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CBO 2002 Família 2149 R$ 11.606 na admissão -56 postos em 12 meses 77 atividades

CBO 2149-05 — Engenheiro de produção

O código 2149-05 identifica a ocupação engenheiro de produção na CBO 2002, dentro da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um engenheiro de produção

Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo plano de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.

Descrição oficial da família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em empresas dos mais diversos ramos, embora predomine o ramo industrial onde podemos destacar a metalurgia, fabricação de máquinas, equipamentos e veículos automotores, produtos alimentares e refino de petróleo. As instituições empregadoras são de diversos portes, públicas ou privadas. Os profissionais trabalham em equipe, com supervisão ocasional. Eventualmente, em algumas atividades, podem estar expostos a condições especiais de trabalho, tais como ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Aparelhos de Comunicação; CEP - controle estatístico de processos; Conta Fio (Lupa); Detector de Gases; Dosímetro; EPI/epc - Equip. de Proteção Individual e Coletiva; Instrumentos de medição; Máquina fotográfica digital; Publicações Especializadas; Recursos de Informática (software e hardware).

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um engenheiro de produção

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 4.67110% ganham atéR$ 11.606medianaR$ 16.89610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 13.341

Entrada × quem já está

R$ 11.606 ao ser admitido · R$ 13.341 para quem tem vínculo ativo +14,9%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de produção foi de R$ 11.606 — metade das 4.375 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 4.671 e os 10% de maior, acima de R$ 16.896.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 13.341, ou seja, 14,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 36 meses.

Considerando a jornada média de 42.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 63,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 11.606
Por ano (12 salários)R$ 139.272
Por semanaR$ 2.671
Por hora (42.6h/sem)R$ 63,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 11.67471,8%
  • Mulheres — R$ 11.47528,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 13.67376,1%
  • Mulheres — R$ 12.34523,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte10.150
  • Nordeste11.578
  • Sudeste12.050
  • Sul7.542
  • Centro-Oeste9.400

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.446 -131 R$ 10.523
RJ 1.052 +15 R$ 12.600
MG 586 +33 R$ 12.550
BA 216 +50 R$ 12.156
PR 197 -29 R$ 7.750
ES 138 +66 R$ 12.915
SC 123 -15 R$ 6.800
AM 112 -31 R$ 9.450
RS 95 -15 R$ 8.125
GO 78 +15 R$ 8.025

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

4.455

Desligamentos

4.511

Saldo

-56

Rotatividade

17,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+64) saldo negativo · pior: dez/25 (-111)

Em 12 meses houve 4.455 admissões e 4.511 desligamentos de engenheiro de produção, o que significa que o mercado formal fechou 56 postos de trabalho no período, com rotatividade de 17,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 42,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 51,2% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador42,6%
  • Dispensa sem justa causa51,2%
  • Fim de contrato3%

Sobre 4.511 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro4,8%
  • 1 a 4 empregados2%
  • 5 a 9 empregados1,8%
  • 10 a 19 empregados3,9%
  • 20 a 49 empregados5,7%
  • 50 a 99 empregados7,7%
  • 100 a 249 empregados14,3%
  • 250 a 499 empregados18%
  • 500 a 999 empregados13,1%
  • 1.000 ou mais empregados28,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro de produção

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de engenharia 7112000 · 9,8% das admissões 435 41.9h R$ 11.450 R$ 12.462 R$ 15.025 3% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 4,2% das admissões 185 41.4h R$ 11.513 R$ 12.483 R$ 13.025 2% 1
Fabricação de álcool 1931400 · 2,6% das admissões 114 44h R$ 6.490 R$ 8.900 R$ 11.175 3% 3
Administração de obras 4399101 · 2,5% das admissões 113 43.2h R$ 10.892 R$ 12.175 R$ 13.744 3% 3
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 2,5% das admissões 113 42.1h R$ 11.288 R$ 12.050 R$ 13.750 2% 1
Consultoria em tecnologia da informação 6204000 · 2,4% das admissões 107 42.6h R$ 11.437 R$ 12.642 R$ 14.608 2% 2
Construção de edifícios 4120400 · 2,1% das admissões 95 43.9h R$ 7.506 R$ 9.063 R$ 12.038 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro de produção

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 25.644 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

