NCM Buscador
CBO 2002 Família 5112 R$ 1.800 na admissão +184 postos em 12 meses 51 atividades

CBO 5112-20 — Bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas)

O código 5112-20 identifica a ocupação bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas) na CBO 2002, dentro da família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 12 seções

O que faz um bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas)

Organizam e fiscalizam as operações dos ônibus e outros veículos de transporte coletivo, como condições de operação dos veículos, cumprimento dos horários, entre outros. Preenchem relatórios; preparam escalas de operadores; examinam veículos e atendem usuários. Agem na solução de ocorrências. Executam a venda de bilhetes em veículos, estações metropolitanas, ferroviárias e similares e administram valores.

Descrição oficial da família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os fiscais cobradores atuam em empresas de transporte terrestre. São empregados assalariados, com carteira assinada, trabalham em equipe, sob supervisão ocasional e ou permanente.Trabalham por rodízio de turnos, a céu aberto ou confinados em ambientes fechados e locais subterrâneos. Frequentemente, estão sujeitos a pressões e ao trabalho em posições desconfortáveis. Em muitas das atividades exercidas, são expostos a altas temperaturas, ruídos e material tóxico. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3423 - Técnicos em transportes rodoviários.

Recursos de trabalho

Calculadora; Carimbo; Catraca ou bloqueio; Circuito interno de TV; Cofre; Equipamento de som; Malote para depósitos; Rádio de comunicação; Telefone; Torniquete.

Quanto ganha um bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60010% ganham até R$ 1.800mediana R$ 1.84810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.700

Entrada × quem já está

R$ 1.800 ao ser admitido · R$ 1.700 para quem tem vínculo ativo -5,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas) foi de R$ 1.800 — metade das 955 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.600 e os 10% de maior, acima de R$ 1.848.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.700, ou seja, 5,6% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 37 meses.

Considerando a jornada média de 43.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.800
Por ano (12 salários)R$ 21.600
Por semanaR$ 414
Por hora (43.2h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.689 34,1%
  • Mulheres — R$ 1.804 65,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.784 33,8%
  • Mulheres — R$ 1.695 66,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 1.615
  • Sudeste 1.813

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 751 +127 — R$ 1.827 —
RJ 143 +79 — R$ 1.666 —
MG 64 +6 — R$ 1.619 —
PE 53 -20 — R$ 1.637 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.112

Desligamentos

928

Saldo

+184

Rotatividade

36,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+90) saldo negativo · pior: abr/26 (-17)

Em 12 meses houve 1.112 admissões e 928 desligamentos de bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas), o que significa que o mercado formal abriu 184 postos de trabalho no período, com rotatividade de 36,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 42,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 38,4% por dispensa sem justa causa, além de 4,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 42,7%
  • Dispensa sem justa causa 38,4%
  • Fim de contrato 4,5%

Sobre 928 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 2,9%
  • 1 a 4 empregados 2%
  • 5 a 9 empregados 1%
  • 10 a 19 empregados 2,3%
  • 20 a 49 empregados 2,3%
  • 50 a 99 empregados 1,5%
  • 100 a 249 empregados 4,6%
  • 250 a 499 empregados 3,6%
  • 500 a 999 empregados 52,6%
  • 1.000 ou mais empregados 27,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 7830200 · 51,9% das admissões 577 44h R$ 1.672 R$ 1.824 R$ 1.862 2% 1
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 11,4% das admissões 127 — — — — 2% 2
Transporte ferroviário de passageiros municipal e em região metropolitana 4912402 · 6,5% das admissões 72 45.6h R$ 1.590 R$ 1.631 R$ 1.665 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 4,5% das admissões 50 44h R$ 1.604 R$ 1.636 R$ 1.668 3% 4
Agências de viagens 7911200 · 4,3% das admissões 48 44.3h R$ 1.593 R$ 1.638 R$ 1.679 1% 1
Transporte metroviário 4912403 · 3,9% das admissões 43 44h R$ 2.025 R$ 2.050 R$ 2.075 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal 4921301 · 3% das admissões 33 44h — R$ 1.621 — 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal, exceto em região metropolitana 4922101 · 2,7% das admissões 30 51.9h — R$ 1.621 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.570 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

37 meses

No setor público

0,2%

Em empresa do Simples

6,8%

Sexo

  • Homem 34,3%
  • Mulher 65,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,9h/sem
  • Pessoas com deficiência2,8%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 2.570 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 70,7%
  • Branca 21,8%
  • Preta 7,1%
  • Amarela 0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º ao 9º ano 0,8%
  • Fundamental completo 2%
  • Médio incompleto 4,2%
  • Médio completo 86,5%
  • Superior incompleto 2,3%
  • Superior completo 3,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,1%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º a 9º ano 0,5%
  • Fundamental completo 1,5%
  • Médio incompleto 1,7%
  • Médio completo 86,7%
  • Superior incompleto 4%
  • Superior completo 5,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,2%
  • 5 a 9 empregados 3,1%
  • 10 a 19 empregados 2,1%
  • 20 a 49 empregados 2,6%
  • 50 a 99 empregados 2,7%
  • 100 a 249 empregados 4,4%
  • 250 a 499 empregados 2,8%
  • 500 a 999 empregados 31,7%
  • 1.000 ou mais empregados 47,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso a essas ocupações requer o ensino fundamental, exceto para o bilheteiro (estações de metrô, trens e assemelhadas) cujo pré-requisito é ensino médio. Todas as ocupações, exceto a de cobrador, é preciso qualificar-se em cursos profissionalizantes acima de quatrocentas horas/aula, geralmente oferecidos pelas próprias empresas. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5112.

