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CBO 2002 Família 4211 R$ 1.802 na admissão -77 postos em 12 meses 57 atividades

CBO 4211-10 — Bilheteiro de transportes coletivos

O código 4211-10 identifica a ocupação bilheteiro de transportes coletivos na CBO 2002, dentro da família 4211 — Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um bilheteiro de transportes coletivos

Recebem valores de vendas de produtos e serviços; controlam numerários e valores; atendem o público em agência postal na recepção e entregam objetos postais; recebem contas e tributos e processam remessa e pagamento de numerários por meio postal; vendem bilhetes e ingressos em locais de diversão; processam a arrecadação de prestação de serviço nas estradas de rodagem; vendem bilhetes no transporte urbano e interurbano; fazem reserva e emissão de passagens aéreas e terrestres; prestam informações ao público, tais como itinerários, horários, preços, locais, duração de espetáculos, viagens, promoções e eventos, etc. Preenchem formulários e relatórios administrativos.

Descrição oficial da família 4211 — Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em diversas áreas, tais como correio e telecomunicações, comércio varejista, transportes terrestres e aéreo e atividades recreativas, culturais e desportivas. São empregados com carteira assinada, trabalham de forma individual com supervisão permanente, ou ocasional como é o caso do emissor de passagem, e em ambientes fechados. Seus horários são diurno para o atendente comercial e com revezamento de turnos para o restante. Podem trabalhar em locais subterrâneos, como é o caso do bilheteiro 717 de transportes coletivos que trabalha no metrô. Eventualmente, os bilheteiros de transportes coletivos e os bilheteiros no serviço de diversão são expostos a ruído intenso. Podem estar sujeitos a estresse.

Recursos de trabalho

Caixa registradora; Computador; Formulários; Fundo de troco; Guia quatro rodas; Máquina de calcular com fita e sem fita; Numerários; Passagens; Telefone; Terminal registrador.

Quanto ganha um bilheteiro de transportes coletivos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.52210% ganham até R$ 1.802mediana R$ 2.17310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.940

Entrada × quem já está

R$ 1.802 ao ser admitido · R$ 1.940 para quem tem vínculo ativo +7,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de bilheteiro de transportes coletivos foi de R$ 1.802 — metade das 2.192 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.522 e os 10% de maior, acima de R$ 2.173.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.940, ou seja, 7,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 23 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.802
Por ano (12 salários)R$ 21.624
Por semanaR$ 415
Por hora (43.6h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.810 37,9%
  • Mulheres — R$ 1.800 62,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.078 48,9%
  • Mulheres — R$ 1.818 51,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.587
  • Nordeste 1.639
  • Sudeste 1.821
  • Sul 2.124
  • Centro-Oeste 1.836

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.037 -4 — R$ 1.824 —
RJ 327 -75 — R$ 1.928 —
PA 239 +117 — R$ 1.583 —
MG 167 -51 — R$ 1.657 —
SC 123 +8 — R$ 2.113 —
PR 64 -29 — R$ 2.148 —
ES 63 +2 — R$ 1.862 —
BA 62 +6 — R$ 1.646 —
CE 35 -3 — R$ 1.616 —
GO 35 -20 — R$ 1.669 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

2.282

Desligamentos

2.359

Saldo

-77

Rotatividade

41,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+84) saldo negativo · pior: mar/26 (-133)

Em 12 meses houve 2.282 admissões e 2.359 desligamentos de bilheteiro de transportes coletivos, o que significa que o mercado formal fechou 77 postos de trabalho no período, com rotatividade de 41,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 37% foram a pedido do próprio trabalhador e 43,5% por dispensa sem justa causa, além de 13,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 37%
  • Dispensa sem justa causa 43,5%
  • Fim de contrato 13,1%

Sobre 2.359 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência 3,2%
  • Jovem aprendiz 0,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 10%
  • 1 a 4 empregados 3,6%
  • 5 a 9 empregados 2,7%
  • 10 a 19 empregados 5,2%
  • 20 a 49 empregados 12%
  • 50 a 99 empregados 7,2%
  • 100 a 249 empregados 8,2%
  • 250 a 499 empregados 6,8%
  • 500 a 999 empregados 7,1%
  • 1.000 ou mais empregados 37,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata bilheteiro de transportes coletivos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 34,2% das admissões 781 44h R$ 1.664 R$ 1.817 R$ 1.861 3% 1
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal em região metropolitana 4921302 · 11,8% das admissões 269 44h R$ 1.549 R$ 1.598 R$ 1.818 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal 4921301 · 11,6% das admissões 265 44.1h R$ 1.808 R$ 2.206 R$ 2.265 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, interestadual 4922102 · 10% das admissões 228 43.9h R$ 1.822 R$ 1.938 R$ 2.169 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal, exceto em região metropolitana 4922101 · 7,4% das admissões 169 43.7h R$ 1.685 R$ 1.885 R$ 2.109 3% 3
Terminais rodoviários e ferroviários 5222200 · 3% das admissões 68 44h R$ 1.535 R$ 1.571 R$ 1.638 3% 3
Outras atividades auxiliares dos transportes terrestres não especificadas anteriormente 5229099 · 2,5% das admissões 58 44h R$ 1.609 R$ 1.640 R$ 1.671 3% 3
Serviços de reservas e outros serviços de turismo não especificados anteriormente 7990200 · 1,7% das admissões 39 45.8h — R$ 1.804 — 1% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como bilheteiro de transportes coletivos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 5.739 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

23 meses

No setor público

0,7%

Em empresa do Simples

9,1%

Sexo

  • Homem 48,5%
  • Mulher 51,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência3,1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente1,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos4,8%

Sobre os 5.739 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 62,5%
  • Branca 28%
  • Preta 8,6%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 0,7%
  • 5º ano completo 1,2%
  • 6º ao 9º ano 1,9%
  • Fundamental completo 5%
  • Médio incompleto 4,9%
  • Médio completo 76,6%
  • Superior incompleto 4,1%
  • Superior completo 5,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 0,1%
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º a 9º ano 0,7%
  • Fundamental completo 3,5%
  • Médio incompleto 3,9%
  • Médio completo 81,4%
  • Superior incompleto 4,1%
  • Superior completo 5,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 4,8%
  • 5 a 9 empregados 4,9%
  • 10 a 19 empregados 6,6%
  • 20 a 49 empregados 11,3%
  • 50 a 99 empregados 7,9%
  • 100 a 249 empregados 11,6%
  • 250 a 499 empregados 11,3%
  • 500 a 999 empregados 6,5%
  • 1.000 ou mais empregados 34,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de bilheteiro de transportes coletivos

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

15,3

CAT no período

71

Idade média no acidente

38 anos

Foram 71 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo bilheteiro de transportes coletivos nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 15,3 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 38% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 57,7% de trajeto (no deslocamento) e 4,2% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 57,7%
  • Típico 38%
  • Doença 4,2%

Parte do corpo atingida

  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 11,3%
  • Pé (exceto artelhos) 11,3%
  • Partes múltiplas 8,5%
  • Joelho 7%
  • Sistema nervoso 7%

Natureza da lesão

  • Outras lesões, NIC 16,9%
  • Distensão, torção 16,9%
  • Lesão imediata 14,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 14,1%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 9,9%

Agente causador

  • Ser vivo, NIC 16,9%
  • Motocicleta, motoneta 12,7%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,9%
  • Veículo, NIC 8,5%
  • Veículo rodoviário motorizado 7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 6 8,5% 5.476
S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé 2 2,8% 5.476
M54.5 — Dor lombar baixa 2 2,8% 9.517
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 2,8% 1.358
F41.1 — Ansiedade generalizada 2 2,8% 6.486
S00.1 — Contusão da pálpebra e da região periocular 2 2,8% 57

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 15,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

As ocupações dessa família requerem formação inicial equivalente ao ensino fundamental completo para o operador de caixa, ensino médio incompleto para o bilheteiro no serviço de diversão e ensino médio completo para os demais. É na prática, exercitando o trabalho, que o trabalhador completará sua formação. Em algumas ocupações é difícil encontrar um profissional com mais de cinco anos de experiência, como, por exemplo, os bilheteiros no serviço de diversão, onde a mão-de-obra empregada é predominantemente de jovens em seu primeiro emprego, o que implica em altas taxas de rotatividade. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 4211.

Qual especialização paga mais na família 4211

Todas as ocupações de caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4211-20 Emissor de passagens R$ 1.802 R$ 2.148 8.753
4211-05 Atendente comercial (agência postal) R$ 1.709 R$ 2.115 53.265
4211-10 Bilheteiro de transportes coletivos (esta página) R$ 1.802 R$ 1.940 5.739
4211-25 Operador de caixa R$ 1.824 R$ 1.938 1.013.833
4211-15 Bilheteiro no serviço de diversões R$ 1.622 R$ 1.747 5.247

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4211-10.

