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CBO 2002 Família 2149 R$ 12.021 na admissão -512 postos em 12 meses 90 atividades

CBO 2149-15 — Engenheiro de segurança do trabalho

O código 2149-15 identifica a ocupação engenheiro de segurança do trabalho na CBO 2002, dentro da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um engenheiro de segurança do trabalho

Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo plano de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.

Descrição oficial da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em empresas dos mais diversos ramos, embora predomine o ramo industrial onde podemos destacar a metalurgia, fabricação de máquinas, equipamentos e veículos automotores, produtos alimentares e refino de petróleo. As instituições empregadoras são de diversos portes, públicas ou privadas. Os profissionais trabalham em equipe, com supervisão ocasional. Eventualmente, em algumas atividades, podem estar expostos a condições especiais de trabalho, tais como ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Aparelhos de Comunicação; CEP - controle estatístico de processos; Conta Fio (Lupa); Detector de Gases; Dosímetro; EPI/epc - Equip. de Proteção Individual e Coletiva; Instrumentos de medição; Máquina fotográfica digital; Publicações Especializadas; Recursos de Informática (software e hardware).

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um engenheiro de segurança do trabalho

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 5.80410% ganham atéR$ 12.021medianaR$ 16.01210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 12.056

Entrada × quem já está

R$ 12.021 ao ser admitido · R$ 12.056 para quem tem vínculo ativo +0,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de segurança do trabalho foi de R$ 12.021 — metade das 2.956 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 5.804 e os 10% de maior, acima de R$ 16.012.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 12.056, ou seja, 0,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.

Considerando a jornada média de 41.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 65,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 12.021
Por ano (12 salários)R$ 144.252
Por semanaR$ 2.767
Por hora (41.2h/sem)R$ 65,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 12.02367,9%
  • Mulheres — R$ 12.01632,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 12.28869,4%
  • Mulheres — R$ 11.88330,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte12.538
  • Nordeste12.054
  • Sudeste12.090
  • Sul11.550
  • Centro-Oeste12.017

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 968 -45 R$ 11.497
MG 598 -102 R$ 12.650
RJ 386 -198 R$ 12.757
BA 184 +14 R$ 12.942
PA 171 -9 R$ 12.756
PR 132 -32 R$ 10.567
RS 112 -21 R$ 12.400
ES 105 +10 R$ 12.400
SC 93 -41 R$ 12.617
GO 88 -6 R$ 12.150

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.355

Desligamentos

3.867

Saldo

-512

Rotatividade

28,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+24) saldo negativo · pior: jan/26 (-112)

Em 12 meses houve 3.355 admissões e 3.867 desligamentos de engenheiro de segurança do trabalho, o que significa que o mercado formal fechou 512 postos de trabalho no período, com rotatividade de 28,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27% foram a pedido do próprio trabalhador e 65,3% por dispensa sem justa causa, além de 4,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador27%
  • Dispensa sem justa causa65,3%
  • Fim de contrato4,1%

Sobre 3.867 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial1,7%
  • Contrato intermitente1,3%
  • Pessoa com deficiência0,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro9,7%
  • 1 a 4 empregados2,7%
  • 5 a 9 empregados1,7%
  • 10 a 19 empregados3,6%
  • 20 a 49 empregados5,2%
  • 50 a 99 empregados7%
  • 100 a 249 empregados11,6%
  • 250 a 499 empregados17,5%
  • 500 a 999 empregados17,1%
  • 1.000 ou mais empregados24%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro de segurança do trabalho

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 5,3% das admissões 177 43.7h R$ 11.414 R$ 11.454 R$ 11.494 2% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 4,7% das admissões 159 43.2h R$ 10.039 R$ 11.450 R$ 14.156 3% 1
Construção de edifícios 4120400 · 4,2% das admissões 141 44h R$ 10.020 R$ 11.583 R$ 13.733 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 3,4% das admissões 114 44h R$ 12.083 R$ 13.400 R$ 15.130 3% 4
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 3% das admissões 102 43.4h R$ 9.775 R$ 11.825 R$ 13.325 2% 3
Obras de montagem industrial 4292802 · 2,6% das admissões 88 43.9h R$ 10.100 R$ 12.700 R$ 13.775 3% 4
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 2,2% das admissões 73 43.8h R$ 10.355 R$ 12.055 R$ 13.625 3% 3
Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 8599699 · 2,2% das admissões 73 40.7h R$ 12.588 R$ 13.193 R$ 14.181 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro de segurança do trabalho

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 13.562 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

28 meses

No setor público

6,7%

Em empresa do Simples

4,6%

Sexo

  • Homem69,5%
  • Mulher30,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,3h/sem
  • Pessoas com deficiência2,6%
  • Jornada parcial1,9%
  • Contrato intermitente0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos7,4%

