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CBO 2002 Família 2035 R$ 5.506 na admissão +8 postos em 12 meses 68 atividades

CBO 2035-15 — Pesquisador em ciências da educação

O código 2035-15 identifica a ocupação pesquisador em ciências da educação na CBO 2002, dentro da família 2035 — Pesquisadores das ciências sociais e humanas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 12 seções

O que faz um pesquisador em ciências da educação

Formulam objeto de estudo e pesquisa sobre relações humanas e sociais nas áreas das ciências sociais e humanas. Realizam procedimentos para coleta, tratamento, análise de dados e informações e disseminam resultados de pesquisa. Planejam e coordenam atividades de pesquisa. Podem dar aulas.

Descrição oficial da família 2035 — Pesquisadores das ciências sociais e humanas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em uma grande gama de atividades econômicas, dentre as quais os serviços sociais e de saúde, a administração pública, as atividades recreativas, esportivas e culturais, a pesquisa e desenvolvimento, o ensino. Costumam trabalhar em fundações, instituições de pesquisa, universidades e organizações não-governamentais (ONGs), empresas ou instituições federais, estaduais e municipais de planejamento e estatística, como assalariados registrados, estatutários e também como autônomos, prestando serviços. Desenvolvem suas atividades individualmente e em equipes compostas por profissionais com formação em diversas áreas do conhecimento. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 2343 - Professores de arquitetura e urbanismo, engenharia, geofísica e geologia do ensino superior. 2345 - Professores na área de formação pedagógica do ensino superior 2347 - Professores de ciências humanas do ensino superior. 2348 - Professores de ciências econômicas, administrativas e contábeis do ensino superior.

Recursos de trabalho

CD-ROM com arquivos de informações; Computador; Documentos; Gravador; Inter-net; Legislações; Livros e periódicos; Material de expediente; Móveis e utensílios; Programas de computador.

Notas oficiais da CBO

No mercado de trabalho é comum ocorrerem casos de profissionais que exercem concomitantemente, funções de pesquisador e professor universitário. Para a codificação desses casos considerar as atividades principais.

Quanto ganha um pesquisador em ciências da educação

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 3.84810% ganham até R$ 5.506mediana R$ 10.50310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 8.688

Entrada × quem já está

R$ 5.506 ao ser admitido · R$ 8.688 para quem tem vínculo ativo +57,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de pesquisador em ciências da educação foi de R$ 5.506 — metade das 59 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 3.848 e os 10% de maior, acima de R$ 10.503.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 8.688, ou seja, 57,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 33 meses.

Considerando a jornada média de 39.1 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 30,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 5.506
Por ano (12 salários)R$ 66.072
Por semanaR$ 1.267
Por hora (39.1h/sem)R$ 30,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 8.313 25,4%
  • Mulheres — R$ 5.213 74,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 9.738 47,7%
  • Mulheres — R$ 7.625 52,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

67

Desligamentos

59

Saldo

+8

Rotatividade

12,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+11) saldo negativo · pior: fev/26 (-8)

Em 12 meses houve 67 admissões e 59 desligamentos de pesquisador em ciências da educação, o que significa que o mercado formal abriu 8 postos de trabalho no período, com rotatividade de 12,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,5% por dispensa sem justa causa, além de 5,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 39%
  • Dispensa sem justa causa 52,5%
  • Fim de contrato 5,1%

Sobre 59 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 3%
  • Pessoa com deficiência 1,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,9%
  • 1 a 4 empregados 4,8%
  • 5 a 9 empregados 4,8%
  • 10 a 19 empregados 4,8%
  • 20 a 49 empregados 6,3%
  • 50 a 99 empregados 9,5%
  • 100 a 249 empregados 15,9%
  • 250 a 499 empregados 33,3%
  • 500 a 999 empregados 4,8%
  • 1.000 ou mais empregados 7,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata pesquisador em ciências da educação

