NCM Buscador
CBO 2002 Família 8116 R$ 2.502 na admissão +12 postos em 12 meses 25 atividades

CBO 8116-20 — Operador de enfornamento e desenfornamento de coque

O código 8116-20 identifica a ocupação operador de enfornamento e desenfornamento de coque na CBO 2002, dentro da família 8116 — Operadores de equipamentos de coqueificação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um operador de enfornamento e desenfornamento de coque

Preparam e controlam processos de coqueificação, desenfornam o coque e realizam tratamentos primários nos subprodutos do carvão. Efetuam manutenção de fornos e processam subprodutos da coqueificação. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8116 — Operadores de equipamentos de coqueificação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de coque, refino de petróleo, fabricação de combustíveis, álcool e produtos químicos como empregados com carteira assinada. Trabalham em equipe sob supervisão ocasional, em ambientes fechados, a céu aberto ou em veículos. Atuam no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno) ou em horários irregulares. Em algumas atividades permanecem durante longos períodos em posições desconfortáveis, trabalham em grandes alturas, em ambiente subterrâneo ou confinado. Podem, ainda, permanecer expostos à ação de materiais tóxicos, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Bombas; Carro de apagamento; Colunas de destilação; Desenfornadoras; Fornos; Instrumentos de controle; Máquina de reversão; Máquina enfornadora; Máquina extratora; Válvulas controladoras.

Quanto ganha um operador de enfornamento e desenfornamento de coque

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.72410% ganham atéR$ 2.502medianaR$ 2.52410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.333

Entrada × quem já está

R$ 2.502 ao ser admitido · R$ 4.333 para quem tem vínculo ativo +73,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de enfornamento e desenfornamento de coque foi de R$ 2.502 — metade das 89 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.724 e os 10% de maior, acima de R$ 2.524.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.333, ou seja, 73,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 64 meses.

Considerando a jornada média de 40.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 15,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.502
Por ano (12 salários)R$ 30.024
Por semanaR$ 576
Por hora (40.6h/sem)R$ 15,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.50287,6%
  • Mulheres — R$ 2.50212,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.36593,4%
  • Mulheres — R$ 3.8886,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste2.524

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

89

Desligamentos

77

Saldo

+12

Rotatividade

10,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+10) saldo negativo · pior: mai/26 (-7)

Em 12 meses houve 89 admissões e 77 desligamentos de operador de enfornamento e desenfornamento de coque, o que significa que o mercado formal abriu 12 postos de trabalho no período, com rotatividade de 10,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 68,8% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador27,3%
  • Dispensa sem justa causa68,8%

Sobre 77 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência1,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • 1 a 4 empregados1,1%
  • 10 a 19 empregados2,2%
  • 20 a 49 empregados6,7%
  • 50 a 99 empregados2,2%
  • 1.000 ou mais empregados87,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de enfornamento e desenfornamento de coque

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Produção de laminados longos de aço, exceto tubos 2423702 · 74,2% das admissões 66 40h R$ 2.097 R$ 2.538 R$ 2.579 2% 4
Produção de laminados planos de aço ao carbono, revestidos ou não 2422901 · 12,4% das admissões 11 40h R$ 2.445 3% 4
Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos 2342702 · 7,9% das admissões 7 3% 3
Fabricação de produtos cerâmicos não refratários não especificados anteriormente 2349499 · 2,2% das admissões 2 3% 4
Representantes comerciais e agentes do comércio de mercadorias em geral não especializado 4619200 · 2,2% das admissões 2 2% 2
Produção de semi acabados de aço 2421100 · 1,1% das admissões 1 1% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de enfornamento e desenfornamento de coque

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 717 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

64 meses

Em empresa do Simples

9,6%

Sexo

  • Homem93,6%
  • Mulher6,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,3h/sem
  • Pessoas com deficiência3,9%