36 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

2,3%

Sexo

  • Homem76,1%
  • Mulher23,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,1h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 25.644 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca69,1%
  • Parda24,9%
  • Preta4%
  • Amarela1,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo95,8%
  • Mestrado3,8%
  • Doutorado0,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Fundamental completo0,1%
  • Médio incompleto0,1%
  • Médio completo8,2%
  • Superior incompleto4,7%
  • Superior completo63,3%
  • Pós-graduação19,7%
  • Mestrado3,1%
  • Doutorado0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,8%
  • 5 a 9 empregados0,9%
  • 10 a 19 empregados1,6%
  • 20 a 49 empregados3,5%
  • 50 a 99 empregados5,3%
  • 100 a 249 empregados12,1%
  • 250 a 499 empregados13,5%
  • 500 a 999 empregados19,7%
  • 1.000 ou mais empregados42,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de engenheiro de produção

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

4

CAT no período

86

Idade média no acidente

38 anos

Foram 86 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo engenheiro de produção nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 4 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 53,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 40,7% de trajeto (no deslocamento) e 5,8% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto40,7%
  • Típico53,5%
  • Doença5,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo15,1%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal)7%
  • Antebraço (entre o punho e o cotovelo)5,8%
  • Cabeça, NIC5,8%
  • Sistema nervoso5,8%

Natureza da lesão

  • Fratura20,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)16,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)12,8%
  • Distensão, torção11,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)10,5%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta10,6%
  • Veículo, NIC9,4%
  • Veículo rodoviário motorizado8,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas5,9%
  • Máquina, NIC5,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 8 9,3% 5.476
Z73.0 — Esgotamento 3 3,5% 1.184
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 3,5% 3.531
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 3 3,5% 1.634
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 3 3,5% 1.634
S80.0 — Contusão do joelho 3 3,5% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de engenharia) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial.

Texto oficial do MTE para a família 2149.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia de produção 0,64× 118.421 14.135 56% 30,3%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

Qual especialização paga mais na família 2149

Todas as ocupações de engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2149-20 Engenheiro de riscos R$ 12.175 R$ 14.400 641
2149-05 Engenheiro de produção (esta página) R$ 11.606 R$ 13.341 25.644
2149-10 Engenheiro de controle de qualidade R$ 10.522 R$ 12.457 9.682
2149-15 Engenheiro de segurança do trabalho R$ 12.021 R$ 12.056 13.562
2149-45 Engenheiro de logistica R$ 9.563 R$ 11.806 190
2149-25 Engenheiro de tempos e movimentos R$ 2.493 R$ 6.230 710
2149-30 Tecnólogo em produção industrial R$ 3.188 R$ 6.006 1.438
2149-35 Tecnólogo em segurança do trabalho R$ 3.503 R$ 4.216 1.337
2149-40 Higienista ocupacional R$ 2.038 R$ 2.282 492

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2149-05.

A Controlar perdas de processos, produtos e serviços (10)
  • Inspecionar funcionamento de processos, produtos e serviços
  • Identificar perdas
  • Determinar causas de perdas
  • Analisar causas de perdas
  • Estabelecer plano de ações preventivas e corretivas
  • Medir parâmetros/indicadores de processos, produtos e serviços
  • Ajustar processos e serviços
  • Avaliar eficácia/eficiência de ajustes
  • Padronizar sistemas e operações
  • Auditorar processos, produtos e serviços
B Supervisionar sistemas, processos e métodos produtivos (9)
  • Analisar projetos
  • Coletar dados de processo
  • Criar banco de dados de processos e projetos
  • Processar dados de registros
  • Interpretar dados e resultados
  • Comparar processos, produtos e serviços
  • Atualizar dados de registros
  • Implantar ferramentas de controle de qualidade
  • Monitorar desempenho de processos
C Desenvolver métodos, processos, produtos e serviços (13)
  • Pesquisar mercado consumidor
  • Pesquisar tecnologias
  • Pesquisar normas e legislação
  • Projetar produtos e processos
  • Gerar protótipos
  • Testar produtos em laboratório
  • Testar produtos em campo
  • Criar métodos e processos de produção e segurança
  • Testar métodos e processos de produção e segurança
  • Validar métodos, processos, produtos e/ou serviços
  • Compatibilizar métodos, processos, produtos e/ou serviços de acordo com normas e legislação
  • Gerar especificações técnicas e de segurança de produtos e/ou serviços
  • Gerar especificações técnicas e de segurança de processos e/ou serviços
D Gerenciar segurança no trabalho e do meio ambiente (3)
  • Solicitar autorização para aquisição de produtos controlados
  • Determinar procedimentos para redução ou eliminação de ruídos industriais
  • Controlar emissão de efluentes líquidos, gasosos e sólidos
G Planejar empreendimentos e atividades produtivas e de logística (8)
  • Definir objetivos de trabalho
  • Fixar metas
  • Definir métodos e etapas de produção
  • Elaborar estudo técnico e econômico de empreendimentos e atividades de trabalho
  • Definir orçamento e fontes de recursos financeiros
  • Elaborar cronograma físico e financeiro
  • Definir equipe e materiais de trabalho
  • Elaborar análise de riscos de empreendimentos e atividades produtivas
H Coordenar equipe e atividades de trabalho (10)
  • Mapear equipe de trabalho
  • Organizar cronograma de equipe de trabalho
  • Delegar tarefas
  • Verificar necessidades de treinamento de equipe
  • Organizar treinamentos
  • Capacitar equipe de trabalho
  • Avaliar eficácia de treinamentos
  • Verificar cumprimento de tarefas
  • Avaliar desempenho de equipe de trabalho
  • Prestar assessorias técnicas
I Emitir documentação técnica (7)
  • Elaborar relatórios
  • Emitir laudos e/ou pareceres técnicos
  • Divulgar resultados e planos de trabalho
  • Documentar memória técnica de métodos, processos, produtos e serviços
  • Preparar art (anotação de responsabilidade técnica)
  • Preparar documentos para patentes de produtos e processos
  • Emitir laudos periciais
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar capacidade de antecipar problemas
  • Demonstrar raciocínio matemático
  • Demonstrar raciocínio lógico
  • Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de evidenciar senso crítico
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar liderança
  • Demonstrar capacidade de atenção difusa
  • Demonstrar capacidade de agir sob pressão
  • Demonstrar capacidade de resolução de problemas
  • Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
  • Demonstrar pró-atividade
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Demonstrar objetividade
  • Tomar decisões
  • Assumir riscos

