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CBO 2002 Família 7165 R$ 2.197 na admissão -21 postos em 12 meses 48 atividades

CBO 7165-05 — Assoalhador

O código 7165-05 identifica a ocupação assoalhador na CBO 2002, dentro da família 7165 — Aplicadores de revestimentos cerâmicos, pastilhas, pedras e madeiras. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um assoalhador

Planejam o trabalho e preparam o local de trabalho. Estabelecem os pontos de referência dos revestimentos e executam revestimentos em paredes, pavimentos, muros e outras partes de edificações com ladrilhos, pastilhas, mármores, granitos, ardósia ou material similar, tacos e tábuas de madeira. Fazem polimento e lustram revestimentos.

Descrição oficial da família 7165 — Aplicadores de revestimentos cerâmicos, pastilhas, pedras e madeiras, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam no ramo da construção civil, geralmente trabalhando por conta própria. Realizam o trabalho de forma indivudual, sob supervisão de mestres ou encarregados de obras. Trabalham em posições desconfortáveis, em horários diurnos e em lugares fechados ou abertos. Estão sujeitos a inalação de pó e podem se expor a riscos ao furar e cortar material e trabalhar em grandes alturas.

Recursos de trabalho

Desempenadeira denteada; Lixadeira de centro/canto; Martelo de unha; Martelo (picadeira); Pincel; Serra mármore/disco diamantado; Traçador.

Quanto ganha um assoalhador

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.74010% ganham até R$ 2.197mediana R$ 3.07610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.496

Entrada × quem já está

R$ 2.197 ao ser admitido · R$ 2.496 para quem tem vínculo ativo +13,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de assoalhador foi de R$ 2.197 — metade das 216 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.740 e os 10% de maior, acima de R$ 3.076.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.496, ou seja, 13,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 20 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.197
Por ano (12 salários)R$ 26.364
Por semanaR$ 506
Por hora (44h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.200 100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.501 97,3%
  • Mulheres — R$ 2.156 2,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 2.550
  • Sul 2.136

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

216

Desligamentos

237

Saldo

-21

Rotatividade

48,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+10) saldo negativo · pior: mai/26 (-18)

Em 12 meses houve 216 admissões e 237 desligamentos de assoalhador, o que significa que o mercado formal fechou 21 postos de trabalho no período, com rotatividade de 48,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 26,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 59,5% por dispensa sem justa causa, além de 12,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 26,2%
  • Dispensa sem justa causa 59,5%
  • Fim de contrato 12,2%

Sobre 237 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 2,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 17,3%
  • 1 a 4 empregados 21,9%
  • 5 a 9 empregados 17,9%
  • 10 a 19 empregados 13,8%
  • 20 a 49 empregados 13,3%
  • 50 a 99 empregados 9,7%
  • 100 a 249 empregados 0,5%
  • 500 a 999 empregados 5,1%
  • 1.000 ou mais empregados 0,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata assoalhador

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Aplicação de revestimentos e de resinas em interiores e exteriores 4330405 · 32,9% das admissões 71 44.3h R$ 2.121 R$ 2.388 R$ 2.681 3% 3
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 10,2% das admissões 22 44h — R$ 2.057 — 3% 2
Instalação de portas, janelas, tetos, divisórias e armários embutidos de qualquer material 4330402 · 6,9% das admissões 15 44h — R$ 2.190 — 3% 3
Comércio varejista de materiais de construção não especificados anteriormente 4744005 · 5,6% das admissões 12 44h — R$ 2.058 — 3% 2
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 4,2% das admissões 9 — — — — 3% 1
Serviços de pintura de edifícios em geral 4330404 · 4,2% das admissões 9 — — — — 3% 3
Comércio varejista de madeira e artefatos 4744002 · 3,7% das admissões 8 — — — — 3% 2
Fabricação de outros artigos de carpintaria para construção 1622699 · 3,7% das admissões 8 — — — — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como assoalhador

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 486 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

20 meses

No setor público

0,8%

Em empresa do Simples

57,6%

Sexo

  • Homem 97,1%
  • Mulher 2,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Contrato intermitente3,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 486 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 59,6%
  • Parda 31,5%
  • Preta 8%
  • Amarela 0,9%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 3,5%
  • 5º ano completo 2,1%
  • 6º ao 9º ano 4,9%
  • Fundamental completo 11,9%
  • Médio incompleto 9,5%
  • Médio completo 65,8%
  • Superior incompleto 0,6%
  • Superior completo 1,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 1,9%
  • 5º ano completo 2,8%
  • 6º a 9º ano 4,6%
  • Fundamental completo 6,9%
  • Médio incompleto 11,1%
  • Médio completo 69%
  • Superior incompleto 0,9%
  • Superior completo 2,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 20,4%
  • 5 a 9 empregados 16%
  • 10 a 19 empregados 28,2%
  • 20 a 49 empregados 20,6%
  • 50 a 99 empregados 11,9%
  • 100 a 249 empregados 1,4%
  • 500 a 999 empregados 1,2%
  • 1.000 ou mais empregados 0,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico profissionalizante oferecido por instituições especializadas, com carga horária até duzentas horas/aula. O exercício pleno das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7165.

