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CBO 2002 Família 2149 R$ 11.709 na admissão -313 postos em 12 meses 77 atividades

CBO 2149-05 — Engenheiro de produção

O código 2149-05 identifica a ocupação engenheiro de produção na CBO 2002, dentro da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um engenheiro de produção

Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo plano de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.

Descrição oficial da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em empresas dos mais diversos ramos, embora predomine o ramo industrial onde podemos destacar a metalurgia, fabricação de máquinas, equipamentos e veículos automotores, produtos alimentares e refino de petróleo. As instituições empregadoras são de diversos portes, públicas ou privadas. Os profissionais trabalham em equipe, com supervisão ocasional. Eventualmente, em algumas atividades, podem estar expostos a condições especiais de trabalho, tais como ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Aparelhos de Comunicação; CEP - controle estatístico de processos; Conta Fio (Lupa); Detector de Gases; Dosímetro; EPI/epc - Equip. de Proteção Individual e Coletiva; Instrumentos de medição; Máquina fotográfica digital; Publicações Especializadas; Recursos de Informática (software e hardware).

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um engenheiro de produção

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 4.67110% ganham até R$ 11.709mediana R$ 16.97810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 13.341

Entrada × quem já está

R$ 11.709 ao ser admitido · R$ 13.341 para quem tem vínculo ativo +13,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de produção foi de R$ 11.709 — metade das 4.365 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 4.671 e os 10% de maior, acima de R$ 16.978.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 13.341, ou seja, 13,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 36 meses.

Considerando a jornada média de 42.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 63,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 11.709
Por ano (12 salários)R$ 140.508
Por semanaR$ 2.695
Por hora (42.6h/sem)R$ 63,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 11.741 71,6%
  • Mulheres — R$ 11.544 28,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 13.673 76,1%
  • Mulheres — R$ 12.345 23,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 10.325
  • Nordeste 11.986
  • Sudeste 12.059
  • Sul 7.590
  • Centro-Oeste 10.340

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.462 -150 — R$ 10.540 —
RJ 1.041 -176 — R$ 12.641 —
MG 561 +3 — R$ 12.417 —
BA 227 +39 — R$ 12.521 —
PR 192 -31 — R$ 7.800 —
ES 132 +63 — R$ 12.952 —
SC 118 -25 — R$ 6.750 —
AM 112 -30 — R$ 9.433 —
RS 94 -14 — R$ 8.200 —
GO 83 +15 — R$ 8.850 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

4.439

Desligamentos

4.752

Saldo

-313

Rotatividade

18,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+63) saldo negativo · pior: ago/26 (-199)

Em 12 meses houve 4.439 admissões e 4.752 desligamentos de engenheiro de produção, o que significa que o mercado formal fechou 313 postos de trabalho no período, com rotatividade de 18,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 40,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 53,8% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 40,2%
  • Dispensa sem justa causa 53,8%
  • Fim de contrato 2,9%

Sobre 4.752 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,5% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 4,7%
  • 1 a 4 empregados 1,9%
  • 5 a 9 empregados 1,8%
  • 10 a 19 empregados 3,7%
  • 20 a 49 empregados 5,9%
  • 50 a 99 empregados 7,1%
  • 100 a 249 empregados 14,2%
  • 250 a 499 empregados 18,3%
  • 500 a 999 empregados 13%
  • 1.000 ou mais empregados 29,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro de produção

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de engenharia 7112000 · 9,4% das admissões 416 41.8h R$ 11.313 R$ 12.500 R$ 15.063 3% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 4% das admissões 177 41.2h R$ 11.513 R$ 12.604 R$ 13.023 2% 1
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 2,5% das admissões 112 42.6h R$ 11.348 R$ 12.190 R$ 15.225 2% 1
Fabricação de álcool 1931400 · 2,5% das admissões 111 44h R$ 6.694 R$ 9.335 R$ 12.442 3% 3
Administração de obras 4399101 · 2,4% das admissões 106 43.2h R$ 10.894 R$ 12.200 R$ 13.713 3% 3
Consultoria em tecnologia da informação 6204000 · 2,3% das admissões 104 42.5h R$ 11.445 R$ 12.680 R$ 14.633 2% 2
Construção de edifícios 4120400 · 2,3% das admissões 101 43.9h R$ 7.569 R$ 10.008 R$ 12.313 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro de produção

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 25.644 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

