NCM Buscador
CBO 2002 Família 7825 R$ 2.756 na admissão -4.657 postos em 12 meses 127 atividades

CBO 7825-10 — Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)

O código 7825-10 identifica a ocupação motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) na CBO 2002, dentro da família 7825 — Motoristas de veículos de cargas em geral. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)

Transportam, coletam e entregam cargas em geral; guincham, destombam e removem veículos avariados e prestam socorro mecânico. Movimentam cargas volumosas e pesadas, podem, também, operar equipamentos, realizar inspeções e reparos em veículos, vistoriar cargas, além de verificar documentação de veículos e de cargas. Definem rotas e asseguram a regularidade do transporte. As atividades são desenvolvidas em conformidade com normas e procedimentos técnicos e de segurança.

Descrição oficial da família 7825 — Motoristas de veículos de cargas em geral, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família atuam, como prestadores de serviço, em empresas cujas atividades econômicas pertencem aos ramos de transporte terrestre, agricultura, pecuária e extração de minerais não-ferrosos, na condição de autônomo ou com carteira assinada. Trabalham em veículos, individualmente e em duplas; durante horários irregu- 377 lares e alternados. No desempenho de suas funções, podem permanecer em posições desconfortáveis, durante longo períodos, sendo algumas das atividades executadas com exposição a materiais tóxicos, uma vez que podem executá-las em túneis, mineradoras e minas de carvão.

Recursos de trabalho

Aparelhos de comunicação; Baú isotérmico; Betoneira; Caçambas; Câmara fria; Caminhão; Carroçaria baú; Carroçaria convencional; Gaiola; Tanques.

Quanto ganha um motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.10710% ganham até R$ 2.756mediana R$ 3.34110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.275

Entrada × quem já está

R$ 2.756 ao ser admitido · R$ 3.275 para quem tem vínculo ativo +18,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) foi de R$ 2.756 — metade das 578.540 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.107 e os 10% de maior, acima de R$ 3.341.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.275, ou seja, 18,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 23 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.756
Por ano (12 salários)R$ 33.072
Por semanaR$ 634
Por hora (43.9h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.756 98,2%
  • Mulheres — R$ 2.745 1,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.277 98,8%
  • Mulheres — R$ 3.142 1,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.684
  • Nordeste 2.548
  • Sudeste 2.821
  • Sul 2.798
  • Centro-Oeste 2.553

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 142.298 -3.622 — R$ 2.867 —
MG 72.467 -2.671 — R$ 2.788 —
PR 60.210 -120 — R$ 3.021 —
SC 55.323 -386 — R$ 2.718 —
RS 36.201 +7 — R$ 2.657 —
GO 32.532 +597 — R$ 2.332 —
MT 29.980 -784 — R$ 2.797 —
RJ 24.129 +436 — R$ 2.438 —
BA 23.810 +432 — R$ 2.710 —
ES 15.909 -63 — R$ 2.687 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

598.878

Desligamentos

603.535

Saldo

-4.657

Rotatividade

50,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+10.332) saldo negativo · pior: dez/25 (-19.767)

Em 12 meses houve 598.878 admissões e 603.535 desligamentos de motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais), o que significa que o mercado formal fechou 4.657 postos de trabalho no período, com rotatividade de 50,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 54,4% por dispensa sem justa causa, além de 7,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 34,1%
  • Dispensa sem justa causa 54,4%
  • Fim de contrato 7,5%

Sobre 603.535 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 12,2%
  • 1 a 4 empregados 10,5%
  • 5 a 9 empregados 8,9%
  • 10 a 19 empregados 11,4%
  • 20 a 49 empregados 15,8%
  • 50 a 99 empregados 11,4%
  • 100 a 249 empregados 12%
  • 250 a 499 empregados 6,7%
  • 500 a 999 empregados 4,6%
  • 1.000 ou mais empregados 6,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 37,5% das admissões 224.811 44h R$ 2.515 R$ 2.826 R$ 3.073 3% 3
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, municipal 4930201 · 5,3% das admissões 31.860 44.1h R$ 2.323 R$ 2.690 R$ 2.994 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 3,4% das admissões 20.389 44h R$ 2.708 R$ 2.965 R$ 3.280 3% 4
Transporte rodoviário de produtos perigosos 4930203 · 3,3% das admissões 19.827 44h R$ 2.590 R$ 2.881 R$ 3.127 3% 3
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 1,8% das admissões 10.941 44.1h R$ 2.122 R$ 2.452 R$ 2.784 3% 2
Obras de terraplenagem 4313400 · 1,7% das admissões 10.229 44h R$ 2.481 R$ 2.866 R$ 3.167 3% 3
Coleta de resíduos não perigosos 3811400 · 1,6% das admissões 9.560 44h R$ 2.389 R$ 2.658 R$ 3.054 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 1,5% das admissões 9.081 44h R$ 2.470 R$ 2.766 R$ 3.073 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.202.649 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