Qual especialização paga mais na família 5112

Todas as ocupações de fiscais e cobradores dos transportes coletivos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5112-05 Fiscal de transportes coletivos (exceto trem) R$ 2.068 R$ 2.723 20.225
5112-15 Cobrador de transportes coletivos (exceto trem) R$ 2.352 R$ 2.450 54.124
5112-10 Despachante de transportes coletivos (exceto trem) R$ 1.921 R$ 2.271 14.600
5112-20 Bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas) (esta página) R$ 1.800 R$ 1.700 2.570

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5112-20.

B Preencher relatórios (4)
  • •Preencher relatório sobre passageiros especiais
  • •Preencher relatórios de venda de bilhetes
  • •Preencher relatórios de ocorrências
  • •Preencher formulário sobre mercadorias apreendidas
F Atender aos usuários (5)
  • •Auxiliar embarque e desembarque de usuários deficientes
  • •Acionar equipamentos para embarque e desembarque de deficientes
  • •Prestar primeiros socorros
  • •Recolher objetos encontrados
  • •Entregar objetos no setor de achados e perdidos
G Fiscalizar o fluxo de usuários (7)
  • •Fiscalizar o acesso de usuários
  • •Fiscalizar o uso de bilhetes especiais e crachás de passagem livre
  • •Analisar bilhete rejeitado
  • •Substituir bilhetes rejeitados
  • •Apreender bilhetes, passes e crachás falsos
  • •Operar equipamentos (catraca, escada rolante e sala de supervisão operacional)
  • •Fiscalizar áreas de embarque
H Administrar valores (10)
  • •Conferir fundo fixo recebido
  • •Conferir a catraca ou torniquete
  • •Conferir quantidade de bilhetes
  • •Vender bilhetes e passagens
  • •Conferir autenticidade da moeda e ou passe
  • •Carimbar vales-transportes
  • •Guardar valores em cofre (sangria)
  • •Administrar estoques de bilhetes e troco
  • •Realizar depósito
  • •Participar da conferência dos valores depositados
I Agir nas ocorrências (4)
  • •Auxiliar na retirada de usuários do veículo
  • •Acionar corpo de segurança
  • •Atuar em falhas do trem
  • •Conduzir o trem
Y Comunicar-se (5)
  • •Prestar informações aos passageiros
  • •Comunicar aos passageiros sobre anormalidades no sistema ou percurso
  • •Comunicar às estações sobre objetos esquecidos
  • •Comunicar à central ou plantão sobre ocorrências com equipamentos e ou veículos
  • •Redigir comunicação interna
Z Demonstrar competências pessoais (16)
  • •Demonstrar auto-controle
  • •Demonstrar honestidade
  • •Demonstrar atenção
  • •Dar provas de habilidades manual, visual, auditiva e de memorização
  • •Demonstrar paciência
  • •Demonstrar organização no manuseio de valores
  • •Manter boa apresentação
  • •Agir educadamente
  • •Demonstrar simpatia
  • •Atualizar-se
  • •Demonstrar empatia
  • •Dar provas de criatividade
  • •Transmitir confiança
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Trabalhar com cautela
  • •Demonstrar discernimento

Perguntas frequentes

Quanto ganha um bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.800 por mês, considerando as 955 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.600 (10% menores) a R$ 1.848 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.700 (RAIS 2024), 5.6% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.112 admissões contra 928 desligamentos, saldo de +184 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros (CNAE 7830200), com 51,9% das admissões e mediana de R$ 1.824. A ficha de bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas)?

5112-20 (família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5112: O acesso a essas ocupações requer o ensino fundamental, exceto para o bilheteiro (estações de metrô, trens e assemelhadas) cujo pré-requisito é ensino médio. Todas as ocupações, exceto a de cobrador, é preciso qualificar-se em cursos profissionalizantes acima de quatrocentas horas/aula, geralmente oferecidos pelas próprias empresas. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5112-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5112-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5112-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7830200), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5112:

  • •Auto Viação Abc Ltda.
  • •Auto Viação Brasil Luxo Ltda.
  • •Auto Viação Urubupungá Ltda.
  • •Cnt - Confederação Nacional dos Trabalhadores
  • •Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
  • •Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)
  • •E. A. O. Penha - São Miguel Ltda.
  • •Empresa Ed Transporte Flores Ltda.
  • •Kuba - Viação Urbana Ltda.
  • •Sindicato da Empresas de Transportes Coletivos Urbanos
  • •Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo
  • •Viação Bristol Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
Voltar ao topo