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CBO 2002 Família 7152 R$ 3.078 na admissão -143 postos em 12 meses 25 atividades

CBO 7152-20 — Pedreiro (material refratário)

O código 7152-20 identifica a ocupação pedreiro (material refratário) na CBO 2002, dentro da família 7152 — Trabalhadores de estruturas de alvenaria. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um pedreiro (material refratário)

Organizam e preparam o local de trabalho na obra; constroem fundações e estruturas de alvenaria. Aplicam revestimentos e contrapisos.

Descrição oficial da família 7152 — Trabalhadores de estruturas de alvenaria, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Vinculam-se a atividades da construção civil e a áreas de serviços gerais em empresas industriais, comerciais ou de serviços. Os calceteiros e pedreiros trabalham, na sua maioria, por conta própria. Os pedreiros de chaminés industriais, de edificações, de mineração e de material refratário são predominantemente assalariados. Trabalham sob supervisão permanente, exceto o pedreiro que ocasionalmente tem seus trabalhos supervisionados. Podem realizar atividades em grandes alturas, em locais subterrâneos ou confinados, ex-postos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas temperaturas e poluição do ar.

Recursos de trabalho

Balde; Camurça e desempenadeira de feltro; Colher de pedreiro; Desempenadeira; Enxada; Esquadro; Linha de naylon; Metro; Nível de bolha; Prumo de face.

Quanto ganha um pedreiro (material refratário)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.30110% ganham até R$ 3.078mediana R$ 4.04210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.526

Entrada × quem já está

R$ 3.078 ao ser admitido · R$ 3.526 para quem tem vínculo ativo +14,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de pedreiro (material refratário) foi de R$ 3.078 — metade das 3.851 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.301 e os 10% de maior, acima de R$ 4.042.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.526, ou seja, 14,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 21 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.078
Por ano (12 salários)R$ 36.936
Por semanaR$ 708
Por hora (43.9h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.080 99,2%
  • Mulheres — R$ 1.918 0,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.550 98,3%
  • Mulheres — R$ 2.225 1,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 3.045
  • Nordeste 2.790
  • Sudeste 3.087
  • Sul 2.934

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 1.479 +161 — R$ 3.239 —
SP 1.166 -5 — R$ 2.960 —
RJ 326 -54 — R$ 3.055 —
ES 190 -108 — R$ 2.972 —
BA 138 +8 — R$ 3.717 —
PR 112 +2 — R$ 2.950 —
MA 92 -10 — R$ 2.642 —
PA 84 -25 — R$ 3.046 —
SC 72 -7 — R$ 3.100 —
PE 69 +21 — R$ 3.163 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

3.874

Desligamentos

4.017

Saldo

-143

Rotatividade

59,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+160) saldo negativo · pior: fev/26 (-137)

Em 12 meses houve 3.874 admissões e 4.017 desligamentos de pedreiro (material refratário), o que significa que o mercado formal fechou 143 postos de trabalho no período, com rotatividade de 59,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 9,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 63,1% por dispensa sem justa causa, além de 24,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 9,3%
  • Dispensa sem justa causa 63,1%
  • Fim de contrato 24,9%

Sobre 4.017 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 12,9%
  • Pessoa com deficiência 0,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 8,4%
  • 1 a 4 empregados 1%
  • 5 a 9 empregados 2,7%
  • 10 a 19 empregados 2,8%
  • 20 a 49 empregados 10,4%
  • 50 a 99 empregados 20,8%
  • 100 a 249 empregados 11,5%
  • 250 a 499 empregados 9%
  • 500 a 999 empregados 11%
  • 1.000 ou mais empregados 22,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata pedreiro (material refratário)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Obras de montagem industrial 4292802 · 25,1% das admissões 972 43.8h R$ 2.777 R$ 3.288 R$ 3.764 3% 4
Comércio atacadista especializado em outros produtos intermediários não especificados anteriormente 4689399 · 13% das admissões 502 44h R$ 2.336 R$ 2.373 R$ 2.663 2% 3
Construção de edifícios 4120400 · 10,4% das admissões 401 44h R$ 2.616 R$ 2.861 R$ 3.691 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 6,3% das admissões 245 44h R$ 3.125 R$ 3.711 R$ 4.042 3% 1
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 5,5% das admissões 212 44.4h R$ 2.931 R$ 2.998 R$ 3.405 3% 3
Outras obras de instalações em construções não especificadas anteriormente 4329199 · 5,2% das admissões 201 44h R$ 2.792 R$ 3.166 R$ 3.361 3% 3
Instalação de máquinas e equipamentos industriais 3321000 · 4,7% das admissões 184 44h R$ 3.041 R$ 3.086 R$ 3.197 3% 3
Serviços especializados para construção não especificados anteriormente 4399199 · 2,7% das admissões 106 44h R$ 2.909 R$ 2.977 R$ 3.149 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como pedreiro (material refratário)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 6.704 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

21 meses

No setor público

0,2%

Em empresa do Simples

6,7%

Sexo

  • Homem 98,6%
  • Mulher 1,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente21,7%

