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CBO 2002 Família 7612 R$ 1.985 na admissão -189 postos em 12 meses 10 atividades

CBO 7612-15 — Operador de bobinadeira

O código 7612-15 identifica a ocupação operador de bobinadeira na CBO 2002, dentro da família 7612 — Operadores da fiação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um operador de bobinadeira

Operam máquinas e instalações de fiação para produção de algodão penteado destinado às tecelagens conforme normas e procedimentos técnicos, de qualidade, de segurança, meio ambiente e de saúde. Comunicam os eventos operacionais do processo e sua segurança por meio de relatórios escritos e orais.

Descrição oficial da família 7612 — Operadores da fiação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham na condição de assalariados, com carteira assinada na produção de fios para tecelagem. Operam instalações sob supervisão permanente em trabalho diurno ou noturno. Estão expostos à poeira e sujeitos à inspiração de resíduos de fiação.

Recursos de trabalho

Abridores, limpadores e misturador; Carda e latões (vasos); Conicaleira, espula e conicais; Filatório de anel e filatório a rotor (open-end); Laminadeira; Maçaroqueira e ubetes (canelas); Passador; Penteadeira e pick-roll; Retorcedira e cones (bobinas); Reunideira e carretéis.

Quanto ganha um operador de bobinadeira

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.81810% ganham até R$ 1.985mediana R$ 2.62310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.373

Entrada × quem já está

R$ 1.985 ao ser admitido · R$ 2.373 para quem tem vínculo ativo +19,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de bobinadeira foi de R$ 1.985 — metade das 316 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.818 e os 10% de maior, acima de R$ 2.623.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.373, ou seja, 19,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.985
Por ano (12 salários)R$ 23.820
Por semanaR$ 457
Por hora (43.7h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.987 79,4%
  • Mulheres — R$ 1.948 20,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.486 71,2%
  • Mulheres — R$ 2.006 28,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 2.053
  • Sul 1.978

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
PR 130 -58 — R$ 1.954 —
SP 65 -32 — R$ 2.079 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

319

Desligamentos

508

Saldo

-189

Rotatividade

45,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+3) saldo negativo · pior: out/25 (-28)

Em 12 meses houve 319 admissões e 508 desligamentos de operador de bobinadeira, o que significa que o mercado formal fechou 189 postos de trabalho no período, com rotatividade de 45,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 41,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,4% por dispensa sem justa causa, além de 5,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 41,1%
  • Dispensa sem justa causa 48,4%
  • Fim de contrato 5,1%

Sobre 508 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,9% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 4,8%
  • 1 a 4 empregados 3,1%
  • 5 a 9 empregados 12,3%
  • 10 a 19 empregados 5,5%
  • 20 a 49 empregados 8,9%
  • 50 a 99 empregados 7,2%
  • 100 a 249 empregados 15%
  • 250 a 499 empregados 28%
  • 500 a 999 empregados 4,8%
  • 1.000 ou mais empregados 10,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de bobinadeira

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas 1323500 · 20,7% das admissões 66 44h R$ 1.921 R$ 1.958 R$ 1.994 3% 3
Fabricação de embalagens de material plástico 2222600 · 20,1% das admissões 64 43.8h R$ 1.920 R$ 1.973 R$ 2.267 3% 3
Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente 1359600 · 19,1% das admissões 61 44h R$ 1.905 R$ 1.963 R$ 2.034 3% 3
Navegação de apoio marítimo 5030101 · 3,4% das admissões 11 44h — R$ 5.215 — 3% 3
Fabricação de laminados planos e tubulares de material plástico 2221800 · 3,1% das admissões 10 44h — R$ 2.493 — 3% 3
Manutenção e reparação de geradores, transformadores e motores elétricos 3313901 · 2,5% das admissões 8 — — — — 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 2,5% das admissões 8 — — — — 3% 4
Fabricação de aviamentos para costura 3299005 · 1,9% das admissões 6 — — — — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de bobinadeira

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.108 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

34 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

14,2%

Sexo

  • Homem 69%
  • Mulher 31%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência2,3%

