de transporte, em duplas ou em grupos, sob supervisão ocasional e também permanente, em ambientes fechados, a céu aberto e em veículos. Podem trabalhar no período diurno e em rodízio de turnos diurno e noturno. Por vezes podem estar expostos a ruído intenso e altas temperaturas. 391

Recursos de trabalho

Agulhas de costurar sacos; Blocos de romaneio e notas fiscais; Carrinho manual, racks, contêineres e paletes; Crachá de identificação e rádio de comunicação; Empilhadeiras e macacos hidráulicos; Escalas de serviço; Guia de ruas; Kit de ferramentas; Material de consumo; Uniforme e EPI.

Quanto ganha um carregador (aeronaves)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61810% ganham até R$ 2.059mediana R$ 2.37310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.335

Entrada × quem já está

R$ 2.059 ao ser admitido · R$ 2.335 para quem tem vínculo ativo +13,4%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de carregador (aeronaves) foi de R$ 2.059 — metade das 1.532 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.618 e os 10% de maior, acima de R$ 2.373.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.335, ou seja, 13,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 23 meses.

Considerando a jornada média de 30.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.059
Por ano (12 salários)R$ 24.708
Por semanaR$ 474
Por hora (30.4h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.061 91,5%
  • Mulheres — R$ 1.850 8,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.339 97,1%
  • Mulheres — R$ 2.014 2,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.719
  • Nordeste 1.676
  • Sudeste 2.108
  • Sul 1.796
  • Centro-Oeste 1.900

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 5.044 +938 — R$ 2.113 —
RJ 397 -36 — R$ 1.748 —
RS 292 +46 — R$ 1.873 —
SC 245 +14 — R$ 1.758 —
BA 227 +19 — R$ 1.681 —
AM 166 -9 — R$ 1.720 —
MT 149 +40 — R$ 2.044 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

8.244

Desligamentos

7.045

Saldo

+1.199

Rotatividade

63,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: dez/25 (+454) saldo negativo · pior: fev/26 (-166)

Em 12 meses houve 8.244 admissões e 7.045 desligamentos de carregador (aeronaves), o que significa que o mercado formal abriu 1.199 postos de trabalho no período, com rotatividade de 63,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 43,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 39,3% por dispensa sem justa causa, além de 4,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 43,7%
  • Dispensa sem justa causa 39,3%
  • Fim de contrato 4,9%

Sobre 7.045 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 17,4%
  • Contrato intermitente 0,7%
  • Pessoa com deficiência 0,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 2%
  • 1 a 4 empregados 0,9%
  • 5 a 9 empregados 1,4%
  • 10 a 19 empregados 2,1%
  • 20 a 49 empregados 5,1%
  • 50 a 99 empregados 6%
  • 100 a 249 empregados 11,5%
  • 250 a 499 empregados 6,8%
  • 500 a 999 empregados 14,9%
  • 1.000 ou mais empregados 49,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata carregador (aeronaves)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades auxiliares dos transportes aéreos, exceto operação dos aeroportos e campos de aterrissagem 5240199 · 86,3% das admissões 7.116 42.4h R$ 2.038 R$ 2.116 R$ 2.168 3% 3
Transporte aéreo de passageiros regular 5111100 · 4,3% das admissões 358 42h R$ 1.757 R$ 1.816 R$ 1.876 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 1% das admissões 86 44h R$ 1.722 R$ 1.755 R$ 1.788 3% 1
Serviço de táxi aéreo e locação de aeronaves com tripulação 5112901 · 0,6% das admissões 47 44.2h R$ 1.648 R$ 1.775 R$ 2.269 3% 3
Representantes comerciais e agentes do comércio de mercadorias em geral não especializado 4619200 · 0,6% das admissões 47 42.1h R$ 2.349 R$ 2.413 R$ 2.469 2% 2
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 0,5% das admissões 43 43.5h R$ 1.613 R$ 1.643 R$ 1.673 3% 3
Transporte aéreo de carga 5120000 · 0,4% das admissões 37 42.7h — R$ 1.808 — 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como carregador (aeronaves)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 11.158 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