A Receber valores de vendas de produtos e serviços (4)
  • •Disponibilizar os produtos e serviços no guichê
  • •Consultar tabela de preços, tarifas e prazos
  • •Informar ao cliente o valor a ser pago
  • •Solicitar a apresentação de documento comprovando a idade do cliente
B Controlar numerários e valores (12)
  • •Abrir o caixa
  • •Controlar fluxo de caixa
  • •Registrar o preço da mercadoria e do serviço vendido
  • •Registrar entrada de numerário
  • •Registrar entrada de produtos com valor de numerário
  • •Sangrar valores do caixa
  • •Efetuar sangria conforme limite
  • •Efetuar o fechamento do caixa
  • •Contar numerário
  • •Verificar autenticidade das cédulas recebidas
  • •Efetuar troco
  • •Ressarcir o cliente por danos e prejuízos
D Prestar informações (10)
  • •Informar itinerários
  • •Informar horários de partida e chegada
  • •Informar preço de passagem
  • •Informar o local e horário das paradas
  • •Afixar tabelas de preços, tarifas e prazos
  • •Informar documentação e normas para embarque
  • •Orientar sobre regras e normas fixadas pela empresa
  • •Informar o horário de atendimento ao público
  • •Consultar código de defesa do consumidor
  • •Consultar os procedimentos e normas da empresa
E Realizar atividades técnico-administrativas (7)
  • •Ministrar cursos de treinamento e reciclagem no local de trabalho
  • •Preencher relatórios administrativos
  • •Efetuar pedidos de materiais
  • •Controlar estoque de materiais
  • •Arquivar documentos e cupons fiscais
  • •Organizar arquivos
  • •Participar de cursos de treinamento
Y Comunicar-se (8)
  • •Atender as necessidades dos clientes
  • •Encaminhar os clientes aos setores competentes
  • •Realizar pesquisa pré-venda
  • •Realizar pesquisa pós-venda
  • •Anotar pedidos via telefone
  • •Orientar clientes via telefone
  • •Solicitar atendimento em caso de acidente ou emergência
  • •Propiciar atendimento preferencial a gestantes, idosos e deficientes físicos
Z Demonstrar competências pessoais (16)
  • •Demonstrar conhecimentos de informática
  • •Demonstrar paciência
  • •Relacionar-se com urbanidade
  • •Demonstrar fluência verbal
  • •Agir com ética
  • •Manter sigilo profissional
  • •Demonstrar empatia
  • •Trabalhar em equipe
  • •Mostrar-se atencioso
  • •Demonstrar pontualidade
  • •Demonstrar assiduidade
  • •Demonstrar agilidade
  • •Demonstrar eficiência
  • •Demonstrar honestidade
  • •Manter-se atualizado
  • •Demonstrar responsabilidade

Sinônimos oficiais (1)

Agente operacional de estação

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4211-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um bilheteiro de transportes coletivos?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.802 por mês, considerando as 2.192 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.522 (10% menores) a R$ 2.173 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.940 (RAIS 2024), 7.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando bilheteiro de transportes coletivos?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 2.282 admissões contra 2.359 desligamentos, saldo de -77 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata bilheteiro de transportes coletivos?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 34,2% das admissões e mediana de R$ 1.817. A ficha de bilheteiro de transportes coletivos no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de bilheteiro de transportes coletivos?

4211-10 (família 4211 — Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco)). A CBO reconhece também os títulos: Agente operacional de estação — todos usam o mesmo código 4211-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser bilheteiro de transportes coletivos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4211: As ocupações dessa família requerem formação inicial equivalente ao ensino fundamental completo para o operador de caixa, ensino médio incompleto para o bilheteiro no serviço de diversão e ensino médio completo para os demais. É na prática, exercitando o trabalho, que o trabalhador completará sua formação. Em algumas ocupações é difícil encontrar um profissional com mais de cinco anos de experiência, como, por exemplo, os bilheteiros no serviço de diversão, onde a mão-de-obra empregada é predominantemente de jovens em seu primeiro emprego, o que implica em altas taxas de rotatividade. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de bilheteiro de transportes coletivos?

A taxa é de 15,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é perna (entre o tornozelo e a pélvis) (11,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4211-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4211-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4211-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4211:

  • •Autoban- Concessionária Bandeirantes e Anhanguera
  • •Circo Garcia Espetáculos Ltda.
  • •Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
  • •Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)
  • •Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ETC)
  • •Empresa Cinematográfica Haway
  • •Ferroban - Ferrovias Bandeirantes S.A.
  • •Guilherme Campos Companhia Ltda.
  • •Hipermercado Enxuto
  • •Parque Temático Playcenter S.A.
  • •Prefeitura Municipal de Campinas
  • •Transpax - Linhas Aéreas Tam
  • •Universidade de São Paulo (USP)
  • •Venbo Comércio Alimentício Ltda. (Bobs)
  • •Viação Itapemirim S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •718 Fundação de Desenvolvimento da Unicamp - Funcamp
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