CBO 4141-15 — Balanceiro
O código 4141-15 identifica a ocupação balanceiro na CBO 2002, dentro da família 4141 — Almoxarifes e armazenistas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um balanceiro
Recepcionam, conferem e armazenam produtos e materiais em almoxarifados, armazéns, silos e depósitos. Fazem os lançamentos da movimentação de entradas e saídas e controlam os estoques. Distribuem produtos e materiais a serem expedidos. Organizam o almoxarifado para facilitar a movimentação dos itens armazenados e a armazenar.
Descrição oficial da família 4141 — Almoxarifes e armazenistas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam nas mais variadas atividades econômicas onde haja armazenamento e movimentação de mercadorias,tais como indústria, comércio atacadista, construção civil. Trabalham como assalariados, com carteira assinada; organizam-se em equipe sob supervisão permanente, em ambientes fechados, exceto o balanceiro que também trabalha a céu aberto, em estradas. O horário de trabalho pode ser diurno, noturno ou em rodízio de turnos. Há situações em que os armazenistas trabalham confinados e os balanceiros com movimentação de cargas, expostos a ruído intenso, fumaça e baixas temperaturas.
Recursos de trabalho
Calculadora; Computador e impressora; Empilhadeira, paletes, paleteira, transpaleteira; EP (luvas, guarda-pó, capacete, botina, máscara); Scaner; Fax, telefone, rádio frequência; Lápis, caneta, pincéis, material de escritório; Máquina de datilografia, máquina de xerox; Paquímetro, trena e balança; Seladora, embalagem, grampeador, furador.
Quanto ganha um balanceiro
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.709
Entrada × quem já está
R$ 2.064 ao ser admitido · R$ 2.709 para quem tem vínculo ativo +31,3%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de balanceiro foi de R$ 2.064 — metade das 8.497 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.654 e os 10% de maior, acima de R$ 2.755.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.709, ou seja, 31,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 32 meses.
Considerando a jornada média de 41.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.064 |
| Por ano (12 salários) | R$ 24.768 |
| Por semana | R$ 475 |
| Por hora (41.9h/sem) | R$ 11,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 2.801 | -472 | — | R$ 2.167 | — |
| PR | 1.443 | -89 | — | R$ 2.079 | — |
| MG | 1.173 | -64 | — | R$ 1.933 | — |
| RS | 588 | -154 | — | R$ 2.181 | — |
| MT | 529 | -30 | — | R$ 2.528 | — |
| GO | 473 | -62 | — | R$ 2.220 | — |
| SC | 446 | -431 | — | R$ 2.418 | — |
| RJ | 384 | -64 | — | R$ 1.864 | — |
| PA | 321 | -22 | — | R$ 1.922 | — |
| MS | 308 | -161 | — | R$ 2.371 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
10.041
Desligamentos
11.589
Saldo
-1.548
Rotatividade
46,5%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 10.041 admissões e 11.589 desligamentos de balanceiro, o que significa que o mercado formal fechou 1.548 postos de trabalho no período, com rotatividade de 46,5% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 33% foram a pedido do próprio trabalhador e 42,9% por dispensa sem justa causa, além de 19,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 11.589 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata balanceiro
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Locação de mão de obra temporária 7820500 · 12% das admissões | 1.200 | 44.1h | R$ 1.970 | R$ 2.055 | R$ 2.288 | 3% | 1 |
| Atividades auxiliares dos transportes aéreos, exceto operação dos aeroportos e campos de aterrissagem 5240199 · 10,8% das admissões | 1.084 | 42.1h | — | R$ 2.059 | — | 3% | 3 |
| Frigorífico - abate de bovinos 1011201 · 4,9% das admissões | 494 | 44.9h | R$ 2.018 | R$ 2.312 | R$ 2.594 | 3% | 3 |
| Serviços de engenharia 7112000 · 3,7% das admissões | 372 | 43.8h | R$ 1.636 | R$ 1.708 | R$ 1.891 | 3% | 1 |
| Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 3,4% das admissões | 340 | 44h | R$ 1.831 | R$ 2.044 | R$ 2.173 | 3% | 3 |
| Fabricação de álcool 1931400 · 2,4% das admissões | 236 | 44.1h | R$ 1.869 | R$ 2.021 | R$ 2.189 | 3% | 3 |
| Fabricação de alimentos para animais 1066000 · 2% das admissões | 200 | 44h | R$ 2.297 | R$ 2.530 | R$ 2.579 | 3% | 3 |
| Comércio atacadista de matérias primas agrícolas não especificadas anteriormente 4623199 · 2% das admissões | 198 | 44h | R$ 2.008 | R$ 2.267 | R$ 2.544 | 3% | 2 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como balanceiro
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 24.933 vínculos
Idade mediana
32 anos
Tempo de casa
32 meses
No setor público
0,3%
Em empresa do Simples
7,6%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,2h/sem
- Pessoas com deficiência2,7%
- Jornada parcial0,8%
- Contrato intermitente0,3%
- Em entidade sem fins lucrativos0,6%
Sobre os 24.933 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de balanceiro
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
21,8
CAT no período
432
Óbitos comunicados
1
Idade média no acidente
32 anos
Foram 432 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo balanceiro nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 21,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 68,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 30,3% de trajeto (no deslocamento) e 1,4% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 32 | 7,4% | 3.531 |
| S61 — Ferimento do punho e da mão | 10 | 2,3% | 3.531 |
| S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha | 9 | 2,1% | 1.634 |
| S80.0 — Contusão do joelho | 9 | 2,1% | 1.225 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 9 | 2,1% | 24.580 |
| Z00.0 — Exame médico geral | 8 | 1,9% | 19 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 21,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o exercício dessas ocupações requer-se formação equivalente ao nível médio completo e curso básico de qualificação de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre após um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 4141.
