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CBO 2002 Família 4141 R$ 2.079 na admissão -1.617 postos em 12 meses 34 atividades

CBO 4141-15 — Balanceiro

O código 4141-15 identifica a ocupação balanceiro na CBO 2002, dentro da família 4141 — Almoxarifes e armazenistas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um balanceiro

Recepcionam, conferem e armazenam produtos e materiais em almoxarifados, armazéns, silos e depósitos. Fazem os lançamentos da movimentação de entradas e saídas e controlam os estoques. Distribuem produtos e materiais a serem expedidos. Organizam o almoxarifado para facilitar a movimentação dos itens armazenados e a armazenar.

Descrição oficial da família 4141 — Almoxarifes e armazenistas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam nas mais variadas atividades econômicas onde haja armazenamento e movimentação de mercadorias,tais como indústria, comércio atacadista, construção civil. Trabalham como assalariados, com carteira assinada; organizam-se em equipe sob supervisão permanente, em ambientes fechados, exceto o balanceiro que também trabalha a céu aberto, em estradas. O horário de trabalho pode ser diurno, noturno ou em rodízio de turnos. Há situações em que os armazenistas trabalham confinados e os balanceiros com movimentação de cargas, expostos a ruído intenso, fumaça e baixas temperaturas.

Recursos de trabalho

Calculadora; Computador e impressora; Empilhadeira, paletes, paleteira, transpaleteira; EP (luvas, guarda-pó, capacete, botina, máscara); Scaner; Fax, telefone, rádio frequência; Lápis, caneta, pincéis, material de escritório; Máquina de datilografia, máquina de xerox; Paquímetro, trena e balança; Seladora, embalagem, grampeador, furador.

Quanto ganha um balanceiro

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.65710% ganham até R$ 2.079mediana R$ 2.75910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.709

Entrada × quem já está

R$ 2.079 ao ser admitido · R$ 2.709 para quem tem vínculo ativo +30,3%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de balanceiro foi de R$ 2.079 — metade das 8.585 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.657 e os 10% de maior, acima de R$ 2.759.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.709, ou seja, 30,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 32 meses.

Considerando a jornada média de 42.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.079
Por ano (12 salários)R$ 24.948
Por semanaR$ 478
Por hora (42.2h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.136 67,9%
  • Mulheres — R$ 2.041 32,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.771 73,3%
  • Mulheres — R$ 2.592 26,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.945
  • Nordeste 1.727
  • Sudeste 2.090
  • Sul 2.145
  • Centro-Oeste 2.332

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.796 -409 — R$ 2.188 —
PR 1.480 -49 — R$ 2.088 —
MG 1.178 -98 — R$ 1.920 —
RS 583 -157 — R$ 2.185 —
MT 510 -48 — R$ 2.534 —
GO 477 -58 — R$ 2.235 —
SC 444 -439 — R$ 2.432 —
RJ 353 -90 — R$ 1.873 —
PA 326 -19 — R$ 1.924 —
MS 294 -168 — R$ 2.340 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

9.961

Desligamentos

11.578

Saldo

-1.617

Rotatividade

46,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+177) saldo negativo · pior: dez/25 (-418)

Em 12 meses houve 9.961 admissões e 11.578 desligamentos de balanceiro, o que significa que o mercado formal fechou 1.617 postos de trabalho no período, com rotatividade de 46,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 33,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 43% por dispensa sem justa causa, além de 19,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 33,3%
  • Dispensa sem justa causa 43%
  • Fim de contrato 19,2%

Sobre 11.578 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,3% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 5,3%
  • 1 a 4 empregados 3,3%
  • 5 a 9 empregados 4%
  • 10 a 19 empregados 6,4%
  • 20 a 49 empregados 12,2%
  • 50 a 99 empregados 10,6%
  • 100 a 249 empregados 13,6%
  • 250 a 499 empregados 12,5%
  • 500 a 999 empregados 15,4%
  • 1.000 ou mais empregados 16,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata balanceiro

