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CBO 2002 Família 2149 R$ 3.188 na admissão -24 postos em 12 meses 68 atividades

CBO 2149-30 — Tecnólogo em produção industrial

O código 2149-30 identifica a ocupação tecnólogo em produção industrial na CBO 2002, dentro da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um tecnólogo em produção industrial

Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo plano de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.

Descrição oficial da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em empresas dos mais diversos ramos, embora predomine o ramo industrial onde podemos destacar a metalurgia, fabricação de máquinas, equipamentos e veículos automotores, produtos alimentares e refino de petróleo. As instituições empregadoras são de diversos portes, públicas ou privadas. Os profissionais trabalham em equipe, com supervisão ocasional. Eventualmente, em algumas atividades, podem estar expostos a condições especiais de trabalho, tais como ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Aparelhos de Comunicação; CEP - controle estatístico de processos; Conta Fio (Lupa); Detector de Gases; Dosímetro; EPI/epc - Equip. de Proteção Individual e Coletiva; Instrumentos de medição; Máquina fotográfica digital; Publicações Especializadas; Recursos de Informática (software e hardware).

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um tecnólogo em produção industrial

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.77510% ganham atéR$ 3.188medianaR$ 9.03310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 6.006

Entrada × quem já está

R$ 3.188 ao ser admitido · R$ 6.006 para quem tem vínculo ativo +88,4%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de tecnólogo em produção industrial foi de R$ 3.188 — metade das 297 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.775 e os 10% de maior, acima de R$ 9.033.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 6.006, ou seja, 88,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 57 meses.

Considerando a jornada média de 42.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.188
Por ano (12 salários)R$ 38.256
Por semanaR$ 734
Por hora (42.9h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.52566,7%
  • Mulheres — R$ 3.01633,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 6.81975,1%
  • Mulheres — R$ 4.20324,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste2.715
  • Sul4.400
  • Centro-Oeste5.280

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 96 -49 R$ 3.750
MG 91 +41 R$ 1.927
SC 33 -1 R$ 4.583

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

309

Desligamentos

333

Saldo

-24

Rotatividade

23,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (+25) saldo negativo · pior: dez/25 (-21)

Em 12 meses houve 309 admissões e 333 desligamentos de tecnólogo em produção industrial, o que significa que o mercado formal fechou 24 postos de trabalho no período, com rotatividade de 23,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 51,4% por dispensa sem justa causa, além de 9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador34,8%
  • Dispensa sem justa causa51,4%
  • Fim de contrato9%

Sobre 333 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência0,3%
  • Jovem aprendiz2,9%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro10%
  • 1 a 4 empregados2,6%
  • 5 a 9 empregados1,6%
  • 10 a 19 empregados2,3%
  • 20 a 49 empregados7,1%
  • 50 a 99 empregados8,4%
  • 100 a 249 empregados7,1%
  • 250 a 499 empregados19,1%
  • 500 a 999 empregados18,8%
  • 1.000 ou mais empregados23%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata tecnólogo em produção industrial

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 14,9% das admissões 46 44h R$ 1.926 R$ 1.951 R$ 1.977 3% 3
Fabricação de álcool 1931400 · 10% das admissões 31 44h R$ 1.753 3% 3
Fabricação de equipamentos transmissores de comunicação, peças e acessórios 2631100 · 9,7% das admissões 30 44h R$ 2.790 3% 3
Produção de ferro gusa 2411300 · 4,5% das admissões 14 44h R$ 1.869 3% 4
Manutenção e reparação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos não especificados anteriormente 3313999 · 3,2% das admissões 10 44h R$ 5.256 3% 3
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 2,9% das admissões 9 3% 2
Fabricação de sucos de frutas, hortaliças e legumes, exceto concentrados 1033302 · 1,9% das admissões 6 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 1,9% das admissões 6 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como tecnólogo em produção industrial

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.438 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

