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CBO 2002 Família 8212 R$ 1.872 na admissão -653 postos em 12 meses 57 atividades

CBO 8212-05 — Forneiro e operador (alto-forno)

O código 8212-05 identifica a ocupação forneiro e operador (alto-forno) na CBO 2002, dentro da família 8212 — Operadores de fornos de primeira fusão e aciaria. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um forneiro e operador (alto-forno)

Preparam máquinas, equipamentos e materiais, operam alto-forno, vazam e dessulfuram ferro-gusa, realizam manutenção refratária e controlam características físico-químicas dos produtos e das matérias-primas. Produzem e vazam metal líquido e realizam tratamentos secundários nos metais. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8212 — Operadores de fornos de primeira fusão e aciaria, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam predominantemente na fabricação de produtos de metal e metalurgia básica como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão ocasional, em ambientes fechados e no sistema de rodízio de turnos (diurno/ noturno). No exercício de algumas atividades podem permanecer em posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Água industial; Alto forno; Balanças; Carro torpedo; Convertedor; Desgaseificador; Equipamentos de injeção de finos; Forno panela; Ponte rolante; Refratários.

Quanto ganha um forneiro e operador (alto-forno)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.59310% ganham atéR$ 1.872medianaR$ 2.78210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.918

Entrada × quem já está

R$ 1.872 ao ser admitido · R$ 2.918 para quem tem vínculo ativo +55,9%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de forneiro e operador (alto-forno) foi de R$ 1.872 — metade das 2.692 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.593 e os 10% de maior, acima de R$ 2.782.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.918, ou seja, 55,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 35 meses.

Considerando a jornada média de 42.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.872
Por ano (12 salários)R$ 22.464
Por semanaR$ 431
Por hora (42.7h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.87395%
  • Mulheres — R$ 1.8255%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.94196,3%
  • Mulheres — R$ 2.5673,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.756
  • Nordeste1.650
  • Sudeste2.253
  • Sul2.097
  • Centro-Oeste1.931

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 765 -258 R$ 2.055
SP 551 -104 R$ 2.369
MA 275 -24 R$ 1.630
PR 185 -29 R$ 2.142
PA 179 -45 R$ 1.837
PE 136 -45 R$ 1.761
RS 120 +7 R$ 1.871
SC 107 -42 R$ 2.546
CE 106 -22 R$ 1.639
MS 96 +14 R$ 1.937

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.194

Desligamentos

3.847

Saldo

-653

Rotatividade

39,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+22) saldo negativo · pior: dez/25 (-132)

Em 12 meses houve 3.194 admissões e 3.847 desligamentos de forneiro e operador (alto-forno), o que significa que o mercado formal fechou 653 postos de trabalho no período, com rotatividade de 39,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 26,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 58,4% por dispensa sem justa causa, além de 9,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador26,8%
  • Dispensa sem justa causa58,4%
  • Fim de contrato9,6%

Sobre 3.847 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,6% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro8%
  • 1 a 4 empregados6%
  • 5 a 9 empregados7%
  • 10 a 19 empregados11,2%
  • 20 a 49 empregados19,4%
  • 50 a 99 empregados12%
  • 100 a 249 empregados18%
  • 250 a 499 empregados9,4%
  • 500 a 999 empregados2,9%
  • 1.000 ou mais empregados6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata forneiro e operador (alto-forno)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Produção de ferro gusa 2411300 · 14,9% das admissões 477 43.9h R$ 1.975 R$ 2.390 R$ 2.750 3% 4
Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos 2342702 · 8,7% das admissões 279 44h R$ 1.638 R$ 1.794 R$ 2.278 3% 3
Fabricação de cal e gesso 2392300 · 4,2% das admissões 134 44h R$ 1.712 R$ 2.045 R$ 2.261 3% 4
Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria 1091102 · 4,2% das admissões 133 44.3h R$ 1.617 R$ 1.678 R$ 1.831 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,9% das admissões 125 44h R$ 1.721 R$ 1.826 R$ 1.893 2% 1
Padaria e confeitaria com predominância de revenda 4721102 · 3,7% das admissões 118 44.2h R$ 1.660 R$ 1.811 R$ 1.906 2% 2
Restaurantes e similares 5611201 · 3,6% das admissões 115 44.1h R$ 1.800 R$ 2.116 R$ 2.400 2% 2
Fabricação de produtos de panificação industrial 1091101 · 2,9% das admissões 94 44.1h R$ 1.675 R$ 1.816 R$ 2.029 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como forneiro e operador (alto-forno)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.838 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

