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CBO 2002 Família 7152 R$ 2.401 na admissão -25 postos em 12 meses 22 atividades

CBO 7152-05 — Calceteiro

O código 7152-05 identifica a ocupação calceteiro na CBO 2002, dentro da família 7152 — Trabalhadores de estruturas de alvenaria. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um calceteiro

Organizam e preparam o local de trabalho na obra; constroem fundações e estruturas de alvenaria. Aplicam revestimentos e contrapisos.

Descrição oficial da família 7152 — Trabalhadores de estruturas de alvenaria, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Vinculam-se a atividades da construção civil e a áreas de serviços gerais em empresas industriais, comerciais ou de serviços. Os calceteiros e pedreiros trabalham, na sua maioria, por conta própria. Os pedreiros de chaminés industriais, de edificações, de mineração e de material refratário são predominantemente assalariados. Trabalham sob supervisão permanente, exceto o pedreiro que ocasionalmente tem seus trabalhos supervisionados. Podem realizar atividades em grandes alturas, em locais subterrâneos ou confinados, ex-postos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas temperaturas e poluição do ar.

Recursos de trabalho

Balde; Camurça e desempenadeira de feltro; Colher de pedreiro; Desempenadeira; Enxada; Esquadro; Linha de naylon; Metro; Nível de bolha; Prumo de face.

Quanto ganha um calceteiro

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.80410% ganham até R$ 2.401mediana R$ 3.01410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.630

Entrada × quem já está

R$ 2.401 ao ser admitido · R$ 2.630 para quem tem vínculo ativo +9,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de calceteiro foi de R$ 2.401 — metade das 5.619 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.804 e os 10% de maior, acima de R$ 3.014.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.630, ou seja, 9,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 16 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.401
Por ano (12 salários)R$ 28.812
Por semanaR$ 553
Por hora (44h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.401 99,5%
  • Mulheres — R$ 2.350 0,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.646 97,3%
  • Mulheres — R$ 2.388 2,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.298
  • Nordeste 2.329
  • Sudeste 2.606
  • Sul 2.299
  • Centro-Oeste 2.426

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 888 +63 — R$ 2.694 —
RS 634 -73 — R$ 2.242 —
MG 576 -75 — R$ 2.001 —
RJ 466 -20 — R$ 2.945 —
PR 418 -35 — R$ 2.446 —
SC 401 +14 — R$ 2.380 —
CE 315 -3 — R$ 2.518 —
BA 303 +57 — R$ 2.600 —
GO 287 +52 — R$ 2.388 —
MT 186 +22 — R$ 2.766 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

5.668

Desligamentos

5.693

Saldo

-25

Rotatividade

65,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+218) saldo negativo · pior: dez/25 (-373)

Em 12 meses houve 5.668 admissões e 5.693 desligamentos de calceteiro, o que significa que o mercado formal fechou 25 postos de trabalho no período, com rotatividade de 65,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 19,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 65,2% por dispensa sem justa causa, além de 11,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 19,9%
  • Dispensa sem justa causa 65,2%
  • Fim de contrato 11,5%

Sobre 5.693 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,1%
  • Contrato intermitente 4,8%
  • Pessoa com deficiência 0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 32,7%
  • 1 a 4 empregados 8,1%
  • 5 a 9 empregados 7,9%
  • 10 a 19 empregados 9%
  • 20 a 49 empregados 13,2%
  • 50 a 99 empregados 9,8%
  • 100 a 249 empregados 8,4%
  • 250 a 499 empregados 6,8%
  • 500 a 999 empregados 1,2%
  • 1.000 ou mais empregados 2,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata calceteiro

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 20% das admissões 1.135 44.1h R$ 2.213 R$ 2.497 R$ 2.675 3% 4
Obras de urbanização - ruas, praças e calçadas 4213800 · 17,2% das admissões 975 44h R$ 2.003 R$ 2.300 R$ 2.627 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 15,7% das admissões 892 44.2h R$ 2.144 R$ 2.366 R$ 2.677 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 7% das admissões 397 44.2h R$ 2.276 R$ 2.482 R$ 2.808 3% 1
Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas, exceto obras de irrigação 4222701 · 6,4% das admissões 361 44h R$ 2.249 R$ 2.531 R$ 2.655 3% —
Obras de terraplenagem 4313400 · 5,2% das admissões 292 44.2h R$ 2.186 R$ 2.623 R$ 3.032 3% 3
Obras de alvenaria 4399103 · 3,2% das admissões 179 43.9h R$ 2.200 R$ 2.571 R$ 2.836 3% 3
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 2,6% das admissões 146 44h R$ 2.265 R$ 2.513 R$ 2.692 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como calceteiro

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.667 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

