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CBO 2002 Família 4211 R$ 1.817 na admissão +13.959 postos em 12 meses 62 atividades

CBO 4211-25 — Operador de caixa

O código 4211-25 identifica a ocupação operador de caixa na CBO 2002, dentro da família 4211 — Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um operador de caixa

Recebem valores de vendas de produtos e serviços; controlam numerários e valores; atendem o público em agência postal na recepção e entregam objetos postais; recebem contas e tributos e processam remessa e pagamento de numerários por meio postal; vendem bilhetes e ingressos em locais de diversão; processam a arrecadação de prestação de serviço nas estradas de rodagem; vendem bilhetes no transporte urbano e interurbano; fazem reserva e emissão de passagens aéreas e terrestres; prestam informações ao público, tais como itinerários, horários, preços, locais, duração de espetáculos, viagens, promoções e eventos, etc. Preenchem formulários e relatórios administrativos.

Descrição oficial da família 4211 — Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em diversas áreas, tais como correio e telecomunicações, comércio varejista, transportes terrestres e aéreo e atividades recreativas, culturais e desportivas. São empregados com carteira assinada, trabalham de forma individual com supervisão permanente, ou ocasional como é o caso do emissor de passagem, e em ambientes fechados. Seus horários são diurno para o atendente comercial e com revezamento de turnos para o restante. Podem trabalhar em locais subterrâneos, como é o caso do bilheteiro 717 de transportes coletivos que trabalha no metrô. Eventualmente, os bilheteiros de transportes coletivos e os bilheteiros no serviço de diversão são expostos a ruído intenso. Podem estar sujeitos a estresse.

Recursos de trabalho

Caixa registradora; Computador; Formulários; Fundo de troco; Guia quatro rodas; Máquina de calcular com fita e sem fita; Numerários; Passagens; Telefone; Terminal registrador.

Quanto ganha um operador de caixa

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60410% ganham atéR$ 1.817medianaR$ 2.25610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.938

Entrada × quem já está

R$ 1.817 ao ser admitido · R$ 1.938 para quem tem vínculo ativo +6,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de caixa foi de R$ 1.817 — metade das 723.575 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.604 e os 10% de maior, acima de R$ 2.256.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.938, ou seja, 6,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 15 meses.

Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.817
Por ano (12 salários)R$ 21.804
Por semanaR$ 418
Por hora (43.3h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.81714,7%
  • Mulheres — R$ 1.81785,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.94614,8%
  • Mulheres — R$ 1.93785,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.669
  • Nordeste1.646
  • Sudeste1.906
  • Sul1.961
  • Centro-Oeste1.691

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 192.391 +401 R$ 2.163
MG 94.928 +3.143 R$ 1.719
PR 73.418 +2.322 R$ 1.996
RS 64.520 +2.388 R$ 1.871
RJ 59.125 -1.110 R$ 1.747
SC 49.486 -581 R$ 2.075
GO 35.685 +1.075 R$ 1.665
MT 25.372 +485 R$ 1.728
BA 24.092 +508 R$ 1.650
ES 19.524 +33 R$ 1.680

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

779.823

Desligamentos

765.864

Saldo

+13.959

Rotatividade

75,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+13.079) saldo negativo · pior: jan/26 (-9.128)

Em 12 meses houve 779.823 admissões e 765.864 desligamentos de operador de caixa, o que significa que o mercado formal abriu 13.959 postos de trabalho no período, com rotatividade de 75,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 47,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 32,1% por dispensa sem justa causa, além de 16,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador47,7%
  • Dispensa sem justa causa32,1%
  • Fim de contrato16,1%

Sobre 765.864 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial1%
  • Contrato intermitente2%
  • Pessoa com deficiência0,4%
  • Jovem aprendiz0,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro11,1%
  • 1 a 4 empregados6,8%
  • 5 a 9 empregados9,8%
  • 10 a 19 empregados14%
  • 20 a 49 empregados17,1%
  • 50 a 99 empregados14%
  • 100 a 249 empregados18,2%
  • 250 a 499 empregados5,7%
  • 500 a 999 empregados1,4%
  • 1.000 ou mais empregados1,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de caixa

