NCM Buscador
CBO 2002 Família 8111 R$ 2.002 na admissão -4 postos em 12 meses 48 atividades

CBO 8111-05 — Moleiro (tratamentos químicos e afins)

O código 8111-05 identifica a ocupação moleiro (tratamentos químicos e afins) na CBO 2002, dentro da família 8111 — Operadores de equipamentos de moagem e mistura de materiais (tratamentos químicos e afins). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um moleiro (tratamentos químicos e afins)

Preparam máquinas equipamentos e materiais como, pastas, bases e concentrados para tintas; moem matérias-primas, tais como dióxidos, óxidos, carbonatos, pigmentos orgânicos e inorgânicos; fabricam e acondicionam tintas e concentrados, resinas e vernizes; aplicam normas e procedimentos de segurança.

Descrição oficial da família 8111 — Operadores de equipamentos de moagem e mistura de materiais (tratamentos químicos e afins), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores assalariados com carteira assinada, empregados em empresas do ramo de extração de minerais, fabricação de produtos químicos e construção. As atividades são realizadas de forma individual e também em células de trabalho, em ambientes fechados e a céu aberto. Os profissionais atuam sob supervisão ocasional e o horário de trabalho é em sistema de turnos fixos, diurno ou noturno. Podem estar sujeitos à ação de materiais tóxicos e ruído intenso.

Recursos de trabalho

Aparelho para medir cor e brilho; Aparelho para medir granulação; Balança; Britador; Chaves de aperto; Filtros; Manômetros; Moinhos; Reatores; Solventes.

Quanto ganha um moleiro (tratamentos químicos e afins)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60910% ganham atéR$ 2.002medianaR$ 3.00110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.688

Entrada × quem já está

R$ 2.002 ao ser admitido · R$ 2.688 para quem tem vínculo ativo +34,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de moleiro (tratamentos químicos e afins) foi de R$ 2.002 — metade das 522 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.609 e os 10% de maior, acima de R$ 3.001.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.688, ou seja, 34,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 35 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.002
Por ano (12 salários)R$ 24.024
Por semanaR$ 461
Por hora (43.8h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.00697,5%
  • Mulheres — R$ 1.7452,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.69198,5%
  • Mulheres — R$ 2.6381,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.643
  • Sudeste2.320
  • Sul1.943

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RS 107 +70 R$ 1.768
SP 101 -22 R$ 2.413
MG 68 +0 R$ 2.225
CE 47 +10 R$ 1.635
SC 39 -2 R$ 2.325
PR 38 -20 R$ 2.445

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

532

Desligamentos

536

Saldo

-4

Rotatividade

42,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+87) saldo negativo · pior: out/25 (-29)

Em 12 meses houve 532 admissões e 536 desligamentos de moleiro (tratamentos químicos e afins), o que significa que o mercado formal fechou 4 postos de trabalho no período, com rotatividade de 42,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 50,9% por dispensa sem justa causa, além de 5,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador36,2%
  • Dispensa sem justa causa50,9%
  • Fim de contrato5,6%

Sobre 536 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro6,2%
  • 1 a 4 empregados12,8%
  • 5 a 9 empregados15,8%
  • 10 a 19 empregados18,4%
  • 20 a 49 empregados16,2%
  • 50 a 99 empregados7,3%
  • 100 a 249 empregados10%
  • 250 a 499 empregados3,6%
  • 500 a 999 empregados5,5%
  • 1.000 ou mais empregados4,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata moleiro (tratamentos químicos e afins)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio atacadista de soja 4622200 · 14,3% das admissões 76 44h R$ 1.725 R$ 1.750 R$ 1.775 3% 2
Comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores 4530703 · 13,7% das admissões 73 44h R$ 1.667 R$ 1.967 R$ 2.400 2% 2
Serviços de manutenção e reparação mecânica de veículos automotores 4520001 · 10,7% das admissões 57 44.1h R$ 1.664 R$ 1.908 R$ 2.335 3% 3
Fabricação de embalagens de material plástico 2222600 · 10% das admissões 53 44h R$ 2.219 R$ 2.316 R$ 2.392 3% 3
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 4,9% das admissões 26 44h R$ 1.621 2% 3
Fabricação de artefatos de material plástico para usos industriais 2229302 · 3,9% das admissões 21 44h R$ 2.024 3% 3
Fabricação de outros produtos químicos não especificados anteriormente 2099199 · 3,9% das admissões 21 44h R$ 2.401 3% 3
Recuperação de materiais plásticos 3832700 · 3,8% das admissões 20 43.5h R$ 2.131 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como moleiro (tratamentos químicos e afins)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.262 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