35 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

30,5%

Sexo

  • Homem96,4%
  • Mulher3,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,6h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 9.838 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda56,2%
  • Branca32,7%
  • Preta10,2%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,8%
  • Até o 5º ano incompleto5,6%
  • 5º ano completo5,4%
  • 6º ao 9º ano9%
  • Fundamental completo11,3%
  • Médio incompleto7%
  • Médio completo59,3%
  • Superior incompleto0,6%
  • Superior completo0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,7%
  • Até 5º ano incompleto4%
  • 5º ano completo4%
  • 6º a 9º ano7,5%
  • Fundamental completo9,1%
  • Médio incompleto8,7%
  • Médio completo64,6%
  • Superior incompleto0,6%
  • Superior completo0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,4%
  • 5 a 9 empregados6,1%
  • 10 a 19 empregados10,8%
  • 20 a 49 empregados18,7%
  • 50 a 99 empregados11,6%
  • 100 a 249 empregados15,5%
  • 250 a 499 empregados11,3%
  • 500 a 999 empregados5%
  • 1.000 ou mais empregados16,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de forneiro e operador (alto-forno)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

37,7

CAT no período

291

Idade média no acidente

38 anos

Foram 291 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo forneiro e operador (alto-forno) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 37,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 85,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 13,4% de trajeto (no deslocamento) e 1,4% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico85,2%
  • Trajeto13,4%
  • Doença1,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo23,7%
  • Pé (exceto artelhos)15,1%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)5,2%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)4,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos)4,8%

Natureza da lesão

  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.)25,1%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)13,4%
  • Lesão imediata12,4%
  • Fratura11%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)7,2%

Agente causador

  • Metal - inclui liga15,8%
  • Agente do acidente, NIC6,5%
  • Motocicleta, motoneta6,2%
  • Fogo-chama, material5,8%
  • Agente do acidente inexistente4,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T30.2 — Queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada 13 4,5% 639
S62.6 — Fratura de outros dedos 13 4,5% 24.580
T25.2 — Queimadura de segundo grau do tornozelo e do pé 11 3,8% 228
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 8 2,7% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 7 2,4% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 7 2,4% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Produção de ferro gusa) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 37,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8212.

Qual especialização paga mais na família 8212

Todas as ocupações de operadores de fornos de primeira fusão e aciaria, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8212-35 Operador de aciaria (dessulfuração de gusa) R$ 2.271 R$ 5.483 782
8212-40 Operador de aciaria (recebimento de gusa) R$ 2.258 R$ 5.304 795
8212-30 Operador de aciaria (basculamento de convertedor) R$ 2.519 R$ 4.925 396
8212-10 Forneiro e operador (conversor a oxigênio) R$ 2.290 R$ 4.750 408
8212-25 Forneiro e operador de forno de redução direta R$ 1.950 R$ 4.338 605
8212-20 Forneiro e operador (refino de metais não-ferrosos) R$ 2.600 R$ 4.136 1.765
8212-45 Operador de área de corrida R$ 2.411 R$ 3.813 920
8212-50 Operador de desgaseificação R$ 3.713 53
8212-55 Soprador de convertedor R$ 2.163 R$ 3.694 228
8212-05 Forneiro e operador (alto-forno) (esta página) R$ 1.872 R$ 2.918 9.838
8212-15 Forneiro e operador (forno elétrico) R$ 1.807 R$ 2.773 3.871

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8212-05.