23 meses

No setor público

2,8%

Em empresa do Simples

29,4%

Sexo

  • Homem 98,8%
  • Mulher 1,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 1.202.649 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 48,9%
  • Parda 44,1%
  • Preta 6,2%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 2,8%
  • 5º ano completo 3%
  • 6º ao 9º ano 7,5%
  • Fundamental completo 12,8%
  • Médio incompleto 7,7%
  • Médio completo 64,4%
  • Superior incompleto 0,6%
  • Superior completo 1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 2,1%
  • 5º ano completo 1,7%
  • 6º a 9º ano 5,3%
  • Fundamental completo 9,4%
  • Médio incompleto 6,9%
  • Médio completo 72,6%
  • Superior incompleto 0,7%
  • Superior completo 1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 10,5%
  • 5 a 9 empregados 9,9%
  • 10 a 19 empregados 12,6%
  • 20 a 49 empregados 16,5%
  • 50 a 99 empregados 11,9%
  • 100 a 249 empregados 13,5%
  • 250 a 499 empregados 8,5%
  • 500 a 999 empregados 6,7%
  • 1.000 ou mais empregados 10%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,9

CAT no período

17.354

Óbitos comunicados

467

Idade média no acidente

44 anos

Foram 17.354 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,9 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 75,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,8% de trajeto (no deslocamento) e 1,3% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 467 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 75,9%
  • Trajeto 22,8%
  • Doença 1,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 10,1%
  • Pé (exceto artelhos) 8,8%
  • Partes múltiplas 8,1%
  • Joelho 5,2%
  • Ombro 5%

Natureza da lesão

  • Fratura 25,8%
  • Lesão imediata 15,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 10,5%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 9%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 8%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado 19,8%
  • Veículo, NIC 11,3%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 8,8%
  • Motocicleta, motoneta 6,4%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 497 2,9% 1.358
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 462 2,7% 5.476
S62.6 — Fratura de outros dedos 357 2,1% 24.580
S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio 337 1,9% 16.067
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 263 1,5% 3.531
M54.5 — Dor lombar baixa 248 1,4% 9.517

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de ensino fundamental e requer em cursos básicos de qualificação. O exercício pleno da atividade profissional se dá após o período de um a dois anos de experiência. Para a atuação é requerida supervisão permanente, exceto aos caminhoneiros autônomos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7825.

Qual especialização paga mais na família 7825

Todas as ocupações de motoristas de veículos de cargas em geral, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7825-15 Motorista operacional de guincho R$ 2.816 R$ 3.419 49.156
7825-10 Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) (esta página) R$ 2.756 R$ 3.275 1.202.649
7825-05 Caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais) R$ 2.756 R$ 3.157 7.601

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7825-10.

