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CBO 2002 Família 2149 R$ 12.023 na admissão -462 postos em 12 meses 90 atividades

CBO 2149-15 — Engenheiro de segurança do trabalho

O código 2149-15 identifica a ocupação engenheiro de segurança do trabalho na CBO 2002, dentro da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um engenheiro de segurança do trabalho

Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo plano de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.

Descrição oficial da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em empresas dos mais diversos ramos, embora predomine o ramo industrial onde podemos destacar a metalurgia, fabricação de máquinas, equipamentos e veículos automotores, produtos alimentares e refino de petróleo. As instituições empregadoras são de diversos portes, públicas ou privadas. Os profissionais trabalham em equipe, com supervisão ocasional. Eventualmente, em algumas atividades, podem estar expostos a condições especiais de trabalho, tais como ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Aparelhos de Comunicação; CEP - controle estatístico de processos; Conta Fio (Lupa); Detector de Gases; Dosímetro; EPI/epc - Equip. de Proteção Individual e Coletiva; Instrumentos de medição; Máquina fotográfica digital; Publicações Especializadas; Recursos de Informática (software e hardware).

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um engenheiro de segurança do trabalho

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 5.81210% ganham até R$ 12.023mediana R$ 16.01210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 12.056

Entrada × quem já está

R$ 12.023 ao ser admitido · R$ 12.056 para quem tem vínculo ativo +0,3%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de segurança do trabalho foi de R$ 12.023 — metade das 3.009 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 5.812 e os 10% de maior, acima de R$ 16.012.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 12.056, ou seja, 0,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.

Considerando a jornada média de 41.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 65,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 12.023
Por ano (12 salários)R$ 144.276
Por semanaR$ 2.767
Por hora (41.2h/sem)R$ 65,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 12.025 67,5%
  • Mulheres — R$ 12.018 32,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 12.288 69,4%
  • Mulheres — R$ 11.883 30,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 12.650
  • Nordeste 12.113
  • Sudeste 12.091
  • Sul 11.400
  • Centro-Oeste 12.017

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 963 -60 — R$ 11.530 —
MG 604 -90 — R$ 12.675 —
RJ 382 -205 — R$ 12.720 —
BA 191 +14 — R$ 12.950 —
PA 178 +2 — R$ 12.850 —
PR 142 -16 — R$ 10.350 —
RS 123 -18 — R$ 12.450 —
ES 106 +15 — R$ 12.200 —
SC 95 -39 — R$ 12.600 —
GO 89 -11 — R$ 12.100 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

3.406

Desligamentos

3.868

Saldo

-462

Rotatividade

28,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+24) saldo negativo · pior: jan/26 (-112)

Em 12 meses houve 3.406 admissões e 3.868 desligamentos de engenheiro de segurança do trabalho, o que significa que o mercado formal fechou 462 postos de trabalho no período, com rotatividade de 28,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 64,6% por dispensa sem justa causa, além de 4,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 27,5%
  • Dispensa sem justa causa 64,6%
  • Fim de contrato 4,3%

Sobre 3.868 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 1,5%
  • Contrato intermitente 1,4%
  • Pessoa com deficiência 0,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 9,8%
  • 1 a 4 empregados 2,6%
  • 5 a 9 empregados 1,6%
  • 10 a 19 empregados 3,6%
  • 20 a 49 empregados 5,2%
  • 50 a 99 empregados 6,9%
  • 100 a 249 empregados 11,4%
  • 250 a 499 empregados 18,2%
  • 500 a 999 empregados 17,1%
  • 1.000 ou mais empregados 23,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro de segurança do trabalho

