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CBO 2002 Família 8111 R$ 2.292 na admissão +5 postos em 12 meses 40 atividades

CBO 8111-25 — Trabalhador da fabricação de resinas e vernizes

O código 8111-25 identifica a ocupação trabalhador da fabricação de resinas e vernizes na CBO 2002, dentro da família 8111 — Operadores de equipamentos de moagem e mistura de materiais (tratamentos químicos e afins). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um trabalhador da fabricação de resinas e vernizes

Preparam máquinas equipamentos e materiais como, pastas, bases e concentrados para tintas; moem matérias-primas, tais como dióxidos, óxidos, carbonatos, pigmentos orgânicos e inorgânicos; fabricam e acondicionam tintas e concentrados, resinas e vernizes; aplicam normas e procedimentos de segurança.

Descrição oficial da família 8111 — Operadores de equipamentos de moagem e mistura de materiais (tratamentos químicos e afins), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores assalariados com carteira assinada, empregados em empresas do ramo de extração de minerais, fabricação de produtos químicos e construção. As atividades são realizadas de forma individual e também em células de trabalho, em ambientes fechados e a céu aberto. Os profissionais atuam sob supervisão ocasional e o horário de trabalho é em sistema de turnos fixos, diurno ou noturno. Podem estar sujeitos à ação de materiais tóxicos e ruído intenso.

Recursos de trabalho

Aparelho para medir cor e brilho; Aparelho para medir granulação; Balança; Britador; Chaves de aperto; Filtros; Manômetros; Moinhos; Reatores; Solventes.

Quanto ganha um trabalhador da fabricação de resinas e vernizes

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.77210% ganham até R$ 2.292mediana R$ 2.79210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.626

Entrada × quem já está

R$ 2.292 ao ser admitido · R$ 3.626 para quem tem vínculo ativo +58,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da fabricação de resinas e vernizes foi de R$ 2.292 — metade das 443 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.772 e os 10% de maior, acima de R$ 2.792.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.626, ou seja, 58,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 33 meses.

Considerando a jornada média de 42.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.292
Por ano (12 salários)R$ 27.504
Por semanaR$ 528
Por hora (42.9h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.297 90,3%
  • Mulheres — R$ 1.998 9,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.677 93,3%
  • Mulheres — R$ 3.000 6,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 2.307
  • Sul 2.056

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

497

Desligamentos

492

Saldo

+5

Rotatividade

39,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+22) saldo negativo · pior: abr/26 (-21)

Em 12 meses houve 497 admissões e 492 desligamentos de trabalhador da fabricação de resinas e vernizes, o que significa que o mercado formal abriu 5 postos de trabalho no período, com rotatividade de 39,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 33,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 51,6% por dispensa sem justa causa, além de 10,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 33,9%
  • Dispensa sem justa causa 51,6%
  • Fim de contrato 10,2%

Sobre 492 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência 0,6%
  • Jovem aprendiz 4,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 9,4%
  • 1 a 4 empregados 11%
  • 5 a 9 empregados 3,7%
  • 10 a 19 empregados 15,8%
  • 20 a 49 empregados 13%
  • 50 a 99 empregados 18,3%
  • 100 a 249 empregados 19,9%
  • 250 a 499 empregados 8,7%
  • 1.000 ou mais empregados 0,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador da fabricação de resinas e vernizes

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes e lacas 2071100 · 30,2% das admissões 150 44h R$ 2.232 R$ 2.321 R$ 2.374 3% 3
Fabricação de resinas termofixas 2032100 · 9,7% das admissões 48 44h R$ 1.885 R$ 2.244 R$ 2.350 2% 3
Fabricação de resinas termoplásticas 2031200 · 6,8% das admissões 34 44h — R$ 2.355 — 3% 3
Fabricação de outros produtos químicos não especificados anteriormente 2099199 · 6,8% das admissões 34 44h — R$ 2.355 — 3% 3
Fabricação de adesivos e selantes 2091600 · 4,6% das admissões 23 44h — R$ 2.355 — 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 3,4% das admissões 17 44h — R$ 2.226 — 3% 1
Confecção, sob medida, de roupas profissionais 1413402 · 3,4% das admissões 17 45.8h — R$ 1.621 — 2% 2
Fabricação de produtos químicos orgânicos não especificados anteriormente 2029100 · 2,8% das admissões 14 43.7h — R$ 2.296 — 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da fabricação de resinas e vernizes