A Transportar cargas (17)
  • •Transportar produtos envasados em camihão baú, carroceria convencional e sider
  • •Transportar grãos em caminhões graneleiros
  • •Transportar líquidos em caminhão-tanque
  • •Transportar alimentos perecíveis em caminhões frigoríficos
  • •Transportar carga resfriada em baú isotérmico
  • •Transportar cargas vivas em gaiola
  • •Transportar carga dimensionada em veículos especiais
  • •Transportar contêiner em porta-contêineres
  • •Transportar produtos minerais em caçamba
  • •Transportar veículo em carreta com rampa hidráulica
  • •Transportar concreto em caminhão betoneira
  • •Transportar carga excedente em veículo específico
  • •Coletar mercadorias
  • •Entregar mercadorias
  • •Transportar carga extra pesada, em caminhão bi-articulado
  • •Transportar veículos e máquinas pesadas em veículo-prancha
  • •Selecionar veículo por tipo de carga
B Realizar inspeções e reparos no veículo (13)
  • •Inspecionar água e óleo
  • •Inspecionar pneus
  • •Inspecionar ferramentas obrigatórias
  • •Inspecionar parte mecânica
  • •Identificar ruídos estranhos do veículo
  • •Inspecionar parte elétrica
  • •Inspecionar a lataria
  • •Realizar manutenção preventiva
  • •Realizar pequenos reparos no veículo
  • •Realizar manutenção corretiva
  • •Verificar limite máximo de carga do veículo
  • •Anotar informações no diário de bordo
  • •Montar relatório de avarias no veículo
C Verificar documentos do veículo e da carga (12)
  • •Conferir a carga com a nota fiscal
  • •Conferir manifesto
  • •Conferir quantidade de carga
  • •Conferir peso e volume da carga
  • •Conferir roteiro
  • •Verificar certificados de vacina dos animais
  • •Identificar tipos de produtos a serem carregados (combustível)
  • •Conferir ponto de carga na base (combustível)
  • •Conferir lacre
  • •Conferir ponto de descarga de inflamável
  • •Identificar códigos de transportes classificados pela organização das nações unidas (onu)
  • •Verificar ficha de emergência de movimentação de cargas perigosas (mop) junto à nota fiscal
D Vistoriar cargas transportadas (15)
  • •Posicionar carga de acordo com ordem de entrega
  • •Arrumar carga de acordo com o peso
  • •Distribuir peso da carga entre eixos
  • •Identificar avarias na mercadoria
  • •Carregar veículo com peso limite estabelecido
  • •Examinar acondicionamento da carga
  • •Enlonar carga
  • •Amarrar carga
  • •Conferir a posição dos animais na gaiola
  • •Contar cabeças de animais
  • •Verificar vazamentos de carga
  • •Conferir mercadorias
  • •Preservar integridade da carga
  • •Manusear carga com segurança
  • •Movimentar cargas perigosas
E Definir rotas (10)
  • •Planejar itinerário
  • •Propor itinerários
  • •Gerenciar autonomia do veículo
  • •Definir pontos de abastecimento
  • •Definir tempo de permanência na direção do veículo
  • •Informar-se sobre acidentes geográficos e topográficos do destino
  • •Orientar-se em relação a acidentes geográficos e topográficos do destino
  • •Pesquisar itinerários
  • •Medir altura da carga
  • •Identificar irregularidades na superfície
F Comunicar-se em tempo real (6)
  • •Comunicar a saída à central
  • •Enviar mensagem de desvio de rota à central
  • •Comunicar a chegada e saída do cliente à central
  • •Comunicar-se por rádio
  • •Comunicar-se via satélite (sistema gps)
  • •Comunicar a chegada à central
G Trabalhar com segurança (12)
  • •Posicionar veículo para carga e descarga
  • •Acionar sistema hidráulico da cegonheira, com pinos de segurança
  • •Posicionar o caminhão no embarcadouro de animais
  • •Observar posicionamento de carga suspensa
  • •Isolar área de descarga, com cones
  • •Evitar o raio de ação de empilhadeiras
  • •Posicionar-se adequadamente para operação de remoção
  • •Utilizar luvas, botas, lanternas e coletes refletivos
  • •Identificar altura, comprimento e largura do veículo
  • •Operar equipamentos de combate a incêndio
  • •Podar galhos de árvores sobre a faixa de rolamento (cegonheiro)
  • •Travar locks de contêiner
I Prestar socorro (6)
  • •Obter informações precisas sobre o local do acidente
  • •Sinalizar local de acidente
  • •Acionar o apoio da polícia militar rodoviária
  • •Acionar empresa de transbordo de cargas perigosas
  • •Verificar cabos de aço
  • •Contactar seguradora
J Operar equipamentos (11)
  • •Operar rampa hidráulica (cegonheira)
  • •Operar sistema bottom load
  • •Operar veículo com plataforma e moto-serra
  • •Manusear alavanca de compressão da betoneira
  • •Controlar tempo de descarga do concreto
  • •Acionar concomitantemente registro d´água e alavanca de compressão
  • •Controlar velocidade de batimento do balão
  • •Controlar descarga do concreto
  • •Operar caminhão bomba de lança e arrasto
  • •Operar empilhadeira com funções múltiplas
  • •Operar caminhão-pipa
L Movimentar cargas volumosas e pesadas (6)
  • •Manusear cargas por meio de empilhadeira
  • •Definir ponto de equilíbrio da carga
  • •Elevar cargas
  • •Centralizar cargas
  • •Dimensionar peso da carga
  • •Distribuir o peso em partes iguais
Z Demonstrar competências pessoais (19)
  • •Desenvolver dirigibilidade para carga viva
  • •Demonstrar coerência
  • •Manter-se atualizado sobre a legislação de trânsito
  • •Cumprir leis de trânsito
  • •Tomar cuidados especiais com carga viva transportada
  • •Respeitar os limites da sua força física
  • •Propor mudanças operacionais
  • •Trajar-se adequadamente
  • •Demonstrar capacidade de resistência física
  • •Demonstrar determinação
  • •Ter consciência dos limites da máquina
  • •Participar de treinamentos
  • •Dominar noções básicas de mecânica
  • •Dominar noções básicas de primeiros socorros
  • •Dominar noções básicas de condução econômica
  • •Prestar serviços com qualidade
  • •Demonstrar rapidez de reflexos
  • •Demonstrar senso de responsabilidade
  • •Dominar funcionamento da máquina

