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CBO 2002 Família 8212 R$ 2.206 na admissão +11 postos em 12 meses 45 atividades

CBO 8212-55 — Soprador de convertedor

O código 8212-55 identifica a ocupação soprador de convertedor na CBO 2002, dentro da família 8212 — Operadores de fornos de primeira fusão e aciaria. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um soprador de convertedor

Preparam máquinas, equipamentos e materiais, operam alto-forno, vazam e dessulfuram ferro-gusa, realizam manutenção refratária e controlam características físico-químicas dos produtos e das matérias-primas. Produzem e vazam metal líquido e realizam tratamentos secundários nos metais. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8212 — Operadores de fornos de primeira fusão e aciaria, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam predominantemente na fabricação de produtos de metal e metalurgia básica como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão ocasional, em ambientes fechados e no sistema de rodízio de turnos (diurno/ noturno). No exercício de algumas atividades podem permanecer em posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Água industial; Alto forno; Balanças; Carro torpedo; Convertedor; Desgaseificador; Equipamentos de injeção de finos; Forno panela; Ponte rolante; Refratários.

Quanto ganha um soprador de convertedor

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.90010% ganham até R$ 2.206mediana R$ 2.37010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.694

Entrada × quem já está

R$ 2.206 ao ser admitido · R$ 3.694 para quem tem vínculo ativo +67,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de soprador de convertedor foi de R$ 2.206 — metade das 80 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.900 e os 10% de maior, acima de R$ 2.370.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.694, ou seja, 67,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 106 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.206
Por ano (12 salários)R$ 26.472
Por semanaR$ 508
Por hora (44h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.211 100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.275 82,9%
  • Mulheres — R$ 2.084 17,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 2.247

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

81

Desligamentos

70

Saldo

+11

Rotatividade

30,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (+15) saldo negativo · pior: jun/26 (-9)

Em 12 meses houve 81 admissões e 70 desligamentos de soprador de convertedor, o que significa que o mercado formal abriu 11 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 41,4% por dispensa sem justa causa, além de 27,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 28,6%
  • Dispensa sem justa causa 41,4%
  • Fim de contrato 27,1%

Sobre 70 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 17,5%
  • 1 a 4 empregados 6,3%
  • 5 a 9 empregados 15,9%
  • 20 a 49 empregados 20,6%
  • 50 a 99 empregados 4,8%
  • 100 a 249 empregados 34,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata soprador de convertedor

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 43,2% das admissões 35 44h — R$ 1.978 — 3% 1
Recuperação de materiais plásticos 3832700 · 14,8% das admissões 12 44h — R$ 2.366 — 3% 3
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 13,6% das admissões 11 44h — R$ 2.366 — 2% 2
Fabricação de embalagens de material plástico 2222600 · 9,9% das admissões 8 — — — — 3% 3
Atividades paisagísticas 8130300 · 4,9% das admissões 4 — — — — 3% 1
Fabricação de abrasivos 2399102 · 4,9% das admissões 4 — — — — — 3
Fabricação de águas envasadas 1121600 · 3,7% das admissões 3 — — — — 3% 3
Fundição de metais não ferrosos e suas ligas 2452100 · 1,2% das admissões 1 — — — — 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como soprador de convertedor

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 228 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

106 meses

Em empresa do Simples

25,9%

Sexo

  • Homem 82,5%
  • Mulher 17,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,4%

Sobre os 228 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 48,4%
  • Branca 41,8%
  • Preta 8%
  • Amarela 1,8%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,9%
  • 6º ao 9º ano 2,2%
  • Fundamental completo 7%
  • Médio incompleto 5,3%
  • Médio completo 78,9%
  • Superior completo 5,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano 1,2%
  • Fundamental completo 2,5%
  • Médio incompleto 2,5%
  • Médio completo 93,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,4%
  • 5 a 9 empregados 5,3%
  • 10 a 19 empregados 3,9%
  • 20 a 49 empregados 19,7%
  • 50 a 99 empregados 12,7%
  • 100 a 249 empregados 10,1%
  • 250 a 499 empregados 2,6%
  • 500 a 999 empregados 0,4%
  • 1.000 ou mais empregados 44,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8212.