Sobre os 717 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda58,6%
  • Branca20,7%
  • Preta16,3%
  • Amarela4,1%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto1,8%
  • 5º ano completo1,1%
  • 6º ao 9º ano2,4%
  • Fundamental completo7,3%
  • Médio incompleto1,4%
  • Médio completo80,9%
  • Superior incompleto1,5%
  • Superior completo3,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano3,4%
  • Fundamental completo4,5%
  • Médio incompleto6,7%
  • Médio completo80,9%
  • Superior incompleto3,4%
  • Superior completo1,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,4%
  • 5 a 9 empregados0,7%
  • 10 a 19 empregados2,2%
  • 20 a 49 empregados5%
  • 50 a 99 empregados3,8%
  • 250 a 499 empregados0,3%
  • 1.000 ou mais empregados87,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído. A qualificação profissional ocorre com a experiência prática no próprio local de trabalho e o pleno desempenho das atividades é alcançado entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8116.

Qual especialização paga mais na família 8116

Todas as ocupações de operadores de equipamentos de coqueificação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8116-15 Operador de destilação e subprodutos de coque R$ 2.504 R$ 4.681 201
8116-20 Operador de enfornamento e desenfornamento de coque (esta página) R$ 2.502 R$ 4.333 717
8116-30 Operador de painel de controle R$ 2.086 R$ 3.981 3.705
8116-35 Operador de preservação e controle térmico R$ 2.144 R$ 3.575 363
8116-05 Operador de britador de coque R$ 2.138 R$ 3.563 281
8116-25 Operador de exaustor (coqueria) R$ 3.500 24
8116-50 Operador de sistema de reversão (coqueria) R$ 3.363 61
8116-45 Operador de refrigeração (coqueria) R$ 2.619 60
8116-10 Operador de carro de apagamento e coque R$ 1.739

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8116-20.

A Preparar o processo de coqueificação (4)
  • Misturar diferentes tipos de carvão
  • Abastecer os silos com a mistura dos carvões
  • Preparar o forno para receber a carga de mistura de carvão
  • Carregar o forno com a mistura de carvão
B Controlar o processo de coqueificação (3)
  • Controlar o tempo de coqueificação
  • Coletar amostras
  • Acompanhar o resultado da análise
C Desenfornar o coque (9)
  • Preparar o forno para o desenfornamento
  • Posicionar máquinas desenfornadora, extratora e carro de apagamento
  • Acionar abertura de portas para o desenfornamento de coque
  • Retirar a massa incandescente de coque metalúrgico
  • Resfriar o coque
  • Abrir, manualmente, portas do forno de coque de fundição
  • Desenfornar, manualmente, o coque de fundição
  • Classificar o coque
  • Disponibilizar o coque para consumo e estoque
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Usar corretamente equipamentos de proteção individual e coletiva (epi e epc)
  • Estar atento às condições de uso das máquinas, equipamentos e instalações
  • Obedecer normas e procedimentos de qualidade, segurança e meio ambiente
  • Trabalhar em equipe
  • Comunicar-se de maneira clara e objetiva
  • Trabalhar com concentração
  • Aperfeiçoar-se profissionalmente
  • Suportar altas temperaturas
  • Demonstrar aptidão para trabalhar em grandes alturas

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de enfornamento e desenfornamento de coque?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.502 por mês, considerando as 89 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.724 (10% menores) a R$ 2.524 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.333 (RAIS 2024), 73.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de enfornamento e desenfornamento de coque?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 89 admissões contra 77 desligamentos, saldo de +12 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de enfornamento e desenfornamento de coque?

A atividade econômica que mais contratou foi Produção de laminados longos de aço, exceto tubos (CNAE 2423702), com 74,2% das admissões e mediana de R$ 2.538. A lista completa dos 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de enfornamento e desenfornamento de coque?

8116-20 (família 8116 — Operadores de equipamentos de coqueificação). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de enfornamento e desenfornamento de coque?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8116: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído. A qualificação profissional ocorre com a experiência prática no próprio local de trabalho e o pleno desempenho das atividades é alcançado entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8116-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8116-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8116-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2423702), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (7 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8116:

  • Aço Minas Gerais S.A.
  • Coquesul Brasileiro Indústria e Comércio Ltda.
  • Petróleo Brasileiro S.A.
  • Sindipetro-MG
  • Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - Usiminas
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
Voltar ao topo