23 meses

No setor público

0,2%

Em empresa do Simples

5,9%

Sexo

  • Mulher 2,9%
  • Homem 97,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada33,6h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%
  • Jornada parcial28,1%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 11.158 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 58,3%
  • Branca 30,3%
  • Preta 10,5%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 0,5%
  • 6º ao 9º ano 1,3%
  • Fundamental completo 4,1%
  • Médio incompleto 5,3%
  • Médio completo 83,3%
  • Superior incompleto 2,9%
  • Superior completo 2,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º a 9º ano 1,3%
  • Fundamental completo 3,3%
  • Médio incompleto 4,1%
  • Médio completo 82,1%
  • Superior incompleto 4,5%
  • Superior completo 4%
  • Pós-graduação 0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1,3%
  • 5 a 9 empregados 2,9%
  • 10 a 19 empregados 3,9%
  • 20 a 49 empregados 8,1%
  • 50 a 99 empregados 9%
  • 100 a 249 empregados 14,8%
  • 250 a 499 empregados 13%
  • 500 a 999 empregados 18,6%
  • 1.000 ou mais empregados 28,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de carregador (aeronaves)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

42,7

CAT no período

398

Idade média no acidente

33 anos

Foram 398 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo carregador (aeronaves) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 42,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 80,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 19,1% de trajeto (no deslocamento) e 0,5% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 80,4%
  • Trajeto 19,1%
  • Doença 0,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 20,1%
  • Pé (exceto artelhos) 13,3%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 7,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 6,8%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 6,5%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 17,3%
  • Lesão imediata 14,1%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 11,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 11,3%
  • Fratura 10,8%

Agente causador

  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC 10,3%
  • Superfície e estrutura, NIC 7,8%
  • Caixa, engradado, caixote - embalagem, recipiente (vazio ou cheio) 7,3%
  • Motocicleta, motoneta 7%
  • Veículo, NIC 6,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S80.0 — Contusão do joelho 14 3,5% 1.225
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 13 3,3% 5.476
M79.6 — Dor em membro 11 2,8% 517
M54.5 — Dor lombar baixa 10 2,5% 9.517
S90.0 — Contusão do tornozelo 10 2,5% 1.188
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 9 2,3% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades auxiliares dos transportes aéreos, exceto operação dos aeroportos e campos de aterrissagem) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 42,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações não se requer nenhuma escolaridade e cursos de qualificação. O tempo de experiência exigido para o desempenho pleno da função é de menos de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7832.

Qual especialização paga mais na família 7832

Todas as ocupações de trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7832-35 Trabalhador portuário de capatazia R$ 1.753 R$ 8.183 5.469
7832-20 Estivador R$ 1.844 R$ 4.002 31.307
7832-30 Bloqueiro (trabalhador portuário) R$ 2.063 R$ 3.541 2.535
7832-40 Amarrador e desamarrado de embarcações R$ 1.757 R$ 2.395 893
7832-05 Carregador (aeronaves) (esta página) R$ 2.059 R$ 2.335 11.158
7832-15 Carregador (veículos de transportes terrestres) R$ 1.857 R$ 2.070 132.134
7832-10 Carregador (armazém) R$ 1.933 R$ 1.982 189.865
7832-25 Ajudante de motorista R$ 1.807 R$ 1.959 324.495

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7832-05.