Qual especialização paga mais na família 8212

Todas as ocupações de operadores de fornos de primeira fusão e aciaria, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8212-35 Operador de aciaria (dessulfuração de gusa) R$ 2.413 R$ 5.483 782
8212-40 Operador de aciaria (recebimento de gusa) R$ 2.262 R$ 5.304 795
8212-30 Operador de aciaria (basculamento de convertedor) R$ 2.575 R$ 4.925 396
8212-10 Forneiro e operador (conversor a oxigênio) R$ 2.293 R$ 4.750 408
8212-25 Forneiro e operador de forno de redução direta R$ 2.275 R$ 4.338 605
8212-20 Forneiro e operador (refino de metais não-ferrosos) R$ 2.603 R$ 4.136 1.765
8212-45 Operador de área de corrida R$ 2.411 R$ 3.813 920
8212-50 Operador de desgaseificação — R$ 3.713 53
8212-55 Soprador de convertedor (esta página) R$ 2.206 R$ 3.694 228
8212-05 Forneiro e operador (alto-forno) R$ 1.879 R$ 2.918 9.838
8212-15 Forneiro e operador (forno elétrico) R$ 1.813 R$ 2.773 3.871

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8212-55.

A Cumprir normas de segurança pessoal e ambiental (7)
  • •Usar equipamentos de proteção individual e coletiva (epi e epc)
  • •Manter o local de trabalho limpo e organizado
  • •Comunicar acidentes e incidentes
  • •Coletar lixos e resíduos industriais
  • •Zelar por máquinas e equipamentos
  • •Operar sistema de despoeiramento
  • •Respeitar sinalização de segurança
B Preparar máquinas, equipamentos e materiais (8)
  • •Interpretar programação de produção
  • •Comunicar-se com as áreas envolvidas
  • •Inspecionar visulamente máquinas e equipamentos
  • •Conferir disponibilidade de matérias-primas e insumos
  • •Selecionar minérios e fundentes
  • •Calcular a carga dos fornos
  • •Pesar minérios e fundentes
  • •Solicitar manutenção
C Operar o alto-forno (1)
  • •Operar equipamentos auxiliares
D Vazar o ferro gusa (2)
  • •Retirar amostras de metal e escória
  • •Granular a escória
F Controlar características físico químicas da materia-prima e produto (5)
  • •Controlar parâmetros operacionais (pressão, vazão, temperatura)
  • •Medir a temperatura do metal líquido
  • •Monitorar o processo de sopro (vazão, pressão, reações)
  • •Monitorar visualmente o metal e escória
  • •Monitorar o vazamento do metal
G Movimentar materiais (2)
  • •Liberar a panela ou carro torpedo
  • •Transferir o metal para a panela
I Produzir metal líquido (2)
  • •Selecionar sucata
  • •Programar dados para cálculo de sopro
J Vazar o metal líquido (5)
  • •Posicionar panela de vazamento
  • •Desobstruir o furo de corrida
  • •Injetar gás inerte
  • •Calcular quantidades de elementos de liga
  • •Adicionar elementos de liga
K Realizar tratamentos secundários (3)
  • •Aquecer o metal
  • •Desgaseificar os metais
  • •Tratar metais não-ferrosos
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Evidenciar habilidades numéricas
  • •Trabalhar em equipe
  • •Comunicar-se
  • •Preencher relatórios e formulários
  • •Evidenciar pontualidade e assiduidade
  • •Demonstrar criatividade
  • •Manifestar versatilidade
  • •Demonstrar consciência ecológica
  • •Aperfeiçoar-se profissionalmente

Sinônimos oficiais (2)

Líder de convertedorOperador de sopragem

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8212-55 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um soprador de convertedor?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.206 por mês, considerando as 80 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.900 (10% menores) a R$ 2.370 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.694 (RAIS 2024), 67.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando soprador de convertedor?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 81 admissões contra 70 desligamentos, saldo de +11 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata soprador de convertedor?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 43,2% das admissões e mediana de R$ 1.978. A ficha de soprador de convertedor no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de soprador de convertedor?

8212-55 (família 8212 — Operadores de fornos de primeira fusão e aciaria). A CBO reconhece também os títulos: Líder de convertedor, Operador de sopragem — todos usam o mesmo código 8212-55. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser soprador de convertedor?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8212: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8212-55?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8212-55 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8212-55 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8212:

  • •Aço Minas Gerais S.A. (Açominas)
  • •Companhia de Aços Especiais Acesita S.A.
  • •Companhia Siderúrgica Belgo-mineira (Usina de João Monlevade-MG)
  • •Metalúrgica Fundimetal Ltda.
  • •Siderúrgica Alterosa Ltda.
  • •Thyssen Fundições Ltda.
  • •Usinas Siderúrgicas Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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