A Cumprir normas de segurança pessoal e ambiental (7)
  • Usar equipamentos de proteção individual e coletiva (epi e epc)
  • Manter o local de trabalho limpo e organizado
  • Comunicar acidentes e incidentes
  • Coletar lixos e resíduos industriais
  • Zelar por máquinas e equipamentos
  • Operar sistema de despoeiramento
  • Respeitar sinalização de segurança
B Preparar máquinas, equipamentos e materiais (9)
  • Interpretar programação de produção
  • Comunicar-se com as áreas envolvidas
  • Inspecionar visulamente máquinas e equipamentos
  • Conferir disponibilidade de matérias-primas e insumos
  • Retirar amostras de matéria-prima
  • Selecionar minérios e fundentes
  • Calcular a carga dos fornos
  • Pesar minérios e fundentes
  • Solicitar manutenção
C Operar o alto-forno (5)
  • Selecionar distribuição de carga
  • Operar máquinas e equipamento de carregamento
  • Monitorar processo de carregamento
  • Operar equipamentos auxiliares
  • Injetar ar quente no alto-forno
D Vazar o ferro gusa (10)
  • Limpar os canais de gusa e escória
  • Revestir os canais de gusa e escória
  • Regular cama do queimador sobre o canal de gusa
  • Abrir furo de gusa
  • Remover comporta de escória
  • Retirar amostras de metal e escória
  • Controlar o fluxo do metal e escória
  • Granular a escória
  • Controlar o nível do metal no carro torpedo
  • Fechar o furo de gusa
E Realizar manutenção refratária (4)
  • Selecionar materiais e ferramentas
  • Limpar o local a ser reparado
  • Operar equipamento de projeção de massa refratária
  • Curvar o local
F Controlar características físico químicas da materia-prima e produto (4)
  • Controlar parâmetros operacionais (pressão, vazão, temperatura)
  • Medir a temperatura do metal líquido
  • Monitorar visualmente o metal e escória
  • Monitorar o vazamento do metal
G Movimentar materiais (2)
  • Liberar a panela ou carro torpedo
  • Conduzir o gusa até o carro torpedo ou lingoteiras
H Dessulfurar o ferro gusa (1)
  • Remover a escória do metal
I Produzir metal líquido (1)
  • Operar o forno
J Vazar o metal líquido (1)
  • Injetar gás inerte
K Realizar tratamentos secundários (3)
  • Adicionar escória sintética
  • Desgaseificar os metais
  • Tratar metais não-ferrosos
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Demonstrar iniciativa
  • Evidenciar habilidades numéricas
  • Trabalhar em equipe
  • Comunicar-se
  • Preencher relatórios e formulários
  • Evidenciar pontualidade e assiduidade
  • Demonstrar criatividade
  • Manifestar versatilidade
  • Demonstrar consciência ecológica
  • Aperfeiçoar-se profissionalmente

Sinônimos oficiais (9)

Ajudante de forneiroCarregador de alto-fornoForneiro auxiliar (alto-forno)Forneiro de alto-fornoForneiro de recuperação de resíduosOperador de alto-fornoOperador de carregamento de alto-fornoOperador de centro de controle de alto-fornoOperador de inspeção de alto-forno

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8212-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um forneiro e operador (alto-forno)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.872 por mês, considerando as 2.692 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.593 (10% menores) a R$ 2.782 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.918 (RAIS 2024), 55.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando forneiro e operador (alto-forno)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.194 admissões contra 3.847 desligamentos, saldo de -653 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata forneiro e operador (alto-forno)?

A atividade econômica que mais contratou foi Produção de ferro gusa (CNAE 2411300), com 14,9% das admissões e mediana de R$ 2.390. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de forneiro e operador (alto-forno)?

8212-05 (família 8212 — Operadores de fornos de primeira fusão e aciaria). A CBO reconhece também os títulos: Ajudante de forneiro, Carregador de alto-forno, Forneiro auxiliar (alto-forno), Forneiro de alto-forno, Forneiro de recuperação de resíduos, Operador de alto-forno, Operador de carregamento de alto-forno, Operador de centro de controle de alto-forno, entre outros — todos usam o mesmo código 8212-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser forneiro e operador (alto-forno)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8212: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de forneiro e operador (alto-forno)?

A taxa é de 37,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (23,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T30.2 — queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8212-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8212-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8212-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2411300), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8212:

  • Aço Minas Gerais S.A. (Açominas)
  • Companhia de Aços Especiais Acesita S.A.
  • Companhia Siderúrgica Belgo-mineira (Usina de João Monlevade-MG)
  • Metalúrgica Fundimetal Ltda.
  • Siderúrgica Alterosa Ltda.
  • Thyssen Fundições Ltda.
  • Usinas Siderúrgicas Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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