Sinônimos oficiais (16)

CaçambeiroCarreteiro (motorista de caminhão-carreta)Carreteiro (transporte de animal)Cegonheiro ( motorista de caminhão)Gaioleiro (gado)Manobrista de veículos pesados sobre rodasMotorista carreteiroMotorista de basculanteMotorista de caminhãoMotorista de caminhão (entrega de bebidas)Motorista de caminhão leveMotorista de caminhão-basculanteMotorista de caminhão-betoneiraMotorista de caminhão-pipaMotorista de caminhão-tanqueMotorista operador de caminhão-betoneira

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7825-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.756 por mês, considerando as 578.540 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.107 (10% menores) a R$ 3.341 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.275 (RAIS 2024), 18.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 598.878 admissões contra 603.535 desligamentos, saldo de -4.657 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional (CNAE 4930202), com 37,5% das admissões e mediana de R$ 2.826. A ficha de motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)?

7825-10 (família 7825 — Motoristas de veículos de cargas em geral). A CBO reconhece também os títulos: Caçambeiro, Carreteiro (motorista de caminhão-carreta), Carreteiro (transporte de animal), Cegonheiro ( motorista de caminhão), Gaioleiro (gado), Manobrista de veículos pesados sobre rodas, Motorista carreteiro, Motorista de basculante, entre outros — todos usam o mesmo código 7825-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7825: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de ensino fundamental e requer em cursos básicos de qualificação. O exercício pleno da atividade profissional se dá após o período de um a dois anos de experiência. Para a atuação é requerida supervisão permanente, exceto aos caminhoneiros autônomos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)?

A taxa é de 17,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (10,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T07 — traumatismos múltiplos não especificados. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7825-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7825-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7825-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4930202), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (22 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7825:

  • •Arst Transportes e Empreendimentos
  • •Bti Brasil Transporte Intermodal Ltda.
  • •Federação Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral (Fretabens)
  • •Sindicato de Guincheiros Removedores de Veículos do Estado de São Paulo (Sindoge-SP)
  • •Sindicato dos Operadores de Empilhadeiras do Porto de Santos
  • •Sindicato dos Operadores de Guindaste e Empilhadeiras do Porto de Santos.
  • •Sindicato Nacional dos Cegonheiros, Santo André (SP)
  • •Somix Engenharia de Concreto Ltda.
  • •Transportadora Americana Ltda.
  • •União Resgate e Locações S/C Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •Enlonar: termo usado para envolver a carga com lona.
  • •GPS: Global Positioning System ou Gerenciamento de Posicionamento por Satélite.
  • •Manifesto: inventário de cargas.
  • •MOP: Movimentação de Cargas Perigosas - Certificado obrigatório.
  • •Munk: guindaste acoplado ao caminhão com função de carregar e descarregar o caminhão.
  • •Patolar: descer pés de apoio para equilibrar o guincho na remoção.
  • •Sider: tipo de carroceria de caminhão que tem lonas retráteis em suas laterais.
  • •Sistema bottom load: sistema pneumático no qual as mangueiras ficam por baixo do caminhão de um sistema automático para carregar combustível.
  • •Sistema top-load: sistema pneumático no qual as mangueiras ficam acima do cami- nhão de um sistema automático de carregar.
Voltar ao topo