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CBO 2002 Família 8212 R$ 2.290 na admissão -2 postos em 12 meses 10 atividades

CBO 8212-10 — Forneiro e operador (conversor a oxigênio)

O código 8212-10 identifica a ocupação forneiro e operador (conversor a oxigênio) na CBO 2002, dentro da família 8212 — Operadores de fornos de primeira fusão e aciaria. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um forneiro e operador (conversor a oxigênio)

Preparam máquinas, equipamentos e materiais, operam alto-forno, vazam e dessulfuram ferro-gusa, realizam manutenção refratária e controlam características físico-químicas dos produtos e das matérias-primas. Produzem e vazam metal líquido e realizam tratamentos secundários nos metais. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8212 — Operadores de fornos de primeira fusão e aciaria, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam predominantemente na fabricação de produtos de metal e metalurgia básica como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão ocasional, em ambientes fechados e no sistema de rodízio de turnos (diurno/ noturno). No exercício de algumas atividades podem permanecer em posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Água industial; Alto forno; Balanças; Carro torpedo; Convertedor; Desgaseificador; Equipamentos de injeção de finos; Forno panela; Ponte rolante; Refratários.

Quanto ganha um forneiro e operador (conversor a oxigênio)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.15610% ganham atéR$ 2.290medianaR$ 2.74510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.750

Entrada × quem já está

R$ 2.290 ao ser admitido · R$ 4.750 para quem tem vínculo ativo +107,4%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de forneiro e operador (conversor a oxigênio) foi de R$ 2.290 — metade das 42 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.156 e os 10% de maior, acima de R$ 2.745.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.750, ou seja, 107,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 106 meses.

Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.290
Por ano (12 salários)R$ 27.480
Por semanaR$ 527
Por hora (43h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.291100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.78195,9%
  • Mulheres — R$ 4.1134,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste2.263

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

43

Desligamentos

45

Saldo

-2

Rotatividade

11%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (+15) saldo negativo · pior: jul/26 (-8)

Em 12 meses houve 43 admissões e 45 desligamentos de forneiro e operador (conversor a oxigênio), o que significa que o mercado formal fechou 2 postos de trabalho no período, com rotatividade de 11% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 15,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 66,7% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador15,6%
  • Dispensa sem justa causa66,7%

Sobre 45 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7%
  • 5 a 9 empregados2,3%
  • 10 a 19 empregados7%
  • 20 a 49 empregados2,3%
  • 50 a 99 empregados7%
  • 100 a 249 empregados16,3%
  • 1.000 ou mais empregados58,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata forneiro e operador (conversor a oxigênio)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Produção de laminados planos de aço ao carbono, revestidos ou não 2422901 · 55,8% das admissões 24 43.8h R$ 2.286 3% 4
Produção de artefatos estampados de metal 2532201 · 16,3% das admissões 7 3% 4
Fabricação de artigos de vidro 2319200 · 4,7% das admissões 2 3% 3
Recuperação de materiais não especificados anteriormente 3839499 · 4,7% das admissões 2 3% 3
Fabricação de luminárias e outros equipamentos de iluminação 2740602 · 2,3% das admissões 1 3% 3
Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos 2342702 · 2,3% das admissões 1 3% 3
Fundição de metais não ferrosos e suas ligas 2452100 · 2,3% das admissões 1 3% 4
Fabricação de produtos cerâmicos não refratários não especificados anteriormente 2349499 · 2,3% das admissões 1 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como forneiro e operador (conversor a oxigênio)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 408 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

106 meses

Em empresa do Simples

4,2%

Sexo

  • Homem96,3%
  • Mulher3,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,4h/sem
  • Pessoas com deficiência3,4%

Sobre os 408 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda54,2%
  • Branca35,1%
  • Preta10,4%
  • Amarela0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto1,7%
  • 5º ano completo3,2%
  • 6º ao 9º ano1,2%
  • Fundamental completo5,6%
  • Médio incompleto4,9%
  • Médio completo75,2%
  • Superior incompleto1%
  • Superior completo7,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto4,7%
  • 6º a 9º ano4,7%
  • Fundamental completo7%
  • Médio incompleto7%
  • Médio completo76,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,7%
  • 5 a 9 empregados2,7%
  • 10 a 19 empregados1,7%
  • 20 a 49 empregados2,5%
  • 50 a 99 empregados4,2%
  • 100 a 249 empregados1,5%
  • 1.000 ou mais empregados86,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8212.

Qual especialização paga mais na família 8212

Todas as ocupações de operadores de fornos de primeira fusão e aciaria, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8212-35 Operador de aciaria (dessulfuração de gusa) R$ 2.271 R$ 5.483 782
8212-40 Operador de aciaria (recebimento de gusa) R$ 2.258 R$ 5.304 795
8212-30 Operador de aciaria (basculamento de convertedor) R$ 2.519 R$ 4.925 396
8212-10 Forneiro e operador (conversor a oxigênio) (esta página) R$ 2.290 R$ 4.750 408
8212-25 Forneiro e operador de forno de redução direta R$ 1.950 R$ 4.338 605
8212-20 Forneiro e operador (refino de metais não-ferrosos) R$ 2.600 R$ 4.136 1.765
8212-45 Operador de área de corrida R$ 2.411 R$ 3.813 920
8212-50 Operador de desgaseificação R$ 3.713 53
8212-55 Soprador de convertedor R$ 2.163 R$ 3.694 228
8212-05 Forneiro e operador (alto-forno) R$ 1.872 R$ 2.918 9.838
8212-15 Forneiro e operador (forno elétrico) R$ 1.807 R$ 2.773 3.871

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8212-10.

Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Demonstrar iniciativa
  • Evidenciar habilidades numéricas
  • Trabalhar em equipe
  • Comunicar-se
  • Preencher relatórios e formulários
  • Evidenciar pontualidade e assiduidade
  • Demonstrar criatividade
  • Manifestar versatilidade
  • Demonstrar consciência ecológica
  • Aperfeiçoar-se profissionalmente

Sinônimos oficiais (2)

Forneiro conversor a oxigênioOperador de forno (conversor a oxigênio)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8212-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um forneiro e operador (conversor a oxigênio)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.290 por mês, considerando as 42 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.156 (10% menores) a R$ 2.745 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.750 (RAIS 2024), 107.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando forneiro e operador (conversor a oxigênio)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 43 admissões contra 45 desligamentos, saldo de -2 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata forneiro e operador (conversor a oxigênio)?

A atividade econômica que mais contratou foi Produção de laminados planos de aço ao carbono, revestidos ou não (CNAE 2422901), com 55,8% das admissões e mediana de R$ 2.286. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de forneiro e operador (conversor a oxigênio)?

8212-10 (família 8212 — Operadores de fornos de primeira fusão e aciaria). A CBO reconhece também os títulos: Forneiro conversor a oxigênio, Operador de forno (conversor a oxigênio) — todos usam o mesmo código 8212-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser forneiro e operador (conversor a oxigênio)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8212: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8212-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8212-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8212-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2422901), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8212:

  • Aço Minas Gerais S.A. (Açominas)
  • Companhia de Aços Especiais Acesita S.A.
  • Companhia Siderúrgica Belgo-mineira (Usina de João Monlevade-MG)
  • Metalúrgica Fundimetal Ltda.
  • Siderúrgica Alterosa Ltda.
  • Thyssen Fundições Ltda.
  • Usinas Siderúrgicas Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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