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.241 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

33 meses

Em empresa do Simples

9,3%

Sexo

  • Homem 93,6%
  • Mulher 6,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,5h/sem
  • Pessoas com deficiência1,8%

Sobre os 1.241 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 58,9%
  • Parda 30,9%
  • Preta 9,9%
  • Amarela 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 1%
  • 5º ano completo 1%
  • 6º ao 9º ano 3,3%
  • Fundamental completo 5,5%
  • Médio incompleto 6,5%
  • Médio completo 77,9%
  • Superior incompleto 2,2%
  • Superior completo 2,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,4%
  • Até 5º ano incompleto 1%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º a 9º ano 2,2%
  • Fundamental completo 4%
  • Médio incompleto 8,7%
  • Médio completo 79,7%
  • Superior incompleto 0,8%
  • Superior completo 3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,3%
  • 5 a 9 empregados 5,3%
  • 10 a 19 empregados 7,7%
  • 20 a 49 empregados 13,2%
  • 50 a 99 empregados 17,7%
  • 100 a 249 empregados 23,5%
  • 250 a 499 empregados 24,8%
  • 500 a 999 empregados 5,3%
  • 1.000 ou mais empregados 0,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de trabalhador da fabricação de resinas e vernizes

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

48,3

CAT no período

46

Idade média no acidente

34 anos

Foram 46 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador da fabricação de resinas e vernizes nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 48,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 87% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 13% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 87%
  • Trajeto 13%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 19,6%
  • Pé (exceto artelhos) 15,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 13%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 8,7%
  • Ombro 6,5%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 17,4%
  • Luxação 13%
  • Queimadura química (lesão de tecido provocada pela ação corrosiva de produto químico, suas emanações, etc.) 13%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 10,9%
  • Distensão, torção 10,9%

Agente causador

  • Substância química, NIC 8,7%
  • Barril, barrica, barrilete, tambor - embalagem, recipiente (vazio ou cheio) 8,7%
  • Máquina, NIC 8,7%
  • Veículo rodoviário motorizado 6,5%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 6,5% 3.531
S20.2 — Contusão do tórax 2 4,3% 136
S63.5 — Entorse e distensão do punho 2 4,3% 1.289
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 4,3% 1.358
T30.2 — Queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada 2 4,3% 639
M79.6 — Dor em membro 2 4,3% 517

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes e lacas) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 48,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de ensino fundamental completo. O exercício pleno da atividade profissional se dá, para operadores de máquina misturadeira, moleiros e operadores de concentração, em menos de um ano de experiência; para operadores de britadeira, trabalhadores de fabricação de resinas e vernizes e trabalhadores de fabricação de tintas, esse período de experiência é de um a dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8111.

Qual especialização paga mais na família 8111

Todas as ocupações de operadores de equipamentos de moagem e mistura de materiais (tratamentos químicos e afins), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8111-20 Operador de concentração R$ 2.029 R$ 3.850 295
8111-25 Trabalhador da fabricação de resinas e vernizes (esta página) R$ 2.292 R$ 3.626 1.241
8111-10 Operador de máquina misturadeira (tratamentos químicos e afins) R$ 2.305 R$ 3.501 8.157
8111-30 Trabalhador de fabricação de tintas R$ 2.165 R$ 3.351 4.543
8111-15 Operador de britadeira (tratamentos químicos e afins) R$ 2.275 R$ 2.741 823
8111-05 Moleiro (tratamentos químicos e afins) R$ 2.024 R$ 2.688 1.262

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8111-25.

