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CBO 2002 Família 7154 R$ 2.510 na admissão -203 postos em 12 meses 35 atividades

CBO 7154-15 — Operador de central de concreto

O código 7154-15 identifica a ocupação operador de central de concreto na CBO 2002, dentro da família 7154 — Trabalhadores na operação de máquinas de concreto usinado e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de central de concreto

Programam a produção e o fornecimento de concreto e misturam seus agregados. Preparam o ambiente, os equipamentos de trabalho e os insumos do concreto. Descarregam e bombeiam o concreto.

Descrição oficial da família 7154 — Trabalhadores na operação de máquinas de concreto usinado e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresas de construção como assalariados com carteira assinada. Podem trabalhar também no comércio por atacado e em atividades imobiliárias. O trabalho é exercido em equipe com supervisão permanente. É presencial, realizado em horários irregulares, em ambiente fechado no caso do operador de central de concreto, e a céu aberto os operadores de bomba de concreto e de betoneira. Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse constante, e expostos a ruído intenso. O operador de central de concreto pode atuar em local confinado. Os operadores de bomba de concreto e de betoneira estão sujeitos a pó e a serem atingidos por objetos. Perigos inerentes ao trabalho realizado em trânsito urbano também fazem parte de sua rotina de trabalho. No caso do operador de bomba de concreto, o seu trabalho pode também ser realizado em grandes alturas.

Recursos de trabalho

Aditivos (redutor, retardador e plastificante); Agregados (areia natural e artificial, pedra brit; Água; Betoneira de caçamba; Betoneira de tambor; Bomba de guindaste (lança); Bomba estacionária; Caminhão betoneira; Central de concreto; Cimento.

Quanto ganha um operador de central de concreto

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.87210% ganham até R$ 2.510mediana R$ 3.53910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.512

Entrada × quem já está

R$ 2.510 ao ser admitido · R$ 3.512 para quem tem vínculo ativo +39,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de central de concreto foi de R$ 2.510 — metade das 1.462 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.872 e os 10% de maior, acima de R$ 3.539.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.512, ou seja, 39,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 23 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.510
Por ano (12 salários)R$ 30.120
Por semanaR$ 578
Por hora (44h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.513 96,1%
  • Mulheres — R$ 2.419 3,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.508 96,7%
  • Mulheres — R$ 3.775 3,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.900
  • Nordeste 2.494
  • Sudeste 2.475
  • Sul 2.669
  • Centro-Oeste 2.486

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 360 -52 — R$ 2.542 —
MG 139 -39 — R$ 2.459 —
SC 139 -3 — R$ 3.044 —
PR 136 -11 — R$ 2.350 —
RS 108 -18 — R$ 2.387 —
CE 75 -13 — R$ 1.723 —
MS 63 +1 — R$ 2.174 —
GO 62 -15 — R$ 2.513 —
MT 60 -19 — R$ 2.733 —
BA 51 -2 — R$ 2.694 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.474

Desligamentos

1.677

Saldo

-203

Rotatividade

47,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+7) saldo negativo · pior: abr/26 (-61)

Em 12 meses houve 1.474 admissões e 1.677 desligamentos de operador de central de concreto, o que significa que o mercado formal fechou 203 postos de trabalho no período, com rotatividade de 47,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 24,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 66,2% por dispensa sem justa causa, além de 5,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 24,9%
  • Dispensa sem justa causa 66,2%
  • Fim de contrato 5,8%

Sobre 1.677 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 16,1%
  • 1 a 4 empregados 6,8%
  • 5 a 9 empregados 9,1%
  • 10 a 19 empregados 12,4%
  • 20 a 49 empregados 21,7%
  • 50 a 99 empregados 14,2%
  • 100 a 249 empregados 10,4%
  • 250 a 499 empregados 6,2%
  • 500 a 999 empregados 1,3%
  • 1.000 ou mais empregados 1,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de central de concreto

