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CBO 2002 Família 7683 R$ 1.820 na admissão +21 postos em 12 meses 49 atividades

CBO 7683-25 — Seleiro

O código 7683-25 identifica a ocupação seleiro na CBO 2002, dentro da família 7683 — Trabalhadores artesanais da confecção de calçados e artefatos de couros e peles. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um seleiro

Cortam, montam e costuram calçados de couro, à mão. Confeccionam bolsas, carteiras, cintos, selas e arreios de couro. Realizam acabamento em calçados e em artefatos de couro.

Descrição oficial da família 7683 — Trabalhadores artesanais da confecção de calçados e artefatos de couros e peles, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são exercidas por profissionais com carteira assinada, empregados na indústria de preparação de couros e fabricação de artefatos de couro. O trabalho é presencial, individual com supervisão permanente, realizado em ambiente fechado, no período diurno. Em algumas atividades, os profissionais estão sujeitos a materiais tóxicos e a permanecerem em posições desconfortáveis durante longos períodos.

Recursos de trabalho

Chanfradeira; Esmeril; Facas; Forma de calçados; Máquina de costura; Martelo; Mesa de zinco; Pedra de mármore; Torquesa; Vazador.

Quanto ganha um seleiro

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.57310% ganham até R$ 1.820mediana R$ 2.51010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.818

Entrada × quem já está

R$ 1.820 ao ser admitido · R$ 1.818 para quem tem vínculo ativo -0,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de seleiro foi de R$ 1.820 — metade das 227 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.573 e os 10% de maior, acima de R$ 2.510.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.818, ou seja, 0,1% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 31 meses.

Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.820
Por ano (12 salários)R$ 21.840
Por semanaR$ 419
Por hora (43.3h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.816 92,1%
  • Mulheres — R$ 1.900 7,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.817 96,7%
  • Mulheres — R$ 2.075 3,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 1.827
  • Sul 2.207
  • Centro-Oeste 1.668

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 65 +5 — R$ 1.895 —
MG 56 +8 — R$ 1.653 —
GO 33 +9 — R$ 1.662 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

237

Desligamentos

216

Saldo

+21

Rotatividade

35,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: dez/25 (+18) saldo negativo · pior: jan/26 (-14)

Em 12 meses houve 237 admissões e 216 desligamentos de seleiro, o que significa que o mercado formal abriu 21 postos de trabalho no período, com rotatividade de 35,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 61,6% por dispensa sem justa causa, além de 4,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 32,4%
  • Dispensa sem justa causa 61,6%
  • Fim de contrato 4,2%

Sobre 216 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 17,3%
  • 1 a 4 empregados 31,3%
  • 5 a 9 empregados 13,1%
  • 10 a 19 empregados 17,3%
  • 20 a 49 empregados 18,2%
  • 50 a 99 empregados 2,3%
  • 100 a 249 empregados 0,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata seleiro

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente 1529700 · 71,7% das admissões 170 44h R$ 1.633 R$ 1.699 R$ 1.887 3% 2
Envasamento e empacotamento sob contrato 8292000 · 8,9% das admissões 21 40h — R$ 2.274 — 3% 2
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 1,7% das admissões 4 — — — — 2% 3
Comércio atacadista especializado em outros produtos intermediários não especificados anteriormente 4689399 · 1,7% das admissões 4 — — — — 2% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,7% das admissões 4 — — — — 2% 1
Fabricação de artefatos diversos de madeira, exceto móveis 1629301 · 1,3% das admissões 3 — — — — 3% 3
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 1,3% das admissões 3 — — — — 2% 1
Comércio varejista de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estimação 4789004 · 1,3% das admissões 3 — — — — 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como seleiro

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 609 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

31 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

91,6%

Sexo

  • Homem 96,9%
  • Mulher 3,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos1%

Sobre os 609 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 53,1%
  • Parda 39,7%
  • Preta 6,3%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 4,8%
  • 5º ano completo 4,8%
  • 6º ao 9º ano 8%
  • Fundamental completo 13,5%
  • Médio incompleto 13,1%
  • Médio completo 54,4%
  • Superior incompleto 0,5%
  • Superior completo 0,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 2,5%
  • 5º ano completo 2,1%
  • 6º a 9º ano 4,6%
  • Fundamental completo 11%
  • Médio incompleto 13,1%
  • Médio completo 65,8%
  • Superior incompleto 0,4%
  • Superior completo 0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 33,8%
  • 5 a 9 empregados 17,2%
  • 10 a 19 empregados 23,8%
  • 20 a 49 empregados 23,2%
  • 50 a 99 empregados 1,1%
  • 100 a 249 empregados 0,5%
  • 1.000 ou mais empregados 0,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com o ensino fundamental concluído, exceto o artífice do couro do qual não é exigida nenhuma escolaridade. A experiência para os profissionais é de menos de um ano e a qualificação profissional ocorre na prática. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7683.