Sobre os 1.108 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 48,5%
  • Branca 41,4%
  • Preta 9,7%
  • Amarela 0,3%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,3%
  • Até o 5º ano incompleto 1,4%
  • 5º ano completo 3,6%
  • 6º ao 9º ano 10,5%
  • Fundamental completo 10,6%
  • Médio incompleto 11,7%
  • Médio completo 60,4%
  • Superior incompleto 0,7%
  • Superior completo 0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,9%
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º a 9º ano 6,6%
  • Fundamental completo 9,1%
  • Médio incompleto 12,5%
  • Médio completo 66,5%
  • Superior incompleto 1,9%
  • Superior completo 2,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,8%
  • 5 a 9 empregados 3,8%
  • 10 a 19 empregados 5,7%
  • 20 a 49 empregados 11,8%
  • 50 a 99 empregados 7,2%
  • 100 a 249 empregados 12,8%
  • 250 a 499 empregados 27,8%
  • 500 a 999 empregados 17,2%
  • 1.000 ou mais empregados 10,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de bobinadeira

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

52,9

CAT no período

44

Idade média no acidente

29 anos

Foram 44 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de bobinadeira nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 52,9 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 84,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 15,9% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 84,1%
  • Trajeto 15,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 29,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 13,6%
  • Ombro 9,1%
  • Membros inferiores, NIC 6,8%
  • Membros superiores, NIC 4,5%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 25%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 20,5%
  • Fratura 13,6%
  • Lesão imediata 13,6%
  • Outras lesões, NIC 6,8%

Agente causador

  • Máquina têxtil 22,7%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 11,4%
  • Máquina, NIC 9,1%
  • Veículo rodoviário motorizado 6,8%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC 6,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S60.1 — Contusão de dedo(s) com lesão da unha 4 9,1% 1.634
S61 — Ferimento do punho e da mão 4 9,1% 3.531
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 6,8% 3.531
S43.1 — Luxação da articulação acromioclavicular 2 4,5% 2.950
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 2 4,5% 1.634
S90.0 — Contusão do tornozelo 2 4,5% 1.188

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 52,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício pleno das atividades nessas ocupações requer ensino fundamental completo, qualificação no próprio emprego e um ano de prática. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7612.

Qual especialização paga mais na família 7612

Todas as ocupações de operadores da fiação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7612-20 Operador de cardas R$ 2.303 R$ 2.697 924
7612-45 Operador de open-end R$ 1.938 R$ 2.678 1.187
7612-60 Operador de retorcedeira R$ 2.020 R$ 2.629 1.433
7612-05 Operador de abertura (fiação) R$ 2.038 R$ 2.492 1.834
7612-25 Operador de conicaleira R$ 2.050 R$ 2.389 2.017
7612-15 Operador de bobinadeira (esta página) R$ 1.985 R$ 2.373 1.108
7612-55 Operador de penteadeira — R$ 2.317 117
7612-30 Operador de filatório R$ 1.939 R$ 2.242 4.232
7612-40 Operador de maçaroqueira R$ 2.105 R$ 2.223 427
7612-35 Operador de laminadeira e reunideira R$ 2.423 R$ 2.213 88
7612-10 Operador de binadeira R$ 2.109 R$ 2.167 212
7612-50 Operador de passador (fiação) R$ 2.208 R$ 2.065 858

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7612-15.

Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Trabalhar em equipe
  • •Comprometer-se com os objetivos da empresa
  • •Adequar-se as mudanças operacionais e administrativas
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar agilidade manual
  • •Demonstrar segurança
  • •Comunicar-se de forma clara e objetiva
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar asseio e higiene pessoal
  • •Demonstrar acuidade visual

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de bobinadeira?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.985 por mês, considerando as 316 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.818 (10% menores) a R$ 2.623 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.373 (RAIS 2024), 19.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de bobinadeira?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 319 admissões contra 508 desligamentos, saldo de -189 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de bobinadeira?

A atividade econômica que mais contratou foi Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas (CNAE 1323500), com 20,7% das admissões e mediana de R$ 1.958. A ficha de operador de bobinadeira no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de bobinadeira?

7612-15 (família 7612 — Operadores da fiação). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de bobinadeira?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7612: O exercício pleno das atividades nessas ocupações requer ensino fundamental completo, qualificação no próprio emprego e um ano de prática. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de bobinadeira?

A taxa é de 52,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (29,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S60.1 — contusão de dedo(s) com lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7612-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7612-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7612-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1323500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7612:

  • •Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (Abtt-Rio)
  • •Cotece S.A.
  • •Fiotex Industrial S.A.
  • •Santana Têxtil S.A.
  • •Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem Geral no Estado do Ceará (Sinditêxtil-CE)
  • •Têxtil Baquit S.A. (Tebasa)
  • •Têxtil Bezerra de Menezes S.A. (Tbm)
  • •Têxtil União S.A.
  • •Vicunha Nordeste S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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