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CBO 2002 Família 2149 R$ 3.500 na admissão +48 postos em 12 meses 93 atividades

CBO 2149-35 — Tecnólogo em segurança do trabalho

O código 2149-35 identifica a ocupação tecnólogo em segurança do trabalho na CBO 2002, dentro da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 12 seções

O que faz um tecnólogo em segurança do trabalho

Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo plano de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.

Descrição oficial da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em empresas dos mais diversos ramos, embora predomine o ramo industrial onde podemos destacar a metalurgia, fabricação de máquinas, equipamentos e veículos automotores, produtos alimentares e refino de petróleo. As instituições empregadoras são de diversos portes, públicas ou privadas. Os profissionais trabalham em equipe, com supervisão ocasional. Eventualmente, em algumas atividades, podem estar expostos a condições especiais de trabalho, tais como ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Aparelhos de Comunicação; CEP - controle estatístico de processos; Conta Fio (Lupa); Detector de Gases; Dosímetro; EPI/epc - Equip. de Proteção Individual e Coletiva; Instrumentos de medição; Máquina fotográfica digital; Publicações Especializadas; Recursos de Informática (software e hardware).

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um tecnólogo em segurança do trabalho

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.04610% ganham até R$ 3.500mediana R$ 5.51510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.216

Entrada × quem já está

R$ 3.500 ao ser admitido · R$ 4.216 para quem tem vínculo ativo +20,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de tecnólogo em segurança do trabalho foi de R$ 3.500 — metade das 793 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.046 e os 10% de maior, acima de R$ 5.515.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.216, ou seja, 20,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 18 meses.

Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 18,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.500
Por ano (12 salários)R$ 42.000
Por semanaR$ 806
Por hora (43.3h/sem)R$ 18,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.510 55%
  • Mulheres — R$ 3.288 45%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.521 56,1%
  • Mulheres — R$ 3.809 43,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.867
  • Nordeste 3.027
  • Sudeste 3.558
  • Sul 3.813
  • Centro-Oeste 3.400

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 233 +34 — R$ 3.900 —
MG 100 -12 — R$ 3.163 —
PR 76 +0 — R$ 4.150 —
RJ 73 +6 — R$ 3.650 —
BA 45 +5 — R$ 3.225 —
AM 35 +4 — R$ 2.567 —
GO 34 -4 — R$ 3.086 —
RS 33 +1 — R$ 2.750 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

818

Desligamentos

770

Saldo

+48

Rotatividade

57,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+26) saldo negativo · pior: fev/26 (-18)

Em 12 meses houve 818 admissões e 770 desligamentos de tecnólogo em segurança do trabalho, o que significa que o mercado formal abriu 48 postos de trabalho no período, com rotatividade de 57,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,7% por dispensa sem justa causa, além de 11,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 36,5%
  • Dispensa sem justa causa 48,7%
  • Fim de contrato 11,7%

Sobre 770 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,1%
  • Contrato intermitente 3,2%
  • Pessoa com deficiência 0,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 15,5%
  • 1 a 4 empregados 5,9%
  • 5 a 9 empregados 7%
  • 10 a 19 empregados 7,4%
  • 20 a 49 empregados 13,9%
  • 50 a 99 empregados 17,3%
  • 100 a 249 empregados 14,6%
  • 250 a 499 empregados 7,1%
  • 500 a 999 empregados 5,1%
  • 1.000 ou mais empregados 6,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata tecnólogo em segurança do trabalho

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 8,8% das admissões 72 43.9h R$ 2.813 R$ 3.258 R$ 4.275 3% 3
Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de exames complementares 8630502 · 4,5% das admissões 37 44h — R$ 2.030 — 2% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 3,8% das admissões 31 43.6h — R$ 3.500 — 3% 1
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 2,9% das admissões 24 44h — R$ 4.200 — 3% 4
Preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente 8219999 · 2,8% das admissões 23 43.8h — R$ 2.500 — 3% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,4% das admissões 20 44h — R$ 3.574 — 2% 1
Serviços de perícia técnica relacionados à segurança do trabalho 7119704 · 2,4% das admissões 20 44.4h — R$ 3.000 — 1% 1
Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 2,3% das admissões 19 43.5h — R$ 3.900 — 1% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como tecnólogo em segurança do trabalho

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.337 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

18 meses

No setor público

3,1%

Em empresa do Simples

20%

Sexo

  • Mulher 43,9%
  • Homem 56,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,4h/sem
  • Pessoas com deficiência1,7%
  • Jornada parcial0,9%
  • Contrato intermitente4%
  • Em entidade sem fins lucrativos4,3%

Sobre os 1.337 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 47%
  • Parda 44,6%
  • Preta 7,4%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 99,4%
  • Mestrado 0,5%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º a 9º ano 0,4%
  • Fundamental completo 1,2%
  • Médio incompleto 0,4%
  • Médio completo 65,5%
  • Superior incompleto 5,5%
  • Superior completo 22,4%
  • Pós-graduação 3,8%
  • Mestrado 0,5%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 6,4%
  • 5 a 9 empregados 7,3%
  • 10 a 19 empregados 7,8%
  • 20 a 49 empregados 15,2%
  • 50 a 99 empregados 12,4%
  • 100 a 249 empregados 17%
  • 250 a 499 empregados 11,7%
  • 500 a 999 empregados 10,3%
  • 1.000 ou mais empregados 12%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial.

Texto oficial do MTE para a família 2149.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia de produção 0,64× 118.421 14.135 56% 30,3%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 14.135 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 48 postos líquidos em 12 meses — cerca de 294,5 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 Censo da Educação Superior — microdados de cursos — Lei 9.394/1996 (LDB), art. 9º VI; Portaria INEP de divulgação dos microdados · Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP

Qual especialização paga mais na família 2149

Todas as ocupações de engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2149-20 Engenheiro de riscos R$ 12.890 R$ 14.400 641
2149-05 Engenheiro de produção R$ 11.709 R$ 13.341 25.644
2149-10 Engenheiro de controle de qualidade R$ 10.525 R$ 12.457 9.682
2149-15 Engenheiro de segurança do trabalho R$ 12.023 R$ 12.056 13.562
2149-45 Engenheiro de logistica R$ 10.463 R$ 11.806 190
2149-25 Engenheiro de tempos e movimentos R$ 2.494 R$ 6.230 710
2149-30 Tecnólogo em produção industrial R$ 3.025 R$ 6.006 1.438
2149-35 Tecnólogo em segurança do trabalho (esta página) R$ 3.500 R$ 4.216 1.337
2149-40 Higienista ocupacional R$ 2.038 R$ 2.282 492

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2149-35.

A Controlar perdas de processos, produtos e serviços (11)
  • •Inspecionar funcionamento de processos, produtos e serviços
  • •Identificar perdas
  • •Determinar causas de perdas
  • •Analisar causas de perdas
  • •Estabelecer plano de ações preventivas e corretivas
  • •Medir parâmetros/indicadores de processos, produtos e serviços
  • •Ajustar processos e serviços
  • •Avaliar eficácia/eficiência de ajustes
  • •Padronizar sistemas e operações
  • •Auditorar processos, produtos e serviços
  • •Acompanhar implementação do plano de ações preventivas e corretivas
B Supervisionar sistemas, processos e métodos produtivos (7)
  • •Analisar projetos
  • •Coletar dados de processo
  • •Criar banco de dados de processos e projetos
  • •Processar dados de registros
  • •Interpretar dados e resultados
  • •Atualizar dados de registros
  • •Propor adequação de instalações, métodos e processos
C Desenvolver métodos, processos, produtos e serviços (11)
  • •Pesquisar normas e legislação
  • •Testar produtos em campo
  • •Criar métodos e processos de produção e segurança
  • •Testar métodos e processos de produção e segurança
  • •Validar métodos, processos, produtos e/ou serviços
  • •Compatibilizar métodos, processos, produtos e/ou serviços de acordo com normas e legislação
  • •Gerar especificações técnicas e de segurança de produtos e/ou serviços
  • •Gerar especificações técnicas e de segurança de processos e/ou serviços
  • •Analisar viabilidade técnico-produtiva, econômica e legal
  • •Propor alterações em equipamentos e produtos de segurança
  • •Propor criação de produtos de segurança
D Gerenciar segurança no trabalho e do meio ambiente (20)
  • •Inspecionar instalações
  • •Classificar exposição a riscos potenciais
  • •Medir as exposições a fatores ocupacionais de risco
  • •Elaborar programas de segurança do trabalho
  • •Elaborar plano de atendimento às emergências (pae)
  • •Providenciar sinalizações de segurança
  • •Dimensionar programa de prevenção e combate a incêndios ( ppci )
  • •Solicitar autorização para aquisição de produtos controlados
  • •Determinar procedimentos de segurança para espaços confinados
  • •Determinar procedimentos de segurança para atividades com pressão anormal
  • •Determinar procedimentos de segurança para trabalho com eletricidade
  • •Determinar procedimentos de segurança em armazenagem, transporte e utilização de produtos químicos
  • •Determinar procedimentos para redução ou eliminação de ruídos industriais
  • •Providenciar avaliação ergonômica de postos de trabalho
  • •Determinar tipos de equipamentos de proteção individual e coletiva conforme riscos
  • •Verificar procedimentos de descarte de rejeitos industriais
  • •Controlar emissão de efluentes líquidos, gasosos e sólidos
  • •Participar da elaboração do ppra e/ou ppci
  • •Implantar sistema de gestão da segurança
  • •Propor sistemas de segurança
E Gerenciar exposições a fatores ocupacionais de risco à saúde (1)
  • •Elaborar programas de prevenção de risco ambiental (ppra) e demais programas de prevenção
G Planejar empreendimentos e atividades produtivas e de logística (4)
  • •Definir objetivos de trabalho
  • •Fixar metas
  • •Elaborar análise de riscos de empreendimentos e atividades produtivas
  • •Definir necessidades orçamentárias da área
H Coordenar equipe e atividades de trabalho (13)
  • •Mapear equipe de trabalho
  • •Organizar cronograma de equipe de trabalho
  • •Delegar tarefas
  • •Verificar necessidades de treinamento de equipe
  • •Organizar treinamentos
  • •Capacitar equipe de trabalho
  • •Avaliar eficácia de treinamentos
  • •Verificar cumprimento de tarefas
  • •Avaliar desempenho de equipe de trabalho
  • •Prestar assessorias técnicas
  • •Participar de seleção de pessoal
  • •Participar da definição de perfil de pessoal
  • •Propor remanejamento de pessoal incapacitado para o posto de trabalho
I Emitir documentação técnica (9)
  • •Elaborar relatórios
  • •Emitir laudos e/ou pareceres técnicos
  • •Divulgar resultados e planos de trabalho
  • •Documentar memória técnica de métodos, processos, produtos e serviços
  • •Emitir programas de prevenção
  • •Preparar art (anotação de responsabilidade técnica)
  • •Participar na elaboração de mapa de risco
  • •Acompanhar perícia técnica
  • •Elaborar manual de procedimentos complementares
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • •Demonstrar capacidade de negociação
  • •Demonstrar capacidade de antecipar problemas
  • •Demonstrar raciocínio matemático
  • •Demonstrar raciocínio lógico
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • •Demonstrar capacidade de evidenciar senso crítico
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar liderança
  • •Demonstrar capacidade de atenção difusa
  • •Demonstrar capacidade de agir sob pressão
  • •Demonstrar capacidade de resolução de problemas
  • •Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
  • •Demonstrar pró-atividade
  • •Demonstrar capacidade de persuasão
  • •Demonstrar objetividade
  • •Tomar decisões
  • •Assumir riscos