Sobre os 13.562 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca58,9%
  • Parda35,5%
  • Preta4,5%
  • Amarela1%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo95,8%
  • Mestrado3,6%
  • Doutorado0,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Fundamental completo0,1%
  • Médio incompleto0,1%
  • Médio completo7,7%
  • Superior incompleto0,8%
  • Superior completo50%
  • Pós-graduação38,9%
  • Mestrado1,8%
  • Doutorado0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,7%
  • 5 a 9 empregados1,6%
  • 10 a 19 empregados2,2%
  • 20 a 49 empregados4,5%
  • 50 a 99 empregados6,3%
  • 100 a 249 empregados13,6%
  • 250 a 499 empregados14,6%
  • 500 a 999 empregados19,2%
  • 1.000 ou mais empregados36,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de engenheiro de segurança do trabalho

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

4,4

CAT no período

49

Idade média no acidente

42 anos

Foram 49 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo engenheiro de segurança do trabalho nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 4,4 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 38,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 42,9% de trajeto (no deslocamento) e 18,4% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto42,9%
  • Típico38,8%
  • Doença18,4%

Parte do corpo atingida

  • Localização da lesão, NIC10,2%
  • Partes múltiplas8,2%
  • Joelho8,2%
  • Sistema nervoso6,1%
  • Face, partes múltiplas (qualquer combinação das partes acima)6,1%

Natureza da lesão

  • Distensão, torção16,3%
  • Fratura16,3%
  • Doença, NIC14,3%
  • Lesão imediata12,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)8,2%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado18,6%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas14%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas9,3%
  • Escada móvel ou fixada, NIC7%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 6,1% 5.476
F32.1 — Episódio depressivo moderado 2 4,1% 3.352
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 4,1% 1.358
Z73.0 — Esgotamento 2 4,1% 1.184
S80.0 — Contusão do joelho 2 4,1% 1.225
S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé 2 4,1% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços combinados de escritório e apoio administrativo) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 4,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial.

Texto oficial do MTE para a família 2149.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia de produção 0,64× 118.421 14.135 56% 30,3%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

Qual especialização paga mais na família 2149

Todas as ocupações de engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2149-20 Engenheiro de riscos R$ 12.175 R$ 14.400 641
2149-05 Engenheiro de produção R$ 11.606 R$ 13.341 25.644
2149-10 Engenheiro de controle de qualidade R$ 10.522 R$ 12.457 9.682
2149-15 Engenheiro de segurança do trabalho (esta página) R$ 12.021 R$ 12.056 13.562
2149-45 Engenheiro de logistica R$ 9.563 R$ 11.806 190
2149-25 Engenheiro de tempos e movimentos R$ 2.493 R$ 6.230 710
2149-30 Tecnólogo em produção industrial R$ 3.188 R$ 6.006 1.438
2149-35 Tecnólogo em segurança do trabalho R$ 3.503 R$ 4.216 1.337
2149-40 Higienista ocupacional R$ 2.038 R$ 2.282 492

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2149-15.