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 12,6% das admissões 1.259 44.1h R$ 1.983 R$ 2.062 R$ 2.300 3% 1
Atividades auxiliares dos transportes aéreos, exceto operação dos aeroportos e campos de aterrissagem 5240199 · 9,2% das admissões 916 42h — R$ 1.232 — 3% 3
Frigorífico - abate de bovinos 1011201 · 4,8% das admissões 478 44.9h R$ 2.014 R$ 2.313 R$ 2.589 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 3,9% das admissões 384 43.8h R$ 1.636 R$ 1.698 R$ 1.888 3% 1
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 3,3% das admissões 333 44h R$ 1.832 R$ 2.049 R$ 2.179 3% 3
Fabricação de álcool 1931400 · 2,5% das admissões 245 44.1h R$ 1.865 R$ 2.035 R$ 2.203 3% 3
Fabricação de alimentos para animais 1066000 · 2% das admissões 200 44h R$ 2.330 R$ 2.533 R$ 2.583 3% 3
Comércio atacadista de matérias primas agrícolas não especificadas anteriormente 4623199 · 2% das admissões 198 44h R$ 1.986 R$ 2.258 R$ 2.538 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como balanceiro

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 24.933 vínculos

Idade mediana

32 anos

Tempo de casa

32 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

7,6%

Sexo

  • Mulher 26,9%
  • Homem 73,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência2,7%
  • Jornada parcial0,8%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,6%

Sobre os 24.933 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 45,3%
  • Branca 44,9%
  • Preta 8,6%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,4%
  • Até o 5º ano incompleto 1,9%
  • 5º ano completo 1,7%
  • 6º ao 9º ano 5,1%
  • Fundamental completo 7,6%
  • Médio incompleto 8,9%
  • Médio completo 66%
  • Superior incompleto 3,4%
  • Superior completo 5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,4%
  • Até 5º ano incompleto 1,5%
  • 5º ano completo 0,6%
  • 6º a 9º ano 2,8%
  • Fundamental completo 4,7%
  • Médio incompleto 6%
  • Médio completo 73,7%
  • Superior incompleto 4,6%
  • Superior completo 5,3%
  • Pós-graduação 0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1,6%
  • 5 a 9 empregados 3,1%
  • 10 a 19 empregados 6,1%
  • 20 a 49 empregados 9,9%
  • 50 a 99 empregados 9,2%
  • 100 a 249 empregados 14,7%
  • 250 a 499 empregados 12,7%
  • 500 a 999 empregados 13,3%
  • 1.000 ou mais empregados 29,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de balanceiro

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

21,8

CAT no período

432

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

32 anos

Foram 432 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo balanceiro nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 21,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 68,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 30,3% de trajeto (no deslocamento) e 1,4% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 68,3%
  • Trajeto 30,3%
  • Doença 1,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 20,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 9,3%
  • Joelho 7,9%
  • Pé (exceto artelhos) 6,7%
  • Partes múltiplas 5,1%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 22,2%
  • Fratura 16%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 13,9%
  • Lesão imediata 10,6%
  • Distensão, torção 8,1%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 10%
  • Faca 9,5%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,7%
  • Veículo rodoviário motorizado 5,8%
  • Metal - inclui liga 4,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 32 7,4% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 10 2,3% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 9 2,1% 1.634
S80.0 — Contusão do joelho 9 2,1% 1.225
S62.6 — Fratura de outros dedos 9 2,1% 24.580
Z00.0 — Exame médico geral 8 1,9% 19

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 21,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se formação equivalente ao nível médio completo e curso básico de qualificação de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre após um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 4141.