A Preparar pastas, bases e concentrados para tintas (1)
  • •Interpretar fórmulas
B Preparar máquinas e equipamentos (5)
  • •Regular máquinas e equipamentos
  • •Ajustar máquinas e equipamentos
  • •Testar máquinas e equipamentos
  • •Solicitar a manutenção de máquinas e equipamentos
  • •Limpar máquinas e equipamentos
C Moer matérias-primas (dióxidos, óxidos, carbonatos, pigmentos orgânicos e inorgânicos) (1)
  • •Inspecionar equipamentos
D Fabricar tintas e concentrados (3)
  • •Analisar ordem de produção
  • •Pesar componentes
  • •Controlar viscosidade, brilho e fineza da tinta
E Fabricar resinas e vernizes (8)
  • •Conferir componentes
  • •Abastecer reatores
  • •Operar reatores
  • •Controlar acidez, viscosidade e outros parâmetros físico-químicos
  • •Transferir resinas e vernizes para o tanque de diluição
  • •Diluir resinas e vernizes
  • •Filtrar resinas e vernizes
  • •Coletar amostras para controle de qualidade
F Acondicionar tintas, vernizes, resinas e concentrados (7)
  • •Instalar filtro e peneira para envazamento
  • •Requisitar embalagens
  • •Fixar etiquetas nas embalagens
  • •Regular máquina envasadora
  • •Operar máquinas de envasar e embalar
  • •Controlar o envasamento de tintas, vernizes e concentrados
  • •Embalar tintas, vernizes e concentrados
G Trabalhar com segurança (5)
  • •Identificar situações de riscos
  • •Usar equipamentos de proteção individual (epi)
  • •Manter epi em condições de uso
  • •Participar de programas de segurança do trabalho
  • •Classificar resíduos para reciclagem e descartes
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Demonstrar atenção concentrada
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Demonstrar senso de auto-organização
  • •Liderar pessoas
  • •Agir com responsabilidade
  • •Demonstrar destreza manual
  • •Agir com iniciativa
  • •Relacionar-se com outras pessoas
  • •Agir com criatividade
  • •Agir com objetividade

Sinônimos oficiais (2)

Operador de fabricação de tintas e vernizesOperador de reatores (fabricação de vernizes e resinas)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8111-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da fabricação de resinas e vernizes?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.292 por mês, considerando as 443 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.772 (10% menores) a R$ 2.792 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.626 (RAIS 2024), 58.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da fabricação de resinas e vernizes?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 497 admissões contra 492 desligamentos, saldo de +5 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador da fabricação de resinas e vernizes?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes e lacas (CNAE 2071100), com 30,2% das admissões e mediana de R$ 2.321. A ficha de trabalhador da fabricação de resinas e vernizes no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador da fabricação de resinas e vernizes?

8111-25 (família 8111 — Operadores de equipamentos de moagem e mistura de materiais (tratamentos químicos e afins)). A CBO reconhece também os títulos: Operador de fabricação de tintas e vernizes, Operador de reatores (fabricação de vernizes e resinas) — todos usam o mesmo código 8111-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da fabricação de resinas e vernizes?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8111: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de ensino fundamental completo. O exercício pleno da atividade profissional se dá, para operadores de máquina misturadeira, moleiros e operadores de concentração, em menos de um ano de experiência; para operadores de britadeira, trabalhadores de fabricação de resinas e vernizes e trabalhadores de fabricação de tintas, esse período de experiência é de um a dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador da fabricação de resinas e vernizes?

A taxa é de 48,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (19,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8111-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8111-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8111-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2071100), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8111:

  • •Anjo Química do Brasil Ltda.
  • •Farben Indústria Química S.A.
  • •Fertilizantes Fosfatos S.A. (Fosfértil)
  • •Imbralit Ltda.
  • •Maxicron Indústria de Tintas e Revestimentos Ltda.
  • •Resicril Indústria de Produtos Químicos Ltda.
  • •Tintas Renner S.A.
  • •Tsa Química do Brasil Ltda.
  • •Weg Indústria Química Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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