Qual especialização paga mais na família 7683

Todas as ocupações de trabalhadores artesanais da confecção de calçados e artefatos de couros e peles, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7683-10 Cortador de calçados, a mão (exceto solas) R$ 2.516 R$ 2.638 344
7683-05 Artífice do couro R$ 2.077 R$ 2.545 2.059
7683-15 Costurador de artefatos de couro, a mão (exceto roupas e calçados) R$ 1.863 R$ 1.861 523
7683-20 Sapateiro (calçados sob medida) R$ 1.883 R$ 1.851 10.595
7683-25 Seleiro (esta página) R$ 1.820 R$ 1.818 609

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7683-25.

A Cortar couro à mão (5)
  • •Confeccionar facas
  • •Esmerilhar facas
  • •Selecionar moldes
  • •Posicionar moldes
  • •Chanfrar peças
B Montar calçados de couro à mão (1)
  • •Aplicar acessórios
C Costurar calçados à mão (5)
  • •Separar peças de calçados
  • •Selecionar linhas e agulhas
  • •Furar palas
  • •Encaixar o pique
  • •Cortar linha
D Confeccionar bolsas e carteiras (9)
  • •Cortar peças de bolsas e carteiras
  • •Separar peças de bolsas e carteiras
  • •Virar peças
  • •Montar peças
  • •Costurar peças
  • •Cortar peças do forro
  • •Forrar peças
  • •Fixar aviamentos
  • •Fixar alças
E Confeccionar cintos de couro (10)
  • •Selecionar o couro
  • •Cortar placas de couro
  • •Entretelar placas de couro
  • •Cortar tiras
  • •Cortar ponteiras
  • •Vazar cintos
  • •Pespontar cintos
  • •Fixar passadores
  • •Pintar bordas dos cintos
  • •Fixar fivelas
F Confeccionar selas e arreios de couro (9)
  • •Cortar peças para selas e arreios
  • •Montar peças de couro na armação
  • •Costurar selas
  • •Armar selas
  • •Aplicar enchimento
  • •Fixar capas
  • •Trançar rabichos e "cião"
  • •Fixar lóreos, rabichos e estribos
  • •Fixar acessórios
G Realizar acabamento (calçados e artefatos de couro) (2)
  • •Aparar pontas de linha
  • •Lustrar peças acabadas
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • •Tomar iniciativa
  • •Demonstrar coordenação motora
  • •Demonstrar sociabilidade
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar auto-organização
  • •Demonstrar autocrítica

Sinônimos oficiais (12)

Arreeiro de couro - na fabricaçãoArreeiro na fabricaçãoBainheiro - em selariaCabresteadorCangalheiro - na fabricaçãoColador de couro - exclusive calçadosConfeccionador de cabrestosCorreeiro (peças para animais)Seleiro (equipamentos para equitação)Seleiro na fabricaçãoTrabalhador de fabricação de arreiosTrançador de couro

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7683-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um seleiro?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.820 por mês, considerando as 227 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.573 (10% menores) a R$ 2.510 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.818 (RAIS 2024), 0.1% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando seleiro?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 237 admissões contra 216 desligamentos, saldo de +21 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata seleiro?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente (CNAE 1529700), com 71,7% das admissões e mediana de R$ 1.699. A ficha de seleiro no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de seleiro?

7683-25 (família 7683 — Trabalhadores artesanais da confecção de calçados e artefatos de couros e peles). A CBO reconhece também os títulos: Arreeiro de couro - na fabricação, Arreeiro na fabricação, Bainheiro - em selaria, Cabresteador, Cangalheiro - na fabricação, Colador de couro - exclusive calçados, Confeccionador de cabrestos, Correeiro (peças para animais), entre outros — todos usam o mesmo código 7683-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser seleiro?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7683: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com o ensino fundamental concluído, exceto o artífice do couro do qual não é exigida nenhuma escolaridade. A experiência para os profissionais é de menos de um ano e a qualificação profissional ocorre na prática. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7683-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7683-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7683-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1529700), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (8 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7683:

  • •Associação dos Artesãos em Couro e Afins de Aracati
  • •Bessa Rio Indústria de Acessórios Ltda.
  • •Calçados Pé de Ferro Nordeste Ltda.
  • •Cooperativa Industrial Aracati Calçados Ltda
  • •Kawalli Calçados Ltda.
  • •Terezinha Pinho Campos EPP
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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