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 26,6% das admissões 207.624 44.2h R$ 1.705 R$ 1.879 R$ 2.145 3% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios hipermercados 4711301 · 8% das admissões 62.046 44.2h R$ 1.734 R$ 1.917 R$ 2.126 3% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns 4712100 · 6,6% das admissões 51.232 44.1h R$ 1.649 R$ 1.775 R$ 2.017 2% 2
Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas 4771701 · 6,4% das admissões 49.614 43.9h R$ 1.660 R$ 1.794 R$ 1.955 2% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 5% das admissões 38.980 44.1h R$ 1.637 R$ 1.720 R$ 1.877 2% 1
Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 3,8% das admissões 29.582 44h R$ 1.677 R$ 1.879 R$ 2.116 2% 1
Restaurantes e similares 5611201 · 2,9% das admissões 22.815 44h R$ 1.655 R$ 1.795 R$ 2.015 2% 2
Comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios 4691500 · 2,3% das admissões 17.878 44.3h R$ 1.679 R$ 1.797 R$ 2.016 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de caixa

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.013.833 vínculos

Idade mediana

29 anos

Tempo de casa

15 meses

Em empresa do Simples

36,9%

Sexo

  • Mulher85,2%
  • Homem14,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%
  • Jornada parcial0,9%
  • Contrato intermitente1,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,4%

Sobre os 1.013.833 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda50%
  • Branca41,8%
  • Preta6,8%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º ao 9º ano1%
  • Fundamental completo3,3%
  • Médio incompleto6,4%
  • Médio completo83,6%
  • Superior incompleto2,5%
  • Superior completo2,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,3%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º a 9º ano1,1%
  • Fundamental completo2,8%
  • Médio incompleto7,9%
  • Médio completo81,5%
  • Superior incompleto3,1%
  • Superior completo2,8%
  • Pós-graduação0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados9,3%
  • 5 a 9 empregados13,5%
  • 10 a 19 empregados17,4%
  • 20 a 49 empregados18,2%
  • 50 a 99 empregados13,4%
  • 100 a 249 empregados18,2%
  • 250 a 499 empregados7,1%
  • 500 a 999 empregados1,8%
  • 1.000 ou mais empregados1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de caixa

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

8,6

CAT no período

7.070

Óbitos comunicados

12

Idade média no acidente

32 anos

Foram 7.070 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de caixa nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 8,6 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 46,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 51,6% de trajeto (no deslocamento) e 2,3% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

No período foram comunicados 12 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto51,6%
  • Típico46,1%
  • Doença2,3%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos)12%
  • Partes múltiplas9,9%
  • Joelho8,8%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)7,4%
  • Articulação do tornozelo6,1%

Natureza da lesão

  • Fratura18,6%
  • Lesão imediata15,9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)12,9%
  • Distensão, torção12,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)11,1%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta14,8%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas10,1%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas10%
  • Veículo, NIC8,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas8,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 472 6,7% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 241 3,4% 1.225
M79.6 — Dor em membro 150 2,1% 517
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 135 1,9% 1.358
M25.5 — Dor articular 128 1,8% 1.605
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 124 1,8% 313

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 8,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

As ocupações dessa família requerem formação inicial equivalente ao ensino fundamental completo para o operador de caixa, ensino médio incompleto para o bilheteiro no serviço de diversão e ensino médio completo para os demais. É na prática, exercitando o trabalho, que o trabalhador completará sua formação. Em algumas ocupações é difícil encontrar um profissional com mais de cinco anos de experiência, como, por exemplo, os bilheteiros no serviço de diversão, onde a mão-de-obra empregada é predominantemente de jovens em seu primeiro emprego, o que implica em altas taxas de rotatividade. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 4211.

Qual especialização paga mais na família 4211

Todas as ocupações de caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4211-20 Emissor de passagens R$ 1.781 R$ 2.148 8.753
4211-05 Atendente comercial (agência postal) R$ 1.700 R$ 2.115 53.265
4211-10 Bilheteiro de transportes coletivos R$ 1.786 R$ 1.940 5.739
4211-25 Operador de caixa (esta página) R$ 1.817 R$ 1.938 1.013.833
4211-15 Bilheteiro no serviço de diversões R$ 1.621 R$ 1.747 5.247

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4211-25.

