NCM Buscador
CBO 2002 Família 8116 R$ 2.111 na admissão -376 postos em 12 meses 30 atividades

CBO 8116-30 — Operador de painel de controle

O código 8116-30 identifica a ocupação operador de painel de controle na CBO 2002, dentro da família 8116 — Operadores de equipamentos de coqueificação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um operador de painel de controle

Preparam e controlam processos de coqueificação, desenfornam o coque e realizam tratamentos primários nos subprodutos do carvão. Efetuam manutenção de fornos e processam subprodutos da coqueificação. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8116 — Operadores de equipamentos de coqueificação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de coque, refino de petróleo, fabricação de combustíveis, álcool e produtos químicos como empregados com carteira assinada. Trabalham em equipe sob supervisão ocasional, em ambientes fechados, a céu aberto ou em veículos. Atuam no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno) ou em horários irregulares. Em algumas atividades permanecem durante longos períodos em posições desconfortáveis, trabalham em grandes alturas, em ambiente subterrâneo ou confinado. Podem, ainda, permanecer expostos à ação de materiais tóxicos, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Bombas; Carro de apagamento; Colunas de destilação; Desenfornadoras; Fornos; Instrumentos de controle; Máquina de reversão; Máquina enfornadora; Máquina extratora; Válvulas controladoras.

Quanto ganha um operador de painel de controle

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62110% ganham até R$ 2.111mediana R$ 3.60410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.981

Entrada × quem já está

R$ 2.111 ao ser admitido · R$ 3.981 para quem tem vínculo ativo +88,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de painel de controle foi de R$ 2.111 — metade das 667 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.621 e os 10% de maior, acima de R$ 3.604.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.981, ou seja, 88,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 57 meses.

Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.111
Por ano (12 salários)R$ 25.332
Por semanaR$ 486
Por hora (43.4h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.216 80,2%
  • Mulheres — R$ 1.775 19,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.055 93,7%
  • Mulheres — R$ 2.875 6,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 2.560
  • Sudeste 2.217
  • Sul 2.383
  • Centro-Oeste 2.014

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
GO 216 -13 — R$ 1.786 —
MG 125 -71 — R$ 2.377 —
SP 83 -55 — R$ 2.094 —
MT 59 -3 — R$ 3.038 —
RJ 42 -10 — R$ 1.661 —
MS 33 +3 — R$ 2.525 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

699

Desligamentos

1.075

Saldo

-376

Rotatividade

29%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+66) saldo negativo · pior: jul/26 (-94)

Em 12 meses houve 699 admissões e 1.075 desligamentos de operador de painel de controle, o que significa que o mercado formal fechou 376 postos de trabalho no período, com rotatividade de 29% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 20,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 60,6% por dispensa sem justa causa, além de 15,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 20,2%
  • Dispensa sem justa causa 60,6%
  • Fim de contrato 15,7%

Sobre 1.075 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,3%
  • Pessoa com deficiência 1,1%
  • Jovem aprendiz 0,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 4,8%
  • 1 a 4 empregados 2,4%
  • 5 a 9 empregados 3%
  • 10 a 19 empregados 7%
  • 20 a 49 empregados 19,1%
  • 50 a 99 empregados 12,1%
  • 100 a 249 empregados 12%
  • 250 a 499 empregados 8%
  • 500 a 999 empregados 10,3%
  • 1.000 ou mais empregados 21,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de painel de controle

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de álcool 1931400 · 20,7% das admissões 145 44h R$ 1.702 R$ 1.769 R$ 2.161 3% 3
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 9,9% das admissões 69 43.9h R$ 2.052 R$ 2.181 R$ 2.494 3% 3
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 8% das admissões 56 44.5h R$ 1.647 R$ 1.693 R$ 1.746 3% 3
Atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico 8020001 · 4,7% das admissões 33 44h — R$ 1.721 — — 3
Fabricação de alimentos para animais 1066000 · 2,9% das admissões 20 44.1h — R$ 2.283 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de painel de controle

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.705 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

57 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

4,1%

Sexo

  • Homem 93,8%
  • Mulher 6,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,5h/sem
  • Pessoas com deficiência1,8%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,3%

Sobre os 3.705 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 48%
  • Branca 41,9%
  • Preta 9,2%
  • Indígena 0,6%
  • Amarela 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 2,3%
  • 5º ano completo 2,4%
  • 6º ao 9º ano 4,9%
  • Fundamental completo 7,6%
  • Médio incompleto 6,4%
  • Médio completo 66,1%
  • Superior incompleto 3%
  • Superior completo 7,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 2,7%
  • 5º ano completo 1,1%
  • 6º a 9º ano 4,7%
  • Fundamental completo 14%
  • Médio incompleto 7,3%
  • Médio completo 62,1%
  • Superior incompleto 2,9%
  • Superior completo 4,7%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1,6%
  • 5 a 9 empregados 3,2%
  • 10 a 19 empregados 3,8%
  • 20 a 49 empregados 10,1%
  • 50 a 99 empregados 14,2%
  • 100 a 249 empregados 19,4%
  • 250 a 499 empregados 18,4%
  • 500 a 999 empregados 8,5%
  • 1.000 ou mais empregados 20,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de painel de controle