16 meses

No setor público

20,6%

Em empresa do Simples

23,1%

Sexo

  • Homem 97,6%
  • Mulher 2,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,1h/sem
  • Pessoas com deficiência0,3%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente2,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 8.667 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 46,8%
  • Branca 40,6%
  • Preta 11,3%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 1,3%
  • Até o 5º ano incompleto 8,8%
  • 5º ano completo 6,7%
  • 6º ao 9º ano 13,1%
  • Fundamental completo 16,6%
  • Médio incompleto 7,8%
  • Médio completo 44,6%
  • Superior incompleto 0,4%
  • Superior completo 0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 1%
  • Até 5º ano incompleto 6,5%
  • 5º ano completo 3,7%
  • 6º a 9º ano 10,2%
  • Fundamental completo 15,6%
  • Médio incompleto 9,3%
  • Médio completo 53,2%
  • Superior incompleto 0,3%
  • Superior completo 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 14,7%
  • 5 a 9 empregados 9,1%
  • 10 a 19 empregados 9,6%
  • 20 a 49 empregados 14,1%
  • 50 a 99 empregados 10,1%
  • 100 a 249 empregados 9,8%
  • 250 a 499 empregados 6,8%
  • 500 a 999 empregados 6,6%
  • 1.000 ou mais empregados 19,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de calceteiro

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

15,1

CAT no período

106

Idade média no acidente

41 anos

Foram 106 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo calceteiro nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 15,1 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 84% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 16% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 16%
  • Típico 84%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 23,6%
  • Pé (exceto artelhos) 14,2%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 7,5%
  • Cabeça, NIC 5,7%
  • Membros inferiores, NIC 4,7%

Natureza da lesão

  • Fratura 30,2%
  • Lesão imediata 14,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 13,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 12,3%
  • Distensão, torção 7,5%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado 14,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 8,5%
  • Metal - inclui liga 6,6%
  • Veículo, NIC 6,6%
  • Motocicleta, motoneta 5,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 6 5,7% 24.580
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 3,8% 5.476
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 4 3,8% 1.634
S92.4 — Fratura do hálux 4 3,8% 15.618
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 4 3,8% 3.531
M54.5 — Dor lombar baixa 3 2,8% 9.517

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de rodovias e ferrovias) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 15,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O grau de escolaridade exigido para atuar como profissional dessa área é o ensino fundamental. O aprendizado, geralmente, ocorre no canteiro de obras ou ainda pode ser obtido em escolas de formação profissional da área de construção civil. Para o pleno desenvolvimento das atividades requer-se experiência entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7152.

Qual especialização paga mais na família 7152

Todas as ocupações de trabalhadores de estruturas de alvenaria, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7152-20 Pedreiro (material refratário) R$ 3.078 R$ 3.526 6.704
7152-25 Pedreiro (mineração) R$ 2.369 R$ 2.831 282
7152-05 Calceteiro (esta página) R$ 2.401 R$ 2.630 8.667
7152-30 Pedreiro de edificações R$ 2.584 R$ 2.594 25.169
7152-10 Pedreiro R$ 2.604 R$ 2.523 412.641
7152-15 Pedreiro (chaminés industriais) R$ 2.394 R$ 2.450 246

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7152-05.

A Organizar o trabalho (4)
  • •Interpretar as ordens de serviço
  • •Especificar os materiais a serem utilizados na obra
  • •Calcular os materiais a serem utilizados na obra
  • •Orçar o serviço
B Preparar o local de trabalho (5)
  • •Providenciar a liberação do local de trabalho
  • •Selecionar as ferramentas e equipamentos
  • •Selecionar os equipamentos de segurança
  • •Providenciar o local para depósito de materiais e ferramentas
  • •Disponibilizar os materiais para a obra
D Construir estruturas de alvenarias (1)
  • •Preparar a argamassa para o assentamento
E Aplicar os revestimentos e contrapisos (2)
  • •Preparar argamassa (farofa) para o contrapiso
  • •Assentar os pré-moldados
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Coordenar trabalhos com outros membros da equipe
  • •Trabalhar em áreas de risco
  • •Trabalhar em grandes alturas
  • •Obedecer as normas de segurança
  • •Zelar pela qualidade do trabalho
  • •Manter-se atualizado quanto as normas técnicas e de segurança
  • •Preocupar-se com a produtividade
  • •Comunicar-se com clientes, superiores e colegas de trabalho
  • •Cuidar do material de trabalho
  • •Cumprir as especificações do fabricante

Sinônimos oficiais (5)

AcafeladorAjudante de calceteiroAsfaltadorCabuqueiroRasteleiro de asfalto

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7152-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um calceteiro?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.401 por mês, considerando as 5.619 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.804 (10% menores) a R$ 3.014 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.630 (RAIS 2024), 9.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando calceteiro?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 5.668 admissões contra 5.693 desligamentos, saldo de -25 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata calceteiro?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de rodovias e ferrovias (CNAE 4211101), com 20% das admissões e mediana de R$ 2.497. A ficha de calceteiro no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de calceteiro?

7152-05 (família 7152 — Trabalhadores de estruturas de alvenaria). A CBO reconhece também os títulos: Acafelador, Ajudante de calceteiro, Asfaltador, Cabuqueiro, Rasteleiro de asfalto — todos usam o mesmo código 7152-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser calceteiro?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7152: O grau de escolaridade exigido para atuar como profissional dessa área é o ensino fundamental. O aprendizado, geralmente, ocorre no canteiro de obras ou ainda pode ser obtido em escolas de formação profissional da área de construção civil. Para o pleno desenvolvimento das atividades requer-se experiência entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de calceteiro?

A taxa é de 15,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (23,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7152-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7152-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7152-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4211101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (5 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7152:

  • •Sergen Serviços de Engenharia S.A.
  • •Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-rj)
  • •Sindicato dos Técnicos Industriais de Santa Catarina (Sintec)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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