Sobre os 6.704 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 71,7%
  • Branca 19,2%
  • Preta 8,4%
  • Amarela 0,5%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 2,6%
  • 5º ano completo 3,1%
  • 6º ao 9º ano 10,7%
  • Fundamental completo 14,3%
  • Médio incompleto 8,7%
  • Médio completo 59,9%
  • Superior incompleto 0,2%
  • Superior completo 0,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,4%
  • Até 5º ano incompleto 2,3%
  • 5º ano completo 2,2%
  • 6º a 9º ano 7,9%
  • Fundamental completo 12,7%
  • Médio incompleto 8%
  • Médio completo 65,8%
  • Superior incompleto 0,3%
  • Superior completo 0,4%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1,6%
  • 5 a 9 empregados 2,1%
  • 10 a 19 empregados 2,6%
  • 20 a 49 empregados 4,6%
  • 50 a 99 empregados 6,5%
  • 100 a 249 empregados 6,9%
  • 250 a 499 empregados 17%
  • 500 a 999 empregados 16,1%
  • 1.000 ou mais empregados 42,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de pedreiro (material refratário)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

12,9

CAT no período

77

Idade média no acidente

42 anos

Foram 77 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo pedreiro (material refratário) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 12,9 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 87% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 11,7% de trajeto (no deslocamento) e 1,3% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 87%
  • Trajeto 11,7%
  • Doença 1,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 32,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 14,3%
  • Pé (exceto artelhos) 11,7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 5,2%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 5,2%

Natureza da lesão

  • Fratura 23,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 14,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 11,7%
  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.) 11,7%
  • Outras lesões, NIC 6,5%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 15,6%
  • Tijolo e telha - cerâmica 10,4%
  • Martelo, malho, marreta - ferramenta manual sem força motriz 6,5%
  • Motocicleta, motoneta 6,5%
  • Agente do acidente, NIC 5,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 10 13% 24.580
M79.6 — Dor em membro 3 3,9% 517
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 3,9% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 3,9% 5.476
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 3 3,9% 1.634
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 2 2,6% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Obras de montagem industrial) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 12,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O grau de escolaridade exigido para atuar como profissional dessa área é o ensino fundamental. O aprendizado, geralmente, ocorre no canteiro de obras ou ainda pode ser obtido em escolas de formação profissional da área de construção civil. Para o pleno desenvolvimento das atividades requer-se experiência entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7152.

Qual especialização paga mais na família 7152

Todas as ocupações de trabalhadores de estruturas de alvenaria, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7152-20 Pedreiro (material refratário) (esta página) R$ 3.078 R$ 3.526 6.704
7152-25 Pedreiro (mineração) R$ 2.369 R$ 2.831 282
7152-05 Calceteiro R$ 2.401 R$ 2.630 8.667
7152-30 Pedreiro de edificações R$ 2.584 R$ 2.594 25.169
7152-10 Pedreiro R$ 2.604 R$ 2.523 412.641
7152-15 Pedreiro (chaminés industriais) R$ 2.394 R$ 2.450 246

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7152-20.

A Organizar o trabalho (4)
  • •Interpretar as ordens de serviço
  • •Especificar os materiais a serem utilizados na obra
  • •Calcular os materiais a serem utilizados na obra
  • •Orçar o serviço
B Preparar o local de trabalho (5)
  • •Providenciar a liberação do local de trabalho
  • •Selecionar as ferramentas e equipamentos
  • •Selecionar os equipamentos de segurança
  • •Providenciar o local para depósito de materiais e ferramentas
  • •Disponibilizar os materiais para a obra
D Construir estruturas de alvenarias (6)
  • •Esquadrejar as alvenarias
  • •Preparar a argamassa para o assentamento
  • •Aprumar as alvenarias
  • •Nivelar as alvenarias
  • •Alinhar as alvenarias
  • •Assentar os tijolos, blocos e elementos vazados
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Coordenar trabalhos com outros membros da equipe
  • •Trabalhar em áreas de risco
  • •Trabalhar em grandes alturas
  • •Obedecer as normas de segurança
  • •Zelar pela qualidade do trabalho
  • •Manter-se atualizado quanto as normas técnicas e de segurança
  • •Preocupar-se com a produtividade
  • •Comunicar-se com clientes, superiores e colegas de trabalho
  • •Cuidar do material de trabalho
  • •Cumprir as especificações do fabricante

Sinônimos oficiais (2)

Pedreiro de fornoRefratarista (pedreiro)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7152-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um pedreiro (material refratário)?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.078 por mês, considerando as 3.851 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.301 (10% menores) a R$ 4.042 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.526 (RAIS 2024), 14.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando pedreiro (material refratário)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 3.874 admissões contra 4.017 desligamentos, saldo de -143 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata pedreiro (material refratário)?

A atividade econômica que mais contratou foi Obras de montagem industrial (CNAE 4292802), com 25,1% das admissões e mediana de R$ 3.288. A ficha de pedreiro (material refratário) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de pedreiro (material refratário)?

7152-20 (família 7152 — Trabalhadores de estruturas de alvenaria). A CBO reconhece também os títulos: Pedreiro de forno, Refratarista (pedreiro) — todos usam o mesmo código 7152-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser pedreiro (material refratário)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7152: O grau de escolaridade exigido para atuar como profissional dessa área é o ensino fundamental. O aprendizado, geralmente, ocorre no canteiro de obras ou ainda pode ser obtido em escolas de formação profissional da área de construção civil. Para o pleno desenvolvimento das atividades requer-se experiência entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de pedreiro (material refratário)?

A taxa é de 12,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (32,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7152-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7152-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7152-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4292802), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (5 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7152:

  • •Sergen Serviços de Engenharia S.A.
  • •Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-rj)
  • •Sindicato dos Técnicos Industriais de Santa Catarina (Sintec)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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