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Preparação de massa de concreto e argamassa para construção 2330305 · 26,9% das admissões 396 44h R$ 2.094 R$ 2.378 R$ 2.896 3% —
Construção de edifícios 4120400 · 8,3% das admissões 122 44h R$ 1.883 R$ 2.660 R$ 3.190 3% 3
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 7,5% das admissões 110 44h R$ 2.675 R$ 3.040 R$ 3.550 3% 3
Fabricação de artefatos de cimento para uso na construção 2330302 · 6,8% das admissões 100 43.9h R$ 2.329 R$ 2.436 R$ 2.578 3% —
Fabricação de estruturas pré moldadas de concreto armado, em série e sob encomenda 2330301 · 6,8% das admissões 100 44.1h R$ 2.069 R$ 2.256 R$ 2.904 3% —
Serviços especializados para construção não especificados anteriormente 4399199 · 6,1% das admissões 90 44h R$ 2.225 R$ 2.586 R$ 3.056 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 6% das admissões 88 44.1h R$ 2.725 R$ 3.120 R$ 3.571 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de central de concreto

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.528 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

23 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

15,2%

Sexo

  • Homem 96,8%
  • Mulher 3,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada44h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 3.528 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 52,1%
  • Branca 38,4%
  • Preta 8,5%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,7%
  • Até o 5º ano incompleto 3,3%
  • 5º ano completo 2,6%
  • 6º ao 9º ano 7,8%
  • Fundamental completo 11,4%
  • Médio incompleto 9,2%
  • Médio completo 60,3%
  • Superior incompleto 2%
  • Superior completo 2,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,5%
  • Até 5º ano incompleto 3,3%
  • 5º ano completo 1,8%
  • 6º a 9º ano 5,3%
  • Fundamental completo 9%
  • Médio incompleto 9,6%
  • Médio completo 64,7%
  • Superior incompleto 3%
  • Superior completo 2,7%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 6,1%
  • 5 a 9 empregados 11,5%
  • 10 a 19 empregados 18,7%
  • 20 a 49 empregados 27,6%
  • 50 a 99 empregados 16,1%
  • 100 a 249 empregados 11,5%
  • 250 a 499 empregados 5%
  • 500 a 999 empregados 1,6%
  • 1.000 ou mais empregados 1,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de central de concreto

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

25,7

CAT no período

72

Idade média no acidente

36 anos

Foram 72 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de central de concreto nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 25,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 73,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 26,4% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 73,6%
  • Trajeto 26,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 23,6%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 11,1%
  • Pé (exceto artelhos) 9,7%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 8,3%
  • Joelho 6,9%

Natureza da lesão

  • Fratura 31,9%
  • Lesão imediata 19,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 12,5%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 8,3%
  • Outras lesões, NIC 6,9%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 9,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 8,3%
  • Metal - inclui liga 6,9%
  • Agente do acidente, NIC 5,6%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 4 5,6% 24.580
S62.6 — Fratura de outros dedos 4 5,6% 24.580
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 3 4,2% 1.358
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 4,2% 5.476
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 4,2% 3.531
Y96 — Circunstância relativa às condições de trabalho 2 2,8% 29

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Preparação de massa de concreto e argamassa para construção) tem RAT 3%, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 25,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental, exceto o operador de central de concreto que tem o ensino fundamental concluído. Requer-se também qualificação profissional da seguinte forma: cursos básicos de até duzentas horas para o operador de betoneira; de duzentas a quatrocentas horas para operador de central de concreto; e mais de quatrocentas horas para operador de bomba de concreto. O pleno exercício das atividades ocorre com menos de um ano de experiência profissional para operador de betoneira, e de um a dois anos para operadores de bomba de concreto e de central de concreto. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7154.

Qual especialização paga mais na família 7154

Todas as ocupações de trabalhadores na operação de máquinas de concreto usinado e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7154-20 Operador de usina de asfalto R$ 2.678 R$ 3.858 469
7154-10 Operador de bomba de concreto R$ 2.423 R$ 3.631 8.415
7154-15 Operador de central de concreto (esta página) R$ 2.510 R$ 3.512 3.528
7154-05 Operador de betoneira R$ 2.519 R$ 2.925 19.022

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7154-15.