35 meses

Em empresa do Simples

39,1%

Sexo

  • Homem98,3%
  • Mulher1,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 1.262 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca47,2%
  • Parda42,3%
  • Preta9,7%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto3,1%
  • 5º ano completo3%
  • 6º ao 9º ano8,2%
  • Fundamental completo13,6%
  • Médio incompleto8,8%
  • Médio completo61,3%
  • Superior incompleto1,2%
  • Superior completo0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,6%
  • Até 5º ano incompleto2,1%
  • 5º ano completo2,3%
  • 6º a 9º ano10,9%
  • Fundamental completo11,7%
  • Médio incompleto10,5%
  • Médio completo59,4%
  • Superior incompleto1,5%
  • Superior completo0,8%
  • Pós-graduação0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados8,9%
  • 5 a 9 empregados11,7%
  • 10 a 19 empregados17,1%
  • 20 a 49 empregados15,1%
  • 50 a 99 empregados10,9%
  • 100 a 249 empregados12,4%
  • 250 a 499 empregados5,5%
  • 500 a 999 empregados1,9%
  • 1.000 ou mais empregados16,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de moleiro (tratamentos químicos e afins)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

48,6

CAT no período

50

Idade média no acidente

41 anos

Foram 50 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo moleiro (tratamentos químicos e afins) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 48,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 92% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 6% de trajeto (no deslocamento) e 2% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico92%
  • Trajeto6%
  • Doença2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo32%
  • Mão (exceto punho ou dedos)12%
  • Cabeça, NIC10%
  • Ombro6%
  • Pescoço4%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)30%
  • Lesão imediata18%
  • Fratura12%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)10%
  • Distensão, torção8%

Agente causador

  • Máquina, NIC16%
  • Britador, moinho - máquina8%
  • Piso de edifício - superfície utilizada para sustentar pessoas8%
  • Martelo, malho, marreta - ferramenta manual sem força motriz6%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 5 10% 24.580
S01 — Ferimento da cabeça 3 6% 69
S62.3 — Fratura de outros ossos do metacarpo 2 4% 24.580
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 2 4% 1.634
M75 — Lesões do ombro 2 4% 9.287
S00 — Traumatismo superficial da cabeça 2 4% 57

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio atacadista de soja) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 48,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de ensino fundamental completo. O exercício pleno da atividade profissional se dá, para operadores de máquina misturadeira, moleiros e operadores de concentração, em menos de um ano de experiência; para operadores de britadeira, trabalhadores de fabricação de resinas e vernizes e trabalhadores de fabricação de tintas, esse período de experiência é de um a dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8111.

Qual especialização paga mais na família 8111

Todas as ocupações de operadores de equipamentos de moagem e mistura de materiais (tratamentos químicos e afins), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8111-20 Operador de concentração R$ 2.031 R$ 3.850 295
8111-25 Trabalhador da fabricação de resinas e vernizes R$ 2.285 R$ 3.626 1.241
8111-10 Operador de máquina misturadeira (tratamentos químicos e afins) R$ 2.301 R$ 3.501 8.157
8111-30 Trabalhador de fabricação de tintas R$ 2.169 R$ 3.351 4.543
8111-15 Operador de britadeira (tratamentos químicos e afins) R$ 2.245 R$ 2.741 823
8111-05 Moleiro (tratamentos químicos e afins) (esta página) R$ 2.002 R$ 2.688 1.262

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8111-05.