36 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

2,3%

Sexo

  • Homem 76,1%
  • Mulher 23,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,1h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 25.644 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 69,1%
  • Parda 24,9%
  • Preta 4%
  • Amarela 1,8%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 95,8%
  • Mestrado 3,8%
  • Doutorado 0,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Fundamental completo 0,1%
  • Médio incompleto 0,1%
  • Médio completo 8,2%
  • Superior incompleto 4,8%
  • Superior completo 63%
  • Pós-graduação 19,8%
  • Mestrado 3,2%
  • Doutorado 0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,8%
  • 5 a 9 empregados 0,9%
  • 10 a 19 empregados 1,6%
  • 20 a 49 empregados 3,5%
  • 50 a 99 empregados 5,3%
  • 100 a 249 empregados 12,1%
  • 250 a 499 empregados 13,5%
  • 500 a 999 empregados 19,7%
  • 1.000 ou mais empregados 42,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de engenheiro de produção

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

4

CAT no período

86

Idade média no acidente

38 anos

Foram 86 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo engenheiro de produção nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 4 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 53,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 40,7% de trajeto (no deslocamento) e 5,8% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 40,7%
  • Típico 53,5%
  • Doença 5,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 15,1%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal) 7%
  • Antebraço (entre o punho e o cotovelo) 5,8%
  • Cabeça, NIC 5,8%
  • Sistema nervoso 5,8%

Natureza da lesão

  • Fratura 20,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 16,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 12,8%
  • Distensão, torção 11,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 10,5%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 10,6%
  • Veículo, NIC 9,4%
  • Veículo rodoviário motorizado 8,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,9%
  • Máquina, NIC 5,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 8 9,3% 5.476
Z73.0 — Esgotamento 3 3,5% 1.184
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 3,5% 3.531
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 3 3,5% 1.634
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 3 3,5% 1.634
S80.0 — Contusão do joelho 3 3,5% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de engenharia) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial.

Texto oficial do MTE para a família 2149.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia de produção 0,64× 118.421 14.135 56% 30,3%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 Censo da Educação Superior — microdados de cursos — Lei 9.394/1996 (LDB), art. 9º VI; Portaria INEP de divulgação dos microdados · Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP

Qual especialização paga mais na família 2149

Todas as ocupações de engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2149-20 Engenheiro de riscos R$ 12.890 R$ 14.400 641
2149-05 Engenheiro de produção (esta página) R$ 11.709 R$ 13.341 25.644
2149-10 Engenheiro de controle de qualidade R$ 10.525 R$ 12.457 9.682
2149-15 Engenheiro de segurança do trabalho R$ 12.023 R$ 12.056 13.562
2149-45 Engenheiro de logistica R$ 10.463 R$ 11.806 190
2149-25 Engenheiro de tempos e movimentos R$ 2.494 R$ 6.230 710
2149-30 Tecnólogo em produção industrial R$ 3.025 R$ 6.006 1.438
2149-35 Tecnólogo em segurança do trabalho R$ 3.500 R$ 4.216 1.337
2149-40 Higienista ocupacional R$ 2.038 R$ 2.282 492

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2149-05.