57 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

5,9%

Sexo

  • Homem75,5%
  • Mulher24,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,1h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,7%

Sobre os 1.438 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca65,3%
  • Parda27,4%
  • Preta5,3%
  • Amarela1,8%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo98,8%
  • Mestrado1,1%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º a 9º ano1,3%
  • Fundamental completo1,9%
  • Médio incompleto5,2%
  • Médio completo42,4%
  • Superior incompleto11,3%
  • Superior completo30,4%
  • Pós-graduação6,5%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,6%
  • 5 a 9 empregados1,3%
  • 10 a 19 empregados2,3%
  • 20 a 49 empregados6,6%
  • 50 a 99 empregados4,9%
  • 100 a 249 empregados10,2%
  • 250 a 499 empregados17,2%
  • 500 a 999 empregados29,4%
  • 1.000 ou mais empregados27,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial.

Texto oficial do MTE para a família 2149.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia de produção 0,64× 118.421 14.135 56% 30,3%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

Qual especialização paga mais na família 2149

Todas as ocupações de engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2149-20 Engenheiro de riscos R$ 12.175 R$ 14.400 641
2149-05 Engenheiro de produção R$ 11.606 R$ 13.341 25.644
2149-10 Engenheiro de controle de qualidade R$ 10.522 R$ 12.457 9.682
2149-15 Engenheiro de segurança do trabalho R$ 12.021 R$ 12.056 13.562
2149-45 Engenheiro de logistica R$ 9.563 R$ 11.806 190
2149-25 Engenheiro de tempos e movimentos R$ 2.493 R$ 6.230 710
2149-30 Tecnólogo em produção industrial (esta página) R$ 3.188 R$ 6.006 1.438
2149-35 Tecnólogo em segurança do trabalho R$ 3.503 R$ 4.216 1.337
2149-40 Higienista ocupacional R$ 2.038 R$ 2.282 492

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2149-30.

A Controlar perdas de processos, produtos e serviços (11)
  • Inspecionar funcionamento de processos, produtos e serviços
  • Identificar perdas
  • Determinar causas de perdas
  • Analisar causas de perdas
  • Estabelecer plano de ações preventivas e corretivas
  • Medir parâmetros/indicadores de processos, produtos e serviços
  • Ajustar processos e serviços
  • Avaliar eficácia/eficiência de ajustes
  • Padronizar sistemas e operações
  • Auditorar processos, produtos e serviços
  • Elaborar plano de reaproveitamento de perdas
B Supervisionar sistemas, processos e métodos produtivos (9)
  • Analisar projetos
  • Coletar dados de processo
  • Criar banco de dados de processos e projetos
  • Processar dados de registros
  • Interpretar dados e resultados
  • Comparar processos, produtos e serviços
  • Atualizar dados de registros
  • Implantar ferramentas de controle de qualidade
  • Monitorar desempenho de processos
C Desenvolver métodos, processos, produtos e serviços (13)
  • Pesquisar tecnologias
  • Pesquisar normas e legislação
  • Projetar produtos e processos
  • Gerar protótipos
  • Testar produtos em laboratório
  • Testar produtos em campo
  • Criar métodos e processos de produção e segurança
  • Testar métodos e processos de produção e segurança
  • Compatibilizar métodos, processos, produtos e/ou serviços de acordo com normas e legislação
  • Gerar especificações técnicas e de segurança de produtos e/ou serviços
  • Gerar especificações técnicas e de segurança de processos e/ou serviços
  • Estimar perdas
  • Analisar viabilidade técnico-produtiva, econômica e legal
D Gerenciar segurança no trabalho e do meio ambiente (1)
  • Participar da elaboração do ppra e/ou ppci
G Planejar empreendimentos e atividades produtivas e de logística (1)
  • Participar da elaboração do plano de negócio
H Coordenar equipe e atividades de trabalho (12)
  • Mapear equipe de trabalho
  • Organizar cronograma de equipe de trabalho
  • Delegar tarefas
  • Verificar necessidades de treinamento de equipe
  • Organizar treinamentos
  • Capacitar equipe de trabalho
  • Avaliar eficácia de treinamentos
  • Verificar cumprimento de tarefas
  • Avaliar desempenho de equipe de trabalho
  • Prestar assessorias técnicas
  • Participar de seleção de pessoal
  • Participar da definição de perfil de pessoal
I Emitir documentação técnica (4)
  • Elaborar relatórios
  • Divulgar resultados e planos de trabalho
  • Documentar memória técnica de métodos, processos, produtos e serviços
  • Preparar documentos para patentes de produtos e processos
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar capacidade de antecipar problemas
  • Demonstrar raciocínio matemático
  • Demonstrar raciocínio lógico
  • Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de evidenciar senso crítico
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar liderança
  • Demonstrar capacidade de atenção difusa
  • Demonstrar capacidade de agir sob pressão
  • Demonstrar capacidade de resolução de problemas
  • Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
  • Demonstrar pró-atividade
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Demonstrar objetividade
  • Tomar decisões
  • Assumir riscos

