NCM Buscador
CBO 2002 Família 7663 R$ 2.114 na admissão +506 postos em 12 meses 36 atividades

CBO 7663-15 — Operador de acabamento (indústria gráfica)

O código 7663-15 identifica a ocupação operador de acabamento (indústria gráfica) na CBO 2002, dentro da família 7663 — Trabalhadores do acabamento gráfico. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um operador de acabamento (indústria gráfica)

Planejam a execução do serviço, ajustam e operam máquinas de acabamento gráfico e editorial. Preparam matrizes de corte e vinco, fazem gravações à máquina (hot-stamping) e realizam manutenção produtiva dos equipamentos. Trabalham em conformidade com as estritas normas e procedimentos técnicos, de qualidade, segurança, meio ambiente e saúde.

Descrição oficial da família 7663 — Trabalhadores do acabamento gráfico, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias gráficas ou em setores de embalagens e gráficas de empresas industriais, comerciais ou de serviços, inclusive ensino. Organizam-se em equipe, sob supervisão permanente. Trabalham em ambiente fechado, geralmente durante o dia, expostos a materiais tóxicos, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Alceadeira; Grampeadeira; Guilhotina; Máquina de cola; Máquina de colar cartucho; Máquina de corte e vinco; Máquina de costura; Máquina de dobra; Máquina de plastificar; Máquina hot-stamping.

Quanto ganha um operador de acabamento (indústria gráfica)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61610% ganham até R$ 2.114mediana R$ 2.69410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.600

Entrada × quem já está

R$ 2.114 ao ser admitido · R$ 2.600 para quem tem vínculo ativo +23%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de acabamento (indústria gráfica) foi de R$ 2.114 — metade das 10.145 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.616 e os 10% de maior, acima de R$ 2.694.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.600, ou seja, 23% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 31 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.114
Por ano (12 salários)R$ 25.368
Por semanaR$ 487
Por hora (43.6h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.102 58,7%
  • Mulheres — R$ 2.125 41,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.770 61,6%
  • Mulheres — R$ 2.453 38,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.688
  • Nordeste 1.650
  • Sudeste 2.315
  • Sul 2.079
  • Centro-Oeste 1.771

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 4.636 +47 — R$ 2.335 —
PR 1.035 +15 — R$ 1.969 —
SC 931 +45 — R$ 2.158 —
RS 792 -28 — R$ 2.089 —
MG 687 +125 — R$ 1.844 —
RJ 391 +78 — R$ 1.728 —
PE 214 +93 — R$ 1.908 —
CE 192 -1 — R$ 1.651 —
AL 191 +1 — R$ 1.603 —
PB 187 +20 — R$ 1.636 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

10.393

Desligamentos

9.887

Saldo

+506

Rotatividade

44,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+248) saldo negativo · pior: dez/25 (-388)

Em 12 meses houve 10.393 admissões e 9.887 desligamentos de operador de acabamento (indústria gráfica), o que significa que o mercado formal abriu 506 postos de trabalho no período, com rotatividade de 44,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 43,8% por dispensa sem justa causa, além de 20,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 32,2%
  • Dispensa sem justa causa 43,8%
  • Fim de contrato 20,7%
  • Aposentadoria 0,1%

