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CBO 2002 Família 9922 R$ 1.838 na admissão -125 postos em 12 meses 30 atividades

CBO 9922-15 — Operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes

O código 9922-15 identifica a ocupação operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes na CBO 2002, dentro da família 9922 — Trabalhadores operacionais de conservação de vias permanentes (exceto trilhos). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes

Realizam manutenção geral em vias, manejam áreas verdes, tapam buracos, limpam vias permanentes e conservam bueiros e galerias de águas pluviais. Recompõem aterros e recuperam obras de arte. Controlam atividades de conservação e trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 9922 — Trabalhadores operacionais de conservação de vias permanentes (exceto trilhos), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam nos serviços de conservação e manutenção de rodovias, estradas, avenidas e ruas, como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, com super-visão permanente, em ambiente a céu aberto, no período diurno. No desenvolvimento de suas atividades, podem permanecer em posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos à ação de ruído intenso.

Recursos de trabalho

Carriola; Ceifadeira manual; Compactador manual; Enxada; Forca; Gadanho; Motocompactadora; Motosserra; Picareta; Rastelo (de palha e asfalto).

Quanto ganha um operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.66110% ganham até R$ 1.838mediana R$ 2.28010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.946

Entrada × quem já está

R$ 1.838 ao ser admitido · R$ 1.946 para quem tem vínculo ativo +5,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes foi de R$ 1.838 — metade das 3.929 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.661 e os 10% de maior, acima de R$ 2.280.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.946, ou seja, 5,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 15 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.838
Por ano (12 salários)R$ 22.056
Por semanaR$ 423
Por hora (43.9h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.839 98,9%
  • Mulheres — R$ 1.792 1,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.943 97,7%
  • Mulheres — R$ 2.138 2,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.991
  • Nordeste 1.804
  • Sudeste 1.805
  • Sul 1.974
  • Centro-Oeste 1.848

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.111 -224 — R$ 1.781 —
PR 578 +241 — R$ 1.921 —
MG 279 -61 — R$ 1.809 —
MS 201 +16 — R$ 1.834 —
RS 150 +12 — R$ 2.131 —
RJ 133 -41 — R$ 1.866 —
ES 115 -18 — R$ 1.895 —
SC 70 +8 — R$ 1.832 —
BA 53 -9 — R$ 1.828 —
GO 42 +8 — R$ 2.042 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

3.937

Desligamentos

4.062

Saldo

-125

Rotatividade

82,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+103) saldo negativo · pior: out/25 (-175)

Em 12 meses houve 3.937 admissões e 4.062 desligamentos de operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes, o que significa que o mercado formal fechou 125 postos de trabalho no período, com rotatividade de 82,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 35,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,3% por dispensa sem justa causa, além de 12,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 35,1%
  • Dispensa sem justa causa 46,3%
  • Fim de contrato 12,9%

Sobre 4.062 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 14,9%
  • 1 a 4 empregados 1,4%
  • 5 a 9 empregados 1,4%
  • 10 a 19 empregados 3%
  • 20 a 49 empregados 10,6%
  • 50 a 99 empregados 6,6%
  • 100 a 249 empregados 12,2%
  • 250 a 499 empregados 10%
  • 500 a 999 empregados 16,6%
  • 1.000 ou mais empregados 23,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Concessionárias de rodovias, pontes, túneis e serviços relacionados 5221400 · 26,9% das admissões 1.057 44h R$ 1.656 R$ 1.715 R$ 1.791 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 22,5% das admissões 884 43.9h R$ 1.839 R$ 1.958 R$ 2.228 3% 4
Atividades paisagísticas 8130300 · 11,2% das admissões 440 43.9h R$ 1.703 R$ 2.025 R$ 2.078 3% 1
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 4,2% das admissões 167 44h R$ 1.846 R$ 1.986 R$ 2.406 3% 1
Comércio atacadista de sementes, flores, plantas e gramas 4623106 · 3,6% das admissões 142 44h R$ 1.839 R$ 1.878 R$ 2.031 3% 2
Serviços de engenharia 7112000 · 3,4% das admissões 135 44.1h R$ 1.677 R$ 1.765 R$ 1.863 3% 1
Atividades de limpeza não especificadas anteriormente 8129000 · 3,1% das admissões 122 44h R$ 1.629 R$ 1.671 R$ 1.763 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 3% das admissões 118 44.1h R$ 1.630 R$ 1.812 R$ 2.603 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.905 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

15 meses

No setor público

3%

Em empresa do Simples

9%

Sexo

  • Homem 97,5%
  • Mulher 2,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,1%

Sobre os 4.905 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 47,8%
  • Branca 39,5%
  • Preta 11,5%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 2,6%
  • Até o 5º ano incompleto 6,9%
  • 5º ano completo 5,8%
  • 6º ao 9º ano 14,5%
  • Fundamental completo 17,9%
  • Médio incompleto 9,8%
  • Médio completo 41,8%
  • Superior incompleto 0,2%
  • Superior completo 0,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 2,2%
  • Até 5º ano incompleto 4,8%
  • 5º ano completo 3,1%
  • 6º a 9º ano 17,6%
  • Fundamental completo 17,8%
  • Médio incompleto 12%
  • Médio completo 41,8%
  • Superior incompleto 0,2%
  • Superior completo 0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,9%
  • 5 a 9 empregados 1,1%
  • 10 a 19 empregados 2,1%
  • 20 a 49 empregados 6,5%
  • 50 a 99 empregados 7,3%
  • 100 a 249 empregados 11,7%
  • 250 a 499 empregados 13,7%
  • 500 a 999 empregados 21,6%
  • 1.000 ou mais empregados 35,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

