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CBO 2002 Família 7154 R$ 2.694 na admissão +85 postos em 12 meses 52 atividades

CBO 7154-20 — Operador de usina de asfalto

O código 7154-20 identifica a ocupação operador de usina de asfalto na CBO 2002, dentro da família 7154 — Trabalhadores na operação de máquinas de concreto usinado e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um operador de usina de asfalto

Programam a produção e o fornecimento de concreto e misturam seus agregados. Preparam o ambiente, os equipamentos de trabalho e os insumos do concreto. Descarregam e bombeiam o concreto.

Descrição oficial da família 7154 — Trabalhadores na operação de máquinas de concreto usinado e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresas de construção como assalariados com carteira assinada. Podem trabalhar também no comércio por atacado e em atividades imobiliárias. O trabalho é exercido em equipe com supervisão permanente. É presencial, realizado em horários irregulares, em ambiente fechado no caso do operador de central de concreto, e a céu aberto os operadores de bomba de concreto e de betoneira. Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse constante, e expostos a ruído intenso. O operador de central de concreto pode atuar em local confinado. Os operadores de bomba de concreto e de betoneira estão sujeitos a pó e a serem atingidos por objetos. Perigos inerentes ao trabalho realizado em trânsito urbano também fazem parte de sua rotina de trabalho. No caso do operador de bomba de concreto, o seu trabalho pode também ser realizado em grandes alturas.

Recursos de trabalho

Aditivos (redutor, retardador e plastificante); Agregados (areia natural e artificial, pedra brit; Água; Betoneira de caçamba; Betoneira de tambor; Bomba de guindaste (lança); Bomba estacionária; Caminhão betoneira; Central de concreto; Cimento.

Quanto ganha um operador de usina de asfalto

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.71310% ganham atéR$ 2.694medianaR$ 4.62510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.858

Entrada × quem já está

R$ 2.694 ao ser admitido · R$ 3.858 para quem tem vínculo ativo +43,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de usina de asfalto foi de R$ 2.694 — metade das 420 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.713 e os 10% de maior, acima de R$ 4.625.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.858, ou seja, 43,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 10 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.694
Por ano (12 salários)R$ 32.328
Por semanaR$ 620
Por hora (44h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.694100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.860100%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.600
  • Nordeste3.230
  • Sudeste2.683
  • Sul2.525
  • Centro-Oeste2.308

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 72 +12 R$ 2.465
GO 45 +28 R$ 1.958
MG 44 -1 R$ 3.100

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

421

Desligamentos

336

Saldo

+85

Rotatividade

71,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+29) saldo negativo · pior: dez/25 (-23)

Em 12 meses houve 421 admissões e 336 desligamentos de operador de usina de asfalto, o que significa que o mercado formal abriu 85 postos de trabalho no período, com rotatividade de 71,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 16,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 71,4% por dispensa sem justa causa, além de 9,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador16,1%
  • Dispensa sem justa causa71,4%
  • Fim de contrato9,8%

Sobre 336 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro27,8%
  • 1 a 4 empregados5,5%
  • 5 a 9 empregados7,6%
  • 10 a 19 empregados9%
  • 20 a 49 empregados15,2%
  • 50 a 99 empregados11,6%
  • 100 a 249 empregados9,3%
  • 250 a 499 empregados5,9%
  • 500 a 999 empregados5,7%
  • 1.000 ou mais empregados2,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de usina de asfalto

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 35,6% das admissões 150 44.1h R$ 2.307 R$ 3.033 R$ 3.913 3% 4
Construção de edifícios 4120400 · 12,4% das admissões 52 44.1h R$ 2.233 R$ 2.480 R$ 3.400 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 8,1% das admissões 34 44.1h R$ 3.001 3% 1
Fabricação de outros produtos de minerais não metálicos não especificados anteriormente 2399199 · 4,5% das admissões 19 44h R$ 2.433 3% 3
Obras de urbanização - ruas, praças e calçadas 4213800 · 4,5% das admissões 19 44.3h R$ 3.200 3% 3
Obras de terraplenagem 4313400 · 3,8% das admissões 16 44.1h R$ 3.095 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 3,3% das admissões 14 44h R$ 1.800 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de usina de asfalto

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 469 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

10 meses

No setor público

0,9%

Em empresa do Simples

9,6%

Sexo

  • Homem99,4%
  • Mulher0,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada44h/sem
  • Pessoas com deficiência0,2%

Sobre os 469 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda55,1%
  • Branca34,2%
  • Preta9,4%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,7%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,4%
  • Até o 5º ano incompleto5,3%
  • 5º ano completo3,4%
  • 6º ao 9º ano6,8%
  • Fundamental completo10,2%
  • Médio incompleto9%
  • Médio completo63,5%
  • Superior incompleto0,6%
  • Superior completo0,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto2,6%
  • 5º ano completo1,2%
  • 6º a 9º ano7,4%
  • Fundamental completo11,2%
  • Médio incompleto11,4%
  • Médio completo64,4%
  • Superior incompleto0,7%
  • Superior completo1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados7,5%
  • 5 a 9 empregados9,2%
  • 10 a 19 empregados17,7%
  • 20 a 49 empregados24,5%
  • 50 a 99 empregados15,4%
  • 100 a 249 empregados11,3%
  • 250 a 499 empregados4,9%
  • 500 a 999 empregados3,6%
  • 1.000 ou mais empregados6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental, exceto o operador de central de concreto que tem o ensino fundamental concluído. Requer-se também qualificação profissional da seguinte forma: cursos básicos de até duzentas horas para o operador de betoneira; de duzentas a quatrocentas horas para operador de central de concreto; e mais de quatrocentas horas para operador de bomba de concreto. O pleno exercício das atividades ocorre com menos de um ano de experiência profissional para operador de betoneira, e de um a dois anos para operadores de bomba de concreto e de central de concreto. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7154.