Qual especialização paga mais na família 4141

Todas as ocupações de almoxarifes e armazenistas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4141-15 Balanceiro (esta página) R$ 2.079 R$ 2.709 24.933
4141-05 Almoxarife R$ 2.047 R$ 2.397 418.474
4141-20 Conferente mercadoria (exceto carga e descarga) R$ 2.113 R$ 2.396 42.787
4141-35 Expedidor de mercadorias R$ 2.059 R$ 2.385 97.048
4141-10 Armazenista R$ 1.918 R$ 2.057 198.773
4141-40 Auxiliar de logistica R$ 2.028 R$ 2.032 326.762
4141-25 Estoquista R$ 1.928 R$ 2.009 173.984

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4141-15.

A Recepcionar produtos (1)
  • •Pesar produto
B Conferir produtos e materiais (5)
  • •Emitir tiquetes de pesagem
  • •Conferir a distribuição do peso das cargas por eixo
  • •Orientar os transportadores sobre as regras de distribuição de cargas nos veículos
  • •Limitar peso de veículos conforme exigências legais
  • •Liberar o transportador
C Registrar dados no sistema (3)
  • •Cadastrar produtos no sistema
  • •Codificar notas
  • •Enviar documentos fiscais para o setor contábil
D Armazenar produtos e materiais (1)
  • •Colocar produtos em prateleiras, porta paletes, drivers, blocagem, gaiolas etc..
E Preparar mercadorias/produtos para distribuição (3)
  • •Distribuir peso da carga de acordo com limite legal de cada veículo
  • •Verificar cargas com autorização especial de trânsito
  • •Remeter correspondência dos volumes
F Controlar estoque (2)
  • •Controlar distribuição de alimentos com risco de contaminação
  • •Controlar produtos congelados em câmaras frias
G Organizar local de armazenagem (1)
  • •Sinalizar áreas de risco
Z Demonstrar competências pessoais (18)
  • •Demonstrar organização
  • •Comunicar-se com facilidade
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar agilidade
  • •Demonstrar disciplina
  • •Tomar decisões
  • •Utilizar epi
  • •Ouvir atentamente (saber ouvir)
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar dedicação
  • •Demonstrar liderança
  • •Manter-se dinâmico
  • •Demonstrar resistência física
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar auto controle
  • •Demonstrar capacidade de observação
  • •Demonstrar capacidade de concentração

Sinônimos oficiais (5)

Encarregado de pesagemFiscal de balançasOperador de balanças rodoviáriasOperador de pesagem de matéria primaPesador

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4141-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um balanceiro?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.079 por mês, considerando as 8.585 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.657 (10% menores) a R$ 2.759 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.709 (RAIS 2024), 30.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando balanceiro?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 9.961 admissões contra 11.578 desligamentos, saldo de -1.617 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata balanceiro?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 12,6% das admissões e mediana de R$ 2.062. A ficha de balanceiro no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de balanceiro?

4141-15 (família 4141 — Almoxarifes e armazenistas). A CBO reconhece também os títulos: Encarregado de pesagem, Fiscal de balanças, Operador de balanças rodoviárias, Operador de pesagem de matéria prima, Pesador — todos usam o mesmo código 4141-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser balanceiro?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4141: Para o exercício dessas ocupações requer-se formação equivalente ao nível médio completo e curso básico de qualificação de até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre após um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de balanceiro?

A taxa é de 21,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (20,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4141-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4141-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4141-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4141:

  • •Belocap Produtos Capilares Ltda.
  • •Bf Utilidades Domésticas Ltda.
  • •Cbpo Engenharia
  • •Cdsp Lojas Americanas
  • •Construtora e Comércio Camargo Correa S.A.
  • •Cooperativa Agropecuária Mourãoense Ltda. (Coamo) de Meo Comércio e Importação Ltda.
  • •Diefra Engenharia e Consultoria Ltda.
  • •Engenharia Brasileira de Construção S.A. (Ebec)
  • •Expambox Indústria de Mobiliário Ltda.
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-USP)
  • •Grupo Cr Almeida
  • •Lojas Americanas S.A.
  • •Martins Comércio e Serviços de Distribuição S.A.
  • •Sadia S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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