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 5,2% das admissões 178 43.8h R$ 11.413 R$ 11.454 R$ 11.495 2% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 5% das admissões 169 43.2h R$ 10.071 R$ 12.033 R$ 14.000 3% 1
Construção de edifícios 4120400 · 4,3% das admissões 145 44h R$ 10.042 R$ 11.567 R$ 13.738 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 3,4% das admissões 116 44h R$ 12.100 R$ 13.550 R$ 15.120 3% 4
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 3,3% das admissões 112 43.1h R$ 10.225 R$ 11.875 R$ 13.729 2% 3
Obras de montagem industrial 4292802 · 2,9% das admissões 99 44h R$ 10.538 R$ 12.935 R$ 13.925 3% 4
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 2,2% das admissões 76 43.8h R$ 10.850 R$ 12.067 R$ 14.017 3% 3
Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 8599699 · 2,2% das admissões 74 40.6h R$ 12.150 R$ 13.186 R$ 14.175 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro de segurança do trabalho

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 13.562 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

28 meses

No setor público

6,7%

Em empresa do Simples

4,6%

Sexo

  • Homem 69,5%
  • Mulher 30,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,3h/sem
  • Pessoas com deficiência2,6%
  • Jornada parcial1,9%
  • Contrato intermitente0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos7,4%

Sobre os 13.562 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 58,9%
  • Parda 35,5%
  • Preta 4,5%
  • Amarela 1%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 95,8%
  • Mestrado 3,6%
  • Doutorado 0,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Fundamental completo 0,1%
  • Médio incompleto 0,1%
  • Médio completo 7,6%
  • Superior incompleto 0,8%
  • Superior completo 49,9%
  • Pós-graduação 39,3%
  • Mestrado 1,7%
  • Doutorado 0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1,7%
  • 5 a 9 empregados 1,6%
  • 10 a 19 empregados 2,2%
  • 20 a 49 empregados 4,5%
  • 50 a 99 empregados 6,3%
  • 100 a 249 empregados 13,6%
  • 250 a 499 empregados 14,6%
  • 500 a 999 empregados 19,2%
  • 1.000 ou mais empregados 36,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de engenheiro de segurança do trabalho

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

4,4

CAT no período

49

Idade média no acidente

42 anos

Foram 49 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo engenheiro de segurança do trabalho nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 4,4 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 38,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 42,9% de trajeto (no deslocamento) e 18,4% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 42,9%
  • Típico 38,8%
  • Doença 18,4%

Parte do corpo atingida

  • Localização da lesão, NIC 10,2%
  • Partes múltiplas 8,2%
  • Joelho 8,2%
  • Sistema nervoso 6,1%
  • Face, partes múltiplas (qualquer combinação das partes acima) 6,1%

Natureza da lesão

  • Distensão, torção 16,3%
  • Fratura 16,3%
  • Doença, NIC 14,3%
  • Lesão imediata 12,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 8,2%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado 18,6%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 14%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,3%
  • Escada móvel ou fixada, NIC 7%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas 7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 6,1% 5.476
F32.1 — Episódio depressivo moderado 2 4,1% 3.352
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 4,1% 1.358
Z73.0 — Esgotamento 2 4,1% 1.184
S80.0 — Contusão do joelho 2 4,1% 1.225
S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé 2 4,1% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços combinados de escritório e apoio administrativo) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 4,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial.

Texto oficial do MTE para a família 2149.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia de produção 0,64× 118.421 14.135 56% 30,3%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 Censo da Educação Superior — microdados de cursos — Lei 9.394/1996 (LDB), art. 9º VI; Portaria INEP de divulgação dos microdados · Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP

Qual especialização paga mais na família 2149

Todas as ocupações de engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2149-20 Engenheiro de riscos R$ 12.890 R$ 14.400 641
2149-05 Engenheiro de produção R$ 11.709 R$ 13.341 25.644
2149-10 Engenheiro de controle de qualidade R$ 10.525 R$ 12.457 9.682
2149-15 Engenheiro de segurança do trabalho (esta página) R$ 12.023 R$ 12.056 13.562
2149-45 Engenheiro de logistica R$ 10.463 R$ 11.806 190
2149-25 Engenheiro de tempos e movimentos R$ 2.494 R$ 6.230 710
2149-30 Tecnólogo em produção industrial R$ 3.025 R$ 6.006 1.438
2149-35 Tecnólogo em segurança do trabalho R$ 3.500 R$ 4.216 1.337
2149-40 Higienista ocupacional R$ 2.038 R$ 2.282 492

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2149-15.