Qual especialização paga mais na família 7154

Todas as ocupações de trabalhadores na operação de máquinas de concreto usinado e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7154-20 Operador de usina de asfalto (esta página) R$ 2.694 R$ 3.858 469
7154-10 Operador de bomba de concreto R$ 2.419 R$ 3.631 8.415
7154-15 Operador de central de concreto R$ 2.505 R$ 3.512 3.528
7154-05 Operador de betoneira R$ 2.506 R$ 2.925 19.022

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7154-20.

A Programar a produção e o fornecimento de concreto e/ou massa asfáltica (8)
  • Registrar os pedidos dos clientes
  • Avaliar ordem de serviço
  • Participar da avaliação da adequação das condições climáticas à produção
  • Programar os insumos do concreto e/ou massa asfáltica
  • Estabelecer o cronograma da produção
  • Prever tempo e itinerário para o transporte
  • Controlar as saídas do concreto da central e/ou da massa asfáltica da usina de asfalto para a obra
  • Organizar carregamento de caminhões para transporte da massa asfáltica
B Preparar o ambiente e os equipamentos de trabalho (10)
  • Verificar pneu, e/ou nível do óleo e da água
  • Verificar níveis e temperatura dos reservatórios de cap, óleo térmico e combustíveis
  • Inspecionar sistema elétrico, mecânico e hidráulico dos equipamentos
  • Inspecionar sistema pneumático
  • Testar funcionamento dos equipamentos
  • Descrever as avarias para manutenção dos equipamentos
  • Solicitar reabastecimento de combustível dos equipamentos
  • Realizar pequenas manutenções
  • Limpar misturador da usina de asfalto
  • Solicitar limpeza e/ou manutenção de equipamentos e instrumentos
C Preparar os insumos (8)
  • Inserir no painel de controle os dados de umidade dos agregados
  • Analisar o traço
  • Consultar tabelas e relatórios
  • Relacionar insumos
  • Controlar abertura das comportas, através de painéis
  • Coletar amostras de insumos para análise
  • Conferir estoque de insumos
  • Solicitar reposição de estoque
D Misturar agregados do concreto e/ou da massa asfáltica (15)
  • Conferir a tara das balanças
  • Programar a mistura dos agregados conforme traço solicitado
  • Acionar motores da usina
  • Solicitar carregamento dos silos dos agregados
  • Ajustar a temperatura do secador para a mistura dos agregados
  • Acionar a bomba de cap
  • Injetar cap para mistura dos componentes da massa asfáltica
  • Enviar amostra da massa asfáltica para o laboratório
  • Controlar fluxo dos insumos
  • Monitorar temperatura do processo de produção
  • Checar volume da massa asfáltica
  • Analisar visualmente a mistura do concreto e/ou massa asfáltica
  • Carregar caminhões
  • Emitir nota fiscal ou romaneio de transporte
  • Arquivar notas fiscais e protocolos de produção
E Descarregar o concreto (2)
  • Coletar amostra de concreto e/ou massa asfáltica para análise
  • Registrar os horários da carga e/ou descarga
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Demonstrar responsabilidade
  • Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar zelo
  • Demonstrar senso de organização
  • Demonstrar habilidades numéricas
  • Demonstrar capacidade de trabalhar sob pressão
  • Demonstrar capacidade de cumprir normas e procedimentos
  • Demonstrar atenção

Sinônimos oficiais (2)

Auxiliar de operador de usina de asfaltoOperador de central de asfalto

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7154-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de usina de asfalto?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.694 por mês, considerando as 420 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.713 (10% menores) a R$ 4.625 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.858 (RAIS 2024), 43.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de usina de asfalto?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 421 admissões contra 336 desligamentos, saldo de +85 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de usina de asfalto?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de rodovias e ferrovias (CNAE 4211101), com 35,6% das admissões e mediana de R$ 3.033. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de usina de asfalto?

7154-20 (família 7154 — Trabalhadores na operação de máquinas de concreto usinado e afins). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de operador de usina de asfalto, Operador de central de asfalto — todos usam o mesmo código 7154-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de usina de asfalto?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7154: Para o exercício dessas ocupações requer-se escolaridade entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental, exceto o operador de central de concreto que tem o ensino fundamental concluído. Requer-se também qualificação profissional da seguinte forma: cursos básicos de até duzentas horas para o operador de betoneira; de duzentas a quatrocentas horas para operador de central de concreto; e mais de quatrocentas horas para operador de bomba de concreto. O pleno exercício das atividades ocorre com menos de um ano de experiência profissional para operador de betoneira, e de um a dois anos para operadores de bomba de concreto e de central de concreto. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7154-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7154-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7154-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4211101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7154:

  • Betonmaster Concreto e Artefatos de Cimento Ltda.
  • Borges Teixeira Ltda.
  • Brasil Beton S.A.
  • Concreart Indústria e Comércio Ltda.
  • Diagonal Construtora Ltda.
  • Engemix Geral de Concreto S.A.
  • Geoserv Indústria de Estruturas de Pré-moldados Ltda.
  • Geoserv Serviços de Geotecnia e Construção Ltda.
  • Goiás Artefatos de Cimento Ltda.
  • Inbracol Indústria Brasileira de Concreto Ltda.
  • Lajes Santa Inês Engenharia Indústria e Comércio Ltda.
  • M. Fortes Artefatos de Cimento e Materiais de Construcão Ltda.
  • Redimix do Brasil S.A.
  • SCAC Fundações e Estruturas Ltda.
  • Supermix Concreto S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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