Sobre 9.887 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,2%
  • Contrato intermitente 0,6%
  • Pessoa com deficiência 0,5%
  • Jovem aprendiz 1,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 6,1%
  • 1 a 4 empregados 8,6%
  • 5 a 9 empregados 9,7%
  • 10 a 19 empregados 13%
  • 20 a 49 empregados 15,2%
  • 50 a 99 empregados 13,7%
  • 100 a 249 empregados 17,6%
  • 250 a 499 empregados 9,7%
  • 500 a 999 empregados 4,9%
  • 1.000 ou mais empregados 1,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de acabamento (indústria gráfica)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 14,8% das admissões 1.537 43.9h R$ 1.951 R$ 2.305 R$ 2.365 3% 1
Impressão de material para uso publicitário 1813001 · 13,3% das admissões 1.383 44h R$ 1.662 R$ 1.919 R$ 2.286 3% 3
Impressão de material para outros usos 1813099 · 11,4% das admissões 1.188 44h R$ 1.889 R$ 2.076 R$ 2.388 2% 3
Impressão de livros, revistas e outras publicações periódicas 1811302 · 7,9% das admissões 820 44h R$ 1.962 R$ 2.276 R$ 2.418 3% 3
Fabricação de embalagens de papel 1731100 · 5,1% das admissões 531 44h R$ 1.907 R$ 2.231 R$ 2.359 3% 2
Serviços de acabamentos gráficos, exceto encadernação e plastificação 1822999 · 4,2% das admissões 440 44h R$ 1.819 R$ 2.126 R$ 2.371 — 3
Fabricação de produtos de papel, cartolina, papel cartão e papelão ondulado para uso comercial e de escritório 1741902 · 4,2% das admissões 432 43.9h R$ 2.038 R$ 2.300 R$ 2.369 3% 2
Edição integrada à impressão de livros 5821200 · 3,6% das admissões 377 43.6h R$ 1.990 R$ 2.086 R$ 2.477 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de acabamento (indústria gráfica)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 22.238 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

31 meses

No setor público

0,2%

Em empresa do Simples

40,9%

Sexo

  • Homem 61,5%
  • Mulher 38,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,6%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,1%

Sobre os 22.238 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 53,2%
  • Parda 37,7%
  • Preta 8,2%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 1%
  • 5º ano completo 1,2%
  • 6º ao 9º ano 3,4%
  • Fundamental completo 7,9%
  • Médio incompleto 8%
  • Médio completo 74,6%
  • Superior incompleto 1,7%
  • Superior completo 2,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º a 9º ano 1,9%
  • Fundamental completo 5%
  • Médio incompleto 8,4%
  • Médio completo 79,3%
  • Superior incompleto 2,4%
  • Superior completo 1,8%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 8,2%
  • 5 a 9 empregados 10,4%
  • 10 a 19 empregados 14,2%
  • 20 a 49 empregados 16,3%
  • 50 a 99 empregados 12,4%
  • 100 a 249 empregados 14,1%
  • 250 a 499 empregados 13,9%
  • 500 a 999 empregados 8,8%
  • 1.000 ou mais empregados 1,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de acabamento (indústria gráfica)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

24,6

CAT no período

432

Óbitos comunicados

4

Idade média no acidente

36 anos

Foram 432 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de acabamento (indústria gráfica) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 24,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 78,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 20,4% de trajeto (no deslocamento) e 1,4% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 4 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 78,2%
  • Trajeto 20,4%
  • Doença 1,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 34%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 13,7%
  • Pé (exceto artelhos) 7,2%
  • Joelho 5,3%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 3,7%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 26,6%
  • Fratura 16,9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 15,7%
  • Lesão imediata 12,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9,5%

Agente causador

  • Máquina, NIC 19,7%
  • Motocicleta, motoneta 6%
  • Faca 5,8%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,1%
  • Veículo rodoviário motorizado 4,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 42 9,7% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 22 5,1% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 19 4,4% 1.634
S61 — Ferimento do punho e da mão 19 4,4% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 14 3,2% 24.580
S80.0 — Contusão do joelho 8 1,9% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 24,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso às ocupações requer escolaridade mínima, que varia da quarta à sétima série do ensino fundamental. O operador de guilhotina e o preparador de corte e vinco são qualificados em cursos básicos profissionalizantes de duzentas horas/aula. As demais ocupações são aprendidas na prática. O desempenho pleno das atividades é alcançado com menos de um ano de prática. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7663.

Qual especialização paga mais na família 7663

Todas as ocupações de trabalhadores do acabamento gráfico, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7663-10 Impressor de corte e vinco R$ 2.441 R$ 3.261 6.046
7663-20 Operador de guilhotina (corte de papel) R$ 2.516 R$ 3.185 4.833
7663-25 Preparador de matrizes de corte e vinco R$ 2.182 R$ 3.131 1.008
7663-15 Operador de acabamento (indústria gráfica) (esta página) R$ 2.114 R$ 2.600 22.238
7663-05 Acabador de embalagens (flexíveis e cartotécnicas) R$ 2.186 R$ 2.476 7.087

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7663-15.