A Preparar pastas, bases e concentrados para tintas (5)
  • Interpretar fórmulas
  • Selecionar matéria-prima
  • Selecionar recipiente para mistura
  • Dosar componentes da mistura
  • Misturar componentes, com dispersor
B Preparar máquinas e equipamentos (6)
  • Regular máquinas e equipamentos
  • Ajustar máquinas e equipamentos
  • Testar máquinas e equipamentos
  • Lubrificar máquinas e equipamentos
  • Solicitar a manutenção de máquinas e equipamentos
  • Limpar máquinas e equipamentos
C Moer matérias-primas (dióxidos, óxidos, carbonatos, pigmentos orgânicos e inorgânicos) (7)
  • Identificar matéria-prima e materiais
  • Inspecionar equipamentos
  • Selecionar peneira e tela para moagem
  • Alimentar moinho
  • Operar moinhos
  • Controlar a dimensão das partículas
  • Monitorar capacidade de produção de moinhos
D Fabricar tintas e concentrados (6)
  • Analisar ordem de produção
  • Especificar tanques para mistura de componentes
  • Pesar componentes
  • Selecionar dispersor, misturador e extrusora
  • Operar dispersor, misturador e extrusora
  • Controlar viscosidade, brilho e fineza da tinta
E Fabricar resinas e vernizes (2)
  • Conferir componentes
  • Coletar amostras para controle de qualidade
F Acondicionar tintas, vernizes, resinas e concentrados (7)
  • Instalar filtro e peneira para envazamento
  • Requisitar embalagens
  • Fixar etiquetas nas embalagens
  • Regular máquina envasadora
  • Operar máquinas de envasar e embalar
  • Controlar o envasamento de tintas, vernizes e concentrados
  • Embalar tintas, vernizes e concentrados
G Trabalhar com segurança (5)
  • Identificar situações de riscos
  • Usar equipamentos de proteção individual (epi)
  • Manter epi em condições de uso
  • Participar de programas de segurança do trabalho
  • Classificar resíduos para reciclagem e descartes
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Demonstrar atenção concentrada
  • Demonstrar flexibilidade
  • Demonstrar senso de auto-organização
  • Liderar pessoas
  • Agir com responsabilidade
  • Demonstrar destreza manual
  • Agir com iniciativa
  • Relacionar-se com outras pessoas
  • Agir com criatividade
  • Agir com objetividade

Sinônimos oficiais (1)

Operador de moinho (tratamentos químicos e afins)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8111-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um moleiro (tratamentos químicos e afins)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.002 por mês, considerando as 522 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.609 (10% menores) a R$ 3.001 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.688 (RAIS 2024), 34.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando moleiro (tratamentos químicos e afins)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 532 admissões contra 536 desligamentos, saldo de -4 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata moleiro (tratamentos químicos e afins)?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio atacadista de soja (CNAE 4622200), com 14,3% das admissões e mediana de R$ 1.750. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de moleiro (tratamentos químicos e afins)?

8111-05 (família 8111 — Operadores de equipamentos de moagem e mistura de materiais (tratamentos químicos e afins)). A CBO reconhece também os títulos: Operador de moinho (tratamentos químicos e afins) — todos usam o mesmo código 8111-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser moleiro (tratamentos químicos e afins)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8111: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de ensino fundamental completo. O exercício pleno da atividade profissional se dá, para operadores de máquina misturadeira, moleiros e operadores de concentração, em menos de um ano de experiência; para operadores de britadeira, trabalhadores de fabricação de resinas e vernizes e trabalhadores de fabricação de tintas, esse período de experiência é de um a dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de moleiro (tratamentos químicos e afins)?

A taxa é de 48,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (32% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8111-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8111-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8111-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4622200), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8111:

  • Anjo Química do Brasil Ltda.
  • Farben Indústria Química S.A.
  • Fertilizantes Fosfatos S.A. (Fosfértil)
  • Imbralit Ltda.
  • Maxicron Indústria de Tintas e Revestimentos Ltda.
  • Resicril Indústria de Produtos Químicos Ltda.
  • Tintas Renner S.A.
  • Tsa Química do Brasil Ltda.
  • Weg Indústria Química Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
Voltar ao topo