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CBO 2002 Família 2149 R$ 12.175 na admissão -2 postos em 12 meses 67 atividades

CBO 2149-20 — Engenheiro de riscos

O código 2149-20 identifica a ocupação engenheiro de riscos na CBO 2002, dentro da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um engenheiro de riscos

Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo plano de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.

Descrição oficial da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em empresas dos mais diversos ramos, embora predomine o ramo industrial onde podemos destacar a metalurgia, fabricação de máquinas, equipamentos e veículos automotores, produtos alimentares e refino de petróleo. As instituições empregadoras são de diversos portes, públicas ou privadas. Os profissionais trabalham em equipe, com supervisão ocasional. Eventualmente, em algumas atividades, podem estar expostos a condições especiais de trabalho, tais como ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Aparelhos de Comunicação; CEP - controle estatístico de processos; Conta Fio (Lupa); Detector de Gases; Dosímetro; EPI/epc - Equip. de Proteção Individual e Coletiva; Instrumentos de medição; Máquina fotográfica digital; Publicações Especializadas; Recursos de Informática (software e hardware).

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um engenheiro de riscos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 7.40510% ganham atéR$ 12.175medianaR$ 15.97010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 14.400

Entrada × quem já está

R$ 12.175 ao ser admitido · R$ 14.400 para quem tem vínculo ativo +18,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de riscos foi de R$ 12.175 — metade das 82 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 7.405 e os 10% de maior, acima de R$ 15.970.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 14.400, ou seja, 18,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 19 meses.

Considerando a jornada média de 41.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 68,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 12.175
Por ano (12 salários)R$ 146.100
Por semanaR$ 2.802
Por hora (41.7h/sem)R$ 68,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 11.98864,6%
  • Mulheres — R$ 12.56335,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 15.61360,4%
  • Mulheres — R$ 13.22539,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste12.700

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

84

Desligamentos

86

Saldo

-2

Rotatividade

13,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (+8) saldo negativo · pior: dez/25 (-13)

Em 12 meses houve 84 admissões e 86 desligamentos de engenheiro de riscos, o que significa que o mercado formal fechou 2 postos de trabalho no período, com rotatividade de 13,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 46,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 40,7% por dispensa sem justa causa, além de 7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador46,5%
  • Dispensa sem justa causa40,7%
  • Fim de contrato7%

Sobre 86 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência1,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro2,4%
  • 1 a 4 empregados1,2%
  • 5 a 9 empregados4,8%
  • 10 a 19 empregados2,4%
  • 20 a 49 empregados6%
  • 50 a 99 empregados8,3%
  • 100 a 249 empregados8,3%
  • 250 a 499 empregados16,7%
  • 500 a 999 empregados6%
  • 1.000 ou mais empregados44%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro de riscos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Obras de urbanização - ruas, praças e calçadas 4213800 · 11,9% das admissões 10 44h R$ 14.290 3% 3
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 10,7% das admissões 9 2% 2
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 8,3% das admissões 7 2% 1
Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 8599699 · 7,1% das admissões 6 2% 2
Outras atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente 7490199 · 6% das admissões 5 2% 1
Fabricação de produtos petroquímicos básicos 2021500 · 4,8% das admissões 4 3% 3
Transporte dutoviário 4940000 · 4,8% das admissões 4 1% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro de riscos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 641 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

19 meses

No setor público

15,1%

Em empresa do Simples

0,6%

Sexo

  • Mulher39,3%
  • Homem60,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,1h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,2%

Sobre os 641 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca57,8%
  • Parda30,7%
  • Preta8,7%
  • Amarela2,1%
  • Indígena0,6%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo94,7%
  • Mestrado5%
  • Doutorado0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio completo2,4%
  • Superior incompleto3,6%
  • Superior completo60,7%
  • Pós-graduação26,2%
  • Mestrado4,8%
  • Doutorado2,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,6%
  • 5 a 9 empregados1,1%
  • 10 a 19 empregados5,8%
  • 20 a 49 empregados2,7%
  • 50 a 99 empregados8,9%
  • 100 a 249 empregados7,8%
  • 250 a 499 empregados10,6%
  • 500 a 999 empregados9,7%
  • 1.000 ou mais empregados52,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial.

Texto oficial do MTE para a família 2149.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia de produção 0,64× 118.421 14.135 56% 30,3%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

Qual especialização paga mais na família 2149

Todas as ocupações de engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2149-20 Engenheiro de riscos (esta página) R$ 12.175 R$ 14.400 641
2149-05 Engenheiro de produção R$ 11.606 R$ 13.341 25.644
2149-10 Engenheiro de controle de qualidade R$ 10.522 R$ 12.457 9.682
2149-15 Engenheiro de segurança do trabalho R$ 12.021 R$ 12.056 13.562
2149-45 Engenheiro de logistica R$ 9.563 R$ 11.806 190
2149-25 Engenheiro de tempos e movimentos R$ 2.493 R$ 6.230 710
2149-30 Tecnólogo em produção industrial R$ 3.188 R$ 6.006 1.438
2149-35 Tecnólogo em segurança do trabalho R$ 3.503 R$ 4.216 1.337
2149-40 Higienista ocupacional R$ 2.038 R$ 2.282 492

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2149-20.