A Controlar perdas de processos, produtos e serviços (10)
  • •Inspecionar funcionamento de processos, produtos e serviços
  • •Identificar perdas
  • •Determinar causas de perdas
  • •Analisar causas de perdas
  • •Estabelecer plano de ações preventivas e corretivas
  • •Medir parâmetros/indicadores de processos, produtos e serviços
  • •Ajustar processos e serviços
  • •Avaliar eficácia/eficiência de ajustes
  • •Padronizar sistemas e operações
  • •Auditorar processos, produtos e serviços
B Supervisionar sistemas, processos e métodos produtivos (9)
  • •Analisar projetos
  • •Coletar dados de processo
  • •Criar banco de dados de processos e projetos
  • •Processar dados de registros
  • •Interpretar dados e resultados
  • •Comparar processos, produtos e serviços
  • •Atualizar dados de registros
  • •Implantar ferramentas de controle de qualidade
  • •Monitorar desempenho de processos
C Desenvolver métodos, processos, produtos e serviços (11)
  • •Pesquisar mercado consumidor
  • •Pesquisar tecnologias
  • •Pesquisar normas e legislação
  • •Projetar produtos e processos
  • •Testar produtos em laboratório
  • •Criar métodos e processos de produção e segurança
  • •Testar métodos e processos de produção e segurança
  • •Validar métodos, processos, produtos e/ou serviços
  • •Compatibilizar métodos, processos, produtos e/ou serviços de acordo com normas e legislação
  • •Gerar especificações técnicas e de segurança de produtos e/ou serviços
  • •Gerar especificações técnicas e de segurança de processos e/ou serviços
D Gerenciar segurança no trabalho e do meio ambiente (15)
  • •Inspecionar instalações
  • •Classificar exposição a riscos potenciais
  • •Medir as exposições a fatores ocupacionais de risco
  • •Providenciar sinalizações de segurança
  • •Dimensionar programa de prevenção e combate a incêndios ( ppci )
  • •Solicitar autorização para aquisição de produtos controlados
  • •Determinar procedimentos de segurança para espaços confinados
  • •Determinar procedimentos de segurança para atividades com pressão anormal
  • •Determinar procedimentos de segurança para trabalho com eletricidade
  • •Determinar procedimentos de segurança em armazenagem, transporte e utilização de produtos químicos
  • •Determinar procedimentos para redução ou eliminação de ruídos industriais
  • •Providenciar avaliação ergonômica de postos de trabalho
  • •Determinar tipos de equipamentos de proteção individual e coletiva conforme riscos
  • •Verificar procedimentos de descarte de rejeitos industriais
  • •Controlar emissão de efluentes líquidos, gasosos e sólidos
E Gerenciar exposições a fatores ocupacionais de risco à saúde (1)
  • •Elaborar programas de prevenção de risco ambiental (ppra) e demais programas de prevenção
G Planejar empreendimentos e atividades produtivas e de logística (8)
  • •Definir objetivos de trabalho
  • •Fixar metas
  • •Definir métodos e etapas de produção
  • •Elaborar estudo técnico e econômico de empreendimentos e atividades de trabalho
  • •Definir orçamento e fontes de recursos financeiros
  • •Elaborar cronograma físico e financeiro
  • •Definir equipe e materiais de trabalho
  • •Elaborar análise de riscos de empreendimentos e atividades produtivas
H Coordenar equipe e atividades de trabalho (10)
  • •Mapear equipe de trabalho
  • •Organizar cronograma de equipe de trabalho
  • •Delegar tarefas
  • •Verificar necessidades de treinamento de equipe
  • •Organizar treinamentos
  • •Capacitar equipe de trabalho
  • •Avaliar eficácia de treinamentos
  • •Verificar cumprimento de tarefas
  • •Avaliar desempenho de equipe de trabalho
  • •Prestar assessorias técnicas
I Emitir documentação técnica (9)
  • •Elaborar relatórios
  • •Emitir mapa de risco
  • •Emitir laudos e/ou pareceres técnicos
  • •Divulgar resultados e planos de trabalho
  • •Documentar memória técnica de métodos, processos, produtos e serviços
  • •Emitir programas de prevenção
  • •Preparar art (anotação de responsabilidade técnica)
  • •Preparar documentos para patentes de produtos e processos
  • •Emitir laudos periciais
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • •Demonstrar capacidade de negociação
  • •Demonstrar capacidade de antecipar problemas
  • •Demonstrar raciocínio matemático
  • •Demonstrar raciocínio lógico
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • •Demonstrar capacidade de evidenciar senso crítico
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar liderança
  • •Demonstrar capacidade de atenção difusa
  • •Demonstrar capacidade de agir sob pressão
  • •Demonstrar capacidade de resolução de problemas
  • •Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
  • •Demonstrar pró-atividade
  • •Demonstrar capacidade de persuasão
  • •Demonstrar objetividade
  • •Tomar decisões
  • •Assumir riscos

