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CBO 2002 Família 8202 R$ 3.129 na admissão -339 postos em 12 meses 71 atividades

CBO 8202-05 — Supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins

O código 8202-05 identifica a ocupação supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins na CBO 2002, dentro da família 8202 — Supervisores na fabricação de materiais para construção (vidros e cerâmicas). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins

Controlam matérias-primas e processos produtivos da fabricação de materiais para construção (vidros e cerâmicas). Implementam sistemas de qualidade e de preservação do meio ambiente no processo de fabricação de produtos para construção. Administram custos e orçamentos, controlam estoques de produtos acabados e gerenciam equipes de trabalho. Organizam o trabalho conforme normas de segurança, saúde ocupacional e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8202 — Supervisores na fabricação de materiais para construção (vidros e cerâmicas), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos de minerais não-metálicos como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipes de trabalho, sob supervisão ocasional, em ambientes fechados ou a céu aberto, no sistema rodízio de turnos (diurno/noturno) e com plantão permanente. Podem trabalhar sob pressão, ocasionando estresse constante e, no desenvolvimento de algumas atividades, permanecem expostos a materiais tóxicos, ruído intenso, altas temperaturas e poeira.

Recursos de trabalho

Aparelhos de medição; Calculadoras; Datashow; Equipamentos de informática; Materiais de escritório; Rádio comunicador; Retroprojetor; Softwares específicos; Televisão; Vídeo.

Quanto ganha um supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.82210% ganham até R$ 3.129mediana R$ 7.01810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.905

Entrada × quem já está

R$ 3.129 ao ser admitido · R$ 4.905 para quem tem vínculo ativo +56,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins foi de R$ 3.129 — metade das 475 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.822 e os 10% de maior, acima de R$ 7.018.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.905, ou seja, 56,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 70 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.129
Por ano (12 salários)R$ 37.548
Por semanaR$ 720
Por hora (43.7h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.138 92,8%
  • Mulheres — R$ 2.525 7,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.023 92%
  • Mulheres — R$ 3.900 8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.475
  • Nordeste 2.850
  • Sudeste 3.290
  • Sul 3.525
  • Centro-Oeste 2.575

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 143 -164 — R$ 3.500 —
MG 56 -27 — R$ 3.064 —
SC 40 -57 — R$ 5.063 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

491

Desligamentos

830

Saldo

-339

Rotatividade

21,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (-14) saldo negativo · pior: dez/25 (-47)

Em 12 meses houve 491 admissões e 830 desligamentos de supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins, o que significa que o mercado formal fechou 339 postos de trabalho no período, com rotatividade de 21,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 19% foram a pedido do próprio trabalhador e 74,3% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 19%
  • Dispensa sem justa causa 74,3%
  • Fim de contrato 2,3%

Sobre 830 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 12,6%
  • 1 a 4 empregados 5,7%
  • 5 a 9 empregados 7,9%
  • 10 a 19 empregados 16,8%
  • 20 a 49 empregados 21,2%
  • 50 a 99 empregados 9,9%
  • 100 a 249 empregados 11,9%
  • 250 a 499 empregados 6,4%
  • 500 a 999 empregados 6,2%
  • 1.000 ou mais empregados 1,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos 2342702 · 25,7% das admissões 126 44.3h R$ 2.091 R$ 2.650 R$ 3.158 3% 3
Fabricação de azulejos e pisos 2342701 · 11,6% das admissões 57 44h R$ 5.567 R$ 7.300 R$ 8.300 3% 3
Fabricação de artefatos de cimento para uso na construção 2330302 · 6,5% das admissões 32 43.8h — R$ 2.576 — 3% —
Fabricação de produtos cerâmicos não refratários não especificados anteriormente 2349499 · 5,1% das admissões 25 44.2h — R$ 2.990 — 3% 4
Aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras 2391503 · 3,1% das admissões 15 44h — R$ 3.036 — 3% 3
Fabricação de material sanitário de cerâmica 2349401 · 3,1% das admissões 15 44h — R$ 4.125 — 3% 4
Fabricação de outros produtos de minerais não metálicos não especificados anteriormente 2399199 · 3,1% das admissões 15 43.9h — R$ 4.000 — 3% 3
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 3,1% das admissões 15 44.2h — R$ 1.900 — 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.933 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

