CBO 2149-40 — Higienista ocupacional
O código 2149-40 identifica a ocupação higienista ocupacional na CBO 2002, dentro da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um higienista ocupacional
Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo plano de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.
Descrição oficial da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
O trabalho é exercido em empresas dos mais diversos ramos, embora predomine o ramo industrial onde podemos destacar a metalurgia, fabricação de máquinas, equipamentos e veículos automotores, produtos alimentares e refino de petróleo. As instituições empregadoras são de diversos portes, públicas ou privadas. Os profissionais trabalham em equipe, com supervisão ocasional. Eventualmente, em algumas atividades, podem estar expostos a condições especiais de trabalho, tais como ruído intenso e altas temperaturas.
Recursos de trabalho
Aparelhos de Comunicação; CEP - controle estatístico de processos; Conta Fio (Lupa); Detector de Gases; Dosímetro; EPI/epc - Equip. de Proteção Individual e Coletiva; Instrumentos de medição; Máquina fotográfica digital; Publicações Especializadas; Recursos de Informática (software e hardware).
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.
Quanto ganha um higienista ocupacional
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.282
Entrada × quem já está
R$ 2.038 ao ser admitido · R$ 2.282 para quem tem vínculo ativo +12%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de higienista ocupacional foi de R$ 2.038 — metade das 104 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.707 e os 10% de maior, acima de R$ 9.008.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.282, ou seja, 12% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 54 meses.
Considerando a jornada média de 38 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.038 |
| Por ano (12 salários) | R$ 24.456 |
| Por semana | R$ 469 |
| Por hora (38h/sem) | R$ 10,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
378
Desligamentos
150
Saldo
+228
Rotatividade
30,5%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 378 admissões e 150 desligamentos de higienista ocupacional, o que significa que o mercado formal abriu 228 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30,5% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 35,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 47,3% por dispensa sem justa causa, além de 15,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 150 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata higienista ocupacional
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 8111700 · 70,1% das admissões | 265 | — | — | — | — | 3% | 2 |
| Locação de mão de obra temporária 7820500 · 10,1% das admissões | 38 | 43.9h | — | R$ 1.804 | — | 3% | 1 |
| Fabricação de produtos de carne 1013901 · 3,2% das admissões | 12 | 44h | — | R$ 2.410 | — | 3% | 3 |
| Serviços de perícia técnica relacionados à segurança do trabalho 7119704 · 1,1% das admissões | 4 | — | — | — | — | 1% | 1 |
| Serviços de engenharia 7112000 · 1,1% das admissões | 4 | — | — | — | — | 3% | 1 |
| Fabricação de laticínios 1052000 · 1,1% das admissões | 4 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente 8219999 · 0,8% das admissões | 3 | — | — | — | — | 3% | 2 |
| Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial 8599604 · 0,8% das admissões | 3 | — | — | — | — | 1% | 2 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como higienista ocupacional
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 492 vínculos
Idade mediana
41 anos
Tempo de casa
54 meses
No setor público
25%
Em empresa do Simples
3,9%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada38,9h/sem
- Pessoas com deficiência2%
- Contrato intermitente0,6%
- Em entidade sem fins lucrativos1,2%
Sobre os 492 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024
As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial.
Texto oficial do MTE para a família 2149.
| Curso de graduação | Concorrência (presencial) | Matrículas | Formados/ano | EAD | Rede pública |
|---|---|---|---|---|---|
| Engenharia de produção | 0,64× | 118.421 | 14.135 | 56% | 30,3% |
Quantos se formam × quantas vagas abrem
Formam-se 14.135 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 228 postos líquidos em 12 meses — cerca de 62 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.
A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.