79,4

CAT no período

313

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

39 anos

Foram 313 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 79,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 94,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 5,8% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 94,2%
  • Trajeto 5,8%

Parte do corpo atingida

  • Joelho 9,6%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 9,3%
  • Pé (exceto artelhos) 9,3%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 8,9%
  • Articulação do tornozelo 8,6%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 18,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 16,6%
  • Outras lesões, NIC 15,3%
  • Distensão, torção 14,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 13,4%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 20,4%
  • Metal - inclui liga 17,3%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 7%
  • Animal vivo 6,7%
  • Produto mineral não metálico - produto de mineração, escavação, desbarrancamento, etc., como detrito, argila, areia, cascalho, pedra, etc. 6,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 16 5,1% 5.476
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 8 2,6% 3.531
S81 — Ferimento da perna 7 2,2% 644
X23 — Contato com abelhas, vespas e vespões 7 2,2% —
M79.6 — Dor em membro 7 2,2% 517
Y28 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada 6 1,9% 57

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Concessionárias de rodovias, pontes, túneis e serviços relacionados) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 79,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental incompleto (quarta a sétima série). O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 9922.

Qual especialização paga mais na família 9922

Todas as ocupações de trabalhadores operacionais de conservação de vias permanentes (exceto trilhos), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
9922-10 Encarregado de equipe de conservação de vias permanentes (exceto trilhos) R$ 2.710 R$ 3.033 10.904
9922-05 Encarregado geral de operações de conservação de vias permanentes (exceto trilhos) R$ 2.626 R$ 2.998 15.527
9922-20 Pedreiro de conservação de vias permanentes (exceto trilhos) R$ 2.372 R$ 2.625 1.109
9922-25 Auxiliar geral de conservação de vias permanentes (exceto trilhos) R$ 1.740 R$ 1.993 117.616
9922-15 Operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes (esta página) R$ 1.838 R$ 1.946 4.905

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 9922-15.

A Realizar manutenção geral em vias (1)
  • •Realizar conservação de aceiro de cercas
B Trabalhar com segurança (5)
  • •Utilizar equipamentos de proteção invididual (epi)
  • •Utilizar equipamentos de proteção preventiva ao usuário
  • •Utilizar equipamentos apropriados à atividade
  • •Manter características originais dos equipamentos
  • •Realizar revisão preventiva dos maquinários e equipamentos
C Manejar áreas verdes (6)
  • •Roçar áreas verdes das faixas de domínio das vias
  • •Rastelar a massa verde
  • •Retirar massa verde
  • •Capinar a encosta dos córregos
  • •Retirar ervas daninhas
  • •Refilar mato na borda da pista
D Tapar buracos (1)
  • •Identificar, em vias, necessidade de tapar buracos
E Limpar vias permanentes (1)
  • •Remover troncos, galhos e folhas das vias
I Controlar atividades de conservação (1)
  • •Identificar necessidade de compra de material
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • •Demonstrar capacidade de observação
  • •Evidenciar respeito pelo outro
  • •Dar provas de paciência
  • •Demonstrar resistência física e psicológica
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar força de vontade
  • •Demonstrar dedicação
  • •Manifestar compreensão
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar cuidado com sua segurança pessoal
  • •Dar provas de humildade
  • •Demonstrar agilidade
  • •Demonstrar disposição
  • •Demonstrar capacidade de atenção
  • •Dar provas de organização

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.838 por mês, considerando as 3.929 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.661 (10% menores) a R$ 2.280 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.946 (RAIS 2024), 5.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 3.937 admissões contra 4.062 desligamentos, saldo de -125 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes?

A atividade econômica que mais contratou foi Concessionárias de rodovias, pontes, túneis e serviços relacionados (CNAE 5221400), com 26,9% das admissões e mediana de R$ 1.715. A ficha de operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes?

9922-15 (família 9922 — Trabalhadores operacionais de conservação de vias permanentes (exceto trilhos)). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 9922: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental incompleto (quarta a sétima série). O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de ceifadeira na conservação de vias permanentes?

A taxa é de 79,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é joelho (9,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 9922-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 9922-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 9922-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5221400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 9922:

  • •Comercial Agrícola Converde e Prestação de Serviço
  • •Construtora e Comércio Camargo Correa S.A.
  • •Enterga Ambiental S.A.
  • •J. Antonio Vitrais Indústria e Comércio ME.
  • •Laogun
  • •Pmsp Regional - Pinheiros
  • •Prefeitura do Município de São Paulo (Pmsp)
  • •Toyota do Brasil Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •Ministério do Trabalho e Emprego
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