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CBO 2002 Família 7832 R$ 1.857 na admissão +8.051 postos em 12 meses 73 atividades

CBO 7832-15 — Carregador (veículos de transportes terrestres)

O código 7832-15 identifica a ocupação carregador (veículos de transportes terrestres) na CBO 2002, dentro da família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um carregador (veículos de transportes terrestres)

Preparam cargas e descargas de mercadorias; movimentam mercadorias em navios, aeronaves, caminhões e vagões; entregam e coletam encomendas; manuseiam cargas especiais; reparam embalagens danificadas e controlam a qualidade dos serviços prestados. Operam equipamentos de carga e descarga; conectam tubulações às instalações de embarque de cargas; estabelecem comunicação, emitindo, recebendo e verificando mensagens, notificando e solicitando informações, autorizações e orientações de transporte, embarque e desembarque de mercadorias.

Descrição oficial da família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional exercem suas funções em empresas de transporte terrestre, aéreo e aquaviário e naquelas cujas atividades são consideradas anexas e auxiliares do ramo de transporte. Os trabalhadores das ocupações carregador (aeronaves) e carregador (armazém) são contratados na condição de trabalhador assalariado, com carteira assinada, enquanto aqueles das ocupações ajudante de motorista, carregador (veículos de transportes terrestres) e estivador atuam como autônomos e, portanto, sem vínculos empregatícios. Trabalham, dependendo da ocupação e do tamanho do meio de transporte, em duplas ou em grupos, sob supervisão ocasional e também permanente, em ambientes fechados, a céu aberto e em veículos. Podem trabalhar no período diurno e em rodízio de turnos diurno e noturno. Por vezes podem estar expostos a ruído intenso e altas temperaturas. 391

Recursos de trabalho

Agulhas de costurar sacos; Blocos de romaneio e notas fiscais; Carrinho manual, racks, contêineres e paletes; Crachá de identificação e rádio de comunicação; Empilhadeiras e macacos hidráulicos; Escalas de serviço; Guia de ruas; Kit de ferramentas; Material de consumo; Uniforme e EPI.

Quanto ganha um carregador (veículos de transportes terrestres)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60510% ganham até R$ 1.857mediana R$ 2.34710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.070

Entrada × quem já está

R$ 1.857 ao ser admitido · R$ 2.070 para quem tem vínculo ativo +11,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de carregador (veículos de transportes terrestres) foi de R$ 1.857 — metade das 88.801 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.605 e os 10% de maior, acima de R$ 2.347.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.070, ou seja, 11,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 19 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.857
Por ano (12 salários)R$ 22.284
Por semanaR$ 427
Por hora (43.5h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.852 94,2%
  • Mulheres — R$ 1.891 5,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.067 96,3%
  • Mulheres — R$ 2.140 3,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.675
  • Nordeste 1.658
  • Sudeste 1.947
  • Sul 1.984
  • Centro-Oeste 1.755

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 26.348 +2.581 — R$ 2.028 —
PR 9.125 +886 — R$ 2.029 —
SC 8.899 +1.110 — R$ 1.971 —
MG 8.577 +317 — R$ 1.853 —
RS 6.436 +365 — R$ 1.925 —
GO 4.678 +228 — R$ 1.720 —
BA 4.551 +430 — R$ 1.663 —
ES 3.526 +246 — R$ 1.688 —
RJ 3.306 +410 — R$ 1.780 —
PE 2.823 +206 — R$ 1.662 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

92.359

Desligamentos

84.308

Saldo

+8.051

Rotatividade

63,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+1.591) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.522)

Em 12 meses houve 92.359 admissões e 84.308 desligamentos de carregador (veículos de transportes terrestres), o que significa que o mercado formal abriu 8.051 postos de trabalho no período, com rotatividade de 63,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 37,3% por dispensa sem justa causa, além de 20,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 36,8%
  • Dispensa sem justa causa 37,3%
  • Fim de contrato 20,1%

Sobre 84.308 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,7%
  • Contrato intermitente 5,9%
  • Pessoa com deficiência 0,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 6,7%
  • 1 a 4 empregados 3,8%
  • 5 a 9 empregados 4,3%
  • 10 a 19 empregados 7,7%
  • 20 a 49 empregados 15,7%
  • 50 a 99 empregados 15,2%
  • 100 a 249 empregados 18,2%
  • 250 a 499 empregados 13,8%
  • 500 a 999 empregados 8,4%
  • 1.000 ou mais empregados 6,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata carregador (veículos de transportes terrestres)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 19,4% das admissões 17.937 44h R$ 1.762 R$ 1.972 R$ 2.095 3% 3
Carga e descarga 5212500 · 14% das admissões 12.901 44h R$ 1.620 R$ 1.685 R$ 1.840 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 5,6% das admissões 5.134 43.9h R$ 1.685 R$ 1.853 R$ 1.989 3% 1
Comércio atacadista de frutas, verduras, raízes, tubérculos, hortaliças e legumes frescos 4633801 · 2,9% das admissões 2.678 44.2h R$ 1.749 R$ 2.020 R$ 2.337 3% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,6% das admissões 2.398 44h R$ 1.636 R$ 1.751 R$ 1.951 2% 1
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 2,6% das admissões 2.379 44.1h R$ 1.627 R$ 1.691 R$ 1.902 3% 2
Comércio atacadista de carnes bovinas e suínas e derivados 4634601 · 1,6% das admissões 1.432 44h R$ 1.782 R$ 2.175 R$ 2.276 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como carregador (veículos de transportes terrestres)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 132.134 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