Sinônimos oficiais (1)

Engenheiro de segurança industrial

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2149-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro de segurança do trabalho?

A mediana do salário de admissão é R$ 12.023 por mês, considerando as 3.009 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 5.812 (10% menores) a R$ 16.012 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 12.056 (RAIS 2024), 0.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro de segurança do trabalho?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 3.406 admissões contra 3.868 desligamentos, saldo de -462 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro de segurança do trabalho?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços combinados de escritório e apoio administrativo (CNAE 8211300), com 5,2% das admissões e mediana de R$ 11.454. A ficha de engenheiro de segurança do trabalho no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro de segurança do trabalho?

2149-15 (família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins). A CBO reconhece também os títulos: Engenheiro de segurança industrial — todos usam o mesmo código 2149-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro de segurança do trabalho?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2149: As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de produção, com 0,64 candidatos por vaga no presencial.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de engenheiro de segurança do trabalho?

A taxa é de 4,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é localização da lesão, nic (10,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2149-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2149-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2149-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8211300), o RAT é 2%.

A profissão de engenheiro de segurança do trabalho é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2149 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (33 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2149:

  • •Asesmt Comercial Sul Ltda.
  • •Biolab Sanus Indústria Farmacêutica Ltda.
  • •Bradesco Seguros S.A.
  • •Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras-Cenpes)
  • •Centro Tecnólogico do Mobiliário
  • •Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
  • •Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
  • •Editora Abril S.A.
  • •Fiat Automóveis S.A.
  • •Ford Motor Company
  • •Hanesbrands Brasil Textil Ltda
  • •Indústria de Móveis Bartira
  • •Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
  • •Instituto de Tecnologia do Paraná
  • •Itambé - Cooperativa Central Produtores Rurais de Minas Gerais
  • •Mondamont S.A.
  • •Proseg Proteção e Segurança no Trabalho Ltda.
  • •222 Senai - Extensão Guaporé
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
  • •GLOSSÁRIO
  • •ART: Anotações de Responsabilidade Técnica.
  • •PCA: Programa de Conservação Auditiva.
  • •PPR: Programa de Prevenção Respiratória.
  • •PPRA: Programa de Prevenção de Risco Ambiental.
  • •CEP: Controle Estatístico de Processos.
  • •CLP: Controlador Lógico Programável.
  • •CNC: Controle Numérico Computadorizado.
  • •PDCA: Planeja Determina
  • •Controla Avalia: metodologia de resolução de probemas.
  • •PCPC: Planejamento Programação Controle de Produção.
  • •PCP: Programa e Controle de Produção.
  • •PAE: Plano de Atendimento às Emergências.
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