Sinônimos oficiais (5)

Engenheiro de organização e métodosEngenheiro de organização industrialEngenheiro de planejamento industrialEngenheiro de processamentoEngenheiro de processos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2149-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro de produção?

A mediana do salário de admissão é R$ 11.606 por mês, considerando as 4.375 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 4.671 (10% menores) a R$ 16.896 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 13.341 (RAIS 2024), 14.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro de produção?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 4.455 admissões contra 4.511 desligamentos, saldo de -56 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro de produção?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de engenharia (CNAE 7112000), com 9,8% das admissões e mediana de R$ 12.462. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro de produção?

2149-05 (família 2149 — Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins). A CBO reconhece também os títulos: Engenheiro de organização e métodos, Engenheiro de organização industrial, Engenheiro de planejamento industrial, Engenheiro de processamento, Engenheiro de processos — todos usam o mesmo código 2149-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro de produção?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2149: As ocupações da família requerem curso de Engenharia ou de Tecnologia nas áreas de Produção Industrial e Segurança do Trabalho, com registro no Crea, seguido ou não de cursos de especialização. Na área de processos e métodos, tempos e movimentos, é comum a formação em engenharia de produção ou industrial. É cada vez mais frequente a presença de profissionais com pós-graduação. O exercício pleno da atividade se dá, em média, após quatro anos de exercício profissional no caso dos engenheiros e dos tecnólogos em segurança do trabalho e de um a dois anos para os tecnólogos em produção industrial. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de produção, com 0,64 candidatos por vaga no presencial.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de engenheiro de produção?

A taxa é de 4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (15,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2149-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2149-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2149-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7112000), o RAT é 3%.

A profissão de engenheiro de produção é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2149 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (33 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2149:

  • Asesmt Comercial Sul Ltda.
  • Biolab Sanus Indústria Farmacêutica Ltda.
  • Bradesco Seguros S.A.
  • Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras-Cenpes)
  • Centro Tecnólogico do Mobiliário
  • Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
  • Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
  • Editora Abril S.A.
  • Fiat Automóveis S.A.
  • Ford Motor Company
  • Hanesbrands Brasil Textil Ltda
  • Indústria de Móveis Bartira
  • Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
  • Instituto de Tecnologia do Paraná
  • Itambé - Cooperativa Central Produtores Rurais de Minas Gerais
  • Mondamont S.A.
  • Proseg Proteção e Segurança no Trabalho Ltda.
  • 222 Senai - Extensão Guaporé
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
  • GLOSSÁRIO
  • ART: Anotações de Responsabilidade Técnica.
  • PCA: Programa de Conservação Auditiva.
  • PPR: Programa de Prevenção Respiratória.
  • PPRA: Programa de Prevenção de Risco Ambiental.
  • CEP: Controle Estatístico de Processos.
  • CLP: Controlador Lógico Programável.
  • CNC: Controle Numérico Computadorizado.
  • PDCA: Planeja Determina
  • Controla Avalia: metodologia de resolução de probemas.
  • PCPC: Planejamento Programação Controle de Produção.
  • PCP: Programa e Controle de Produção.
  • PAE: Plano de Atendimento às Emergências.
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