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CBO 2002 Família 7825 R$ 2.740 na admissão +44 postos em 12 meses 140 atividades

CBO 7825-05 — Caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)

O código 7825-05 identifica a ocupação caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais) na CBO 2002, dentro da família 7825 — Motoristas de veículos de cargas em geral. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)

Transportam, coletam e entregam cargas em geral; guincham, destombam e removem veículos avariados e prestam socorro mecânico. Movimentam cargas volumosas e pesadas, podem, também, operar equipamentos, realizar inspeções e reparos em veículos, vistoriar cargas, além de verificar documentação de veículos e de cargas. Definem rotas e asseguram a regularidade do transporte. As atividades são desenvolvidas em conformidade com normas e procedimentos técnicos e de segurança.

Descrição oficial da família 7825 — Motoristas de veículos de cargas em geral, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família atuam, como prestadores de serviço, em empresas cujas atividades econômicas pertencem aos ramos de transporte terrestre, agricultura, pecuária e extração de minerais não-ferrosos, na condição de autônomo ou com carteira assinada. Trabalham em veículos, individualmente e em duplas; durante horários irregu- 377 lares e alternados. No desempenho de suas funções, podem permanecer em posições desconfortáveis, durante longo períodos, sendo algumas das atividades executadas com exposição a materiais tóxicos, uma vez que podem executá-las em túneis, mineradoras e minas de carvão.

Recursos de trabalho

Aparelhos de comunicação; Baú isotérmico; Betoneira; Caçambas; Câmara fria; Caminhão; Carroçaria baú; Carroçaria convencional; Gaiola; Tanques.

Quanto ganha um caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.00410% ganham atéR$ 2.740medianaR$ 3.37310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.157

Entrada × quem já está

R$ 2.740 ao ser admitido · R$ 3.157 para quem tem vínculo ativo +15,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais) foi de R$ 2.740 — metade das 3.149 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.004 e os 10% de maior, acima de R$ 3.373.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.157, ou seja, 15,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 32 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.740
Por ano (12 salários)R$ 32.880
Por semanaR$ 631
Por hora (43.8h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.75097,7%
  • Mulheres — R$ 2.3252,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.15998,4%
  • Mulheres — R$ 3.0251,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.556
  • Nordeste2.445
  • Sudeste2.776
  • Sul2.852
  • Centro-Oeste2.536

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 789 -71 R$ 2.800
PR 378 +13 R$ 3.118
MG 355 +1 R$ 2.617
SC 328 +27 R$ 2.683
RS 169 -35 R$ 2.591
BA 161 +21 R$ 2.433
MS 149 -3 R$ 2.164
GO 131 +17 R$ 2.485
MT 115 +10 R$ 2.792
RJ 115 -21 R$ 2.583

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.208

Desligamentos

3.164

Saldo

+44

Rotatividade

41,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+62) saldo negativo · pior: set/25 (-66)

Em 12 meses houve 3.208 admissões e 3.164 desligamentos de caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais), o que significa que o mercado formal abriu 44 postos de trabalho no período, com rotatividade de 41,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 54,5% por dispensa sem justa causa, além de 8,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador31,5%
  • Dispensa sem justa causa54,5%
  • Fim de contrato8,4%

Sobre 3.164 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro16,2%
  • 1 a 4 empregados16,2%
  • 5 a 9 empregados11,4%
  • 10 a 19 empregados11,1%
  • 20 a 49 empregados15,6%
  • 50 a 99 empregados8,9%
  • 100 a 249 empregados9,1%
  • 250 a 499 empregados5,3%
  • 500 a 999 empregados2,6%
  • 1.000 ou mais empregados3,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 30% das admissões 962 44.1h R$ 2.601 R$ 2.920 R$ 3.131 3% 3
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, municipal 4930201 · 8,9% das admissões 286 44.1h R$ 2.516 R$ 2.731 R$ 3.106 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 2,6% das admissões 84 44.1h R$ 3.211 R$ 3.386 R$ 3.547 3% 1
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 2,6% das admissões 82 44.1h R$ 2.566 R$ 2.858 R$ 3.448 3% 4
Transporte rodoviário de produtos perigosos 4930203 · 2,3% das admissões 75 43.9h R$ 2.679 R$ 2.760 R$ 3.013 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,1% das admissões 68 43.3h R$ 1.974 R$ 2.060 R$ 2.750 2% 1
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 2% das admissões 63 44.2h R$ 1.979 R$ 2.400 R$ 2.964 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 7.601 vínculos