A Trabalhar com segurança (7)
  • •Projetar-se utilizando o equipamento de proteção individual
  • •Respeitar area de segurança
  • •Exigir os dispositivos de segurança das máquinas e equipamentos
  • •Manter os dispositivos de segurança das máquinas e equipamentos
  • •Testar os dispositivos de segurança das máquinas e equipamentos
  • •Informar a supervisão dos defeitos dos dispositivos de segurança das máquinas e equipamentos
  • •Sinalizar a área com indicativos de periculosidade e ou equipamento
B Planejar o serviço de acabamento gráfico e editorial (4)
  • •Analisar o produto com base na ordem de serviço e tipo do original
  • •Definir etapas de acabamento
  • •Definir máquinas e equipamentos de acabamento gráfico e editorial
  • •Providenciar material para execução da etapa de acabamento
C Ajustar máquinas e ou equipamentos de acabamento gráfico e editorial (4)
  • •Alimentar a máquina e equipamentos
  • •Realizar prova (teste) do produto
  • •Registrar ocorrências (troca de material, tiragem, desempenho, etc.) Do processo de produção
  • •Controlar fluxo de entrada e saída dos produtos
D Operar máquinas e equípamentos de acabamento gráfico e editorial (2)
  • •Cortar material
  • •Refilar material
G Realizar manutenção de máquinas e equipamentos (6)
  • •Consultar manuais de máquinas e equipamentos
  • •Limpar máquinas e equipamentos
  • •Lubrificar as máquinas e equipamentos
  • •Detectar problemas de funcionamento
  • •Substituir acessórios (correias, facas, etc)
  • •Monitorar o reparo das máquinas e equipamentos
H Controlar qualidade dos produtos (5)
  • •Analisar visualmente o produto
  • •Verificar medidas e legendas do produto
  • •Coletar amostras para análise de qualidade
  • •Corrigir falhas de acabamento
  • •Selecionar aparas e sobras para reciclagem
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • •Demonstrar acuidade visual
  • •Demonstrar acuidade métrica
  • •Demonstrar habilidade motora
  • •Demonstrar meticulosidade
  • •Demonstrar sociablidade
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Demonstrar senso de organização e zelo

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de acabamento (indústria gráfica)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.114 por mês, considerando as 10.145 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.616 (10% menores) a R$ 2.694 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.600 (RAIS 2024), 23% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de acabamento (indústria gráfica)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 10.393 admissões contra 9.887 desligamentos, saldo de +506 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de acabamento (indústria gráfica)?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 14,8% das admissões e mediana de R$ 2.305. A ficha de operador de acabamento (indústria gráfica) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de acabamento (indústria gráfica)?

7663-15 (família 7663 — Trabalhadores do acabamento gráfico). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de acabamento (indústria gráfica)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7663: O acesso às ocupações requer escolaridade mínima, que varia da quarta à sétima série do ensino fundamental. O operador de guilhotina e o preparador de corte e vinco são qualificados em cursos básicos profissionalizantes de duzentas horas/aula. As demais ocupações são aprendidas na prática. O desempenho pleno das atividades é alcançado com menos de um ano de prática. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de acabamento (indústria gráfica)?

A taxa é de 24,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (34% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7663-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7663-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7663-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7663:

  • •Associação da Comunidade Remanescente de Quilombo de Ivaporanduva
  • •Borrelli Gráfica e Editora Ltda.
  • •Casa da Moeda do Brasil
  • •Federação dos Trabalhadores da Indústria Gráfica do Estado do Rio Janeiro
  • •Federação dos Trabalhadores Gráficos do Rio de Janeiro
  • •Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro
  • •Indústria de Cigarro Souza Cruz S.A.
  • •Infoglobo Comunicações Ltda.
  • •Litografia Tucano Ltda.
  • •Sindicato das Indústrias Gráficas do Município do Rio de Janeiro-RJ
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
Voltar ao topo