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CBO 2002 Família 7651 R$ 2.013 na admissão -292 postos em 12 meses 56 atividades

CBO 7651-05 — Cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)

O código 7651-05 identifica a ocupação cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) na CBO 2002, dentro da família 7651 — Trabalhadores da preparação de artefatos de tecidos, couros e tapeçaria. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)

Preparam materiais, equipamentos e ferramentas para a confecção de artefatos de tecidos e couros. Preparam tecidos, couros e tapetes para o corte e cortam - à mão e à máquina - tecidos couros e tapetes. Realizam testes e inspeções e compõem conjuntos e lotes de peças de tecidos, couros e tapetes. Preparam máquinas para corte de tecidos, couros e tapetes e realizam manutenção produtiva de máquinas, equipamentos e ferramentas. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, saúde, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7651 — Trabalhadores da preparação de artefatos de tecidos, couros e tapeçaria, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na preparação de couros, na fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e calçados e na confecção de artigos do vestuário e acessórios. São empregados com carteira assinada, trabalham de forma individual, com supervisão permanente, em ambiente fechado e no período diurno. Permanecem em posições desconfortáveis durante longos períodos e, eventualmente, ficam expostos a materiais tóxicos e ruído intenso.

Recursos de trabalho

Balancim; Chaira; Couro; Faca; Molde; Navalha; Sintéticos; Tecido; Tesoura; Trena.

Quanto ganha um cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62410% ganham até R$ 2.013mediana R$ 2.85610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.349

Entrada × quem já está

R$ 2.013 ao ser admitido · R$ 2.349 para quem tem vínculo ativo +16,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) foi de R$ 2.013 — metade das 980 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.624 e os 10% de maior, acima de R$ 2.856.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.349, ou seja, 16,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 33 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.013
Por ano (12 salários)R$ 24.156
Por semanaR$ 463
Por hora (43.8h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.011 74%
  • Mulheres — R$ 2.017 26%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.338 76%
  • Mulheres — R$ 2.384 24%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 1.648
  • Sudeste 2.051
  • Sul 2.091
  • Centro-Oeste 1.830

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (5 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 303 -128 — R$ 2.230 —
MG 264 -11 — R$ 1.867 —
RS 193 -49 — R$ 2.144 —
PR 55 -2 — R$ 2.083 —
SC 31 -11 — R$ 2.039 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.011

Desligamentos

1.303

Saldo

-292

Rotatividade

44,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (-3) saldo negativo · pior: set/25 (-48)

Em 12 meses houve 1.011 admissões e 1.303 desligamentos de cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados), o que significa que o mercado formal fechou 292 postos de trabalho no período, com rotatividade de 44,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 56,7% por dispensa sem justa causa, além de 8,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 31,6%
  • Dispensa sem justa causa 56,7%
  • Fim de contrato 8,4%

Sobre 1.303 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7%
  • 1 a 4 empregados 7,8%
  • 5 a 9 empregados 13,1%
  • 10 a 19 empregados 19,7%
  • 20 a 49 empregados 29%
  • 50 a 99 empregados 13,8%
  • 100 a 249 empregados 6,9%
  • 250 a 499 empregados 2,5%
  • 500 a 999 empregados 0,1%
  • 1.000 ou mais empregados 0,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de equipamentos e acessórios para segurança pessoal e profissional 3292202 · 15,4% das admissões 156 44h R$ 1.676 R$ 1.827 R$ 2.034 3% —
Fabricação de móveis com predominância de madeira 3101200 · 10,5% das admissões 106 44.1h R$ 1.945 R$ 2.331 R$ 2.566 3% 3
Fabricação de artigos para viagem, bolsas e semelhantes de qualquer material 1521100 · 8,4% das admissões 85 44h R$ 1.885 R$ 2.228 R$ 2.539 2% 2
Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente 1529700 · 5,2% das admissões 53 43.9h R$ 1.677 R$ 1.864 R$ 2.050 3% 2
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 4,9% das admissões 50 44h — R$ 2.420 — 2% 3
Fabricação de acessórios do vestuário, exceto para segurança e proteção 1414200 · 4,7% das admissões 48 44h R$ 1.730 R$ 1.762 R$ 1.795 3% 2
Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico 1351100 · 3,8% das admissões 38 44h — R$ 2.600 — 3% 3
Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 3,8% das admissões 38 43.2h — R$ 2.205 — 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.940 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

33 meses

Em empresa do Simples

55,4%

Sexo

  • Homem 76,5%
  • Mulher 23,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 2.940 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 57,5%
  • Parda 32,8%
  • Preta 8,8%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,5%
  • Até o 5º ano incompleto 3,4%
  • 5º ano completo 2,9%
  • 6º ao 9º ano 9,5%
  • Fundamental completo 13,1%
  • Médio incompleto 11,2%
  • Médio completo 57,8%
  • Superior incompleto 0,9%
  • Superior completo 0,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 1%
  • 5º ano completo 1,9%
  • 6º a 9º ano 5,3%
  • Fundamental completo 6,7%
  • Médio incompleto 12,7%
  • Médio completo 68,5%
  • Superior incompleto 2,3%
  • Superior completo 1,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 8,9%
  • 5 a 9 empregados 14%
  • 10 a 19 empregados 16,4%
  • 20 a 49 empregados 24,5%
  • 50 a 99 empregados 11,5%
  • 100 a 249 empregados 11,2%
  • 250 a 499 empregados 8,4%
  • 500 a 999 empregados 4,2%
  • 1.000 ou mais empregados 0,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

CAT no período

34

Idade média no acidente

35 anos

Tipo de acidente

  • Trajeto 32,4%
  • Típico 64,7%
  • Doença 2,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 47,1%
  • Partes múltiplas 8,8%
  • Cotovelo 8,8%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 5,9%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 5,9%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 41,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 14,7%
  • Fratura 11,8%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 8,8%
  • Luxação 5,9%

Agente causador

  • Tesoura, guilhotina, máquina de cortar - máquina 17,6%
  • Motocicleta, motoneta 14,7%
  • Veículo rodoviário motorizado 8,8%
  • Faca 8,8%
  • Máquina, NIC 5,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 8 23,5% 3.531
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 2 5,9% 313
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 2 5,9% 3.531
S61.0NU — Ferimento do punho e da mão 2 5,9% 3.531
S62.2 — Fratura do primeiro metacarpiano 1 2,9% 24.580
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 1 2,9% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se entre a quarta e a sétima séries do ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7651.