Qual especialização paga mais na família 2149
Todas as ocupações de engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 2149-20 | Engenheiro de riscos | R$ 12.175 | R$ 14.400 | 641 |
| 2149-05 | Engenheiro de produção | R$ 11.606 | R$ 13.341 | 25.644 |
| 2149-10 | Engenheiro de controle de qualidade | R$ 10.522 | R$ 12.457 | 9.682 |
| 2149-15 | Engenheiro de segurança do trabalho | R$ 12.021 | R$ 12.056 | 13.562 |
| 2149-45 | Engenheiro de logistica | R$ 9.563 | R$ 11.806 | 190 |
| 2149-25 | Engenheiro de tempos e movimentos | R$ 2.493 | R$ 6.230 | 710 |
| 2149-30 | Tecnólogo em produção industrial | R$ 3.188 | R$ 6.006 | 1.438 |
| 2149-35 | Tecnólogo em segurança do trabalho | R$ 3.503 | R$ 4.216 | 1.337 |
| 2149-40 | Higienista ocupacional (esta página) | R$ 2.038 | R$ 2.282 | 492 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2149-40.
A Controlar perdas de processos, produtos e serviços (2)
- •Implementar plano de ações preventivas e corretivas
- •Acompanhar implementação do plano de ações preventivas e corretivas
C Desenvolver métodos, processos, produtos e serviços (11)
- •Pesquisar tecnologias
- •Pesquisar normas e legislação
- •Criar métodos e processos de produção e segurança
- •Testar métodos e processos de produção e segurança
- •Validar métodos, processos, produtos e/ou serviços
- •Compatibilizar métodos, processos, produtos e/ou serviços de acordo com normas e legislação
- •Gerar especificações técnicas e de segurança de produtos e/ou serviços
- •Gerar especificações técnicas e de segurança de processos e/ou serviços
- •Analisar viabilidade técnico-produtiva, econômica e legal
- •Propor alterações em equipamentos e produtos de segurança
- •Propor criação de produtos de segurança
D Gerenciar segurança no trabalho e do meio ambiente (13)
- •Classificar exposição a riscos potenciais
- •Medir as exposições a fatores ocupacionais de risco
- •Providenciar sinalizações de segurança
- •Determinar procedimentos de segurança para espaços confinados
- •Determinar procedimentos de segurança para atividades com pressão anormal
- •Determinar procedimentos de segurança em armazenagem, transporte e utilização de produtos químicos
- •Determinar procedimentos para redução ou eliminação de ruídos industriais
- •Providenciar avaliação ergonômica de postos de trabalho
- •Determinar tipos de equipamentos de proteção individual e coletiva conforme riscos
- •Verificar procedimentos de descarte de rejeitos industriais
- •Controlar emissão de efluentes líquidos, gasosos e sólidos
- •Participar da elaboração do ppra e/ou ppci
- •Implantar sistema de gestão da segurança
E Gerenciar exposições a fatores ocupacionais de risco à saúde (21)
- •Elaborar programas de prevenção de risco ambiental (ppra) e demais programas de prevenção
- •Analisar projetos de implantação e modificação de instalações, processos, equipamentos e locais de trabalho
- •Identificar riscos potenciais à saúde em projetos
- •Reconhecer fatores ocupacionais de risco à saúde
- •Identificar a exposição potencial do trabalhador aos fatores de risco
- •Analisar riscos do processo, da atividade e do local de trabalho
- •Pesquisar efeitos à saúde dos fatores de risco
- •Caracterizar os grupos de exposição a fatores de risco
- •Identificar trabalhador mais exposto
- •Identificar medidas de controle existentes para os fatores de risco
- •Analisar informações dos programas dos controles médicos
- •Analisar indicadores epidemiológicos
- •Priorizar riscos a serem medidos
- •Elaborar estratégia de amostragem
- •Definir metodologia de avaliação
- •Efetuar o tratamento estatístico das medições
- •Interpretar resultados da avaliação
- •Avaliar aceitabilidade dos resultados
- •Estabelecer estratégia de avaliação e/ou controle da exposição
- •Recomendar medidas de controle
- •Verificar eficácia das medidas de controle
H Coordenar equipe e atividades de trabalho (12)
- •Mapear equipe de trabalho
- •Organizar cronograma de equipe de trabalho
- •Delegar tarefas
- •Verificar necessidades de treinamento de equipe
- •Organizar treinamentos
- •Capacitar equipe de trabalho
- •Avaliar eficácia de treinamentos
- •Verificar cumprimento de tarefas
- •Avaliar desempenho de equipe de trabalho
- •Prestar assessorias técnicas
- •Participar de seleção de pessoal
- •Participar da definição de perfil de pessoal
