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CBO 2002 Família 4141 R$ 2.059 na admissão +6.705 postos em 12 meses 29 atividades

CBO 4141-35 — Expedidor de mercadorias

O código 4141-35 identifica a ocupação expedidor de mercadorias na CBO 2002, dentro da família 4141 — Almoxarifes e armazenistas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um expedidor de mercadorias

Recepcionam, conferem e armazenam produtos e materiais em almoxarifados, armazéns, silos e depósitos. Fazem os lançamentos da movimentação de entradas e saídas e controlam os estoques. Distribuem produtos e materiais a serem expedidos. Organizam o almoxarifado para facilitar a movimentação dos itens armazenados e a armazenar.

Descrição oficial da família 4141 — Almoxarifes e armazenistas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam nas mais variadas atividades econômicas onde haja armazenamento e movimentação de mercadorias,tais como indústria, comércio atacadista, construção civil. Trabalham como assalariados, com carteira assinada; organizam-se em equipe sob supervisão permanente, em ambientes fechados, exceto o balanceiro que também trabalha a céu aberto, em estradas. O horário de trabalho pode ser diurno, noturno ou em rodízio de turnos. Há situações em que os armazenistas trabalham confinados e os balanceiros com movimentação de cargas, expostos a ruído intenso, fumaça e baixas temperaturas.

Recursos de trabalho

Calculadora; Computador e impressora; Empilhadeira, paletes, paleteira, transpaleteira; EP (luvas, guarda-pó, capacete, botina, máscara); Scaner; Fax, telefone, rádio frequência; Lápis, caneta, pincéis, material de escritório; Máquina de datilografia, máquina de xerox; Paquímetro, trena e balança; Seladora, embalagem, grampeador, furador.

Quanto ganha um expedidor de mercadorias

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.67410% ganham até R$ 2.059mediana R$ 2.52210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.385

Entrada × quem já está

R$ 2.059 ao ser admitido · R$ 2.385 para quem tem vínculo ativo +15,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de expedidor de mercadorias foi de R$ 2.059 — metade das 84.284 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.674 e os 10% de maior, acima de R$ 2.522.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.385, ou seja, 15,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 15 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.059
Por ano (12 salários)R$ 24.708
Por semanaR$ 474
Por hora (43.6h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.072 77,6%
  • Mulheres — R$ 2.039 22,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.431 79,7%
  • Mulheres — R$ 2.230 20,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.692
  • Nordeste 1.673
  • Sudeste 2.099
  • Sul 2.142
  • Centro-Oeste 1.856

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 37.740 +2.157 — R$ 2.155 —
SC 10.702 +741 — R$ 2.197 —
MG 8.214 +688 — R$ 1.833 —
PR 7.541 +859 — R$ 2.107 —
RS 4.961 +164 — R$ 2.054 —
RJ 2.987 +273 — R$ 1.784 —
GO 2.534 +215 — R$ 1.811 —
ES 2.214 +290 — R$ 1.842 —
BA 1.769 +277 — R$ 1.668 —
PE 1.394 +249 — R$ 1.715 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

86.987

Desligamentos

80.282

Saldo

+6.705

Rotatividade

82,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+1.491) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.543)

Em 12 meses houve 86.987 admissões e 80.282 desligamentos de expedidor de mercadorias, o que significa que o mercado formal abriu 6.705 postos de trabalho no período, com rotatividade de 82,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 35,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 39% por dispensa sem justa causa, além de 21,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 35,3%
  • Dispensa sem justa causa 39%
  • Fim de contrato 21,3%

Sobre 80.282 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,3% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,1%
  • 1 a 4 empregados 5,5%
  • 5 a 9 empregados 6,6%
  • 10 a 19 empregados 9,8%
  • 20 a 49 empregados 17,1%
  • 50 a 99 empregados 13,1%
  • 100 a 249 empregados 14,1%
  • 250 a 499 empregados 10,2%
  • 500 a 999 empregados 7,1%
  • 1.000 ou mais empregados 9,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata expedidor de mercadorias

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 9,5% das admissões 8.241 44h R$ 2.013 R$ 2.079 R$ 2.239 3% 1
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 4,6% das admissões 3.997 44.1h R$ 1.804 R$ 2.036 R$ 2.340 3% 3
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 3,3% das admissões 2.832 44h R$ 1.851 R$ 2.088 R$ 2.325 3% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,3% das admissões 2.017 44h R$ 1.734 R$ 1.899 R$ 2.175 2% 1
Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral 4639701 · 1,7% das admissões 1.520 43.8h R$ 1.799 R$ 2.088 R$ 2.260 3% 2
Organização logística do transporte de carga 5250804 · 1,7% das admissões 1.456 44h R$ 1.915 R$ 1.986 R$ 2.145 3% 3
Armazéns gerais - emissão de warrant 5211701 · 1,7% das admissões 1.447 44h R$ 1.751 R$ 1.971 R$ 2.172 3% 3
Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 1,5% das admissões 1.321 43.8h R$ 1.829 R$ 2.038 R$ 2.184 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como expedidor de mercadorias