A Programar a produção e o fornecimento de concreto e/ou massa asfáltica (6)
  • •Registrar os pedidos dos clientes
  • •Avaliar ordem de serviço
  • •Programar os insumos do concreto e/ou massa asfáltica
  • •Estabelecer o cronograma da produção
  • •Prever tempo e itinerário para o transporte
  • •Controlar as saídas do concreto da central e/ou da massa asfáltica da usina de asfalto para a obra
B Preparar o ambiente e os equipamentos de trabalho (6)
  • •Verificar pneu, e/ou nível do óleo e da água
  • •Inspecionar sistema elétrico, mecânico e hidráulico dos equipamentos
  • •Testar funcionamento dos equipamentos
  • •Descrever as avarias para manutenção dos equipamentos
  • •Reabastecer combustível dos equipamentos
  • •Selecionar equipamentos e acessórios
C Preparar os insumos (10)
  • •Analisar a umidade da areia
  • •Avaliar a quantidade de água no concreto
  • •Analisar o traço
  • •Consultar tabelas e relatórios
  • •Relacionar insumos
  • •Quantificar peso e volume dos insumos
  • •Controlar abertura das comportas, através de painéis
  • •Medir insumos conforme o traço
  • •Coletar amostras de insumos para análise
  • •Conferir estoque de insumos
D Misturar agregados do concreto e/ou da massa asfáltica (2)
  • •Abastecer betoneira com água
  • •Conferir densidade do concreto
E Descarregar o concreto (1)
  • •Registrar os horários da carga e/ou descarga
F Bombear concreto (1)
  • •Registrar horário de descarga do concreto de acordo com o prazo
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar zelo
  • •Demonstrar senso de organização
  • •Demonstrar habilidades numéricas
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar sob pressão
  • •Demonstrar capacidade de cumprir normas e procedimentos
  • •Demonstrar atenção

Sinônimos oficiais (3)

Balanceiro de concretoConcreteiroOperador de balança (concreto)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7154-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de central de concreto?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.510 por mês, considerando as 1.462 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.872 (10% menores) a R$ 3.539 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.512 (RAIS 2024), 39.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de central de concreto?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.474 admissões contra 1.677 desligamentos, saldo de -203 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de central de concreto?

A atividade econômica que mais contratou foi Preparação de massa de concreto e argamassa para construção (CNAE 2330305), com 26,9% das admissões e mediana de R$ 2.378. A ficha de operador de central de concreto no Buscador NCM lista os 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de central de concreto?

7154-15 (família 7154 — Trabalhadores na operação de máquinas de concreto usinado e afins). A CBO reconhece também os títulos: Balanceiro de concreto, Concreteiro, Operador de balança (concreto) — todos usam o mesmo código 7154-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de central de concreto?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7154: Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental, exceto o operador de central de concreto que tem o ensino fundamental concluído. Requer-se também qualificação profissional da seguinte forma: cursos básicos de até duzentas horas para o operador de betoneira; de duzentas a quatrocentas horas para operador de central de concreto; e mais de quatrocentas horas para operador de bomba de concreto. O pleno exercício das atividades ocorre com menos de um ano de experiência profissional para operador de betoneira, e de um a dois anos para operadores de bomba de concreto e de central de concreto. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de central de concreto?

A taxa é de 25,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (23,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62 — fratura ao nível do punho e da mão. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7154-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7154-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7154-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2330305), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7154:

  • •Betonmaster Concreto e Artefatos de Cimento Ltda.
  • •Borges Teixeira Ltda.
  • •Brasil Beton S.A.
  • •Concreart Indústria e Comércio Ltda.
  • •Diagonal Construtora Ltda.
  • •Engemix Geral de Concreto S.A.
  • •Geoserv Indústria de Estruturas de Pré-moldados Ltda.
  • •Geoserv Serviços de Geotecnia e Construção Ltda.
  • •Goiás Artefatos de Cimento Ltda.
  • •Inbracol Indústria Brasileira de Concreto Ltda.
  • •Lajes Santa Inês Engenharia Indústria e Comércio Ltda.
  • •M. Fortes Artefatos de Cimento e Materiais de Construcão Ltda.
  • •Redimix do Brasil S.A.
  • •SCAC Fundações e Estruturas Ltda.
  • •Supermix Concreto S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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