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de apoio à educação, exceto caixas escolares 8550302 · 17,9% das admissões 12 42.7h — R$ 5.209 — 2% 2
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 17,9% das admissões 12 42h — R$ 7.341 — 2% 1
Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 8599699 · 16,4% das admissões 11 40.4h — R$ 8.320 — 2% 2
Atividades associativas não especificadas anteriormente 9499500 · 6% das admissões 4 — — — — 2% 1
Atividades de condicionamento físico 9313100 · 6% das admissões 4 — — — — 1% 2
Educação superior - graduação e pós graduação 8532500 · 6% das admissões 4 — — — — 1% 2
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 4,5% das admissões 3 — — — — 2% 3
Edição de livros 5811500 · 4,5% das admissões 3 — — — — 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como pesquisador em ciências da educação

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 458 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

33 meses

No setor público

5,9%

Em empresa do Simples

0,9%

Sexo

  • Homem 47,4%
  • Mulher 52,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,6h/sem
  • Pessoas com deficiência2,6%
  • Jornada parcial1,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos79,5%

Sobre os 458 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 74,1%
  • Parda 17%
  • Preta 6,7%
  • Amarela 1,6%
  • Indígena 0,7%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 76,2%
  • Mestrado 13,1%
  • Doutorado 10,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio completo 3%
  • Superior incompleto 3%
  • Superior completo 52,2%
  • Pós-graduação 13,4%
  • Mestrado 14,9%
  • Doutorado 13,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,2%
  • 5 a 9 empregados 2,8%
  • 10 a 19 empregados 3,7%
  • 20 a 49 empregados 4,1%
  • 50 a 99 empregados 8,3%
  • 100 a 249 empregados 42,6%
  • 250 a 499 empregados 22,9%
  • 500 a 999 empregados 9,6%
  • 1.000 ou mais empregados 5,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

As ocupações requerem, para o seu exercício, no mínimo o curso universitário completo e mestrado ou cursos de especialização nas áreas de conhecimento abrangidas nesta família, quais sejam: filosofia, história, psicologia, teologia, sociologia, antropologia, arqueologia, ciências políticas, educação, economia, administração, arquitetura e urbanismo, ciências da informação, comunicação, demografia, direito, museologia, planejamento urbano e regional, serviço social e turismo. É comum o ingresso e a progressão na carreira por intermédio de concursos, no caso de pesquisadores vinculados à área pública. De uma forma geral, considera-se que os titulares das ocupações devam ter desenvolvido suas atividades durante, pelo menos, três a quatro anos, sob supervisão de outros pesquisadores.

Texto oficial do MTE para a família 2035.

Qual especialização paga mais na família 2035

Todas as ocupações de pesquisadores das ciências sociais e humanas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2035-10 Pesquisador em economia R$ 9.575 R$ 29.847 392
2035-05 Pesquisador em ciências sociais e humanas R$ 5.068 R$ 9.588 1.732
2035-15 Pesquisador em ciências da educação (esta página) R$ 5.506 R$ 8.688 458
2035-20 Pesquisador em história R$ 4.863 R$ 6.984 747
2035-25 Pesquisador em psicologia R$ 3.513 R$ 5.577 296

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2035-15.