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 97.048 vínculos

Idade mediana

30 anos

Tempo de casa

15 meses

Em empresa do Simples

28,3%

Sexo

  • Homem 79,7%
  • Mulher 20,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência1,5%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 97.048 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 47,5%
  • Parda 41,7%
  • Preta 9,9%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 1%
  • 5º ano completo 0,9%
  • 6º ao 9º ano 3,6%
  • Fundamental completo 6,4%
  • Médio incompleto 9%
  • Médio completo 72,1%
  • Superior incompleto 3%
  • Superior completo 3,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 0,7%
  • 5º ano completo 0,7%
  • 6º a 9º ano 2,9%
  • Fundamental completo 5,3%
  • Médio incompleto 9,2%
  • Médio completo 74,9%
  • Superior incompleto 3%
  • Superior completo 2,9%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 5,2%
  • 5 a 9 empregados 7,1%
  • 10 a 19 empregados 11,6%
  • 20 a 49 empregados 19,9%
  • 50 a 99 empregados 15,8%
  • 100 a 249 empregados 16,2%
  • 250 a 499 empregados 10,3%
  • 500 a 999 empregados 7,1%
  • 1.000 ou mais empregados 6,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de expedidor de mercadorias

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

36,1

CAT no período

2.763

Óbitos comunicados

3

Idade média no acidente

31 anos

Foram 2.763 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo expedidor de mercadorias nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 36,1 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 72% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 27,5% de trajeto (no deslocamento) e 0,5% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 3 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 72%
  • Trajeto 27,5%
  • Doença 0,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 16,6%
  • Pé (exceto artelhos) 14,6%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7%
  • Partes múltiplas 6,7%
  • Joelho 6,4%

Natureza da lesão

  • Fratura 16%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 15,8%
  • Lesão imediata 15,1%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 14,4%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 11,6%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 9,9%
  • Metal - inclui liga 8%
  • Veículo rodoviário motorizado 5,7%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,6%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 4,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 111 4% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 82 3% 5.476
S62.6 — Fratura de outros dedos 68 2,5% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 63 2,3% 3.531
S80.0 — Contusão do joelho 54 2% 1.225
S90.0 — Contusão do tornozelo 54 2% 1.188

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 36,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se formação equivalente ao nível médio completo e curso básico de qualificação de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre após um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 4141.

Qual especialização paga mais na família 4141

Todas as ocupações de almoxarifes e armazenistas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4141-15 Balanceiro R$ 2.079 R$ 2.709 24.933
4141-05 Almoxarife R$ 2.047 R$ 2.397 418.474
4141-20 Conferente mercadoria (exceto carga e descarga) R$ 2.113 R$ 2.396 42.787
4141-35 Expedidor de mercadorias (esta página) R$ 2.059 R$ 2.385 97.048
4141-10 Armazenista R$ 1.918 R$ 2.057 198.773
4141-40 Auxiliar de logistica R$ 2.028 R$ 2.032 326.762
4141-25 Estoquista R$ 1.928 R$ 2.009 173.984

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4141-35.

A Recepcionar produtos (1)
  • •Descarregar produtos
B Conferir produtos e materiais (3)
  • •Conferir quantidades
  • •Conferir marcas dos produtos
  • •Liberar o transportador
E Preparar mercadorias/produtos para distribuição (3)
  • •Separar mercadorias/produtos por destinatário
  • •Contar volumes na distribuição
  • •Consultar código da mercadoria/produto
G Organizar local de armazenagem (4)
  • •Ordenar paletes, contêineres e equipamentos
  • •Unitizar carga (strech, fitilho,..)
  • •Colocar caixas vazias em gaiolas
  • •Limpar o local de armazenamento e equipamentos
Z Demonstrar competências pessoais (18)
  • •Demonstrar organização
  • •Comunicar-se com facilidade
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar agilidade
  • •Demonstrar disciplina
  • •Tomar decisões
  • •Utilizar epi
  • •Ouvir atentamente (saber ouvir)
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar dedicação
  • •Demonstrar liderança
  • •Manter-se dinâmico
  • •Demonstrar resistência física
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar auto controle
  • •Demonstrar capacidade de observação
  • •Demonstrar capacidade de concentração

Sinônimos oficiais (2)

Auxiliar de expediçãoEncarregado de expedição

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4141-35 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um expedidor de mercadorias?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.059 por mês, considerando as 84.284 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.674 (10% menores) a R$ 2.522 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.385 (RAIS 2024), 15.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando expedidor de mercadorias?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 86.987 admissões contra 80.282 desligamentos, saldo de +6.705 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata expedidor de mercadorias?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 9,5% das admissões e mediana de R$ 2.079. A ficha de expedidor de mercadorias no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de expedidor de mercadorias?

4141-35 (família 4141 — Almoxarifes e armazenistas). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de expedição, Encarregado de expedição — todos usam o mesmo código 4141-35. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser expedidor de mercadorias?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4141: Para o exercício dessas ocupações requer-se formação equivalente ao nível médio completo e curso básico de qualificação de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre após um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de expedidor de mercadorias?

A taxa é de 36,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (16,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4141-35?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4141-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4141-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4141:

  • •Belocap Produtos Capilares Ltda.
  • •Bf Utilidades Domésticas Ltda.
  • •Cbpo Engenharia
  • •Cdsp Lojas Americanas
  • •Construtora e Comércio Camargo Correa S.A.
  • •Cooperativa Agropecuária Mourãoense Ltda. (Coamo) de Meo Comércio e Importação Ltda.
  • •Diefra Engenharia e Consultoria Ltda.
  • •Engenharia Brasileira de Construção S.A. (Ebec)
  • •Expambox Indústria de Mobiliário Ltda.
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-USP)
  • •Grupo Cr Almeida
  • •Lojas Americanas S.A.
  • •Martins Comércio e Serviços de Distribuição S.A.
  • •Sadia S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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