A Controlar perdas de processos, produtos e serviços (10)
  • •Inspecionar funcionamento de processos, produtos e serviços
  • •Identificar perdas
  • •Determinar causas de perdas
  • •Analisar causas de perdas
  • •Estabelecer plano de ações preventivas e corretivas
  • •Medir parâmetros/indicadores de processos, produtos e serviços
  • •Ajustar processos e serviços
  • •Avaliar eficácia/eficiência de ajustes
  • •Padronizar sistemas e operações
  • •Auditorar processos, produtos e serviços
B Supervisionar sistemas, processos e métodos produtivos (9)
  • •Analisar projetos
  • •Coletar dados de processo
  • •Criar banco de dados de processos e projetos
  • •Processar dados de registros
  • •Interpretar dados e resultados
  • •Comparar processos, produtos e serviços
  • •Atualizar dados de registros
  • •Implantar ferramentas de controle de qualidade
  • •Monitorar desempenho de processos
C Desenvolver métodos, processos, produtos e serviços (13)
  • •Pesquisar mercado consumidor
  • •Pesquisar tecnologias
  • •Pesquisar normas e legislação
  • •Projetar produtos e processos
  • •Gerar protótipos
  • •Testar produtos em laboratório
  • •Testar produtos em campo
  • •Criar métodos e processos de produção e segurança
  • •Testar métodos e processos de produção e segurança
  • •Validar métodos, processos, produtos e/ou serviços
  • •Compatibilizar métodos, processos, produtos e/ou serviços de acordo com normas e legislação
  • •Gerar especificações técnicas e de segurança de produtos e/ou serviços
  • •Gerar especificações técnicas e de segurança de processos e/ou serviços
D Gerenciar segurança no trabalho e do meio ambiente (3)
  • •Solicitar autorização para aquisição de produtos controlados
  • •Determinar procedimentos para redução ou eliminação de ruídos industriais
  • •Controlar emissão de efluentes líquidos, gasosos e sólidos
G Planejar empreendimentos e atividades produtivas e de logística (8)
  • •Definir objetivos de trabalho
  • •Fixar metas
  • •Definir métodos e etapas de produção
  • •Elaborar estudo técnico e econômico de empreendimentos e atividades de trabalho
  • •Definir orçamento e fontes de recursos financeiros
  • •Elaborar cronograma físico e financeiro
  • •Definir equipe e materiais de trabalho
  • •Elaborar análise de riscos de empreendimentos e atividades produtivas
H Coordenar equipe e atividades de trabalho (10)
  • •Mapear equipe de trabalho
  • •Organizar cronograma de equipe de trabalho
  • •Delegar tarefas
  • •Verificar necessidades de treinamento de equipe
  • •Organizar treinamentos
  • •Capacitar equipe de trabalho
  • •Avaliar eficácia de treinamentos
  • •Verificar cumprimento de tarefas
  • •Avaliar desempenho de equipe de trabalho
  • •Prestar assessorias técnicas
I Emitir documentação técnica (7)
  • •Elaborar relatórios
  • •Emitir laudos e/ou pareceres técnicos
  • •Divulgar resultados e planos de trabalho
  • •Documentar memória técnica de métodos, processos, produtos e serviços
  • •Preparar art (anotação de responsabilidade técnica)
  • •Preparar documentos para patentes de produtos e processos
  • •Emitir laudos periciais
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • •Demonstrar capacidade de negociação
  • •Demonstrar capacidade de antecipar problemas
  • •Demonstrar raciocínio matemático
  • •Demonstrar raciocínio lógico
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • •Demonstrar capacidade de evidenciar senso crítico
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar liderança
  • •Demonstrar capacidade de atenção difusa
  • •Demonstrar capacidade de agir sob pressão
  • •Demonstrar capacidade de resolução de problemas
  • •Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
  • •Demonstrar pró-atividade
  • •Demonstrar capacidade de persuasão
  • •Demonstrar objetividade
  • •Tomar decisões
  • •Assumir riscos

Sinônimos oficiais (5)

Engenheiro de organização e métodosEngenheiro de organização industrialEngenheiro de planejamento industrialEngenheiro de processamentoEngenheiro de processos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2149-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro de produção?

A mediana do salário de admissão é R$ 11.709 por mês, considerando as 4.365 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 4.671 (10% menores) a R$ 16.978 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 13.341 (RAIS 2024), 13.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro de produção?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 4.439 admissões contra 4.752 desligamentos, saldo de -313 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro de produção?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de engenharia (CNAE 7112000), com 9,4% das admissões e mediana de R$ 12.500. A ficha de engenheiro de produção no Buscador NCM lista os 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro de produção?

2149-05 (família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins). A CBO reconhece também os títulos: Engenheiro de organização e métodos, Engenheiro de organização industrial, Engenheiro de planejamento industrial, Engenheiro de processamento, Engenheiro de processos — todos usam o mesmo código 2149-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro de produção?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2149: As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de produção, com 0,64 candidatos por vaga no presencial.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de engenheiro de produção?

A taxa é de 4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (15,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2149-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2149-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2149-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7112000), o RAT é 3%.

A profissão de engenheiro de produção é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2149 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (33 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2149:

  • •Asesmt Comercial Sul Ltda.
  • •Biolab Sanus Indústria Farmacêutica Ltda.
  • •Bradesco Seguros S.A.
  • •Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras-Cenpes)
  • •Centro Tecnólogico do Mobiliário
  • •Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
  • •Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
  • •Editora Abril S.A.
  • •Fiat Automóveis S.A.
  • •Ford Motor Company
  • •Hanesbrands Brasil Textil Ltda
  • •Indústria de Móveis Bartira
  • •Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
  • •Instituto de Tecnologia do Paraná
  • •Itambé - Cooperativa Central Produtores Rurais de Minas Gerais
  • •Mondamont S.A.
  • •Proseg Proteção e Segurança no Trabalho Ltda.
  • •222 Senai - Extensão Guaporé
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
  • •GLOSSÁRIO
  • •ART: Anotações de Responsabilidade Técnica.
  • •PCA: Programa de Conservação Auditiva.
  • •PPR: Programa de Prevenção Respiratória.
  • •PPRA: Programa de Prevenção de Risco Ambiental.
  • •CEP: Controle Estatístico de Processos.
  • •CLP: Controlador Lógico Programável.
  • •CNC: Controle Numérico Computadorizado.
  • •PDCA: Planeja Determina
  • •Controla Avalia: metodologia de resolução de probemas.
  • •PCPC: Planejamento Programação Controle de Produção.
  • •PCP: Programa e Controle de Produção.
  • •PAE: Plano de Atendimento às Emergências.
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