A Controlar perdas de processos, produtos e serviços (10)
  • Inspecionar funcionamento de processos, produtos e serviços
  • Identificar perdas
  • Determinar causas de perdas
  • Analisar causas de perdas
  • Estabelecer plano de ações preventivas e corretivas
  • Medir parâmetros/indicadores de processos, produtos e serviços
  • Ajustar processos e serviços
  • Avaliar eficácia/eficiência de ajustes
  • Padronizar sistemas e operações
  • Auditorar processos, produtos e serviços
B Supervisionar sistemas, processos e métodos produtivos (5)
  • Analisar projetos
  • Coletar dados de processo
  • Interpretar dados e resultados
  • Comparar processos, produtos e serviços
  • Monitorar desempenho de processos
C Desenvolver métodos, processos, produtos e serviços (4)
  • Pesquisar normas e legislação
  • Validar métodos, processos, produtos e/ou serviços
  • Compatibilizar métodos, processos, produtos e/ou serviços de acordo com normas e legislação
  • Gerar especificações técnicas e de segurança de processos e/ou serviços
D Gerenciar segurança no trabalho e do meio ambiente (8)
  • Inspecionar instalações
  • Classificar exposição a riscos potenciais
  • Dimensionar programa de prevenção e combate a incêndios ( ppci )
  • Dimensionar taxas, descontos e prêmios de seguros
  • Determinar procedimentos de segurança para espaços confinados
  • Determinar procedimentos de segurança para atividades com pressão anormal
  • Determinar procedimentos de segurança para trabalho com eletricidade
  • Verificar procedimentos de descarte de rejeitos industriais
G Planejar empreendimentos e atividades produtivas e de logística (5)
  • Definir objetivos de trabalho
  • Fixar metas
  • Definir métodos e etapas de produção
  • Definir equipe e materiais de trabalho
  • Elaborar análise de riscos de empreendimentos e atividades produtivas
H Coordenar equipe e atividades de trabalho (10)
  • Mapear equipe de trabalho
  • Organizar cronograma de equipe de trabalho
  • Delegar tarefas
  • Verificar necessidades de treinamento de equipe
  • Organizar treinamentos
  • Capacitar equipe de trabalho
  • Avaliar eficácia de treinamentos
  • Verificar cumprimento de tarefas
  • Avaliar desempenho de equipe de trabalho
  • Prestar assessorias técnicas
I Emitir documentação técnica (8)
  • Elaborar relatórios
  • Emitir mapa de risco
  • Emitir laudos e/ou pareceres técnicos
  • Divulgar resultados e planos de trabalho
  • Documentar memória técnica de métodos, processos, produtos e serviços
  • Preparar art (anotação de responsabilidade técnica)
  • Preparar contratos de seguro
  • Emitir laudos periciais
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar capacidade de antecipar problemas
  • Demonstrar raciocínio matemático
  • Demonstrar raciocínio lógico
  • Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de evidenciar senso crítico
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar liderança
  • Demonstrar capacidade de atenção difusa
  • Demonstrar capacidade de agir sob pressão
  • Demonstrar capacidade de resolução de problemas
  • Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
  • Demonstrar pró-atividade
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Demonstrar objetividade
  • Tomar decisões
  • Assumir riscos

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro de riscos?

A mediana do salário de admissão é R$ 12.175 por mês, considerando as 82 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 7.405 (10% menores) a R$ 15.970 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 14.400 (RAIS 2024), 18.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro de riscos?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 84 admissões contra 86 desligamentos, saldo de -2 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro de riscos?

A atividade econômica que mais contratou foi Obras de urbanização - ruas, praças e calçadas (CNAE 4213800), com 11,9% das admissões e mediana de R$ 14.290. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro de riscos?

2149-20 (família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro de riscos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2149: As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de produção, com 0,64 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2149-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2149-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2149-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4213800), o RAT é 3%.

A profissão de engenheiro de riscos é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2149 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (33 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2149:

  • Asesmt Comercial Sul Ltda.
  • Biolab Sanus Indústria Farmacêutica Ltda.
  • Bradesco Seguros S.A.
  • Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras-Cenpes)
  • Centro Tecnólogico do Mobiliário
  • Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
  • Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
  • Editora Abril S.A.
  • Fiat Automóveis S.A.
  • Ford Motor Company
  • Hanesbrands Brasil Textil Ltda
  • Indústria de Móveis Bartira
  • Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
  • Instituto de Tecnologia do Paraná
  • Itambé - Cooperativa Central Produtores Rurais de Minas Gerais
  • Mondamont S.A.
  • Proseg Proteção e Segurança no Trabalho Ltda.
  • 222 Senai - Extensão Guaporé
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
  • GLOSSÁRIO
  • ART: Anotações de Responsabilidade Técnica.
  • PCA: Programa de Conservação Auditiva.
  • PPR: Programa de Prevenção Respiratória.
  • PPRA: Programa de Prevenção de Risco Ambiental.
  • CEP: Controle Estatístico de Processos.
  • CLP: Controlador Lógico Programável.
  • CNC: Controle Numérico Computadorizado.
  • PDCA: Planeja Determina
  • Controla Avalia: metodologia de resolução de probemas.
  • PCPC: Planejamento Programação Controle de Produção.
  • PCP: Programa e Controle de Produção.
  • PAE: Plano de Atendimento às Emergências.
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