Idade mediana

46 anos

Tempo de casa

32 meses

No setor público

17,2%

Em empresa do Simples

33,1%

Sexo

  • Homem98,5%
  • Mulher1,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,4%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 7.601 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca55,6%
  • Parda38,4%
  • Preta5,1%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto2,6%
  • 5º ano completo4%
  • 6º ao 9º ano7,4%
  • Fundamental completo13%
  • Médio incompleto6,8%
  • Médio completo64,1%
  • Superior incompleto0,6%
  • Superior completo1,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto2,1%
  • 5º ano completo2%
  • 6º a 9º ano4,5%
  • Fundamental completo8,6%
  • Médio incompleto7,6%
  • Médio completo72,5%
  • Superior incompleto1,1%
  • Superior completo1,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados15,5%
  • 5 a 9 empregados12,2%
  • 10 a 19 empregados12,4%
  • 20 a 49 empregados14,2%
  • 50 a 99 empregados10,8%
  • 100 a 249 empregados9,9%
  • 250 a 499 empregados10,4%
  • 500 a 999 empregados5,5%
  • 1.000 ou mais empregados9,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,2

CAT no período

105

Óbitos comunicados

4

Idade média no acidente

44 anos

Foram 105 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 73,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 25,7% de trajeto (no deslocamento) e 1% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 4 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico73,3%
  • Trajeto25,7%
  • Doença1%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos)12,4%
  • Dedo6,7%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal)5,7%
  • Tórax (inclusive órgãos internos)5,7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)5,7%

Natureza da lesão

  • Fratura30,5%
  • Lesão imediata13,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)8,6%
  • Outras lesões, NIC7,6%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)7,6%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado27,9%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas11,5%
  • Veículo, NIC10,6%
  • Motocicleta, motoneta6,7%
  • Piso de veiculo - superfície utilizada para sustentar pessoas4,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio 4 3,8% 16.067
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 3 2,9% 15.618
S06 — Traumatismo intracraniano 3 2,9% 1.416
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 3 2,9% 1.358
S92.0 — Fratura do calcâneo 3 2,9% 15.618
S62.6 — Fratura de outros dedos 3 2,9% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de ensino fundamental e requer em cursos básicos de qualificação. O exercício pleno da atividade profissional se dá após o período de um a dois anos de experiência. Para a atuação é requerida supervisão permanente, exceto aos caminhoneiros autônomos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7825.

Qual especialização paga mais na família 7825

Todas as ocupações de motoristas de veículos de cargas em geral, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7825-15 Motorista operacional de guincho R$ 2.795 R$ 3.419 49.156
7825-10 Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) R$ 2.739 R$ 3.275 1.202.649
7825-05 Caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais) (esta página) R$ 2.740 R$ 3.157 7.601

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7825-05.