Perguntas frequentes

Quanto ganha um tecnólogo em segurança do trabalho?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.500 por mês, considerando as 793 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.046 (10% menores) a R$ 5.515 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.216 (RAIS 2024), 20.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando tecnólogo em segurança do trabalho?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 818 admissões contra 770 desligamentos, saldo de +48 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata tecnólogo em segurança do trabalho?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 8,8% das admissões e mediana de R$ 3.258. A ficha de tecnólogo em segurança do trabalho no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de tecnólogo em segurança do trabalho?

2149-35 (família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser tecnólogo em segurança do trabalho?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2149: As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de produção, com 0,64 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2149-35?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2149-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2149-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

A profissão de tecnólogo em segurança do trabalho é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2149 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (33 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2149:

  • •Asesmt Comercial Sul Ltda.
  • •Biolab Sanus Indústria Farmacêutica Ltda.
  • •Bradesco Seguros S.A.
  • •Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras-Cenpes)
  • •Centro Tecnólogico do Mobiliário
  • •Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
  • •Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
  • •Editora Abril S.A.
  • •Fiat Automóveis S.A.
  • •Ford Motor Company
  • •Hanesbrands Brasil Textil Ltda
  • •Indústria de Móveis Bartira
  • •Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
  • •Instituto de Tecnologia do Paraná
  • •Itambé - Cooperativa Central Produtores Rurais de Minas Gerais
  • •Mondamont S.A.
  • •Proseg Proteção e Segurança no Trabalho Ltda.
  • •222 Senai - Extensão Guaporé
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
  • •GLOSSÁRIO
  • •ART: Anotações de Responsabilidade Técnica.
  • •PCA: Programa de Conservação Auditiva.
  • •PPR: Programa de Prevenção Respiratória.
  • •PPRA: Programa de Prevenção de Risco Ambiental.
  • •CEP: Controle Estatístico de Processos.
  • •CLP: Controlador Lógico Programável.
  • •CNC: Controle Numérico Computadorizado.
  • •PDCA: Planeja Determina
  • •Controla Avalia: metodologia de resolução de probemas.
  • •PCPC: Planejamento Programação Controle de Produção.
  • •PCP: Programa e Controle de Produção.
  • •PAE: Plano de Atendimento às Emergências.
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