A Receber valores de vendas de produtos e serviços (10)
  • Disponibilizar os produtos e serviços no guichê
  • Oferecer produtos e serviços aos clientes
  • Consultar tabela de preços, tarifas e prazos
  • Informar ao cliente o valor a ser pago
  • Emitir cupom fiscal
  • Vender produtos e serviços via telefone
  • Embalar produtos vendidos
  • Registrar mercadorias, produtos e serviços através de leitor ótico
  • Carimbar documentos e objetos
  • Informar as condições de pagamento
B Controlar numerários e valores (13)
  • Abrir o caixa
  • Controlar fluxo de caixa
  • Registrar o preço da mercadoria e do serviço vendido
  • Registrar entrada de numerário
  • Registrar entrada de produtos com valor de numerário
  • Sangrar valores do caixa
  • Efetuar sangria conforme limite
  • Efetuar o fechamento do caixa
  • Contar numerário
  • Verificar autenticidade das cédulas recebidas
  • Efetuar troco
  • Conferir cheques recebidos
  • Ressarcir o cliente por danos e prejuízos
D Prestar informações (8)
  • Informar ingredientes e validade dos produtos alimentícios
  • Divulgar promoções e eventos
  • Informar prazos e dias da semana definidos para troca de mercadorias
  • Informar a localização de mercadorias e produtos
  • Orientar sobre regras e normas fixadas pela empresa
  • Informar o horário de atendimento ao público
  • Consultar código de defesa do consumidor
  • Consultar os procedimentos e normas da empresa
E Realizar atividades técnico-administrativas (7)
  • Preencher borderô
  • Ministrar cursos de treinamento e reciclagem no local de trabalho
  • Preencher relatórios administrativos
  • Efetuar pedidos de materiais
  • Controlar estoque de materiais
  • Arquivar documentos e cupons fiscais
  • Participar de cursos de treinamento
Y Comunicar-se (8)
  • Atender as necessidades dos clientes
  • Encaminhar os clientes aos setores competentes
  • Realizar pesquisa pré-venda
  • Realizar pesquisa pós-venda
  • Anotar pedidos via telefone
  • Orientar clientes via telefone
  • Solicitar atendimento em caso de acidente ou emergência
  • Propiciar atendimento preferencial a gestantes, idosos e deficientes físicos
Z Demonstrar competências pessoais (16)
  • Demonstrar conhecimentos de informática
  • Demonstrar paciência
  • Relacionar-se com urbanidade
  • Demonstrar fluência verbal
  • Agir com ética
  • Manter sigilo profissional
  • Demonstrar empatia
  • Trabalhar em equipe
  • Mostrar-se atencioso
  • Demonstrar pontualidade
  • Demonstrar assiduidade
  • Demonstrar agilidade
  • Demonstrar eficiência
  • Demonstrar honestidade
  • Manter-se atualizado
  • Demonstrar responsabilidade

Sinônimos oficiais (7)

Atendente de pedágioCaixa de bar, lanchonetes e restaurantesCaixa de lojaCaixa no comércioCaixa no serviço de alimentaçãoCaixa (supermercado)Fiscal de caixa

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4211-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de caixa?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.817 por mês, considerando as 723.575 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.604 (10% menores) a R$ 2.256 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.938 (RAIS 2024), 6.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de caixa?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 779.823 admissões contra 765.864 desligamentos, saldo de +13.959 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de caixa?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados (CNAE 4711302), com 26,6% das admissões e mediana de R$ 1.879. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de caixa?

4211-25 (família 4211 — Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco)). A CBO reconhece também os títulos: Atendente de pedágio, Caixa de bar, lanchonetes e restaurantes, Caixa de loja, Caixa no comércio, Caixa no serviço de alimentação, Caixa (supermercado), Fiscal de caixa — todos usam o mesmo código 4211-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de caixa?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4211: As ocupações dessa família requerem formação inicial equivalente ao ensino fundamental completo para o operador de caixa, ensino médio incompleto para o bilheteiro no serviço de diversão e ensino médio completo para os demais. É na prática, exercitando o trabalho, que o trabalhador completará sua formação. Em algumas ocupações é difícil encontrar um profissional com mais de cinco anos de experiência, como, por exemplo, os bilheteiros no serviço de diversão, onde a mão-de-obra empregada é predominantemente de jovens em seu primeiro emprego, o que implica em altas taxas de rotatividade. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de caixa?

A taxa é de 8,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (12% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4211-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4211-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4211-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4711302), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4211:

  • Autoban- Concessionária Bandeirantes e Anhanguera
  • Circo Garcia Espetáculos Ltda.
  • Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
  • Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)
  • Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ETC)
  • Empresa Cinematográfica Haway
  • Ferroban - Ferrovias Bandeirantes S.A.
  • Guilherme Campos Companhia Ltda.
  • Hipermercado Enxuto
  • Parque Temático Playcenter S.A.
  • Prefeitura Municipal de Campinas
  • Transpax - Linhas Aéreas Tam
  • Universidade de São Paulo (USP)
  • Venbo Comércio Alimentício Ltda. (Bobs)
  • Viação Itapemirim S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • 718 Fundação de Desenvolvimento da Unicamp - Funcamp
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