Qual especialização paga mais na família 7165

Todas as ocupações de aplicadores de revestimentos cerâmicos, pastilhas, pedras e madeiras, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7165-20 Lustrador de piso R$ 2.271 R$ 2.822 1.738
7165-25 Marmorista (construção) R$ 2.293 R$ 2.551 18.494
7165-15 Pastilheiro R$ 2.654 R$ 2.522 853
7165-10 Assentador de revestimentos cerâmicos R$ 2.668 R$ 2.510 9.429
7165-05 Assoalhador (esta página) R$ 2.197 R$ 2.496 486
7165-35 Taqueiro R$ 2.050 R$ 2.238 83
7165-40 Rejuntador de revestimentos R$ 2.181 R$ 2.077 680
7165-30 Mosaísta R$ 2.015 R$ 2.063 151

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7165-05.

B Executar revestimentos com madeira e laminados de madeira (9)
  • •Corrigir defeitos na superfície a ser revestida em madeira
  • •Fixar os granzepes e barrotes
  • •Executar o enchimento de nivelamento dos barrotes e granzepes
  • •Preparar a base para colar tacos e laminados de madeira
  • •Assentar assoalho
  • •Revestir parede com madeira
  • •Providenciar a preparação de argamassa para revestimentos em madeira
  • •Colar tacos e laminados de madeira
  • •Cortar peças de madeira para arremates
C Estabelecer os pontos de referência dos revestimentos (6)
  • •Identificar os pontos de nível do revestimento
  • •Conferir o prumo do revestimento
  • •Conferir o esquadro do revestimento
  • •Identificar gabarito (galga) do revestimento
  • •Conferir a planeza do revestimento (reguar)
  • •Fixar as mestras
D Planejar o trabalho (12)
  • •Ler e interpretar plantas
  • •Especificar materiais
  • •Medir a área de serviço
  • •Calcular quantidade dos materiais
  • •Orçar o serviço
  • •Programar as etapas do serviço
  • •Especificar tipos de ferramentas
  • •Especificar os equipamentos de proteção individual e coletivo
  • •Identificar as características dos materiais
  • •Providenciar suprimento de materiais
  • •Identificar defeitos das etapas anteriores
  • •Estudar a paginação das peças
E Preparar o local do trabalho (6)
  • •Limpar local de trabalho
  • •Organizar local de trabalho
  • •Paginar as peças de revestimento
  • •Estocar materiais
  • •Proteger local do serviço
  • •Verificar condições de uso dos equipamentos
G Lustrar revestimentos de madeira (6)
  • •Raspar a madeira
  • •Lixar a madeira
  • •Calafetar revestimento de madeira
  • •Aplicar resina
  • •Preparar a cera
  • •Encerar madeiras
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual e coletivo
  • •Cumprir normas e procedimentos técnicos do fabricante
  • •Cumprir normas de segurança
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar em alturas
  • •Demonstrar capacidade de organização
  • •Demonstrar atenção a detalhes
  • •Demonstrar destreza manual
  • •Demonstrar capacidade de esmero

Sinônimos oficiais (1)

Colocador de assoalho

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7165-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um assoalhador?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.197 por mês, considerando as 216 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.740 (10% menores) a R$ 3.076 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.496 (RAIS 2024), 13.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando assoalhador?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 216 admissões contra 237 desligamentos, saldo de -21 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata assoalhador?

A atividade econômica que mais contratou foi Aplicação de revestimentos e de resinas em interiores e exteriores (CNAE 4330405), com 32,9% das admissões e mediana de R$ 2.388. A ficha de assoalhador no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de assoalhador?

7165-05 (família 7165 — Aplicadores de revestimentos cerâmicos, pastilhas, pedras e madeiras). A CBO reconhece também os títulos: Colocador de assoalho — todos usam o mesmo código 7165-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser assoalhador?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7165: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico profissionalizante oferecido por instituições especializadas, com carga horária até duzentas horas/aula. O exercício pleno das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7165-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7165-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7165-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4330405), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7165:

  • •Camargo Correa S.A.
  • •Gafisa Construtora Ltda.
  • •Marmoraria Belém Ltda.
  • •Quartzolit Ltda.
  • •R. Yazbek Desenvolvimento Imobiliário Ltda.
  • •Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-rj)
  • •Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sintraconst-rj)
  • •Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Estado de São Paulo
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Emboço: primeira camada de argamassa ou de cal, na parede e que serve de base ao reboco.
  • •Barrote: peça de madeira, com cerca de 17x7cm de seção, na qual se pregam as tábuas de assoalhos e tetos, usadas também em coberturas, armações de sobrelojas, etc.
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