A Preparar cargas e descargas de mercadorias (10)
  • •Conferir notas fiscais
  • •Programar transporte, por tipo de carga
  • •Verificar peso da carga
  • •Ajustar gabarito da carga
  • •Triar malotes por destino
  • •Conferir carga para movimentação
  • •Vistoriar etiquetas nos paletes, contêineres e mercadorias
  • •Posicionar embalagens de acordo com orientações
  • •Selecionar lotes para transporte
  • •Recolocar fita lacre na embalagem
B Entregar e coletar encomendas (5)
  • •Verificar previamente local de entrega do produto
  • •Verificar etiqueta de identificação do volume
  • •Verificar tipo de produto para entrega
  • •Separar encomendas e mercadorias, segundo o destino
  • •Distribuir mercadorias nos compartimentos de aeronaves, navios, vagões e caminhões, conforme escala
C Movimentar mercadorias e cargas em navios, aeronaves, caminhões, vagões e instalações portuárias (10)
  • •Realizar transbordo de mercadorias
  • •Estivar mercadorias por meio de equipamentos
  • •Estivar embarque de veículos
  • •Movimentar bagagens nas esteiras para embarque/desembarque
  • •Movimentar mercadorias dos vagões, caminhões, armazéns para embarcações e aeronaves
  • •Descarregar mercadorias
  • •Colocar cargas no terminal de embarque
  • •Distribuir carga em paletes, tonéis e contêineres
  • •Juntar mercadorias espalhadas (rechego de carga a granel)
  • •Dirigir veículos automotores terrestres
D Conectar tubulações às instalações de embarque de cargas (3)
  • •Conectar usina de força na aeronave
  • •Conectar ar condicionado na aeronave
  • •Conectar mangueiras do serviço de toalete
E Operar equipamentos de carga e descarga (10)
  • •Identificar tipo de aeronave a ser carregada
  • •Operar esteiras
  • •Operar caminhão escada
  • •Operar loader
  • •Operar main-deck
  • •Operar empilhadeiras
  • •Operar painel de movimentação de cargas na aeronave
  • •Operar carrinho hidráulico
  • •Operar trator de reboque
  • •Operar carrinho plataforma
F Reparar embalagens danificadas (4)
  • •Solicitar nova embalagem de mercadoria ao cliente
  • •Embalar sacos de mercadorias
  • •Devolver embalagem avariada
  • •Reembalar mercadorias
G Manusear cargas especiais (8)
  • •Estabelecer procedimentos de movimentação de cargas especiais
  • •Ordenar a movimentação de cargas especiais
  • •Verificar etiquetas de produtos perigosos
  • •Separar cargas perigosas em carregamentos específicos (explosivos)
  • •Monitorar vazamentos de produtos químicos
  • •Movimentar material hospitalar
  • •Priorizar embarque por data de validade da mercadoria
  • •Acondicionar produtos perecíveis, em redes
H Controlar qualidade dos serviços prestados (9)
  • •Controlar tempo de execução dos serviços
  • •Envolver carga com plástico e rede
  • •Controlar tempo de embarque e desembarque
  • •Orientar cliente quanto à embalagem da mercadoria
  • •Aplicar recomendações de manuseio e acondicionamento constantes nas embalagens
  • •Controlar limites de empilhamento de caixas
  • •Encaminhar cargas para câmaras frigoríficas
  • •Proteger cargas das intempéries climáticas
  • •Esfriar trem de pouso da aeronave
J Fixar cargas (2)
  • •Escorar cargas
  • •Fazer amarração de mercadorias e cargas (peação e despeação)
Y Comunicar-se (8)
  • •Emitir mensagem via auto track e fax
  • •Verificar mensagens no rádio comunicador
  • •Estabelecer contato com controlador de rota
  • •Fazer anotações pertinentes
  • •Notificar piloto da aeronave sobre o transporte de produtos magnéticos
  • •Solicitar autorização para embarque de mercadorias especiais
  • •Orientar carregador dos paletes
  • •Receber mensagens
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • •Demonstrar atenção
  • •Trabalhar em equipe
  • •Reconhecer limites da capacidade física
  • •Demonstrar capacidade de adaptação
  • •Demonstrar senso de responsabilidade
  • •Tomar iniciativa
  • •Usar epi
  • •Trabalhar com segurança
  • •Demonstrar destreza manual
  • •Demonstrar capacidade de avaliar riscos
  • •Demonstrar organização
  • •Demonstrar capacidade de coordenação motora
  • •Demonstrar capacidade de cumprir normas e procedimentos

Sinônimos oficiais (2)

Auxiliar de serviços no aeroportoDespachante de bagagens em aeroportos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7832-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um carregador (aeronaves)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.059 por mês, considerando as 1.532 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.618 (10% menores) a R$ 2.373 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.335 (RAIS 2024), 13.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando carregador (aeronaves)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 8.244 admissões contra 7.045 desligamentos, saldo de +1.199 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata carregador (aeronaves)?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades auxiliares dos transportes aéreos, exceto operação dos aeroportos e campos de aterrissagem (CNAE 5240199), com 86,3% das admissões e mediana de R$ 2.116. A ficha de carregador (aeronaves) no Buscador NCM lista os 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de carregador (aeronaves)?

7832-05 (família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de serviços no aeroporto, Despachante de bagagens em aeroportos — todos usam o mesmo código 7832-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser carregador (aeronaves)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7832: Para o exercício dessas ocupações não se requer nenhuma escolaridade e cursos de qualificação. O tempo de experiência exigido para o desempenho pleno da função é de menos de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de carregador (aeronaves)?

A taxa é de 42,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (20,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S80.0 — contusão do joelho. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7832-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7832-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7832-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5240199), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7832:

  • •Braspress - Brasil Transportes Intermodal Ltda.
  • •Federação Nacional dos Estivadores
  • •Namingá Armazéns Gerais - Eadi Maringá
  • •Rodocerto Transportes Ltda.
  • •Sata S.A. Serviços Auxiliares em Transporte Aéreo
  • •Sindicato dos Consertadores de Carga e Descarga
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •Loader: empilhadeira de grande porte com apenas uma plataforma. Muito usada no sistema aerportuário.
  • •Main-Deck: empilhadeira de grande porte com duas plataformas que transporta gran- de quantidade de carga e peso.
  • •Ship-loader: equipamento mecânico de controle eletroeletrônico para carregamento de navios.
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