A Transportar cargas (17)
  • Transportar produtos envasados em camihão baú, carroceria convencional e sider
  • Transportar grãos em caminhões graneleiros
  • Transportar líquidos em caminhão-tanque
  • Transportar alimentos perecíveis em caminhões frigoríficos
  • Transportar carga resfriada em baú isotérmico
  • Transportar cargas vivas em gaiola
  • Transportar carga dimensionada em veículos especiais
  • Transportar contêiner em porta-contêineres
  • Transportar produtos minerais em caçamba
  • Transportar veículo em carreta com rampa hidráulica
  • Transportar concreto em caminhão betoneira
  • Transportar carga excedente em veículo específico
  • Coletar mercadorias
  • Entregar mercadorias
  • Transportar carga extra pesada, em caminhão bi-articulado
  • Transportar veículos e máquinas pesadas em veículo-prancha
  • Selecionar veículo por tipo de carga
B Realizar inspeções e reparos no veículo (15)
  • Inspecionar água e óleo
  • Inspecionar pneus
  • Administrar finanças
  • Inspecionar ferramentas obrigatórias
  • Inspecionar parte mecânica
  • Identificar ruídos estranhos do veículo
  • Inspecionar parte elétrica
  • Inspecionar a lataria
  • Realizar manutenção preventiva
  • Realizar pequenos reparos no veículo
  • Realizar manutenção corretiva
  • Verificar limite máximo de carga do veículo
  • Negociar dívidas
  • Anotar informações no diário de bordo
  • Montar relatório de avarias no veículo
C Verificar documentos do veículo e da carga (12)
  • Conferir a carga com a nota fiscal
  • Conferir manifesto
  • Conferir quantidade de carga
  • Conferir peso e volume da carga
  • Conferir roteiro
  • Verificar certificados de vacina dos animais
  • Identificar tipos de produtos a serem carregados (combustível)
  • Conferir ponto de carga na base (combustível)
  • Conferir lacre
  • Conferir ponto de descarga de inflamável
  • Identificar códigos de transportes classificados pela organização das nações unidas (onu)
  • Verificar ficha de emergência de movimentação de cargas perigosas (mop) junto à nota fiscal
D Vistoriar cargas transportadas (15)
  • Posicionar carga de acordo com ordem de entrega
  • Arrumar carga de acordo com o peso
  • Distribuir peso da carga entre eixos
  • Identificar avarias na mercadoria
  • Carregar veículo com peso limite estabelecido
  • Examinar acondicionamento da carga
  • Enlonar carga
  • Amarrar carga
  • Conferir a posição dos animais na gaiola
  • Contar cabeças de animais
  • Verificar vazamentos de carga
  • Conferir mercadorias
  • Preservar integridade da carga
  • Manusear carga com segurança
  • Movimentar cargas perigosas
E Definir rotas (10)
  • Planejar itinerário
  • Propor itinerários
  • Gerenciar autonomia do veículo
  • Definir pontos de abastecimento
  • Definir tempo de permanência na direção do veículo
  • Informar-se sobre acidentes geográficos e topográficos do destino
  • Orientar-se em relação a acidentes geográficos e topográficos do destino
  • Pesquisar itinerários
  • Medir altura da carga
  • Identificar irregularidades na superfície
F Comunicar-se em tempo real (6)
  • Comunicar a saída à central
  • Enviar mensagem de desvio de rota à central
  • Comunicar a chegada e saída do cliente à central
  • Comunicar-se por rádio
  • Comunicar-se via satélite (sistema gps)
  • Comunicar a chegada à central
G Trabalhar com segurança (12)
  • Posicionar veículo para carga e descarga
  • Acionar sistema hidráulico da cegonheira, com pinos de segurança
  • Posicionar o caminhão no embarcadouro de animais
  • Observar posicionamento de carga suspensa
  • Isolar área de descarga, com cones
  • Evitar o raio de ação de empilhadeiras
  • Posicionar-se adequadamente para operação de remoção
  • Utilizar luvas, botas, lanternas e coletes refletivos
  • Identificar altura, comprimento e largura do veículo
  • Operar equipamentos de combate a incêndio
  • Podar galhos de árvores sobre a faixa de rolamento (cegonheiro)
  • Travar locks de contêiner
I Prestar socorro (6)
  • Obter informações precisas sobre o local do acidente
  • Sinalizar local de acidente
  • Acionar o apoio da polícia militar rodoviária
  • Acionar empresa de transbordo de cargas perigosas
  • Verificar cabos de aço
  • Contactar seguradora
J Operar equipamentos (12)
  • Operar guincho pesado, com munk
  • Operar rampa hidráulica (cegonheira)
  • Operar sistema bottom load
  • Operar veículo com plataforma e moto-serra
  • Manusear alavanca de compressão da betoneira
  • Controlar tempo de descarga do concreto
  • Acionar concomitantemente registro d´água e alavanca de compressão
  • Controlar velocidade de batimento do balão
  • Controlar descarga do concreto
  • Operar caminhão bomba de lança e arrasto
  • Operar empilhadeira com funções múltiplas
  • Operar caminhão-pipa
K Assegurar regularidade do transporte (10)
  • Calcular preço tonelada / km do frete
  • Estimar custos de frete em rodovias não pavimentadas
  • Estimar custos do transporte, segundo o tipo de carga
  • Definir valores de desgaste do veículo
  • Definir período de carregamento da mercadoria
  • Cobrar, do embarcador ou do cliente, local próprio para carga e descarga
  • Definir horários apropriados para carga e descarga
  • Definir período de descarga da mercadoria
  • Definir custos do veículo parado
  • Definir estadia (tempo concedido para carga e descarga)
L Movimentar cargas volumosas e pesadas (6)
  • Manusear cargas por meio de empilhadeira
  • Definir ponto de equilíbrio da carga
  • Elevar cargas
  • Centralizar cargas
  • Dimensionar peso da carga
  • Distribuir o peso em partes iguais
Z Demonstrar competências pessoais (19)
  • Desenvolver dirigibilidade para carga viva
  • Demonstrar coerência
  • Manter-se atualizado sobre a legislação de trânsito
  • Cumprir leis de trânsito
  • Tomar cuidados especiais com carga viva transportada
  • Respeitar os limites da sua força física
  • Propor mudanças operacionais
  • Trajar-se adequadamente
  • Demonstrar capacidade de resistência física
  • Demonstrar determinação
  • Ter consciência dos limites da máquina
  • Participar de treinamentos
  • Dominar noções básicas de mecânica
  • Dominar noções básicas de primeiros socorros
  • Dominar noções básicas de condução econômica
  • Prestar serviços com qualidade
  • Demonstrar rapidez de reflexos
  • Demonstrar senso de responsabilidade
  • Dominar funcionamento da máquina