70 meses

Em empresa do Simples

33,9%

Sexo

  • Homem 91,9%
  • Mulher 8,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,5h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 3.933 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 59,5%
  • Parda 33,7%
  • Preta 6%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 2,8%
  • 5º ano completo 2,8%
  • 6º ao 9º ano 6,3%
  • Fundamental completo 10%
  • Médio incompleto 6,2%
  • Médio completo 53,6%
  • Superior incompleto 4,1%
  • Superior completo 13,9%
  • Mestrado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 2,4%
  • 5º ano completo 1,8%
  • 6º a 9º ano 5,3%
  • Fundamental completo 9,8%
  • Médio incompleto 6,3%
  • Médio completo 59,5%
  • Superior incompleto 2%
  • Superior completo 11%
  • Pós-graduação 1,6%
  • Mestrado 0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 4,8%
  • 5 a 9 empregados 7%
  • 10 a 19 empregados 12,3%
  • 20 a 49 empregados 17,3%
  • 50 a 99 empregados 13,5%
  • 100 a 249 empregados 12%
  • 250 a 499 empregados 10,9%
  • 500 a 999 empregados 11,2%
  • 1.000 ou mais empregados 11,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

16,6

CAT no período

53

Idade média no acidente

43 anos

Foram 53 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 16,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 81,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 18,9% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 18,9%
  • Típico 81,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 34%
  • Pé (exceto artelhos) 11,3%
  • Membros superiores, NIC 9,4%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 7,5%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 7,5%

Natureza da lesão

  • Fratura 26,4%
  • Lesão imediata 24,5%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 22,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9,4%
  • Distensão, torção 5,7%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 11,3%
  • Agente do acidente inexistente 11,3%
  • Agente do acidente, NIC 5,7%
  • Máquina, NIC 5,7%
  • Transportador com força motriz 5,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 4 7,5% 3.531
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 3 5,7% 24.580
S92 — Fratura do pé (exceto do tornozelo) 2 3,8% 15.618
S61.8 — Ferimento de outras partes do punho e da mão 2 3,8% 3.531
S92.2 — Fratura de outros ossos do tarso 1 1,9% 15.618
T07.7 — Traumatismos múltiplos não especificados 1 1,9% 1.358

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 16,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre com, no mínimo, cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8202.

Qual especialização paga mais na família 8202

Todas as ocupações de supervisores na fabricação de materiais para construção (vidros e cerâmicas), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8202-10 Supervisor de fabricação de produtos de vidro R$ 3.524 R$ 5.908 1.793
8202-05 Supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins (esta página) R$ 3.129 R$ 4.905 3.933

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8202-05.