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

22

CAT no período

63

Idade média no acidente

35 anos

Foram 63 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de painel de controle nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 22 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 92,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 7,9% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 7,9%
  • Típico 92,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 31,7%
  • Joelho 11,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 11,1%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 9,5%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 4,8%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 22,2%
  • Fratura 19%
  • Lesão imediata 19%
  • Distensão, torção 7,9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 7,9%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 14,3%
  • Máquina, NIC 9,5%
  • Corda, cabo, corrente - ferramenta manual sem força motriz 6,3%
  • Martelo, malho, marreta - ferramenta manual sem força motriz 6,3%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC 4,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 5 7,9% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 4,8% 3.531
S62.5 — Fratura do polegar 3 4,8% 24.580
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 2 3,2% 3.531
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 2 3,2% 24.580
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 2 3,2% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de álcool) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 22 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído. A qualificação profissional ocorre com a experiência prática no próprio local de trabalho e o pleno desempenho das atividades é alcançado entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8116.

Qual especialização paga mais na família 8116

Todas as ocupações de operadores de equipamentos de coqueificação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8116-15 Operador de destilação e subprodutos de coque R$ 2.508 R$ 4.681 201
8116-20 Operador de enfornamento e desenfornamento de coque R$ 2.502 R$ 4.333 717
8116-30 Operador de painel de controle (esta página) R$ 2.111 R$ 3.981 3.705
8116-35 Operador de preservação e controle térmico R$ 2.233 R$ 3.575 363
8116-05 Operador de britador de coque R$ 2.138 R$ 3.563 281
8116-25 Operador de exaustor (coqueria) — R$ 3.500 24
8116-50 Operador de sistema de reversão (coqueria) — R$ 3.363 61
8116-45 Operador de refrigeração (coqueria) — R$ 2.619 60
8116-10 Operador de carro de apagamento e coque R$ 1.745 — —

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8116-30.

A Preparar o processo de coqueificação (3)
  • •Abastecer a máquina enfornadora
  • •Posicionar máquina enfornadora
  • •Vedar as bocas de carregamento
B Controlar o processo de coqueificação (7)
  • •Controlar a vazão e a pressão do combustível e comburente, para aquecimento dos fornos
  • •Controlar a temperatura e pressão do forno
  • •Controlar o tempo de coqueificação
  • •Controlar a pressão do gás produzido na coqueificação
  • •Processar óleo residual
  • •Acompanhar o resultado da análise
  • •Realizar correções no processo
C Desenfornar o coque (1)
  • •Fragmentar o coque de petróleo
E Realizar tratamentos primários nos subprodutos do carvão (6)
  • •Operar a sucção de gás produzido pelos fornos de coque
  • •Resfriar o gás de coqueria, nos tubos de ascenção e resfriadores primários
  • •Retirar, por gravidade, os subprodutos condensados na coqueificação
  • •Separar, por decantação, alcatrão e licor de amônia
  • •Retirar alcatrão do gás
  • •Enviar o gás, licor de amônia e alcatrão para as unidades de processamento
F Processar os subprodutos da coqueificação (4)
  • •Efetuar a limpeza do gás
  • •Destilar produtos químicos
  • •Acionar equipamento de transferência de produtos
  • •Tratar biologicamente a água residual, para enviá-la aos mananciais hídricos
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • •Usar corretamente equipamentos de proteção individual e coletiva (epi e epc)
  • •Estar atento às condições de uso das máquinas, equipamentos e instalações
  • •Obedecer normas e procedimentos de qualidade, segurança e meio ambiente
  • •Trabalhar em equipe
  • •Comunicar-se de maneira clara e objetiva
  • •Trabalhar com concentração
  • •Aperfeiçoar-se profissionalmente
  • •Suportar altas temperaturas
  • •Demonstrar aptidão para trabalhar em grandes alturas

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de painel de controle?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.111 por mês, considerando as 667 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.621 (10% menores) a R$ 3.604 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.981 (RAIS 2024), 88.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de painel de controle?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 699 admissões contra 1.075 desligamentos, saldo de -376 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de painel de controle?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de álcool (CNAE 1931400), com 20,7% das admissões e mediana de R$ 1.769. A ficha de operador de painel de controle no Buscador NCM lista os 5 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de painel de controle?

8116-30 (família 8116 — Operadores de equipamentos de coqueificação). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de painel de controle?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8116: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído. A qualificação profissional ocorre com a experiência prática no próprio local de trabalho e o pleno desempenho das atividades é alcançado entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de painel de controle?

A taxa é de 22 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (31,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8116-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8116-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8116-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1931400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (7 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8116:

  • •Aço Minas Gerais S.A.
  • •Coquesul Brasileiro Indústria e Comércio Ltda.
  • •Petróleo Brasileiro S.A.
  • •Sindipetro-MG
  • •Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - Usiminas
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
Voltar ao topo