Sinônimos oficiais (13)

CaminhoneiroCaminhoneiro caçambeiroCaminhoneiro carreteiroCaminhoneiro carreteiro (transporte animal)Caminhoneiro de basculanteCaminhoneiro de caminhão basculanteCaminhoneiro de caminhão leveCaminhoneiro de caminhão pipaCaminhoneiro de caminhão-betoneiraCaminhoneiro de caminhão-tanqueCaminhoneiro gaioleiro (gado)Caminhoneiro operador de caminhão-betoneiraCarreteiro (caminhoneiro de caminhão-carreta)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7825-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.740 por mês, considerando as 3.149 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.004 (10% menores) a R$ 3.373 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.157 (RAIS 2024), 15.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.208 admissões contra 3.164 desligamentos, saldo de +44 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional (CNAE 4930202), com 30% das admissões e mediana de R$ 2.920. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)?

7825-05 (família 7825 — Motoristas de veículos de cargas em geral). A CBO reconhece também os títulos: Caminhoneiro, Caminhoneiro caçambeiro, Caminhoneiro carreteiro, Caminhoneiro carreteiro (transporte animal), Caminhoneiro de basculante, Caminhoneiro de caminhão basculante, Caminhoneiro de caminhão leve, Caminhoneiro de caminhão pipa, entre outros — todos usam o mesmo código 7825-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7825: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de ensino fundamental e requer em cursos básicos de qualificação. O exercício pleno da atividade profissional se dá após o período de um a dois anos de experiência. Para a atuação é requerida supervisão permanente, exceto aos caminhoneiros autônomos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de caminhoneiro autônomo (rotas regionais e internacionais)?

A taxa é de 17,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (12,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S52.5 — fratura da extremidade distal do rádio. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7825-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7825-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7825-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4930202), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (22 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7825:

  • Arst Transportes e Empreendimentos
  • Bti Brasil Transporte Intermodal Ltda.
  • Federação Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral (Fretabens)
  • Sindicato de Guincheiros Removedores de Veículos do Estado de São Paulo (Sindoge-SP)
  • Sindicato dos Operadores de Empilhadeiras do Porto de Santos
  • Sindicato dos Operadores de Guindaste e Empilhadeiras do Porto de Santos.
  • Sindicato Nacional dos Cegonheiros, Santo André (SP)
  • Somix Engenharia de Concreto Ltda.
  • Transportadora Americana Ltda.
  • União Resgate e Locações S/C Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • Enlonar: termo usado para envolver a carga com lona.
  • GPS: Global Positioning System ou Gerenciamento de Posicionamento por Satélite.
  • Manifesto: inventário de cargas.
  • MOP: Movimentação de Cargas Perigosas - Certificado obrigatório.
  • Munk: guindaste acoplado ao caminhão com função de carregar e descarregar o caminhão.
  • Patolar: descer pés de apoio para equilibrar o guincho na remoção.
  • Sider: tipo de carroceria de caminhão que tem lonas retráteis em suas laterais.
  • Sistema bottom load: sistema pneumático no qual as mangueiras ficam por baixo do caminhão de um sistema automático para carregar combustível.
  • Sistema top-load: sistema pneumático no qual as mangueiras ficam acima do cami- nhão de um sistema automático de carregar.
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