Sinônimos oficiais (6)

Tecnólogo em gestão dos processos produtivos do vestuárioTecnólogo em produção de vestuárioTecnólogo em produção gráficaTecnólogo em produção joalheiraTecnólogo em produção moveleiraTecnólogo gráfico

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2149-30 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um tecnólogo em produção industrial?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.188 por mês, considerando as 297 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.775 (10% menores) a R$ 9.033 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 6.006 (RAIS 2024), 88.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando tecnólogo em produção industrial?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 309 admissões contra 333 desligamentos, saldo de -24 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata tecnólogo em produção industrial?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de açúcar em bruto (CNAE 1071600), com 14,9% das admissões e mediana de R$ 1.951. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de tecnólogo em produção industrial?

2149-30 (família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins). A CBO reconhece também os títulos: Tecnólogo em gestão dos processos produtivos do vestuário, Tecnólogo em produção de vestuário, Tecnólogo em produção gráfica, Tecnólogo em produção joalheira, Tecnólogo em produção moveleira, Tecnólogo gráfico — todos usam o mesmo código 2149-30. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser tecnólogo em produção industrial?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2149: As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de produção, com 0,64 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2149-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2149-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2149-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1071600), o RAT é 3%.

A profissão de tecnólogo em produção industrial é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2149 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (33 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2149:

  • Asesmt Comercial Sul Ltda.
  • Biolab Sanus Indústria Farmacêutica Ltda.
  • Bradesco Seguros S.A.
  • Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras-Cenpes)
  • Centro Tecnólogico do Mobiliário
  • Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
  • Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
  • Editora Abril S.A.
  • Fiat Automóveis S.A.
  • Ford Motor Company
  • Hanesbrands Brasil Textil Ltda
  • Indústria de Móveis Bartira
  • Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
  • Instituto de Tecnologia do Paraná
  • Itambé - Cooperativa Central Produtores Rurais de Minas Gerais
  • Mondamont S.A.
  • Proseg Proteção e Segurança no Trabalho Ltda.
  • 222 Senai - Extensão Guaporé
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
  • GLOSSÁRIO
  • ART: Anotações de Responsabilidade Técnica.
  • PCA: Programa de Conservação Auditiva.
  • PPR: Programa de Prevenção Respiratória.
  • PPRA: Programa de Prevenção de Risco Ambiental.
  • CEP: Controle Estatístico de Processos.
  • CLP: Controlador Lógico Programável.
  • CNC: Controle Numérico Computadorizado.
  • PDCA: Planeja Determina
  • Controla Avalia: metodologia de resolução de probemas.
  • PCPC: Planejamento Programação Controle de Produção.
  • PCP: Programa e Controle de Produção.
  • PAE: Plano de Atendimento às Emergências.
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