19 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

21,9%

Sexo

  • Homem 95,3%
  • Mulher 4,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada34,9h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente3,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos20%

Sobre os 132.134 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 54,8%
  • Branca 31,5%
  • Preta 12,5%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,9%
  • Até o 5º ano incompleto 4,3%
  • 5º ano completo 5,4%
  • 6º ao 9º ano 10,3%
  • Fundamental completo 13,1%
  • Médio incompleto 12,5%
  • Médio completo 52%
  • Superior incompleto 0,8%
  • Superior completo 0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,5%
  • Até 5º ano incompleto 3,1%
  • 5º ano completo 1,9%
  • 6º a 9º ano 6,9%
  • Fundamental completo 11%
  • Médio incompleto 11%
  • Médio completo 63,9%
  • Superior incompleto 0,9%
  • Superior completo 0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,8%
  • 5 a 9 empregados 5,2%
  • 10 a 19 empregados 7,9%
  • 20 a 49 empregados 13,6%
  • 50 a 99 empregados 12,4%
  • 100 a 249 empregados 15,5%
  • 250 a 499 empregados 12,1%
  • 500 a 999 empregados 11,7%
  • 1.000 ou mais empregados 17,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de carregador (veículos de transportes terrestres)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

27,3

CAT no período

2.899

Óbitos comunicados

16

Idade média no acidente

33 anos

Foram 2.899 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo carregador (veículos de transportes terrestres) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 27,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 82,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 16,2% de trajeto (no deslocamento) e 1,3% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 16 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 82,4%
  • Trajeto 16,2%
  • Doença 1,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 18,7%
  • Pé (exceto artelhos) 13,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 6,4%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 5,4%
  • Joelho 5%

Natureza da lesão

  • Fratura 17,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 15,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 14,4%
  • Lesão imediata 14,2%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9,7%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 7%
  • Motocicleta, motoneta 6,2%
  • Veículo rodoviário motorizado 5,8%
  • Caixa, engradado, caixote - embalagem, recipiente (vazio ou cheio) 5,5%
  • Veículo, NIC 4,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 98 3,4% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 85 2,9% 5.476
S62.6 — Fratura de outros dedos 83 2,9% 24.580
M79.6 — Dor em membro 62 2,1% 517
S90.3 — Contusão de outras partes e partes não especificadas do pé 59 2% 1.188
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 57 2% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 27,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações não se requer nenhuma escolaridade e cursos de qualificação. O tempo de experiência exigido para o desempenho pleno da função é de menos de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7832.

Qual especialização paga mais na família 7832

Todas as ocupações de trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7832-35 Trabalhador portuário de capatazia R$ 1.753 R$ 8.183 5.469
7832-20 Estivador R$ 1.844 R$ 4.002 31.307
7832-30 Bloqueiro (trabalhador portuário) R$ 2.063 R$ 3.541 2.535
7832-40 Amarrador e desamarrado de embarcações R$ 1.757 R$ 2.395 893
7832-05 Carregador (aeronaves) R$ 2.059 R$ 2.335 11.158
7832-15 Carregador (veículos de transportes terrestres) (esta página) R$ 1.857 R$ 2.070 132.134
7832-10 Carregador (armazém) R$ 1.933 R$ 1.982 189.865
7832-25 Ajudante de motorista R$ 1.807 R$ 1.959 324.495

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7832-15.