A Formular objeto de estudo e pesquisa sobre relações humanas e sociais (8)
  • •Revisar bibliografia
  • •Formular problemática de pesquisa
  • •Justificar relevância da pesquisa
  • •Especificar objetivos de pesquisa
  • •Especificar referencial teórico
  • •Formular hipóteses
  • •Especificar metodologia de pesquisa
  • •Especificar resultados esperados de pesquisa
B Proceder ao tratamento, análise de dados e informações de pesquisa em ciências humanas e sociais (10)
  • •Realizar procedimentos de crítica e validação de dados coletados
  • •Selecionar dados e informações
  • •Classificar dados e informações
  • •Organizar dados e informações
  • •Organizar acervos
  • •Analisar dados e informações de fontes primárias e secundárias
  • •Cotejar hipóteses e resultados de pesquisa
  • •Desenvolver métodos e procedimentos de pesquisa
  • •Analisar impactos da pesquisa para sociedade
  • •Formular teorias
C Coletar dados e informações de ciências humanas e sociais (14)
  • •Determinar procedimentos para obtenção de dados primários
  • •Elaborar instrumentos para obtenção de dados primários
  • •Elaborar questionários e roteiros
  • •Pré-testar instrumentos e procedimentos para obtenção de dados primários
  • •Definir amostra
  • •Coletar informações de fontes secundárias
  • •Coletar dados e informações de fontes primárias
  • •Dirigir dinâmicas de grupo
  • •Realizar entrevistas
  • •Coletar depoimentos
  • •Realizar observação participante
  • •Administrar testes pedagógicos e psicológicos
  • •Supervisionar trabalho de campo
  • •Sistematizar dados e informações
D Disseminar resultados de pesquisa (10)
  • •Elaborar instrumento de acesso a acervo
  • •Elaborar relatórios de pesquisa
  • •Elaborar trabalhos científicos
  • •Elaborar boletim informativo
  • •Apresentar resultados de pesquisa em meios de comunicação
  • •Apresentar resultados de pesquisa em encontros e seminários
  • •Fornecer subsídios para formulação de políticas públicas
  • •Restituir resultados aos sujeitos pesquisados
  • •Participar de grupos de estudos e discussão
  • •Emitir parecer sobre trabalhos científiicos
E Planejar atividades de pesquisa sobre relações humanas e sociais (11)
  • •Definir metas de pesquisa
  • •Definir atividades de trabalho
  • •Identificar aspectos éticos e legais para viabilização da pesquisa
  • •Definir recursos humanos e materiais
  • •Definir cronograma físico e financeiro
  • •Orçar custos de pesquisa
  • •Identificar fontes de financiamento de pesquisa
  • •Formatar projeto de pesquisa
  • •Captar recursos financeiros
  • •Planejar avaliação de andamento da pesquisa
  • •Definir forma de divulgação de resultado de pesquisa
F Coordenar atividades de pesquisa (6)
  • •Compatibilizar necessidades materiais aos recursos financeiros
  • •Selecionar equipe de trabalho
  • •Solicitar compra de materiais, contratação de pessoal e de serviços
  • •Treinar equipe de trabalho
  • •Supervisionar cumprimento de atividades de pesquisa
  • •Avaliar andamento de pesquisas
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar capacidade de reflexão
  • •Desenvolver capacidade de análise crítica
  • •Demonstrar alteridade
  • •Evidenciar sensibilidade social
  • •Trabalhar em equipe
  • •Desenvolver expressão escrita
  • •Desenvolver expressão oral
  • •Promover interdisciplinaridade

Perguntas frequentes

Quanto ganha um pesquisador em ciências da educação?

A mediana do salário de admissão é R$ 5.506 por mês, considerando as 59 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 3.848 (10% menores) a R$ 10.503 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 8.688 (RAIS 2024), 57.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando pesquisador em ciências da educação?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 67 admissões contra 59 desligamentos, saldo de +8 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata pesquisador em ciências da educação?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de apoio à educação, exceto caixas escolares (CNAE 8550302), com 17,9% das admissões e mediana de R$ 5.209. A ficha de pesquisador em ciências da educação no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de pesquisador em ciências da educação?

2035-15 (família 2035 — Pesquisadores das ciências sociais e humanas). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser pesquisador em ciências da educação?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2035: As ocupações requerem, para o seu exercício, no mínimo o curso universitário completo e mestrado ou cursos de especialização nas áreas de conhecimento abrangidas nesta família, quais sejam: filosofia, história, psicologia, teologia, sociologia, antropologia, arqueologia, ciências políticas, educação, economia, administração, arquitetura e urbanismo, ciências da informação, comunicação, demografia, direito, museologia, planejamento urbano e regional, serviço social e turismo. É comum o ingresso e a progressão na carreira por intermédio de concursos, no caso de pesquisadores vinculados à área pública. De uma forma geral, considera-se que os titulares das ocupações devam ter desenvolvido suas atividades durante, pelo menos, três a quatro anos, sob supervisão de outros pesquisadores.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2035-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2035-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2035-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8550302), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2035:

  • •Arquivo Público Mineiro
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar)
  • •Centro de Memória do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg)
  • •Fundação João Pinheiro
  • •Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
  • •Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead-face UFMG)
  • •Instituto Félix Guattari
  • •Lúmen Instituto de Pesquisa da Fundação Mariana Resende Costa (Fumarc)
  • •PUC Minas
  • •Museu de História Natural da UFMG
  • •Museu Histórico Abílio Barreto
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •168 Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
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