Qual especialização paga mais na família 4141
Todas as ocupações de almoxarifes e armazenistas, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 4141-15 | Balanceiro (esta página) | R$ 2.064 | R$ 2.709 | 24.933 |
| 4141-05 | Almoxarife | R$ 2.032 | R$ 2.397 | 418.474 |
| 4141-20 | Conferente mercadoria (exceto carga e descarga) | R$ 2.103 | R$ 2.396 | 42.787 |
| 4141-35 | Expedidor de mercadorias | R$ 2.046 | R$ 2.385 | 97.048 |
| 4141-10 | Armazenista | R$ 1.906 | R$ 2.057 | 198.773 |
| 4141-40 | Auxiliar de logistica | R$ 2.025 | R$ 2.032 | 326.762 |
| 4141-25 | Estoquista | R$ 1.916 | R$ 2.009 | 173.984 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4141-15.
A Recepcionar produtos (1)
- •Pesar produto
B Conferir produtos e materiais (5)
- •Emitir tiquetes de pesagem
- •Conferir a distribuição do peso das cargas por eixo
- •Orientar os transportadores sobre as regras de distribuição de cargas nos veículos
- •Limitar peso de veículos conforme exigências legais
- •Liberar o transportador
C Registrar dados no sistema (3)
- •Cadastrar produtos no sistema
- •Codificar notas
- •Enviar documentos fiscais para o setor contábil
D Armazenar produtos e materiais (1)
- •Colocar produtos em prateleiras, porta paletes, drivers, blocagem, gaiolas etc..
E Preparar mercadorias/produtos para distribuição (3)
- •Distribuir peso da carga de acordo com limite legal de cada veículo
- •Verificar cargas com autorização especial de trânsito
- •Remeter correspondência dos volumes
F Controlar estoque (2)
- •Controlar distribuição de alimentos com risco de contaminação
- •Controlar produtos congelados em câmaras frias
G Organizar local de armazenagem (1)
- •Sinalizar áreas de risco
Z Demonstrar competências pessoais (18)
- •Demonstrar organização
- •Comunicar-se com facilidade
- •Demonstrar criatividade
- •Demonstrar agilidade
- •Demonstrar disciplina
- •Tomar decisões
- •Utilizar epi
- •Ouvir atentamente (saber ouvir)
- •Demonstrar iniciativa
- •Demonstrar dedicação
- •Demonstrar liderança
- •Manter-se dinâmico
- •Demonstrar resistência física
- •Demonstrar responsabilidade
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar auto controle
- •Demonstrar capacidade de observação
- •Demonstrar capacidade de concentração
Sinônimos oficiais (5)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4141-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um balanceiro?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.064 por mês, considerando as 8.497 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.654 (10% menores) a R$ 2.755 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.709 (RAIS 2024), 31.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando balanceiro?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 10.041 admissões contra 11.589 desligamentos, saldo de -1.548 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata balanceiro?
A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 12% das admissões e mediana de R$ 2.055. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de balanceiro?
4141-15 (família 4141 — Almoxarifes e armazenistas). A CBO reconhece também os títulos: Encarregado de pesagem, Fiscal de balanças, Operador de balanças rodoviárias, Operador de pesagem de matéria prima, Pesador — todos usam o mesmo código 4141-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser balanceiro?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4141: Para o exercício dessas ocupações requer-se formação equivalente ao nível médio completo e curso básico de qualificação de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre após um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de balanceiro?
A taxa é de 21,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (20,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 4141-15?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 4141-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4141-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4141:
- •Belocap Produtos Capilares Ltda.
- •Bf Utilidades Domésticas Ltda.
- •Cbpo Engenharia
- •Cdsp Lojas Americanas
- •Construtora e Comércio Camargo Correa S.A.
- •Cooperativa Agropecuária Mourãoense Ltda. (Coamo) de Meo Comércio e Importação Ltda.
- •Diefra Engenharia e Consultoria Ltda.
- •Engenharia Brasileira de Construção S.A. (Ebec)
- •Expambox Indústria de Mobiliário Ltda.
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-USP)
- •Grupo Cr Almeida
- •Lojas Americanas S.A.
- •Martins Comércio e Serviços de Distribuição S.A.
- •Sadia S.A.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP