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CBO 2002 Família 8481 R$ 1.885 na admissão -254 postos em 12 meses 47 atividades

CBO 8481-10 — Salgador de alimentos

O código 8481-10 identifica a ocupação salgador de alimentos na CBO 2002, dentro da família 8481 — Trabalhadores artesanais na conservação de alimentos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um salgador de alimentos

Preparam local de trabalho para processamento de alimentos, inspecionando ambiente, organizando e higienizando equipamentos e utensílios. Preparam máquinas para processamento de alimentos, selecionando, acoplando e desacoplando peças e utensílios, testando e regulando máquinas. Preparam fornos, matérias-primas e ingredientes. Processam produtos alimentícios, misturando, salgando e lavando carnes, embutindo e cozendo salsichas. Embalam e armazenam produtos alimentícios. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8481 — Trabalhadores artesanais na conservação de alimentos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos alimentares como empregados com carteira assinada. O trabalho é individual, sob supervisão ocasional, em ambiente fechado e no horário diurno. Podem desenvolver sua atividades por conta própria ou como autônomos (como ocorre com o salsicheiro) com total autonomia em relação às condições de trabalho.

Recursos de trabalho

Balança; Embutideira; Estufa; Forno; Máquina de embalar a vácuo; Misturador; Moedor; Quebra de bloco; Serra; Termômetro.

Quanto ganha um salgador de alimentos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61710% ganham até R$ 1.885mediana R$ 2.54910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.109

Entrada × quem já está

R$ 1.885 ao ser admitido · R$ 2.109 para quem tem vínculo ativo +11,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de salgador de alimentos foi de R$ 1.885 — metade das 1.391 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.617 e os 10% de maior, acima de R$ 2.549.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.109, ou seja, 11,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 29 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.885
Por ano (12 salários)R$ 22.620
Por semanaR$ 434
Por hora (43.6h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.875 58,2%
  • Mulheres — R$ 1.888 41,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.198 54,5%
  • Mulheres — R$ 2.004 45,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.778
  • Nordeste 1.693
  • Sudeste 1.912
  • Sul 2.038
  • Centro-Oeste 1.800

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 294 -57 — R$ 1.781 —
SP 268 -49 — R$ 2.178 —
RJ 188 -30 — R$ 1.844 —
GO 106 -24 — R$ 1.825 —
DF 101 -4 — R$ 1.777 —
PR 85 -27 — R$ 2.078 —
CE 59 -1 — R$ 1.689 —
RS 52 -2 — R$ 1.955 —
SC 43 -26 — R$ 2.144 —
BA 42 -3 — R$ 1.739 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.433

Desligamentos

1.687

Saldo

-254

Rotatividade

42,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+11) saldo negativo · pior: jul/26 (-57)

Em 12 meses houve 1.433 admissões e 1.687 desligamentos de salgador de alimentos, o que significa que o mercado formal fechou 254 postos de trabalho no período, com rotatividade de 42,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 33,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 53,9% por dispensa sem justa causa, além de 9,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 33,8%
  • Dispensa sem justa causa 53,9%
  • Fim de contrato 9,1%

Sobre 1.687 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,3% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 12,8%
  • 1 a 4 empregados 8,9%
  • 5 a 9 empregados 11,8%
  • 10 a 19 empregados 16%
  • 20 a 49 empregados 20,7%
  • 50 a 99 empregados 14%
  • 100 a 249 empregados 13,4%
  • 250 a 499 empregados 1,3%
  • 500 a 999 empregados 1,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata salgador de alimentos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 5611203 · 13,2% das admissões 189 43.9h R$ 1.716 R$ 1.860 R$ 2.125 3% 2
Fabricação de produtos de carne 1013901 · 12,8% das admissões 183 42.7h R$ 1.834 R$ 1.944 R$ 2.193 3% 3
Padaria e confeitaria com predominância de revenda 4721102 · 7,3% das admissões 105 43.9h R$ 1.789 R$ 2.095 R$ 2.538 2% 2
Restaurantes e similares 5611201 · 7,3% das admissões 105 43.8h R$ 1.643 R$ 1.761 R$ 2.125 2% 2
Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria 1091102 · 6% das admissões 86 44.1h R$ 1.674 R$ 1.917 R$ 2.371 — 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 5,1% das admissões 73 43.9h R$ 1.668 R$ 1.838 R$ 2.034 2% 1
Envasamento e empacotamento sob contrato 8292000 · 5% das admissões 71 46.4h R$ 1.685 R$ 1.736 R$ 1.781 3% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 5% das admissões 71 44.2h R$ 1.812 R$ 1.914 R$ 2.233 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como salgador de alimentos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.961 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

29 meses

Em empresa do Simples

57,6%

Sexo

  • Homem 53%
  • Mulher 47%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 3.961 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 48,1%
  • Branca 41,7%
  • Preta 9,2%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,6%
  • Até o 5º ano incompleto 2,7%
  • 5º ano completo 3%
  • 6º ao 9º ano 6,8%
  • Fundamental completo 11,1%
  • Médio incompleto 10,3%
  • Médio completo 64,4%
  • Superior incompleto 0,5%
  • Superior completo 0,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 1,3%
  • 5º ano completo 0,9%
  • 6º a 9º ano 5,5%
  • Fundamental completo 7,5%
  • Médio incompleto 9%
  • Médio completo 73,9%
  • Superior incompleto 1%
  • Superior completo 0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 10,8%
  • 5 a 9 empregados 13,1%
  • 10 a 19 empregados 15,8%
  • 20 a 49 empregados 20,6%
  • 50 a 99 empregados 17,3%
  • 100 a 249 empregados 14,7%
  • 250 a 499 empregados 2,4%
  • 500 a 999 empregados 0,9%
  • 1.000 ou mais empregados 4,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de salgador de alimentos

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,2

CAT no período

58

Idade média no acidente

38 anos

Foram 58 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo salgador de alimentos nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 77,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 20,7% de trajeto (no deslocamento) e 1,7% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 77,6%
  • Trajeto 20,7%
  • Doença 1,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 34,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 10,3%
  • Cabeça, NIC 8,6%
  • Face, partes múltiplas (qualquer combinação das partes acima) 5,2%
  • Partes múltiplas 5,2%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 25,9%
  • Lesão imediata 13,8%
  • Fratura 13,8%
  • Outras lesões, NIC 12,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 10,3%

Agente causador

  • Máquina, NIC 8,6%
  • Faca 8,6%
  • Piso de edifício - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,9%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,9%
  • Agente do acidente, NIC 5,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 7 12,1% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 4 6,9% 24.580
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 2 3,4% 3.531
Y28 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada 2 3,4% 57
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 2 3,4% 1.634
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 1 1,7% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: alojamento e alimentação

Informalidade no setor

50,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

31,5%

Rendimento formal × informal

R$ 3.121 × R$ 1.622

No setor de alojamento e alimentação — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 50,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se a quarta série do ensino fundamental e prática profissional no posto de trabalho. O pleno desempenho das atividades ocorre com aproximadamente um ano de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8481.

Qual especialização paga mais na família 8481

Todas as ocupações de trabalhadores artesanais na conservação de alimentos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8481-15 Salsicheiro (fabricação de lingüiça, salsicha e produtos similares) R$ 2.001 R$ 2.552 8.805
8481-05 Defumador de carnes e pescados R$ 2.138 R$ 2.259 456
8481-10 Salgador de alimentos (esta página) R$ 1.885 R$ 2.109 3.961

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8481-10.

A Preparar o local de trabalho para processamento de alimentos (6)
  • •Inspecionar o ambiente
  • •Registrar irregularidades
  • •Solicitar ação corretiva e preventiva
  • •Higienizar o ambiente
  • •Higienizar equipamentos e utensílios
  • •Organizar os utensílios
B Preparar as máquinas para processamento de alimentos (6)
  • •Selecionar peças e utensílios
  • •Acoplar peças e utensílios
  • •Acionar as máquinas
  • •Testar as máquinas
  • •Regular as máquinas
  • •Desacoplar peças e utensílios
D Preparar matéria-prima e ingredientes (8)
  • •Definir carnes, pescados e ingredientes
  • •Requisitar carnes, pescados e ingredientes
  • •Receber carnes, pescados e ingredientes
  • •Verificar data de validade
  • •Verificar aspectos físicos e sensoriais
  • •Limpar carnes e pescados
  • •Triturar carnes
  • •Pesar carnes, pescados e ingredientes
E Processar produto (6)
  • •Misturar carnes e ingredientes
  • •Embutir salsichas e lingüiças
  • •Amarrar e cortar salsichas e lingüiças
  • •Extrair o ar dos embutidos
  • •Colocar nas varetas
  • •Colocar na estufa ou forno
F Embalar produto (salsichas, lingüiças, carnes e pescados) (8)
  • •Requisitar material para embalagem
  • •Realizar controle de qualidade de salsichas, lingüiças, carnes e pescados
  • •Pesar salsichas, lingüiças, carnes e pescados
  • •Grampear salsichas, lingüiças, carnes e pescados
  • •Fechar a vácuo salsichas, lingüiças, carnes e pescados
  • •Colocar data de fabricação, validade e lote
  • •Ensacar salsichas, lingüiças, carnes e pescados
  • •Encaixotar salsichas, lingüiças, carnes e pescados
G Armazenar produto (6)
  • •Colocar salsichas, lingüiças, carnes e pescados na câmara fria
  • •Colocar salsichas, lingüiças, carnes e pescados na câmara de congelamento
  • •Manter salsichas, lingüiças, carnes e pescados em temperatura ambiente
  • •Empilhar salsichas, lingüiças, carnes e pescados
  • •Colocar salsichas, lingüiças, carnes e pescados em cabides
  • •Monitorar temperatura das câmaras
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Atuar em equipe
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Agir com ética
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar flexibilidade às mudanças
  • •Demonstrar senso crítico

Sinônimos oficiais (6)

Manteador na conservação de alimentosSalgador - em charqueadaSalgador de pescadosSalgador de tripasSalmorador na conservação de alimentosToucinheiro na conservação de alimentos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8481-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um salgador de alimentos?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.885 por mês, considerando as 1.391 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.617 (10% menores) a R$ 2.549 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.109 (RAIS 2024), 11.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando salgador de alimentos?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.433 admissões contra 1.687 desligamentos, saldo de -254 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata salgador de alimentos?

A atividade econômica que mais contratou foi Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares (CNAE 5611203), com 13,2% das admissões e mediana de R$ 1.860. A ficha de salgador de alimentos no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de salgador de alimentos?

8481-10 (família 8481 — Trabalhadores artesanais na conservação de alimentos). A CBO reconhece também os títulos: Manteador na conservação de alimentos, Salgador - em charqueada, Salgador de pescados, Salgador de tripas, Salmorador na conservação de alimentos, Toucinheiro na conservação de alimentos — todos usam o mesmo código 8481-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser salgador de alimentos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8481: Para o exercício dessas ocupações requer-se a quarta série do ensino fundamental e prática profissional no posto de trabalho. O pleno desempenho das atividades ocorre com aproximadamente um ano de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de salgador de alimentos?

A taxa é de 17,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (34,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (alojamento e alimentação), 50,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8481-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8481-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8481-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5611203), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8481:

  • •Coapseri - Cooperativa dos Pescadores de Juazeiro
  • •Colônia dos Pescadores de Pontas de Pedras/Prore
  • •Fripel - Frigorífico Industrial de Pernambuco
  • •Incal - Indústria e Comércio de Alimentos Ltda.
  • •Lechef Indústrias Alimentícias
  • •Olinfrios Ltda.
  • •Rosa Maria Barbosa da Silva ME.
  • •São Mateus Frigorífico Industrial S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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