Qual especialização paga mais na família 7651

Todas as ocupações de trabalhadores da preparação de artefatos de tecidos, couros e tapeçaria, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7651-10 Cortador de tapeçaria R$ 2.125 R$ 2.366 1.713
7651-05 Cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) (esta página) R$ 2.013 R$ 2.349 2.940

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7651-05.

A Preparar materiais, equipamentos e ferramentas para a confecção de artefatos de tecidos e couros (8)
  • •Identificar características do artefato
  • •Conferir quantidade de materiais, equipamentos e ferramentas
  • •Selecionar tecidos, couros e tapetes conforme ordem de fabricação
  • •Medir espessura de materiais
  • •Identificar defeitos e características de tecidos, couros e tapetes
  • •Avaliar forma e dimensões de navalhas e moldes
  • •Verificar fio de facas e navalhas
  • •Comunicar superiores de materiais, equipamentos e ferramentas não conforme
B Preparar tecidos, couros e tapetes para o corte (9)
  • •Interpretar ordem de fabricação
  • •Consultar estoque de materiais
  • •Interpretar desenhos
  • •Identificar codificação de moldes
  • •Selecionar moldes e gabaritos
  • •Elaborar cronograma de corte
  • •Definir seqüência de operações de corte
  • •Definir posicionamento de corte para o aproveitamento de material
  • •Analisar reaproveitamento de retalhos de corte e peças defeituosas
C Realizar manutenção produtiva de máquinas, equipamentos e ferramentas (6)
  • •Limpar máquinas, equipamentos e local de trabalho
  • •Avaliar condições de funcionamento de máquinas, equipamentos e ferramentas
  • •Afiar ferramentas
  • •Substituir lâminas e discos de corte
  • •Lubrificar máquinas e ferramentas
  • •Requisitar manutenção corretiva
D Preparar máquinas para corte de tecidos, couros e tapetes (6)
  • •Avaliar condições de uso do cepo (base de corte)
  • •Alternar posição de corte no cepo (base de corte)
  • •Requisitar substituição do cepo (base de corte)
  • •Selecionar ferramentas
  • •Ajustar altura e distância das navalhas
  • •Regular pressão de corte
E Cortar tecidos, couros e tapetes, à máquina (6)
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual e coletiva
  • •Abastecer máquinas com materiais
  • •Posicionar navalhas sobre materiais
  • •Posicionar martelo da prensa sobre navalhas
  • •Acionar comandos de máquinas
  • •Substituir navalhas
F Cortar tecidos, couros e tapetes, à mão (4)
  • •Posicionar materiais sobre a mesa de corte
  • •Posicionar moldes sobre materiais
  • •Traçar tecidos com uso de moldes
  • •Marcar posição de montagem de peças
G Realizar testes e inspeções em peças de tecidos, couros e tapetes (5)
  • •Comparar tonalidades
  • •Testar a resistência
  • •Identificar defeitos de corte
  • •Especificar causas de defeitos no corte
  • •Separar peças defeituosas
H Compor conjuntos elotes de peças de tecidos, couros e tapetes (5)
  • •Limpar peças
  • •Codificar peças
  • •Quantificar peças
  • •Acondicionar peças
  • •Registrar dados de lotes e conjuntos conforme ordem de fabricação
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar criatividade
  • •Evidenciar dinamismo
  • •Demonstar capacidade de comunicação
  • •Dar provas de sociabilidade
  • •Dar provas de auto-organização
  • •Manifestar flexibilidade
  • •Evidenciar coordenação motora

Sinônimos oficiais (2)

Cortador, a balancimCortador, a mão

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7651-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.013 por mês, considerando as 980 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.624 (10% menores) a R$ 2.856 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.349 (RAIS 2024), 16.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.011 admissões contra 1.303 desligamentos, saldo de -292 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de equipamentos e acessórios para segurança pessoal e profissional (CNAE 3292202), com 15,4% das admissões e mediana de R$ 1.827. A ficha de cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)?

7651-05 (família 7651 — Trabalhadores da preparação de artefatos de tecidos, couros e tapeçaria). A CBO reconhece também os títulos: Cortador, a balancim, Cortador, a mão — todos usam o mesmo código 7651-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser cortador de artefatos de couro (exceto roupas e calçados)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7651: Para o exercício dessas ocupações requer-se entre a quarta e a sétima séries do ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7651-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7651-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7651-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (3292202), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7651:

  • •Bolsas Ladita Ltda.
  • •CNT - Confederação Nacional dos Trabalhadores
  • •Cooperativa dos Artesãos do Rio Grande do Sul (Cooparigs)
  • •Fabine Joy Artefatos de Couro
  • •Jasab do Brasil Artefatos de Couro Ltda.
  • •Luvas Koch Ltda.
  • •Oswaldt E Companhia Ltda.
  • •Redolfi Artefatos de Couro Ltda.
  • •São Paulo Alpargatas S.A.
  • •Varig S.A. Viação Aérea Rio Grandense
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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