CBO 2149-15 — Engenheiro de segurança do trabalho
O código 2149-15 identifica a ocupação engenheiro de segurança do trabalho na CBO 2002, dentro da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um engenheiro de segurança do trabalho
Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo plano de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.
Descrição oficial da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
O trabalho é exercido em empresas dos mais diversos ramos, embora predomine o ramo industrial onde podemos destacar a metalurgia, fabricação de máquinas, equipamentos e veículos automotores, produtos alimentares e refino de petróleo. As instituições empregadoras são de diversos portes, públicas ou privadas. Os profissionais trabalham em equipe, com supervisão ocasional. Eventualmente, em algumas atividades, podem estar expostos a condições especiais de trabalho, tais como ruído intenso e altas temperaturas.
Recursos de trabalho
Aparelhos de Comunicação; CEP - controle estatístico de processos; Conta Fio (Lupa); Detector de Gases; Dosímetro; EPI/epc - Equip. de Proteção Individual e Coletiva; Instrumentos de medição; Máquina fotográfica digital; Publicações Especializadas; Recursos de Informática (software e hardware).
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.
Quanto ganha um engenheiro de segurança do trabalho
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 12.056
Entrada × quem já está
R$ 12.021 ao ser admitido · R$ 12.056 para quem tem vínculo ativo +0,3%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de segurança do trabalho foi de R$ 12.021 — metade das 2.956 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 5.804 e os 10% de maior, acima de R$ 16.012.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 12.056, ou seja, 0,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.
Considerando a jornada média de 41.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 65,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 12.021 |
| Por ano (12 salários) | R$ 144.252 |
| Por semana | R$ 2.767 |
| Por hora (41.2h/sem) | R$ 65,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 968 | -45 | — | R$ 11.497 | — |
| MG | 598 | -102 | — | R$ 12.650 | — |
| RJ | 386 | -198 | — | R$ 12.757 | — |
| BA | 184 | +14 | — | R$ 12.942 | — |
| PA | 171 | -9 | — | R$ 12.756 | — |
| PR | 132 | -32 | — | R$ 10.567 | — |
| RS | 112 | -21 | — | R$ 12.400 | — |
| ES | 105 | +10 | — | R$ 12.400 | — |
| SC | 93 | -41 | — | R$ 12.617 | — |
| GO | 88 | -6 | — | R$ 12.150 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
3.355
Desligamentos
3.867
Saldo
-512
Rotatividade
28,5%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 3.355 admissões e 3.867 desligamentos de engenheiro de segurança do trabalho, o que significa que o mercado formal fechou 512 postos de trabalho no período, com rotatividade de 28,5% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 27% foram a pedido do próprio trabalhador e 65,3% por dispensa sem justa causa, além de 4,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 3.867 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata engenheiro de segurança do trabalho
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 5,3% das admissões | 177 | 43.7h | R$ 11.414 | R$ 11.454 | R$ 11.494 | 2% | 1 |
| Serviços de engenharia 7112000 · 4,7% das admissões | 159 | 43.2h | R$ 10.039 | R$ 11.450 | R$ 14.156 | 3% | 1 |
| Construção de edifícios 4120400 · 4,2% das admissões | 141 | 44h | R$ 10.020 | R$ 11.583 | R$ 13.733 | 3% | 3 |
| Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 3,4% das admissões | 114 | 44h | R$ 12.083 | R$ 13.400 | R$ 15.130 | 3% | 4 |
| Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 3% das admissões | 102 | 43.4h | R$ 9.775 | R$ 11.825 | R$ 13.325 | 2% | 3 |
| Obras de montagem industrial 4292802 · 2,6% das admissões | 88 | 43.9h | R$ 10.100 | R$ 12.700 | R$ 13.775 | 3% | 4 |
| Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 2,2% das admissões | 73 | 43.8h | R$ 10.355 | R$ 12.055 | R$ 13.625 | 3% | 3 |
| Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 8599699 · 2,2% das admissões | 73 | 40.7h | R$ 12.588 | R$ 13.193 | R$ 14.181 | 2% | 2 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como engenheiro de segurança do trabalho
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 13.562 vínculos
Idade mediana
42 anos
Tempo de casa
28 meses
No setor público
6,7%
Em empresa do Simples
4,6%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada39,3h/sem
- Pessoas com deficiência2,6%
- Jornada parcial1,9%
- Contrato intermitente0,8%
- Em entidade sem fins lucrativos7,4%
Sobre os 13.562 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de engenheiro de segurança do trabalho
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
4,4
CAT no período
49
Idade média no acidente
42 anos
Foram 49 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo engenheiro de segurança do trabalho nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 4,4 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 38,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 42,9% de trajeto (no deslocamento) e 18,4% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 3 | 6,1% | 5.476 |
| F32.1 — Episódio depressivo moderado | 2 | 4,1% | 3.352 |
| T07 — Traumatismos múltiplos não especificados | 2 | 4,1% | 1.358 |
| Z73.0 — Esgotamento | 2 | 4,1% | 1.184 |
| S80.0 — Contusão do joelho | 2 | 4,1% | 1.225 |
| S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé | 2 | 4,1% | 5.476 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços combinados de escritório e apoio administrativo) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 4,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024
As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial.