I Emitir documentação técnica (10)
- •Elaborar relatórios
- •Emitir laudos e/ou pareceres técnicos
- •Divulgar resultados e planos de trabalho
- •Documentar memória técnica de métodos, processos, produtos e serviços
- •Emitir programas de prevenção
- •Participar na elaboração de mapa de risco
- •Acompanhar perícia técnica
- •Elaborar manual de procedimentos complementares
- •Prestar consultoria
- •Realizar pesquisas
Z Demonstrar competências pessoais (17)
- •Demonstrar capacidade de negociação
- •Demonstrar capacidade de antecipar problemas
- •Demonstrar raciocínio matemático
- •Demonstrar raciocínio lógico
- •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
- •Demonstrar capacidade de evidenciar senso crítico
- •Demonstrar criatividade
- •Demonstrar liderança
- •Demonstrar capacidade de atenção difusa
- •Demonstrar capacidade de agir sob pressão
- •Demonstrar capacidade de resolução de problemas
- •Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
- •Demonstrar pró-atividade
- •Demonstrar capacidade de persuasão
- •Demonstrar objetividade
- •Tomar decisões
- •Assumir riscos
Sinônimos oficiais (1)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2149-40 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um higienista ocupacional?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.038 por mês, considerando as 104 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.707 (10% menores) a R$ 9.008 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.282 (RAIS 2024), 12% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando higienista ocupacional?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 378 admissões contra 150 desligamentos, saldo de +228 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata higienista ocupacional?
A atividade econômica que mais contratou foi Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais (CNAE 8111700), com 70,1% das admissões. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de higienista ocupacional?
2149-40 (família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins). A CBO reconhece também os títulos: Higienista industrial — todos usam o mesmo código 2149-40. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser higienista ocupacional?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2149: As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de produção, com 0,64 candidatos por vaga no presencial.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 2149-40?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 2149-40 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2149-40 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8111700), o RAT é 3%.
A profissão de higienista ocupacional é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 2149 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Censo da Educação Superior (INEP)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (33 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2149:
- •Asesmt Comercial Sul Ltda.
- •Biolab Sanus Indústria Farmacêutica Ltda.
- •Bradesco Seguros S.A.
- •Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras-Cenpes)
- •Centro Tecnólogico do Mobiliário
- •Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
- •Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
- •Editora Abril S.A.
- •Fiat Automóveis S.A.
- •Ford Motor Company
- •Hanesbrands Brasil Textil Ltda
- •Indústria de Móveis Bartira
- •Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
- •Instituto de Tecnologia do Paraná
- •Itambé - Cooperativa Central Produtores Rurais de Minas Gerais
- •Mondamont S.A.
- •Proseg Proteção e Segurança no Trabalho Ltda.
- •222 Senai - Extensão Guaporé
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
- •GLOSSÁRIO
- •ART: Anotações de Responsabilidade Técnica.
- •PCA: Programa de Conservação Auditiva.
- •PPR: Programa de Prevenção Respiratória.
- •PPRA: Programa de Prevenção de Risco Ambiental.
- •CEP: Controle Estatístico de Processos.
- •CLP: Controlador Lógico Programável.
- •CNC: Controle Numérico Computadorizado.
- •PDCA: Planeja Determina
- •Controla Avalia: metodologia de resolução de probemas.
- •PCPC: Planejamento Programação Controle de Produção.
- •PCP: Programa e Controle de Produção.
- •PAE: Plano de Atendimento às Emergências.