A Controlar matéria-prima (8)
  • •Determinar parâmetros de extração
  • •Analisar matéria-prima
  • •Planejar movimentação de matéria-prima
  • •Verificar resultados de testes da matéria-prima
  • •Desclassificar matéria-prima fora dos padrões de aplicação
  • •Definir aplicação de matéria-prima por tipo de produto
  • •Quantificar matéria-prima conforme especificação do produto
  • •Orientar armazenamento de matéria-prima beneficiada e não beneficiada
B Controlar processos produtivos da fabricação de materiais para construção (vidros e cerâmicas) (10)
  • •Ajustar parâmetros de produção, de acordo com mudanças de molde do produto
  • •Realizar testes de qualidade da matéria-prima e produto acabado
  • •Inspecionar produto semi-acabado e acabado
  • •Monitorar parâmetros de classificação para produtos acabados
  • •Controlar qualidade na fabricação
  • •Emitir relatórios de controle de produção
  • •Solicitar manutenção corretiva de máquinas e equipamentos
  • •Administrar leiaute do processo
  • •Propor aplicação de inovações tecnológicas
  • •Assessorar desenvolvimento de novos produtos
C Implementar sistema de qualidade e meio ambiente na fabricação de produtos para construção (11)
  • •Divulgar política da qualidade e meio ambiente
  • •Organizar grupos de trabalho de qualidade e meio ambiente
  • •Padronizar processos produtivos
  • •Monitorar procedimentos operacionais
  • •Identificar não-conformidades no processo
  • •Propor ações corretivas
  • •Aplicar ações corretivas propostas
  • •Avaliar resultados das ações aplicadas
  • •Sugerir melhorias no processo de fabricação de produtos para construção
  • •Prevenir não-conformidade no processo de fabricação de produtos para construção
  • •Propor soluções para redução de impactos ambientais
D Administrar custos e orçamentos (6)
  • •Identificar etapas do proceso produtivo
  • •Levantar dados de cada etapa do processo para composição de custos
  • •Avaliar índices de produtividade x produção
  • •Monitorar metas preestabelecidas
  • •Assegurar estoques de insumos
  • •Solicitar manutenção preventiva de máquinas e equipamentos
E Controlar estoques de produtos acabados (6)
  • •Conferir estoques diários
  • •Inspecionar lotes conforme classificação
  • •Monitorar acondicionamento de produtos
  • •Liberar lotes de produtos para expedição
  • •Consultar programas de produção
  • •Definir logística de distribuição
F Gerenciar equipes de trabalho (12)
  • •Divulgar programas internos da empresa
  • •Motivar equipes
  • •Monitorar equipes
  • •Avaliar desempenho
  • •Levantar necessidade de treinamento
  • •Elaborar programas de treinamento
  • •Avaliar eficácia do treinamento aplicado
  • •Administrar turnos de trabalho
  • •Realizar reuniões com equipes
  • •Controlar assiduidade
  • •Escalonar férias dos colaboradores
  • •Comunicar-se de forma oral e escrita
G Trabalhar de acordo com normas de segurança e saúde ocupacional (6)
  • •Divulgar áreas de risco
  • •Elaborar programas preventivos
  • •Informar condições inseguras de trabalho
  • •Fiscalizar utilização de epi
  • •Obedecer orientações da cipa
  • •Administrar limpeza e organização do local de trabalho
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar sociabilidade
  • •Demonstrar sensibilidade
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar disciplina
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Demonstrar empatia
  • •Demonstrar liderança
  • •Demonstar flexibilidade
  • •Demonstrar bom-senso
  • •Administrar conflitos

Sinônimos oficiais (5)

Assistente técnico na fabricação de produtos de cerâmica, porcelanatos e afinsChefe de produção na fabricação de produtos de cerâmica, porcelanatos e afinsEncarregado de produção na fabricação de produtos de cerâmica, porcelanatos e afinsGerente de produção na fabricação de produtos de cerâmica, porcelanatos e afinsSupervisor de produção na fabricação de produtos de cerâmica, porcelanatos e afins

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8202-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.129 por mês, considerando as 475 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.822 (10% menores) a R$ 7.018 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.905 (RAIS 2024), 56.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 491 admissões contra 830 desligamentos, saldo de -339 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos (CNAE 2342702), com 25,7% das admissões e mediana de R$ 2.650. A ficha de supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins?

8202-05 (família 8202 — Supervisores na fabricação de materiais para construção (vidros e cerâmicas)). A CBO reconhece também os títulos: Assistente técnico na fabricação de produtos de cerâmica, porcelanatos e afins, Chefe de produção na fabricação de produtos de cerâmica, porcelanatos e afins, Encarregado de produção na fabricação de produtos de cerâmica, porcelanatos e afins, Gerente de produção na fabricação de produtos de cerâmica, porcelanatos e afins, Supervisor de produção na fabricação de produtos de cerâmica, porcelanatos e afins — todos usam o mesmo código 8202-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8202: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre com, no mínimo, cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de fabricação de produtos cerâmicos, porcelanatos e afins?

A taxa é de 16,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (34% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8202-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8202-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8202-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2342702), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (7 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8202:

  • •Cerâmica Braúnas Ltda.
  • •Cerâmica Fenix Ltda.
  • •Cerâmica Jacarandá Ltda.
  • •Cerâmica São Sebastião Indústria e Comércio Ltda.
  • •Eliane Azulejos de Minas Gerais S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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