A Controlar perdas de processos, produtos e serviços (10)
  • Inspecionar funcionamento de processos, produtos e serviços
  • Identificar perdas
  • Determinar causas de perdas
  • Analisar causas de perdas
  • Estabelecer plano de ações preventivas e corretivas
  • Medir parâmetros/indicadores de processos, produtos e serviços
  • Ajustar processos e serviços
  • Avaliar eficácia/eficiência de ajustes
  • Padronizar sistemas e operações
  • Auditorar processos, produtos e serviços
B Supervisionar sistemas, processos e métodos produtivos (9)
  • Analisar projetos
  • Coletar dados de processo
  • Criar banco de dados de processos e projetos
  • Processar dados de registros
  • Interpretar dados e resultados
  • Comparar processos, produtos e serviços
  • Atualizar dados de registros
  • Implantar ferramentas de controle de qualidade
  • Monitorar desempenho de processos
C Desenvolver métodos, processos, produtos e serviços (11)
  • Pesquisar mercado consumidor
  • Pesquisar tecnologias
  • Pesquisar normas e legislação
  • Projetar produtos e processos
  • Testar produtos em laboratório
  • Criar métodos e processos de produção e segurança
  • Testar métodos e processos de produção e segurança
  • Validar métodos, processos, produtos e/ou serviços
  • Compatibilizar métodos, processos, produtos e/ou serviços de acordo com normas e legislação
  • Gerar especificações técnicas e de segurança de produtos e/ou serviços
  • Gerar especificações técnicas e de segurança de processos e/ou serviços
D Gerenciar segurança no trabalho e do meio ambiente (15)
  • Inspecionar instalações
  • Classificar exposição a riscos potenciais
  • Medir as exposições a fatores ocupacionais de risco
  • Providenciar sinalizações de segurança
  • Dimensionar programa de prevenção e combate a incêndios ( ppci )
  • Solicitar autorização para aquisição de produtos controlados
  • Determinar procedimentos de segurança para espaços confinados
  • Determinar procedimentos de segurança para atividades com pressão anormal
  • Determinar procedimentos de segurança para trabalho com eletricidade
  • Determinar procedimentos de segurança em armazenagem, transporte e utilização de produtos químicos
  • Determinar procedimentos para redução ou eliminação de ruídos industriais
  • Providenciar avaliação ergonômica de postos de trabalho
  • Determinar tipos de equipamentos de proteção individual e coletiva conforme riscos
  • Verificar procedimentos de descarte de rejeitos industriais
  • Controlar emissão de efluentes líquidos, gasosos e sólidos
E Gerenciar exposições a fatores ocupacionais de risco à saúde (1)
  • Elaborar programas de prevenção de risco ambiental (ppra) e demais programas de prevenção
G Planejar empreendimentos e atividades produtivas e de logística (8)
  • Definir objetivos de trabalho
  • Fixar metas
  • Definir métodos e etapas de produção
  • Elaborar estudo técnico e econômico de empreendimentos e atividades de trabalho
  • Definir orçamento e fontes de recursos financeiros
  • Elaborar cronograma físico e financeiro
  • Definir equipe e materiais de trabalho
  • Elaborar análise de riscos de empreendimentos e atividades produtivas
H Coordenar equipe e atividades de trabalho (10)
  • Mapear equipe de trabalho
  • Organizar cronograma de equipe de trabalho
  • Delegar tarefas
  • Verificar necessidades de treinamento de equipe
  • Organizar treinamentos
  • Capacitar equipe de trabalho
  • Avaliar eficácia de treinamentos
  • Verificar cumprimento de tarefas
  • Avaliar desempenho de equipe de trabalho
  • Prestar assessorias técnicas
I Emitir documentação técnica (9)
  • Elaborar relatórios
  • Emitir mapa de risco
  • Emitir laudos e/ou pareceres técnicos
  • Divulgar resultados e planos de trabalho
  • Documentar memória técnica de métodos, processos, produtos e serviços
  • Emitir programas de prevenção
  • Preparar art (anotação de responsabilidade técnica)
  • Preparar documentos para patentes de produtos e processos
  • Emitir laudos periciais
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar capacidade de antecipar problemas
  • Demonstrar raciocínio matemático
  • Demonstrar raciocínio lógico
  • Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de evidenciar senso crítico
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar liderança
  • Demonstrar capacidade de atenção difusa
  • Demonstrar capacidade de agir sob pressão
  • Demonstrar capacidade de resolução de problemas
  • Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
  • Demonstrar pró-atividade
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Demonstrar objetividade
  • Tomar decisões
  • Assumir riscos

Sinônimos oficiais (1)

Engenheiro de segurança industrial

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2149-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro de segurança do trabalho?

A mediana do salário de admissão é R$ 12.021 por mês, considerando as 2.956 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 5.804 (10% menores) a R$ 16.012 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 12.056 (RAIS 2024), 0.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro de segurança do trabalho?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.355 admissões contra 3.867 desligamentos, saldo de -512 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro de segurança do trabalho?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços combinados de escritório e apoio administrativo (CNAE 8211300), com 5,3% das admissões e mediana de R$ 11.454. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro de segurança do trabalho?

2149-15 (família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins). A CBO reconhece também os títulos: Engenheiro de segurança industrial — todos usam o mesmo código 2149-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro de segurança do trabalho?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2149: As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de produção, com 0,64 candidatos por vaga no presencial.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de engenheiro de segurança do trabalho?

A taxa é de 4,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é localização da lesão, nic (10,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2149-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2149-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2149-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8211300), o RAT é 2%.

A profissão de engenheiro de segurança do trabalho é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2149 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (33 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2149:

  • Asesmt Comercial Sul Ltda.
  • Biolab Sanus Indústria Farmacêutica Ltda.
  • Bradesco Seguros S.A.
  • Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras-Cenpes)
  • Centro Tecnólogico do Mobiliário
  • Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
  • Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
  • Editora Abril S.A.
  • Fiat Automóveis S.A.
  • Ford Motor Company
  • Hanesbrands Brasil Textil Ltda
  • Indústria de Móveis Bartira
  • Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
  • Instituto de Tecnologia do Paraná
  • Itambé - Cooperativa Central Produtores Rurais de Minas Gerais
  • Mondamont S.A.
  • Proseg Proteção e Segurança no Trabalho Ltda.
  • 222 Senai - Extensão Guaporé
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
  • GLOSSÁRIO
  • ART: Anotações de Responsabilidade Técnica.
  • PCA: Programa de Conservação Auditiva.
  • PPR: Programa de Prevenção Respiratória.
  • PPRA: Programa de Prevenção de Risco Ambiental.
  • CEP: Controle Estatístico de Processos.
  • CLP: Controlador Lógico Programável.
  • CNC: Controle Numérico Computadorizado.
  • PDCA: Planeja Determina
  • Controla Avalia: metodologia de resolução de probemas.
  • PCPC: Planejamento Programação Controle de Produção.
  • PCP: Programa e Controle de Produção.
  • PAE: Plano de Atendimento às Emergências.
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