A Preparar cargas e descargas de mercadorias (10)
  • •Conferir notas fiscais
  • •Programar transporte, por tipo de carga
  • •Verificar peso da carga
  • •Definir cubagem da carga
  • •Triar malotes por destino
  • •Conferir carga para movimentação
  • •Vistoriar etiquetas nos paletes, contêineres e mercadorias
  • •Posicionar embalagens de acordo com orientações
  • •Selecionar lotes para transporte
  • •Recolocar fita lacre na embalagem
B Entregar e coletar encomendas (9)
  • •Verificar previamente local de entrega do produto
  • •Verificar etiqueta de identificação do volume
  • •Verificar tipo de produto para entrega
  • •Ordenar entrega conforme programação
  • •Localizar endereço de entrega
  • •Separar encomendas e mercadorias, segundo o destino
  • •Entregar encomendas, conforme destino
  • •Distribuir mercadorias nos compartimentos de aeronaves, navios, vagões e caminhões, conforme escala
  • •Entregar pequenos volumes, em portarias de prédios e empresas
C Movimentar mercadorias e cargas em navios, aeronaves, caminhões, vagões e instalações portuárias (7)
  • •Realizar transbordo de mercadorias
  • •Estivar mercadorias por meio de equipamentos
  • •Movimentar mercadorias dos vagões, caminhões, armazéns para embarcações e aeronaves
  • •Descarregar mercadorias
  • •Colocar cargas no terminal de embarque
  • •Distribuir carga em paletes, tonéis e contêineres
  • •Juntar mercadorias espalhadas (rechego de carga a granel)
E Operar equipamentos de carga e descarga (4)
  • •Operar esteiras
  • •Operar empilhadeiras
  • •Operar carrinho hidráulico
  • •Operar carrinho plataforma
F Reparar embalagens danificadas (4)
  • •Consertar tambores e todo tipo de embalagem
  • •Reparar pacotes de mercadorias
  • •Solicitar nova embalagem de mercadoria ao cliente
  • •Devolver embalagem avariada
G Manusear cargas especiais (7)
  • •Estabelecer procedimentos de movimentação de cargas especiais
  • •Ordenar a movimentação de cargas especiais
  • •Verificar etiquetas de produtos perigosos
  • •Separar cargas perigosas em carregamentos específicos (explosivos)
  • •Monitorar vazamentos de produtos químicos
  • •Movimentar material hospitalar
  • •Priorizar embarque por data de validade da mercadoria
H Controlar qualidade dos serviços prestados (6)
  • •Controlar tempo de execução dos serviços
  • •Envolver carga com plástico e rede
  • •Orientar cliente quanto à embalagem da mercadoria
  • •Aplicar recomendações de manuseio e acondicionamento constantes nas embalagens
  • •Controlar limites de empilhamento de caixas
  • •Proteger cargas das intempéries climáticas
J Fixar cargas (3)
  • •Escorar cargas
  • •Escorar tambores
  • •Fazer amarração de mercadorias e cargas (peação e despeação)
Y Comunicar-se (10)
  • •Consultar guia de ruas
  • •Intervir no trânsito de veículos
  • •Dar posicionamento do veículo, ao gerenciamento de risco
  • •Comunicar mudança de rota
  • •Emitir mensagem via auto track e fax
  • •Orientar motorista na manobra do caminhão
  • •Fazer anotações pertinentes
  • •Solicitar autorização para embarque de mercadorias especiais
  • •Orientar carregador dos paletes
  • •Receber mensagens
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • •Demonstrar atenção
  • •Trabalhar em equipe
  • •Reconhecer limites da capacidade física
  • •Demonstrar capacidade de adaptação
  • •Demonstrar senso de responsabilidade
  • •Tomar iniciativa
  • •Usar epi
  • •Trabalhar com segurança
  • •Demonstrar destreza manual
  • •Demonstrar capacidade de avaliar riscos
  • •Demonstrar organização
  • •Demonstrar capacidade de coordenação motora
  • •Demonstrar capacidade de cumprir normas e procedimentos

Sinônimos oficiais (6)

Carregador de caminhãoCarregador de vagõesCarregador e descarregador de caminhõesChapa arrumador de caminhõesChapa de caminhãoChapa (movimentador de mercadoria)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7832-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um carregador (veículos de transportes terrestres)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.857 por mês, considerando as 88.801 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.605 (10% menores) a R$ 2.347 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.070 (RAIS 2024), 11.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando carregador (veículos de transportes terrestres)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 92.359 admissões contra 84.308 desligamentos, saldo de +8.051 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata carregador (veículos de transportes terrestres)?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional (CNAE 4930202), com 19,4% das admissões e mediana de R$ 1.972. A ficha de carregador (veículos de transportes terrestres) no Buscador NCM lista os 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de carregador (veículos de transportes terrestres)?

7832-15 (família 7832 — Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias). A CBO reconhece também os títulos: Carregador de caminhão, Carregador de vagões, Carregador e descarregador de caminhões, Chapa arrumador de caminhões, Chapa de caminhão, Chapa (movimentador de mercadoria) — todos usam o mesmo código 7832-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser carregador (veículos de transportes terrestres)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7832: Para o exercício dessas ocupações não se requer nenhuma escolaridade e cursos de qualificação. O tempo de experiência exigido para o desempenho pleno da função é de menos de um ano. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de carregador (veículos de transportes terrestres)?

A taxa é de 27,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7832-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7832-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7832-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4930202), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7832:

  • •Braspress - Brasil Transportes Intermodal Ltda.
  • •Federação Nacional dos Estivadores
  • •Namingá Armazéns Gerais - Eadi Maringá
  • •Rodocerto Transportes Ltda.
  • •Sata S.A. Serviços Auxiliares em Transporte Aéreo
  • •Sindicato dos Consertadores de Carga e Descarga
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •Loader: empilhadeira de grande porte com apenas uma plataforma. Muito usada no sistema aerportuário.
  • •Main-Deck: empilhadeira de grande porte com duas plataformas que transporta gran- de quantidade de carga e peso.
  • •Ship-loader: equipamento mecânico de controle eletroeletrônico para carregamento de navios.
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