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CBO 2002 Família 7683 R$ 1.883 na admissão -111 postos em 12 meses 53 atividades

CBO 7683-20 — Sapateiro (calçados sob medida)

O código 7683-20 identifica a ocupação sapateiro (calçados sob medida) na CBO 2002, dentro da família 7683 — Trabalhadores artesanais da confecção de calçados e artefatos de couros e peles. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um sapateiro (calçados sob medida)

Cortam, montam e costuram calçados de couro, à mão. Confeccionam bolsas, carteiras, cintos, selas e arreios de couro. Realizam acabamento em calçados e em artefatos de couro.

Descrição oficial da família 7683 — Trabalhadores artesanais da confecção de calçados e artefatos de couros e peles, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são exercidas por profissionais com carteira assinada, empregados na indústria de preparação de couros e fabricação de artefatos de couro. O trabalho é presencial, individual com supervisão permanente, realizado em ambiente fechado, no período diurno. Em algumas atividades, os profissionais estão sujeitos a materiais tóxicos e a permanecerem em posições desconfortáveis durante longos períodos.

Recursos de trabalho

Chanfradeira; Esmeril; Facas; Forma de calçados; Máquina de costura; Martelo; Mesa de zinco; Pedra de mármore; Torquesa; Vazador.

Quanto ganha um sapateiro (calçados sob medida)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60810% ganham até R$ 1.883mediana R$ 2.91710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.851

Entrada × quem já está

R$ 1.883 ao ser admitido · R$ 1.851 para quem tem vínculo ativo -1,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de sapateiro (calçados sob medida) foi de R$ 1.883 — metade das 3.189 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.608 e os 10% de maior, acima de R$ 2.917.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.851, ou seja, 1,7% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 29 meses.

Considerando a jornada média de 41.1 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.883
Por ano (12 salários)R$ 22.596
Por semanaR$ 433
Por hora (41.1h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.801 54,2%
  • Mulheres — R$ 1.893 45,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.870 55,3%
  • Mulheres — R$ 1.837 44,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 1.641
  • Sudeste 2.147
  • Sul 2.044
  • Centro-Oeste 1.700

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.555 -98 — R$ 2.156 —
CE 1.004 +88 — R$ 1.641 —
RS 443 -50 — R$ 2.036 —
BA 374 +34 — R$ 1.640 —
MG 116 -69 — R$ 2.000 —
SC 72 +4 — R$ 2.167 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

3.644

Desligamentos

3.755

Saldo

-111

Rotatividade

35,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+166) saldo negativo · pior: dez/25 (-594)

Em 12 meses houve 3.644 admissões e 3.755 desligamentos de sapateiro (calçados sob medida), o que significa que o mercado formal fechou 111 postos de trabalho no período, com rotatividade de 35,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 23,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,9% por dispensa sem justa causa, além de 21,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 23,2%
  • Dispensa sem justa causa 52,9%
  • Fim de contrato 21,1%

Sobre 3.755 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 0,1%
  • Pessoa com deficiência 0,5%
  • Jovem aprendiz 11,9%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 4%
  • 1 a 4 empregados 5,7%
  • 5 a 9 empregados 6%
  • 10 a 19 empregados 7,5%
  • 20 a 49 empregados 10,2%
  • 50 a 99 empregados 6,1%
  • 100 a 249 empregados 16,8%
  • 250 a 499 empregados 9,4%
  • 500 a 999 empregados 13,7%
  • 1.000 ou mais empregados 20,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata sapateiro (calçados sob medida)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 76,5% das admissões 2.788 44h R$ 1.642 R$ 1.699 R$ 2.155 2% 3
Fabricação de partes para calçados, de qualquer material 1540800 · 5,6% das admissões 203 43.7h R$ 1.587 R$ 1.654 R$ 1.850 3% 3
Acabamento de calçados de couro sob contrato 1531902 · 5,3% das admissões 193 44.2h R$ 1.892 R$ 2.097 R$ 2.588 3% 3
Fabricação de calçados de material sintético 1533500 · 2,4% das admissões 89 44h R$ 1.870 R$ 2.016 R$ 2.094 2% 3
Reparação de calçados, de bolsas e artigos de viagem 9529101 · 2% das admissões 72 43.8h R$ 1.656 R$ 1.836 R$ 2.213 1% 3
Comércio varejista de calçados 4782201 · 1,4% das admissões 50 44.2h R$ 2.065 R$ 2.650 R$ 3.375 2% 1
Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 1539400 · 1,3% das admissões 48 44h R$ 2.042 R$ 2.175 R$ 2.692 3% 3
Fabricação de artigos para viagem, bolsas e semelhantes de qualquer material 1521100 · 0,5% das admissões 17 44h — R$ 2.122 — 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como sapateiro (calçados sob medida)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 10.595 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

29 meses

No setor público

0,2%

Em empresa do Simples

14,1%

Sexo

  • Mulher 44,9%
  • Homem 55,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,5h/sem
  • Pessoas com deficiência2,5%
  • Jornada parcial0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 10.595 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 50,4%
  • Parda 41,4%
  • Preta 7,9%
  • Amarela 0,2%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,9%
  • Até o 5º ano incompleto 2,4%
  • 5º ano completo 2,3%
  • 6º ao 9º ano 7,3%
  • Fundamental completo 8,5%
  • Médio incompleto 12,4%
  • Médio completo 64,9%
  • Superior incompleto 0,5%
  • Superior completo 0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 1,6%
  • 5º ano completo 1,1%
  • 6º a 9º ano 8,7%
  • Fundamental completo 6,8%
  • Médio incompleto 13,7%
  • Médio completo 66,1%
  • Superior incompleto 1,2%
  • Superior completo 0,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 5,3%
  • 5 a 9 empregados 4,3%
  • 10 a 19 empregados 3,4%
  • 20 a 49 empregados 5,4%
  • 50 a 99 empregados 4,2%
  • 100 a 249 empregados 10,8%
  • 250 a 499 empregados 3,8%
  • 500 a 999 empregados 15,2%
  • 1.000 ou mais empregados 47,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de sapateiro (calçados sob medida)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,4

CAT no período

144

Idade média no acidente

31 anos

Foram 144 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo sapateiro (calçados sob medida) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 51,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 46,5% de trajeto (no deslocamento) e 2,1% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 46,5%
  • Doença 2,1%
  • Típico 51,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 20,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 13,9%
  • Membros inferiores, NIC 9,7%
  • Pé (exceto artelhos) 9,7%
  • Membros superiores, NIC 5,6%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 19,4%
  • Fratura 19,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 16,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 11,8%
  • Lesão imediata 10,4%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 26,4%
  • Máquina, NIC 13,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 11,1%
  • Animal vivo 3,5%
  • Prensa - máquina 3,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
M79.6 — Dor em membro 10 6,9% 517
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 6 4,2% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 6 4,2% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 5 3,5% 3.531
S90.0 — Contusão do tornozelo 4 2,8% 1.188
V29 — Motociclista traumatizado em outros acidentes de transporte e em acidentes de transporte não especificados 3 2,1% 313

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de calçados de couro) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com o ensino fundamental concluído, exceto o artífice do couro do qual não é exigida nenhuma escolaridade. A experiência para os profissionais é de menos de um ano e a qualificação profissional ocorre na prática. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7683.

Qual especialização paga mais na família 7683

Todas as ocupações de trabalhadores artesanais da confecção de calçados e artefatos de couros e peles, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7683-10 Cortador de calçados, a mão (exceto solas) R$ 2.516 R$ 2.638 344
7683-05 Artífice do couro R$ 2.077 R$ 2.545 2.059
7683-15 Costurador de artefatos de couro, a mão (exceto roupas e calçados) R$ 1.863 R$ 1.861 523
7683-20 Sapateiro (calçados sob medida) (esta página) R$ 1.883 R$ 1.851 10.595
7683-25 Seleiro R$ 1.820 R$ 1.818 609

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7683-20.