Texto oficial do MTE para a família 2149.
| Curso de graduação | Concorrência (presencial) | Matrículas | Formados/ano | EAD | Rede pública |
|---|---|---|---|---|---|
| Engenharia de produção | 0,64× | 118.421 | 14.135 | 56% | 30,3% |
A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.
Qual especialização paga mais na família 2149
Todas as ocupações de engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 2149-20 | Engenheiro de riscos | R$ 12.175 | R$ 14.400 | 641 |
| 2149-05 | Engenheiro de produção | R$ 11.606 | R$ 13.341 | 25.644 |
| 2149-10 | Engenheiro de controle de qualidade | R$ 10.522 | R$ 12.457 | 9.682 |
| 2149-15 | Engenheiro de segurança do trabalho (esta página) | R$ 12.021 | R$ 12.056 | 13.562 |
| 2149-45 | Engenheiro de logistica | R$ 9.563 | R$ 11.806 | 190 |
| 2149-25 | Engenheiro de tempos e movimentos | R$ 2.493 | R$ 6.230 | 710 |
| 2149-30 | Tecnólogo em produção industrial | R$ 3.188 | R$ 6.006 | 1.438 |
| 2149-35 | Tecnólogo em segurança do trabalho | R$ 3.503 | R$ 4.216 | 1.337 |
| 2149-40 | Higienista ocupacional | R$ 2.038 | R$ 2.282 | 492 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2149-15.
A Controlar perdas de processos, produtos e serviços (10)
- •Inspecionar funcionamento de processos, produtos e serviços
- •Identificar perdas
- •Determinar causas de perdas
- •Analisar causas de perdas
- •Estabelecer plano de ações preventivas e corretivas
- •Medir parâmetros/indicadores de processos, produtos e serviços
- •Ajustar processos e serviços
- •Avaliar eficácia/eficiência de ajustes
- •Padronizar sistemas e operações
- •Auditorar processos, produtos e serviços
B Supervisionar sistemas, processos e métodos produtivos (9)
- •Analisar projetos
- •Coletar dados de processo
- •Criar banco de dados de processos e projetos
- •Processar dados de registros
- •Interpretar dados e resultados
- •Comparar processos, produtos e serviços
- •Atualizar dados de registros
- •Implantar ferramentas de controle de qualidade
- •Monitorar desempenho de processos
C Desenvolver métodos, processos, produtos e serviços (11)
- •Pesquisar mercado consumidor
- •Pesquisar tecnologias
- •Pesquisar normas e legislação
- •Projetar produtos e processos
- •Testar produtos em laboratório
- •Criar métodos e processos de produção e segurança
- •Testar métodos e processos de produção e segurança
- •Validar métodos, processos, produtos e/ou serviços
- •Compatibilizar métodos, processos, produtos e/ou serviços de acordo com normas e legislação
- •Gerar especificações técnicas e de segurança de produtos e/ou serviços
- •Gerar especificações técnicas e de segurança de processos e/ou serviços
D Gerenciar segurança no trabalho e do meio ambiente (15)
- •Inspecionar instalações
- •Classificar exposição a riscos potenciais
- •Medir as exposições a fatores ocupacionais de risco
- •Providenciar sinalizações de segurança
- •Dimensionar programa de prevenção e combate a incêndios ( ppci )
- •Solicitar autorização para aquisição de produtos controlados
- •Determinar procedimentos de segurança para espaços confinados
- •Determinar procedimentos de segurança para atividades com pressão anormal
- •Determinar procedimentos de segurança para trabalho com eletricidade
- •Determinar procedimentos de segurança em armazenagem, transporte e utilização de produtos químicos
- •Determinar procedimentos para redução ou eliminação de ruídos industriais
- •Providenciar avaliação ergonômica de postos de trabalho
- •Determinar tipos de equipamentos de proteção individual e coletiva conforme riscos
- •Verificar procedimentos de descarte de rejeitos industriais
- •Controlar emissão de efluentes líquidos, gasosos e sólidos
E Gerenciar exposições a fatores ocupacionais de risco à saúde (1)
- •Elaborar programas de prevenção de risco ambiental (ppra) e demais programas de prevenção
G Planejar empreendimentos e atividades produtivas e de logística (8)
- •Definir objetivos de trabalho
- •Fixar metas
- •Definir métodos e etapas de produção
- •Elaborar estudo técnico e econômico de empreendimentos e atividades de trabalho
- •Definir orçamento e fontes de recursos financeiros
- •Elaborar cronograma físico e financeiro
- •Definir equipe e materiais de trabalho
- •Elaborar análise de riscos de empreendimentos e atividades produtivas
H Coordenar equipe e atividades de trabalho (10)
- •Mapear equipe de trabalho
- •Organizar cronograma de equipe de trabalho
- •Delegar tarefas
- •Verificar necessidades de treinamento de equipe
- •Organizar treinamentos
- •Capacitar equipe de trabalho
- •Avaliar eficácia de treinamentos
- •Verificar cumprimento de tarefas
- •Avaliar desempenho de equipe de trabalho
- •Prestar assessorias técnicas
I Emitir documentação técnica (9)
- •Elaborar relatórios
- •Emitir mapa de risco
- •Emitir laudos e/ou pareceres técnicos
- •Divulgar resultados e planos de trabalho
- •Documentar memória técnica de métodos, processos, produtos e serviços
- •Emitir programas de prevenção
- •Preparar art (anotação de responsabilidade técnica)
- •Preparar documentos para patentes de produtos e processos
- •Emitir laudos periciais
Z Demonstrar competências pessoais (17)
- •Demonstrar capacidade de negociação
- •Demonstrar capacidade de antecipar problemas
- •Demonstrar raciocínio matemático
- •Demonstrar raciocínio lógico
- •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
- •Demonstrar capacidade de evidenciar senso crítico
- •Demonstrar criatividade
- •Demonstrar liderança
- •Demonstrar capacidade de atenção difusa
- •Demonstrar capacidade de agir sob pressão
- •Demonstrar capacidade de resolução de problemas
- •Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
- •Demonstrar pró-atividade
- •Demonstrar capacidade de persuasão
- •Demonstrar objetividade
- •Tomar decisões
- •Assumir riscos
Sinônimos oficiais (1)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2149-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um engenheiro de segurança do trabalho?
A mediana do salário de admissão é R$ 12.021 por mês, considerando as 2.956 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 5.804 (10% menores) a R$ 16.012 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 12.056 (RAIS 2024), 0.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando engenheiro de segurança do trabalho?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.355 admissões contra 3.867 desligamentos, saldo de -512 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata engenheiro de segurança do trabalho?
A atividade econômica que mais contratou foi Serviços combinados de escritório e apoio administrativo (CNAE 8211300), com 5,3% das admissões e mediana de R$ 11.454. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de engenheiro de segurança do trabalho?
2149-15 (família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins). A CBO reconhece também os títulos: Engenheiro de segurança industrial — todos usam o mesmo código 2149-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser engenheiro de segurança do trabalho?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2149: As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de produção, com 0,64 candidatos por vaga no presencial.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de engenheiro de segurança do trabalho?
A taxa é de 4,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é localização da lesão, nic (10,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 2149-15?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 2149-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2149-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8211300), o RAT é 2%.
A profissão de engenheiro de segurança do trabalho é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 2149 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Censo da Educação Superior (INEP)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (33 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2149:
- •Asesmt Comercial Sul Ltda.
- •Biolab Sanus Indústria Farmacêutica Ltda.
- •Bradesco Seguros S.A.
- •Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras-Cenpes)
- •Centro Tecnólogico do Mobiliário
- •Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
- •Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
- •Editora Abril S.A.
- •Fiat Automóveis S.A.
- •Ford Motor Company
- •Hanesbrands Brasil Textil Ltda
- •Indústria de Móveis Bartira
- •Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
- •Instituto de Tecnologia do Paraná
- •Itambé - Cooperativa Central Produtores Rurais de Minas Gerais
- •Mondamont S.A.
- •Proseg Proteção e Segurança no Trabalho Ltda.
- •222 Senai - Extensão Guaporé
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
- •GLOSSÁRIO
- •ART: Anotações de Responsabilidade Técnica.
- •PCA: Programa de Conservação Auditiva.
- •PPR: Programa de Prevenção Respiratória.
- •PPRA: Programa de Prevenção de Risco Ambiental.
- •CEP: Controle Estatístico de Processos.
- •CLP: Controlador Lógico Programável.
- •CNC: Controle Numérico Computadorizado.
- •PDCA: Planeja Determina
- •Controla Avalia: metodologia de resolução de probemas.
- •PCPC: Planejamento Programação Controle de Produção.
- •PCP: Programa e Controle de Produção.
- •PAE: Plano de Atendimento às Emergências.