A Cortar couro à mão (5)
  • •Confeccionar facas
  • •Esmerilhar facas
  • •Selecionar moldes
  • •Posicionar moldes
  • •Chanfrar peças
B Montar calçados de couro à mão (7)
  • •Selecionar cola
  • •Cortar palmilha
  • •Fixar palmilha na fôrma
  • •Fixar cabedal na fôrma
  • •Armar biqueiras dos calçados com couraça
  • •Colar vira (orla) entre palmilha e solado
  • •Aplicar acessórios
C Costurar calçados à mão (6)
  • •Separar peças de calçados
  • •Selecionar linhas e agulhas
  • •Furar palas
  • •Encaixar o pique
  • •Umedecer calçados
  • •Cortar linha
D Confeccionar bolsas e carteiras (10)
  • •Cortar peças de bolsas e carteiras
  • •Separar peças de bolsas e carteiras
  • •Aplicar cola nas peças
  • •Virar peças
  • •Montar peças
  • •Costurar peças
  • •Cortar peças do forro
  • •Forrar peças
  • •Fixar aviamentos
  • •Fixar alças
E Confeccionar cintos de couro (10)
  • •Selecionar o couro
  • •Cortar placas de couro
  • •Entretelar placas de couro
  • •Cortar tiras
  • •Cortar ponteiras
  • •Vazar cintos
  • •Pespontar cintos
  • •Fixar passadores
  • •Pintar bordas dos cintos
  • •Fixar fivelas
F Confeccionar selas e arreios de couro (2)
  • •Cortar peças para selas e arreios
  • •Fixar acessórios
G Realizar acabamento (calçados e artefatos de couro) (5)
  • •Aparar pontas de linha
  • •Retirar excesso de colas
  • •Pintar calçados
  • •Lustrar peças acabadas
  • •Escovar calçados
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • •Tomar iniciativa
  • •Demonstrar coordenação motora
  • •Demonstrar sociabilidade
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar auto-organização
  • •Demonstrar autocrítica

Sinônimos oficiais (6)

Confeccionador de calçados de couroCosturador de calçados, à mãoSapateiro (confecção de calçados)Sapateiro de confecção sob medidaSapateiro montadorSapateiro (sapatos de balé)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7683-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um sapateiro (calçados sob medida)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.883 por mês, considerando as 3.189 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.608 (10% menores) a R$ 2.917 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.851 (RAIS 2024), 1.7% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando sapateiro (calçados sob medida)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 3.644 admissões contra 3.755 desligamentos, saldo de -111 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata sapateiro (calçados sob medida)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de calçados de couro (CNAE 1531901), com 76,5% das admissões e mediana de R$ 1.699. A ficha de sapateiro (calçados sob medida) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de sapateiro (calçados sob medida)?

7683-20 (família 7683 — Trabalhadores artesanais da confecção de calçados e artefatos de couros e peles). A CBO reconhece também os títulos: Confeccionador de calçados de couro, Costurador de calçados, à mão, Sapateiro (confecção de calçados), Sapateiro de confecção sob medida, Sapateiro montador, Sapateiro (sapatos de balé) — todos usam o mesmo código 7683-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser sapateiro (calçados sob medida)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7683: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com o ensino fundamental concluído, exceto o artífice do couro do qual não é exigida nenhuma escolaridade. A experiência para os profissionais é de menos de um ano e a qualificação profissional ocorre na prática. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de sapateiro (calçados sob medida)?

A taxa é de 17,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (20,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é M79.6 — dor em membro. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7683-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7683-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7683-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1531901), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (8 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7683:

  • •Associação dos Artesãos em Couro e Afins de Aracati
  • •Bessa Rio Indústria de Acessórios Ltda.
  • •Calçados Pé de Ferro Nordeste Ltda.
  • •Cooperativa Industrial Aracati Calçados Ltda
  • •Kawalli Calçados Ltda.
  • •Terezinha Pinho Campos EPP
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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